Viver com simplicidade

simplicidade

Abro os olhos e a casa em silêncio. Meu marido e minhas filhas ainda dormem.

Levanto da cama e desligo a iogurteira. Transfiro para um pote para coar o soro, dentro de algumas horas, terei meu iogurte grego para comer no café da manhã com a granola caseira que fiz semana passada.

Como acordei cedo, aproveito para fazer um pão. Em 45 minutos, a casa inteira estará cheirando a pão quentinho.

Enquanto asso o pão, amamento a minha filha, deitada na cama mesmo, sentindo seu cheirinho gostoso de bebê, enquanto ela mama estalando a boca.

Depois que todos acordam e tomam o café da manhã, como o tempo está bonito, decidimos fazer um piquenique em um parque perto de casa.

Preparo um sanduíche rapidinho, separo algumas frutas, suco, água, tudo bem improvisado e coloco na bolsa térmica, sem esquecer de levar alguns pães para dar aos pássaros e peixes do parque.

Após passar uma tarde gostosa no parque, voltamos para a casa, tomamos banho, faço uma janta simples e quando olho no relógio, já passou da hora das crianças dormirem. Um corre-corre para colocar pijama, escovar os dentes, ler uma historinha e se preparar para dormir.

E aí começa a jornada das tarefas de casa: limpar a bagunça, recolher os brinquedos, lavar a roupa, enfim, tudo o que é necessário para manter a casa em ordem. Enquanto meu marido faz essa parte, eu vou para a cozinha preparar a comida que iremos levar amanhã no trabalho.

Já tarde da noite, sentamos ao redor da mesa de jantar para tomarmos um café (para ele) e um chá (para mim) – nenhum dos dois perde o sono com a cafeína – para conversarmos um pouco… ou muito… Geralmente gastamos nosso tempo conversando, conversando, conversando, nossa como a gente conversa.

E geralmente é assim que termina o nosso fim-de-semana.

Uma preciosidade sem tamanho viver assim, uma decisão acertada de viver uma vida com simplicidade.

~ Yuka ~

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Significado do luxo nos tempos atuais

Há alguns anos, eu achava que luxo era ter coisas caras.

Hoje tenho certeza que luxo é ter liberdade para fazer escolhas.

luxo antes
ANTES – meu conceito do significado da palavra “luxo” (foto retirada daqui)
luxo depois
DEPOIS – meu conceito do significado da palavra “luxo” (foto retirada daqui)

 

Hoje, pra mim, o luxo-supremo é ter tempo. E percebi os meus pequenos luxos da licença-maternidade:

– poder passear durante a semana em horário comercial

– dormir até mais tarde

– não precisar sair de casa em dias de chuva e frio

– usar moletom

– cochilar depois do almoço sentindo o cheirinho do cabelo da minha bebê

– não precisar pegar metrô em horário de pico

– assistir um seriado, comendo pipoca, em plena segunda-feira à noite

– ter tempo para puxar conversa com a moça do caixa do supermercado, da farmácia e com os moradores do prédio

– cozinhar com calma

– ter tempo pra pensar na vida

É ou não é um luxo?

Parece bobeira, mas são pequenas ações, que geralmente não consigo fazer por falta de tempo.

Incrível como a idade e a experiência faz a gente mudar os conceitos que temos sobre certos assuntos.

O tempo tem uma forma maravilhosa de nos mostrar o que realmente importa. – Caio Fernando Abreu

– Yuka –

Use o mínimo possível do tempo dos outros

hora trabalhada

Outro dia, conversando com as minhas amigas, percebi como eu não gasto dinheiro. Falei até orgulhosa para o meu marido, que ele deveria se orgulhar de mim (cof cof), já que sou uma mulher que não dá tantos gastos assim.

Eu aprendi a fazer as minhas unhas em casa, a limpar a minha pele. Eu aprendi a fazer colares, pulseiras e brincos, aprendi a fazer artesanatos. Aprendi a fazer pequenos reparos nas roupas, a incluir a limpeza da casa na rotina do dia-a-dia, a lavar roupa durante a semana, preparar comida no dia anterior para levar marmita ao trabalho. Eu aprendi a trocar o chuveiro, trocar lâmpadas, usar a furadeira, colocar prateleiras, pintar as paredes, consertar pequenas trincas, vazamento de torneiras. Eu aprendi a plantar temperos em casa. Eu aprendi a fazer pequenos móveis como uma mesa de escritório e uma mesa lateral para o sofá.

