Dicas para que o planejamento de longo prazo dê certo!

planejamento futuro

Eu já tinha percebido o motivo dos meus planos de curto, médio e longo prazo darem quase sempre certos.

Isso se deve a 2 coisas:

1.) acompanho os meus planejamentos com frequência

2.) faço pequenos ajustes ao longo do período

Lembro que uma amiga chegou a comentar que para ela seria impossível traçar metas tão longas, pois não conseguiria “engessar” o seu futuro como eu fazia.

Mas na verdade, é justamente o oposto. Eu não engesso, eu só traço alguns objetivos e vou fazendo pequenos ajustes ao longo do tempo.

Por exemplo, no meu planejamento de uns 5 anos atrás, constava que aos 33 anos eu iria casar com o meu namorado (que é o meu marido atual), depois compraríamos um carro aos 34 anos, e depois um apartamento financiado. Nesse meio tempo tentaríamos ter 3 filhos.

Mas conforme as coisas iam acontecendo, os ajustes também aconteciam. Hoje, a única coisa que foi concretizada desse planejamento foi o casamento. Porque para o restante (o carro, o apartamento, os filhos) a nossa opinião mudou. Resolvemos não ter carro, resolvemos vender o apartamento para viver de aluguel e decidimos que 2 filhas já estava bom.

E só para reafirmar: está tudo bem alterar o planejamento. Aliás, ajustar o planejamento a todo momento é o que faz tudo isso dar certo e faz com que eu não abandone meus objetivos. A nossa vida é repleta de mudanças, por isso mesmo, engessar os planos é um dos maiores motivos para que aconteça o abandono do planejamento.

Outro fator muito importante para um planejamento, é, após definir o que quer para o seu futuro, trazer isso para o hoje. Vou exemplificar. Se lá na frente eu quero me aposentar, viajar com o meu marido, curtir minha aposentadoria com ele, cuidar das minhas filhas, eu PRECISO cuidar do meu casamento hoje. Pois se eu não fizer isso, quando eu me aposentar, eu estarei sem o marido.

Se eu tenho vontade de participar da corrida de São Silvestre, eu PRECISO começar a treinar desde já, porque eu não consigo simplesmente sair correndo de um dia para outro, eu preciso treinar o meu corpo para isso.

Não basta ter um planejamento.

É necessário trazer o futuro para o presente. E como a gente faz isso? É só ler o post da semana passada. Aquela lista-mãe que provavelmente alguns dos leitores fizeram, será essencial para o início de todo o planejamento. Qual dos itens será levado à sério? Como ele será desmembrado em diversas pequenas tarefas?

Não mire só o futuro. Lembre-se de comemorar as pequenas conquistas diárias, vibrar por cada degrau que subir.

Não se esqueça que o futuro, nada mais é do que a somatória do que fazemos no presente.

~ Yuka ~

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A importância de sonhar

balão de ar quente

Andei pensando em como o tempo (ou melhor, a falta dele) faz com que a gente pare de sonhar, faz a gente viver no automático – acorda, toma café, vai para o trabalho, volta para casa, toma banho, faz o jantar, come, faz as tarefas de casa e dorme – e quando percebemos o dia já acabou, a semana já passou e o fim de ano já chegou.

Desde que descobri a lista do “Talvez, Um dia desses”, fui preenchendo essa lista com as coisas que um dia gostaria de fazer.

Desde ler livros de filosofia, voltar a fazer aulas de patchwork e ter um ofurô em casa, a lista foi sendo preenchida com muito carinho e calma.

E ao começar a abrir meu baú de memórias, comecei a lembrar de alguns sonhos, alguns da época em que eu era criança (como morar em um trailer), outros da época da adolescência (como correr a São Silvestre fantasiada 😬), e até sonhos de alguns anos atrás (como ter uma vespa italiana ou conhecer as obras do Antoni Gaudí na Espanha). Também queria adotar um parque do meu bairro, aprender a correr, acordar mais cedo. Enfim, sonhos grandes e sonhos pequenos.

