Maquiagem minimalista

Uma leitora pediu para eu mostrar a atualização das minhas maquiagens, só que desta vez com os pincéis que uso.

Como já faz 1 ano que eu publiquei o último post sobre o assunto, aqui vai uma foto das minhas maquiagens atuais:

maquiagem minimalista 1

  • 1 lápis preto para olhos (Urban Decay)
  • 1 delineador preto para olhos (Urban Decay)
  • paleta de sombras (Urban Decay)
  • 1 base para o rosto (Missha)
  • 3 batons (MAC)
  • 2 blushes (MAC)

maquiagem minimalista

E meus pincéis:

  • 1 para blush
  • 1 para base líquida
  • 4 para olhos (estou pensando em reduzir os pincéis…)

~ Yuka ~

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A linha tênue entre ostentação e satisfação

Ostentação e satisfaçãoExiste uma linha muito, muito tênue onde caminhamos diariamente.

Essa linha é como se fosse um divisor entre a ostentação satisfação.

De um lado da linha, a ostentação.

Do outro lado, a necessidade atendida.

É muito fácil identificar se estamos caminhando no lado da ostentação.

Basicamente, são 2 perguntas cruciais:

  • Estou comprando para a minha satisfação ou para os outros?
  • Vou ter 100% de aproveitamento do produto/serviço?

A primeira pergunta é importante para avaliar se algo está sendo feito para mostrar para os outros. Aquele carro que você quer é para tentar provar para os outros que você é uma pessoa bem-sucedida? Aquela foto que você está tirando é para você guardar na sua memória ou para mostrar aos outros o quanto você parece ser feliz nas redes sociais? Aquela viagem nacional ou internacional que você pretende fazer, você permaneceria com os planos se não pudesse contar para ninguém?

A segunda pergunta mostra se estamos comprando produtos ou contratando serviços além do necessário. Aquele fogão de 6 bocas que você tem, você realmente usa 6 panelas simultaneamente na hora de cozinhar, ou serve apenas para deixar algumas panelas encostadas? Aqueles sapatos abarrotados na sapateira são usados com frequência, ou você usa sempre os mesmos sapatos? Aquele plano anual de academia que você pagou está valendo a pena, ou você vai só algumas vezes e já está quase desistindo?

Esses dias, em uma roda de conversa, surgiu o assunto de que eu moro em um bairro bom, então supostamente, sou ‘rica’. Ao mesmo tempo, sou ‘pobre’ por não ter um carro e usar transporte público.

Eu só fiz a seguinte pergunta para eles:

– Supondo que as duas opções dessem o mesmo gasto, qual você preferiria: a.) morar perto do trabalho e não ter carro; b.) morar longe do trabalho e ter carro.

Eu escolhi morar perto do trabalho. Essa opção não traz status, mas traz qualidade de vida.

Toda vez que eu e meu marido compramos algo, sempre fazemos essa pergunta. É necessidade ou ostentação? Eu não decidi viver com menos. Eu decidi viver com o suficiente.

Quando se aprende a avaliar, aprende-se a consumir de forma adequada.

É quando sentimos aquela sensação da suficiência, de estarmos satisfeitos com o que já possuímos.

As pessoas que não sabem ainda reconhecer esse sentimento de suficiência, possuem dificuldades para entender quando digo ‘não’ para brindes, quando digo que não estou precisando de nada no momento, quando digo que minhas filhas já possuem roupas ou brinquedos suficientes.

Não gasto (à toa) por ter a consciência de que aquilo não é necessário.

É estar satisfeita de que o que as pessoas julgam como pouco, é o suficiente para mim.

~ Yuka ~

O ato de fazer “regifting”

regifting

Durante muitos anos eu costumava usar roupas que não combinavam, bolsas que não gostava, sapatos que machucavam, decorações em casa que não ornavam, simplesmente por um único motivo: porque havia ganhado de presente.

Depois do minimalismo, o sentimento de não querer conviver com aquilo que não traz significado para mim aumentou. E passei a não ter dor na consciência em descartar ou passar adiante itens que não tinham nada a ver comigo.

Eu deixei de usar roupas desconfortáveis, sapatos apertados, shampoos e sabonetes de hotéis, amostras grátis, brindes etc.

E parei de ficar sem graça em repassar presentes que ganho para outras pessoas. Eu agradeço muito, de coração, presentes que recebo. Mas já não me sinto mal de repassar o presente para outra pessoa.