Talvez no Brasil temos o costume de terceirizar tudo pela mão-de-obra “ser barata”?.

Eu tenho muito carinho pelo dinheiro suado que recebo 1 vez por mês. E apesar de não me importar em gastar, não gosto de gastar mal o meu dinheiro. Por isso avalio muito bem antes de comprar ou contratar algum serviço. Tem que valer muito a pena.

Você sabe quanto vale a sua hora trabalhada?

Vamos considerar que uma pessoa recebe R$1.000,00 (líquido) todos os meses. Divida o salário por 22 (dias) para descobrir quanto recebe por dia. Depois divida por 8 (horas) para descobrir o valor da hora trabalhada. 

No exemplo acima daria: 

R$1.000,00 / 22 = R$45,45 (valor que recebe por dia trabalhado)

R$45,45 / 8 = R$5,68 (valor que recebe por hora trabalhada)

Uma pessoa que recebe R$1.000,00 que quer comprar um celular de última geração, terá que trabalhar 704 horas para conseguir pagar um celular de R$4.000,00… será que vale a pena?

Depois que aprendi a pensar desta forma, parei de comprar sapatos a R$250,00. Hoje calço sapatilhas que custam 20% desse valor e que cumprem a mesma função.

Muitas das coisas que eu aprendi, foi assistindo vídeos no YouTube. Você vai se surpreender como poderá economizar, aprendendo a fazer coisas que antes eram impensáveis.

~ Yuka ~

A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades

girassol

Sempre ouvimos que temos que aproveitar cada minuto da nossa vida, pois a vida é curta. Inclusive, li outro dia na internet de que os dias são longos, mas os anos, curtos.

Concordo na parte de que temos que aproveitar cada minuto da vida, mas você já parou para pensar como a vida é longa?

A vida sempre deu e continua dando chance para recomeços.

Eu comecei e terminei relacionamentos, troquei de empregos, mudei hábitos, passei a entender melhor algumas pessoas, comecei a compreender meus medos, minhas angústias, minhas inseguranças, passei a acolher meus defeitos e a me orgulhar dos meus feitos.

A vida é um eterno recomeço. Todos os dias ao acordar, eu sei que tenho a chance de mudar alguma coisa da minha vida.

Quantas pessoas você conhece que já recomeçou?

Eu conheço muitas. Pessoas que correm atrás dos sonhos. Lutam pelo que acredita. Tropeçam e levantam inúmeras vezes sem medo de serem julgadas.

Eu quero ser daquelas pessoas que ao olhar para trás, tenha orgulho dos vários recomeços. Dos vários tropeços. Das diversas conquistas.

O tempo, diferentemente do dinheiro, não pode ser poupado para ser usado depois. Ou usa-se, ou perde-se.

“Você só vive uma vez, mas se viver direito, uma vez é suficiente.” – Mae West

Sempre que falo sobre tempo, lembro do comercial do cartão Visa que passou no final de 2003. Faz 14 anos que esse comercial passou na televisão, mas continua presente na minha memória:

 

“Dizem que a vida é curta, mas isso não é verdade.

A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.

E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança traquina brincando de esconde-esconde.

Infelizmente, às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos: a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa que não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos.

A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador; quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria.

E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos…

Porque a vida é agora.”

~ Yuka ~

Viver d.e.v.a.g.a.r

tomando-cha

Viver devagar… Parece fácil, mas não é. Parece descomplicado, mas não é. Só parece. Porque na atual conjuntura, viver devagar é para poucos.

Eu moro numa das capitais mais movimentadas do mundo. São Paulo é rodeada de pessoas dia e noite. Não há horário ou fim-de-semana em que a rua fique com poucos carros, as pessoas têm muita pressa, se esbarram umas nas outras a fim de chegar 1 minuto mais rápido para qualquer lugar, não importa onde.