Também recordei de muitos sonhos que já foram realizados… morar sozinha, ter um grande amor, aprender a cozinhar, nadar com um boto cor-de-rosa, andar de balão de ar quente, voar de paraglider, fazer um intercâmbio, conhecer alguns lugares maravilhosos ao redor deste mundo.

E percebi como tantos sonhos podem se tornar realidade.

Sonhar é importante, mas muitas vezes, não basta sonhar. É necessário trazer esse sonho para a realidade. E isso é tão importante quanto sonhar.

Eu faço assim: quando o final do ano se aproxima, eu escolho qual sonho quero concretizar. E me preparo para que ao longo do ano que vem eu tenha condições de realizar esse sonho.

Se é uma viagem, é saber onde, quando, como, com quem vou viajar e quanto vou precisar.

Se é uma corrida, é me preparar física e mentalmente, começando aos poucos.

Se é um curso, é descobrindo onde o curso é oferecido, quanto custa, o tempo de duração, além de abrir um espaço na agenda.

É uma forma de tornar o sonho mensurável e palpável, além de não esquecer nunca, que apesar da correria do dia-a-dia, os nossos sonhos terão sempre espaço na nossa vida.

Por isso a recomendação é: escreva! Pode ser em um caderno, no celular, no computador, mas anote… para nunca mais se esquecer dos sonhos.

– Yuka –

Como planejamento é importante para evitar dor de cabeça e viver sem estresse

Meu marido é bolsista de pós-doutorado. Ou seja, a cada 2 anos, ele precisa de projetos novos para receber o salário.

Para quem é novo por aqui, a minha segunda filha acabou de nascer, e o nascimento dela coincidiu com o término do projeto de pesquisa dele. Com a restrição orçamentária no novo governo, nem preciso falar que meu marido não conseguiu renovação do projeto.

Numa situação normal, talvez eu ficasse muito chateada, triste e preocupada. Mas desde que começamos a namorar, sabia que o emprego dele tinha a parte boa (flexibilidade de horário) e a parte ruim (instabilidade financeira), e nós nos preparamos para este dia, guardando dinheiro.

O que era para ser uma notícia ruim, se transformou numa notícia boa graças ao planejamento: ficar em casa no período em que minha segunda filha nasceu, significa que meu marido poderá acompanhar de perto a minha licença-maternidade.

O planejamento tem feito a gente viver sem estresse em muitos casos.

Na época da crise da água (em 2015), eu fiquei com muito medo de faltar água em casa, principalmente porque estava grávida da minha primeira filha. Contra todas as risadas que eu ouvi, eu comprei uma bombona para armazenar 200 litros de água no meu apartamento.

bombona

Armazenar água me deu uma sensação de segurança impagável. E olha o que aconteceu. Tive a minha filha na maternidade, e no primeiro dia em que voltamos para casa, aconteceu o que eu temia: não tinha 1 gota de água nas torneiras do prédio. Era uma situação desesperadora não ter água nem para dar banho na minha filha. Mas eu tinha água na bombona, e foi com essa água que cozinhamos, demos banho, lavamos as roupinhas. Ter feito um planejamento evitou estresse e eu lembro desse período com muito carinho, apesar da falta de água do prédio.

Sei que fazer planejamentos não é tão fácil como parece, mas tente.

Meus planejamentos geralmente começam assim, comigo pensando no pior cenário possível (por exemplo, no caso da crise hidráulica):

“Se a água da torneira acabar, o que eu poderia ter feito para que eu tivesse água por maior tempo?”

E aí vão surgindo algumas respostas.

No caso, foi estocar água no apartamento. Se a resposta é estocar água, vão surgindo outras dúvidas: Onde estocar? Como estocar? Qualquer recipiente serve? Etc.