Meu marido falou que há um episódio no seriado Seinfeld que fala justamente sobre essa prática: o regifting.

Quando conheço a loja, até faço a troca por uma coisa que estou precisando. Quando não dá para trocar, repasso para alguém que está precisando.

E desde então, fazer regifit se tornou uma prática comum aqui em casa.

~ Yuka ~

Precisamos de menos do que acreditamos

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Fonte: iStock

Diariamente, nos fazem acreditar de que precisamos de muitas coisas para alcançarmos a tal da felicidade.

Nos convenceram de que precisamos de uma casa própria, um carro do ano, a roupa da moda, colocar os filhos na melhor escola do bairro… mas não.

Precisamos de bem menos do que acreditamos.

As pessoas por não acreditarem nisso, tem obsessão em serem algo que não são. Querem parecer ricas, querem parecer inteligentes, querem parecer estilosas, querem parecer autoconfiantes, querem parecer felizes. E nessa luta diária de parecer algo que não são, sofrem silenciosamente.

Compram coisas que não precisam, discursam sobre coisas que não retratam a sua realidade para parecer algo que não são. Na ânsia de tentar convencer os outros, tentam convencer a si mesmo sobre tal ilusão.

Querem impressionar quem? Os colegas de trabalho? Os parentes? As pessoas que mal conversam no Instagram e Facebook?

Temos um batalhão de pessoas que se parecem ricas, mas que na verdade possuem dívidas. Que se parecem inteligentes, mas na verdade só repetem o que outras pessoas falaram. Que parecem ser estilosas por natureza, mas que na verdade são inseguras. Tentam passar uma imagem do que não é. Para que? Para quem?

Daí as únicas perguntas que vem na minha cabeça é:

Vale a pena tanto esforço?

Está valendo a pena vender uma imagem do que não é?

Numa sociedade que lucra com a nossa insegurança, gostar de si mesmo é um ato de rebeldia. – Paul Stanley

~ Yuka ~

Viver com menos papel

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Há alguns anos eu tenho tentado manter uma rotina de viver com menos papel.

Essa iniciativa facilitou muito a minha vida, pois desde então, consigo acessar todas as informações de qualquer lugar e em qualquer dispositivo (além de otimizar bastante espaço em casa).

A seguir, compartilho com vocês o que eu tenho feito:

1.) Livros: praticamente todos os meus livros físicos foram doados. Verifiquei se os livros já possuíam versão online e mantive somente aqueles (em papel) que com certeza leria novamente. Ou seja, permaneceram somente poucos e bons livros em papel.

Substituto: Kindle

kindle.png

2.) Bloco de anotação, caderno, caneta, listas: eu anoto tudo no celular. Desde lista de supermercado, lista de compras, lista dos médicos da família, dos remédios que tenho em casa, lista das nossas conquistas, das tarefas da semana, etc.

Substituto: Celular

Celular.png

3.) Comprovantes de pagamento, notas fiscais, manuais, caderno de receitas, documentos: eu comecei a utilizar o Evernote desde o ano passado e de verdade? Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Eu armazeno TUDO no Evernote: cópias do meu RG, CPF, passaporte, carteira de trabalho, comprovantes de pagamento, notas fiscais, manuais, receitas culinárias, carteira de vacinação da família, etc. Com certa frequência, preciso recuperar algum documento e para isso eu só preciso acessar a internet (pode ser pelo celular, notebook, tablet etc) e baixar o documento. Mantenho somente o último boleto das contas de luz, gás em papel, mas é mais para comprovar minha residência, em caso de necessidade.

Substituto: Evernote

Evernote.png

4.) Fotos: Antes eu armazenava as fotos no meu notebook e fazia backup em um HD externo. Hoje guardo todas as fotos na nuvem, utilizando o serviço gratuito do Google Foto.

Substituto: Google Fotos

Google Foto.png

5.) Quando estou em algum lugar externo e preciso anotar algo, eu geralmente tiro foto. Um cartão de visita? Foto nele. Um slide interessante de uma apresentação? Foto nele. Número de telefone de uma loja? Foto nele. Um mapa de como chegar até determinado lugar? Foto nele também

Substituto: a câmera do celular

Com essas práticas, os papéis que ficavam armazenados em pastas e mais pastas, se tornaram virtuais.