Pego o metrô e a maioria está imersa no seu próprio mundo – o smartphone. Ninguém percebe que estou grávida, obviamente, ninguém cede o assento para mim. É assim todos os dias. Foi assim na outra gestação.

Olho pra todo mundo e agradeço por ter tido a possibilidade de acordar desse pesadelo que é seguir a manada. Para o meu alívio, sinto que não estou na mesma sintonia que todos.

Eu não preciso do que a maioria das pessoas precisam. Não tenho carro, me desfiz do apartamento, tenho poucas roupas, poucos sapatos, poucas maquiagens. Eu não preciso andar rápido só porque todo mundo anda. Eu não preciso provar nada a ninguém, principalmente de que sou capaz de viver e ser feliz com muito pouco.

A minha meta atual é viver com menos informação e menos pressa. Fazer um detox digital. Sinto às vezes que o excesso de informação tem prejudicado a minha concentração e paciência. Para quem trabalha com informação, ficar sem informação é terrível, mas para quem já conseguiu se libertar da televisão, quem sabe? Será necessário aprender a selecionar as informações mais relevantes.

Quero aprender a fazer meu chá e me concentrar somente no chá.

Quero conseguir esperar pelos meus amigos sem ter vontade de espiar meu celular.

Quero lavar a louça e pensar na vida, não assistir vídeos como faço hoje.

Há muitos anos, eu tinha o costume de fazer tudo ao mesmo tempo. Lembro de uma cena exagerada (mas real) e inacreditável: eu, andando em uma bicicleta ergométrica, assistindo novela, falando no celular com uma amiga (o celular encaixado no pescoço torto) e fazendo tricô. Sim. Tricô. Tudo bem que a linha enroscava com frequência no pedal. Eu fazia 4 coisas ao mesmo tempo e não me orgulho desse passado.

Acredito que o fundamental para desacelerar e viver devagar é aprender a fazer uma coisa de cada vez e apreciar cada atividade, seja ela qual for.

Não adianta fugir para as montanhas se a inquietação continuará conosco. Por isso acredito que é possível viver devagar mesmo morando em uma das capitais mais movimentadas do mundo.

~ Yuka  ~

Sabedoria do Mujica

Esse vídeo não é recente, mas uma frase que o ex-presidente do Uruguai falou não sai da minha cabeça…

“Quando compro algo, não pagamos com dinheiro. Pagamos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter aquele dinheiro.”

O vídeo todo é uma lição de vida… Uma verdade que dói no peito. Profundo e sincero. Vale a pena assistir.

“A forma como vivemos e nossos valores são a expressão da sociedade na qual vivemos.

E a gente se agarra a isso.

Não digo isso por ser presidente do Uruguai hoje.

Penso muito sobre isso.

Passei mais de dez anos na solitária.

Tive tempo… em 7 anos nem sequer li um livro.

Tive muito tempo para pensar.

E descobri o seguinte.

Ou você é feliz com pouco, com pouca bagagem, pois a felicidade está em você.

Ou não consegue nada.

Isso não é apologia da pobreza, mas da sobriedade.

Só que inventamos uma sociedade de consumo e a economia tem de crescer ou acontece uma tragédia.

Inventamos uma montanha de consumos supérfluos.

Compra-se e descarta-se.

Mas o que se gasta é tempo de vida.

Quando compro algo,

Não pagamos com dinheiro.

Pagamos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter aquele dinheiro.

Mas tem um detalhe.

Tudo se compra, menos a vida.

A vida se gasta.

E é lamentável desperdiçar a vida para perder a liberdade.”

~ Yuka ~

Como otimizar o tempo com (ou sem) um bebê em casa

otimizar_tempo

Olá queridos!

O tempo tem passado rápido para vocês? Pra mim também. Mas apesar dos apesares, ainda acho que estou conseguindo aproveitar bem os meus dias, semanas e meses.

As duas palavrinhas de ordem pra otimizar o tempo é PLANEJAMENTO e PRIORIDADE.