O bom de planejar com antecedência é que esta prática nos livra de muitas dores de cabeças futuras.

~ Yuka ~

Fazer 2017 acontecer… A diferença entre Sonho e Meta!

ano-novo

Primeiro post do ano! Feliz 2017 para todos que acompanham este blog.

Vocês já sabem quais são as suas metas para o ano de 2017? Ou a meta da sua vida?

Para este ano, a minha meta é fazer um detox digital. Ou seja, basicamente eu quero desacelerar mais, acessar menos conteúdo de internet, estar mais presente.

Também quero continuar na minha caminhada do auto-conhecimento, do desapego material, de continuar com o estilo de vida minimalista, de viver com pouco, de ser feliz com o que eu já tenho. Engraçado que eu percebi que eu não tenho mais muitos desejos como antes. Eu tenho muitos sentimentos de gratidão por tudo o que eu já conquistei e das coisas que eu quero manter: manter meu casamento saudável, manter minhas filhas felizes, manter a minha saúde física, mental e financeira, manter os meus amigos, ser grata pelas coisas que possuo…

Continuando com o título do Post de hoje, acho importante saber diferenciar entre sonhos e metas.

Quantas pessoas vocês conhecem que comentam:

“Eu sonho um dia fazer um ano sabático”

“Eu quero um dia passar num concurso público”

Legal! Mas o que diferencia entre a pessoa que alcança esses sonhos e a pessoa que fica permanentemente sonhando é justamente a diretriz que ela dá para esses projetos, desmembrada em várias atividades (ações), com prazo etc.

Não basta querer fazer um ano sabático. Tem que saber quais são as tarefas que precisam ser feitas para que você consiga realizar este sonho. Um sonho, quando desmembrado em várias tarefas pequenas, é muito mais fácil de se tornar real.

Para fazer um ano sabático, por exemplo, você precisaria saber o objetivo de fazer um ano sabático. Será um ano de redescoberta? Do autoconhecimento? De conhecer pessoas novas? Estudar? Viajar? Para onde quer ir? Quais lugares? Quanto gastaria por dia? E no transporte, alimentação, hospedagem? Quem iria com você? Precisa tirar passaporte? Se sim, quanto custa? Dependendo do país que for viajar, precisa tirar visto? Já tem o dinheiro suficiente? Quanto precisa poupar por mês? Onde você pretende economizar para conseguir este dinheiro? Em quanto tempo? Se tem carteira assinada no trabalho, como pretende fazer para poder ficar 1 ano sem trabalhar?…

Geralmente 1 meta pode ser desmembrada em 30, 50, 100 tarefas, no estilo checklist. Quando você terminar de riscar o último item do seu checklist, será a hora em que seu Sonho virará Realidade.

Tente e depois me conte.

E quais são as suas metas para 2017?

~Yuka ~

Retrospectiva dos meus posts de 2016

 

ano-novo

Olá! 2016 está terminando e para fazer uma retrospectiva, gostaria de colocar os textos que mais gostei de publicar no blog:

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Um bom fim de ano para todos vocês.

Nos vemos em 2017!

~ Yuka ~

Você já fez a sua lista de conquistas de 2016?

lista-de-conquistas

Todo ano, eu tenho uma lista linda para ser arquivada.

Eu chamo essa lista de “Lista das conquistas de 2016” e tenho esse costume desde 2008, como expliquei neste post aqui. Essa lista começou como um suplício, como se eu quisesse afirmar para mim mesma que a minha vida não estava ruim (2008 foi o ano em que eu me divorciei). Então passei a criar esta lista e colocar pequenas conquistas, pequenas alegrias que eu percebia ao longo do ano. Era para me mostrar (para provar, para me convencer, para me lembrar) que apesar do ano ter sido difícil, que eu tive sim coisas muito boas para serem celebradas.

E desde então, nunca mais parei. Ano a ano, a lista é arquivada com muito carinho.