~ Yuka ~

De quantos sapatos eu preciso – post 3

Depois de 2 posts (post 1 e post 2) e passados alguns anos, a quantidade de meus sapatos diminuiu consideravelmente. Nestes 5 anos, de 17 calçados, a minha relação com o consumo amadureceu e hoje eu tenho exatos 6 calçados:

Captura de Tela 2018-01-17 às 09.09.56.png
1 sapatilha preta
sapatilha nude.png
1 sapatilha nude
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1 sandália caramelo
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1 ankle boots
chinelo.png
1 chinelo
Captura de Tela 2018-02-19 às 12.09.13
1 tênis

São os que eu preciso. Uso todos com muita frequência e todos são confortáveis.

– Yuka –

Quanto menos coisas, melhor

Existe uma ilustração do artista de rua NemO’s que representa muito bem a sensação de quando eu tinha muitos objetos, alguns bens e muita responsabilidade.

Consumismo.jpg
Imagem daqui

Nessa ilustração acima, cada objeto fica amarrado no homem por um fio. Conforme ele vai adquirindo mais objetos, mais responsabilidades ele tem, e consequentemente, mais pesado ele se torna, chegando a uma situação de quase afogamento. Se prestarmos atenção ao nosso redor, podemos perceber várias pessoas que estão nesta mesma situação.

Ao adquirir um imóvel, geralmente financiado por um banco por décadas, vem também a vontade de decorar o apartamento… começa com uma televisão nova e um sofá confortável para acompanhar, a instalação de uma cozinha equipada com armários planejados, sem esquecer o guarda-roupa planejado do quarto, um banheiro com uma bancada de mármore… Depois vem as responsabilidades de um proprietário de um imóvel… Descobre-se uma infiltração na parede do banheiro, uma torneira com goteiras, fora os boletos do IPTU, condomínio, gás, luz, e com todos esses gastos, aquelas parcelas mensais do financiamento, que antes parecia estar sob controle, começa a pesar. Com todas as infinitas parcelas do financiamento, passamos a ter uma única certeza: de que não podemos perder o emprego. O medo de perder o emprego e a certeza das parcelas do financiamento que chega todos os meses nos paralisa, impede inclusive de enxergar as boas oportunidades.

Ao comprar diversos equipamentos como uma panificadora, omeleteira, sorveteira, máquina para fazer macarrão, uma torradeira, pipoqueira, sanduicheira etc, precisamos de espaço maior na cozinha para armazenamento. Cozinha maior implica morar em uma casa maior. Casa maior implica em comprar móveis maiores para preencher espaços vazios. Preencher espaços vazios significa precisar trabalhar por mais tempo para conseguir dinheiro e gastar mais tempo com limpeza. Gasta-se mais tempo com limpeza, gasta-se dinheiro com mais produtos de limpeza. Não podemos esquecer do condomínio e IPTU, já que eles são cobrados por metro quadrado.

Ao comprar ou ganhar joias, queremos mostrar aos outros para ostentar, mas ao mesmo tempo surge o medo de sofrer um assalto.

Se moramos em uma casa linda, queremos estar arrumados, aquelas roupas do guarda-roupa já não servem mais. Compra-se mais roupas, mais sapatos, mais acessórios, precisamos comprar um guarda-roupa maior.

Para sair desse tipo de looping infinito, comecei me desvencilhando de objetos… foram inúmeras blusas pretas que tirei do guarda-roupa, calças jeans que já não serviam há anos, blusas desbotadas e acessórios que não me representavam mais.

Depois veio a vontade de tirar pessoas que me puxavam para baixo. Pessoas que se diziam amigas, pessoas que precisávamos engolir por ser da família.

Passei a descobrir o real significado da qualidade. Muitas vezes, ter menos coisas é melhor. Ter menos coisas dá mais satisfação e menos trabalho para manter.

Inclusive, deixei de usar diversos itens da casa que me fez ganhar inclusive tempo, por não precisar me preocupar com coisas (por exemplo: tapetes, saia para cama box etc).

E a cada objeto, coisas, pessoas que eu me desfaço, uma ‘linha’ é cortada e eu vou ficando cada vez mais leve.

Hoje, tenho poucas linhas que estão amarradas em mim.

Isso tornou a minha vida mais leve. Quanto menos, melhor.

~ Yuka ~