Muitas coisas precisaram ser adaptadas (como o espaço da minha casa, lembra?) desde que a minha bebezinha nasceu. E eu percebi que unindo o planejamento e a prioridade a gente tem tudo para ganhar mais tempo e de quebra ficar um pouco menos estressada. Por isso hoje, vou falar sobre o que eu tenho feito para tentar otimizar um pouco mais o tempo.

Vou dar um exemplo de Planejamento:

  • se eu já deixo sempre uma lista de supermercado pronta, dificilmente vou esquecer de comprar algo que está faltando na despensa. Isso evita ter que ir ao supermercado 2, 3 vezes por semana. Viu? Só nisso já ganhei uma meia hora. Por isso quando eu pego o último creme de leite da despensa, já acrescento na minha lista de supermercado. Se eu vejo que o arroz está quase acabando, acrescento também na lista. Então quando decidimos ir ao supermercado, a lista está sempre pronta. Ah, essa lista fica compartilhada no celular com o meu marido. Ele acrescenta um item e aparece na minha lista e vice-versa.

Agora um exemplo de Prioridade:

  • imagine a cena: seu filho tirou um cochilo às 11h e a casa está uma bagunça. O que você faria?
    • almoçar
    • arrumar a casa
    • descansar um pouco, ver internet, televisão

Eu iria almoçar, mesmo sendo 11 horas da manhã e não tendo fome. Vai que ele acorda e depois não consigo almoçar? E tentaria arrumar a casa nos 5 minutinhos aqui, 10 minutos ali que eu conseguisse. Eu já deixei para almoçar mais tarde e só conseguir sentar para comer às 16h.

A seguir, algumas coisas que eu tenho feito:

1.) Acesso a internet como um meio de otimizar tempo: pesquiso preço de algum eletrodoméstico, compro itens na farmácia (se conseguir planejar e antecipar a compra de alguns produtos que você sabe que vai precisar daqui a 2, 3 meses, com o intuito de aumentar o valor de compra, muitas farmácias oferecem frete grátis.). Ah, compro sempre utilizando o cartão de crédito e pelas farmácias cadastradas no Meliuz (fiz um post sobre isso aqui).

2.) Não assisto televisão. Quando sento no sofá sei exatamente o que quero assistir (um filme, um seriado, um documentário).

3.) Olhos de gavião para destralhar de forma contínua. Ter menos coisas dá menos trabalho: para limpar, tirar poeira…

4.) Faço faxina de forma parcelada. Tudo bem que é muito gostoso ter a casa limpa de uma única vez, mas muitas vezes não dispomos de tantas horas para fazer a faxina. Isso vale também para lavar as roupas, lavo as roupas ao longo da semana que quando chega o fim de semana não tem mais nada para lavar.

5.) Quando falamos em lavar roupa, logo em seguida vem o que? Passar roupa. Eu só passo o que realmente precisa. Ou seja: não passo toalhas, não passo roupas de cama, não passo roupas com elastano, não passo panos de prato e por aí vai.

6.) Quando cozinho, sempre penso na refeição seguinte. Estrogonofe? Separo um pouco do frango que refoguei para o almoço do dia seguinte. Bolo de carne moída? Separo um pouco da carne e enrolo para virar almôndegas. Macarrão à bolonhesa? Separo um pouco da carne refogada (sem o molho) para depois misturar azeitona, milho e ervilha. Creme de queijo no pão italiano? Faço o creme de queijo a mais para fazer macarrão 4 queijos no dia seguinte.

7.) Crio estações de trabalho para cada situação. Para a troca de fraldas tem um cesto com tudo, desde água morna, algodão, pomadas, fraldas, trocador, etc. Para a bolsa de passeio tem guarda-chuva, uma muda de roupa, fraldas e lenço umedecido, etc. No guarda-roupa da minha filha tem uma sacola onde vou colocando todas as roupas que ficaram pequenas. Quando essa sacola fica cheia, vejo se as roupas estão em bom estado, dobro cada roupinha e guardo numa caixa organizadora para o próximo filho. Em cada caixa tem uma etiqueta informando o período em que ela usou (0 a 4 meses, 5 a 7 meses).