Todo mês anoto no bloco de anotações (do meu celular) todas as coisas boas que vão acontecendo ao longo do ano. E pode ser de tudo, desde compras materiais, até conquistas pessoais, mudança de algum hábito ruim, algumas descobertas importantes, sentimentos aflorados, enfim, tudo o que você considerar importante.

Desde o ano passado, comecei a incluir as conquistas da minha filha, que ficou mais ou menos assim (eu resumi aqui só para vocês terem uma noção de como é a lista):

2016

  • Anda de lado segurando no sofá (fevereiro)
  • Início da creche municipal (fevereiro)
  • Aprendeu a apontar os objetos e pessoas com o dedinho (fevereiro)
  • Fica em pé por alguns segundos (maio)
  • Andou (22 de junho)
  • Corre, anda para trás, anda de lado, brinca de esconder objetos (agosto)
  • Me chama de mamám. Chama o papai de mamám também (agosto)
  • Faz carinho na minha barriga de grávida, avisa que tem sede, que fez cocô, que quer alguma coisa da geladeira (setembro)
  • Chama papai (outubro)
  • Sabe falar 4 palavras: au-au, mamãe, papai e peixe, nesta ordem (novembro)
  • Aprendeu a provocar, coloca o pé na mesa e dá um sorriso no canto de boca porque sabe que não pode. (dezembro)
  • Aprendeu a mentir: fala que não fez cocô, quando fez, só para não precisar trocar a fralda (dezembro)

Eu e meu marido também temos uma lista, e gostamos de olhar a lista e agradecer as conquistas que tivemos.

Desde 2008, percebo que a minha lista tem ficado cada vez menos “material”.

Antes, as minhas conquistas se resumiam a comprar coisas, fazer viagens, etc.

Hoje, minhas conquistas se resumem basicamente em mudanças de hábitos, criação de valores, sentimentos aflorados, etc.

Quem puder fazer, recomendo muito esta prática.

~ Yuka ~

Avalie: você gasta sua energia na causa ou na conseqüência?

Olá pessoal!

Queria compartilhar com vocês uma coisa que tenho percebido com uma certa frequência.

– As pessoas estão reclamando mais. –

Quando se reclama por muito tempo, reclamar vira costume, e é disso que temos que tomar cuidado.

E para tentar administrar melhor a minha vida (sem reclamar tanto), gosto muito de trabalhar com o conceito causa e conseqüência (causa e efeito / ação e reação).

Antes de fazer alguma coisa, sempre paro e penso: se é causa ou se é conseqüência.

Por exemplo: se percebo que tenho ficado irritada durante os meus dias, tento avaliar a causa da minha irritação. Não adianta fazer massagens, fazer terapia, tomar remédios se a causa da minha irritação é o trabalho. Enquanto não resolver a causa da irritação, não adianta gastar energia na conseqüência.

Quantas pessoas você conhece que está insatisfeita no relacionamento? Continuar com uma pessoa, mesmo não amando só para não se sentir sozinho? Pense assim: se quer ter como conseqüência uma família, precisa avaliar se está com a pessoa certa. Permanecer com uma pessoa que você não ama, só para não ficar sozinho pode até solucionar o problema de imediato, mas a longo prazo, estará sozinho, pois a chance de ter uma família unida diminui se não houver amor.

Quantas pessoas você conhece que reclama do salário baixo, mas anda de carrão, mora em um bairro caro, coloca os filhos numa escola cara, comendo em restaurantes toda semana (ou até mesmo todo dia)? Talvez o problema todo não seja o salário baixo (que nem é tão baixo assim), e sim o padrão de vida.

Para quebrar esse círculo, antes de mais nada, é muito importante fazer uma avaliação crítica do problema. Fazer diagnóstico se é causa ou consequência não é tão simples como parece. Exige paciência, pois muitas vezes não dá para distinguir com clareza a origem do problema.

~ Yuka ~