8.) Deixo um pouco de dinheiro guardado na gaveta para situações de emergências, para não precisar sair correndo no banco. Quando eu uso, reponho logo em seguida.

9.) No congelador sempre tem pão de queijo congelado e massa para preparar cookie. Se recebo visitas inesperadas, “olha o pão de queijo saindo do fornooo”

10.) Uso de forma assídua a agenda do meu celular.

  • Se eu sei que minha filha precisa tomar vacinas aos 2, 3, 4, 5, 6, 12, 15 e 18 meses, aos 4, 6, 9 e 15 anos de idade já vou anotando na agenda. Sim, já coloquei na agenda a vacina que ela irá tomar em 2030, quando tiver 15 anos. Assim não preciso me preocupar com isso, pois sei que já está tudo anotado.
  • Aniversários de pessoas queridas já ficam anotados na agenda de forma contínua, ano após ano.

11.) Ter uma despensa organizada para evitar aquela corrida ao supermercado de última hora (tem um post aqui sobre como organizar a despensa).

12.) Fazer do backup do celular uma rotina. Ano passado roubaram meu celular. Ainda bem que eu tinha o costume de fazer backup sempre. Todas as informações foram recuperadas. Não precisei adicionar novamente os contatos, minhas listas foram recuperadas, enfim, tudo.

13.) E o último, que eu acho muito importante, é desencanar, relaxar um pouco. Não descabelar com o leite derramado no sofá, a toalha de mesa que sujou com os respingos do macarrão, o piso porcelanato que não brilha mais, as paredes sujas com as mãozinhas pequenas que se apoiam na parede enquanto aprende a andar, lavar as roupas da bebê junto com as minhas roupas, eu dou de mamar deitada, enquanto minha filha mama no peito, eu aproveito para descansar… enfim, digo pro meu marido que tudo isso é vida. Uma casa que não tem vida sempre ficará arrumadinha, sem sujeira, sem bagunça. Se sujar, é só limpar. E se mesmo assim a sujeira não sair, espere seus filhos crescerem mais um pouco e se dê de presente a mobília dos seus sonhos.

~ Yuka ~

O TEMPO é um recurso não-renovável

Valor do tempo
Fonte da foto

Outro dia meu sobrinho estava em casa e saiu o assunto de que ele queria virar adulto para não precisar obedecer.

Expliquei que ele estava enganado, pois quando viramos adulto, precisamos obedecer mais pessoas além da nossa mãe, como o chefe do seu trabalho, as leis do nosso país, etc.

E fui procurar na internet a definição de cada fase da nossa vida. E descobri que a Organização das Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde e o Estatuto da Criança e do Adolescente não entram em um consenso em relação a idade de criança adulto, idoso, etc, resolvi tomar como média as idades de cada fase, visto que é só para uma questão de exemplo:

Temos 5 fases na nossa vida:

  • Bebê: 0 a 2 anos de idade
  • Criança: a partir de 2 a 12 anos de idade
  • Adolescente: a partir de 12 a 20 anos de idade
  • Adulto: a partir de 20 a 60 anos de idade
  • Idoso: a partir de 60 anos de idade

Convertendo em duração de cada fase, ficaria assim:

  • Bebê: duração de 2 anos
  • Criança: duração de 10 anos
  • Adolescente: duração de 8 anos
  • Adulto: duração de 40 anos
  • Idoso: duração de 15 anos (considerando a expectativa de vida de 75 anos de idade – IBGE 2013)

Neil Fiore, especialista em produtividade pessoal falou que tempo “é um recurso não-renovável. Uma vez gasto, e se você gastá-lo mal, ele se vai para sempre”.

Meu sobrinho tem 7 anos de idade. Isso significa que ele já usou 50% da sua “fase Criança”. Falei pra ele que a fase em que ele está é uma das que são mais curtas… Mais 5 anos e ele será um adolescente. E nunca mais poderá voltar a ser criança. Quando expliquei isso pra ele, ele percebeu que tem que ser mais criança, aproveitar essa fase para brincar muito, porque esse tempo não voltará nunca mais.

Por isso quando vejo um bebê vestido de homenzinho ou de um bebê vestido de mulher, eu não consigo entender. Um bebê que nem sabe andar que está de sapato, uma criança que deveria estar com seus brinquedos está usando salto alto e celular. Um adolescente que tem responsabilidade de um adulto.

Temos tão pouco tempo para desfrutar cada fase da vida, mas a pressa e a ansiedade faz com que sempre olhemos para onde queremos chegar, ao invés de aproveitar o momento. E quando chegamos na fase lamentamos por não ter aproveitado melhor a infância.

Por isso ao invés de sonhar com o futuro ou lamentar pelo passado, tente-se concentrar no hoje.
~ Yuka ~

O quanto somos influenciados?

ovelha
Fonte

Hoje o post é uma reflexão do quanto somos influenciados pela mídia e também pelas pessoas.

Durante a minha licença maternidade descobri o prazer de cuidar da minha vida (porque no trabalho, cuido da vida dos outros), arrumar a casa, cuidar do marido, passear com a minha filha, curtir os meus artesanatos. E também o prazer de ter TEMPO para pensar na vida.

A maioria de nós, trabalha de 8 a 10 horas por dia, sobrando pouco tempo para o lazer. Esse lazer muitas vezes é transformado em assistir a televisão. Só que: televisão = propaganda. Nós não assistimos ao o que queremos, e sim ao que “eles” querem.

Não ter tempo para pensar é o maior triunfo das indústrias. Se estamos sempre cansados e sem tempo, acabamos por não questionar, pois não pensamos na conseqüência daquela atitude. Somos movidos em massa, somos como um rebanho.

Aprendemos desde cedo que não podemos questionar as autoridades, que devemos obedecer. Não há diálogos nas escolas e no trabalho, muitas vezes só monólogos dos professores e chefes.

Há alguns anos, comprei uma bolsa de uma marca que eu considero cara, com a justificativa de que era uma bolsa de qualidade. Hoje não vejo o por quê de ter comprado, e vou explicar o motivo.

Quando vou em eventos da minha área, vejo a maioria das mulheres usando uma bolsa desta marca. E depois que percebi isso, sinceramente, sinto um certo mal-estar. É como se todas nós fossemos ovelhas, tão previsíveis, com comportamentos tão padronizados.

“Compre essa marca”, “essa marca é um luxo”, “essa marca é para poucos” e daí gastamos nosso salário em coisas que nos trazem status. Quantas vezes não compramos um objeto pensando em nos promover (mesmo que seja de forma inconsciente)? A maior prova disso são os logotipos visíveis, por exemplo, da bolsa que falei agora há pouco.

Eu considero que eu me antecipei ao ter comprado a bolsa. E doei porque não me identifico mais com esta marca. E desde então quando vou em eventos e reuniões, uso uma outra bolsa que eu tenho, esta, por sua vez, não ostenta a marca.

Eu não quero mais seguir o rebanho.

E você, quantas vezes não comprou algo só porque seu colega/amigo/parente tem algo e você desejou ter também? Já parou para pensar se era realmente o que você queria? Ou será que foi induzido por querer ter status ou fazer parte de uma “tribo”?

~ Yuka ~

O que faço com o tempo sobrando?

save time

Pois é.

Conforme eu fui organizando a casa, reduzindo tarefas, facilitando minha vida, filtrando melhor as pessoas que convivem comigo, achei que iria sobrar mais tempo para mim. Mas percebi uma coisa… quando sobra tempo, vou acessar a internet.

Toda vez que sobra um tempo, estou na internet.

Se antes eu tinha 1 hora livre, eu navegava por 1 hora. Se hoje tenho 4 horas livre, eu navego 4 horas na internet.

E comecei a perceber que quando sobrar algum tempo, preciso fazer outra coisa, descobrir outras atividades.

Hoje, fui fazer uma caminhada no parque. Não andei muito, mas já foi alguma coisa e foi muito gostoso.

O problema da internet é que está lá, do nosso ladinho, é só esticar o nosso braço para pegar o notebook, o celular, tablet, etc. Mas ao invés de ter a “diversão rápida”, preciso me distrair de outra forma, pois não quero ver a minha vida passando na frente do computador.

~ Yuka ~