Felicidade é…


A Mari do Frugalidades me convidou para responder uma TAG sobre felicidade. 😍

Então vamos lá:

1. O que você gosta de fazer quando está sozinha?

Gosto de ler livros deitada na cama, ouvir palestras pelo YouTube enquanto cozinho, escrever nesse blog e pensar na vida.

2. O que você gosta de fazer junto com outras pessoas (amigos, família ou namorado)?

Geralmente gosto de convidar a pessoa para passar a tarde em casa comigo, tomando chá e comendo brownies ou bolinho de chuva quentinhos enquanto colocamos o papo em dia.

3. Pequenas coisas que te faziam feliz na sua infância

Eu tinha uma caixinha de madeira onde guardava meus tesouros: uma concha bonita, um bilhete carinhoso de uma amiga, uma foto, ímã de uma viagem que eu fiz, enfim, pequenas coisas que me remetiam à felicidade. Eu adorava abrir a caixa e ficar admirando cada coisinha guardada. Hoje, a casa onde moro é a minha “caixinha”. Adoro abrir a minha caixinha e ficar dentro dela.

4. Uma coisa que te deixou feliz essa semana

Voltar a comer carboidratos… sério! Fiquei 1 semana sem comer carboidratos, para tentar me alimentar melhor (e emagrecer os quilos que ganhei na gravidez), mas não deu. Amooo pão, arroz, batata… Enfim, comer brigadeiros me deixou muito feliz!

6. Cite 3 coisas que te deixam muito feliz

– de não me comparar com os outros: isso não me dá sentimento de inveja, de que falta algo. Me dá sentimento de plenitude.

– de ter percebido a servidão moderna: é como se eu tivesse acordado a tempo.

– de ver minha família crescer. Antes éramos só eu e meu marido. Hoje somos em 4.

7. Complete: Felicidade é…

… aprender a enxergar as pequenas alegrias e simplicidade do dia-a-dia.

8. Convide 3 pessoas para responder essa TAG

– Mallu, do mamãe minimalista

– Teffi, do vivendo em miúdos

– Raquel, do meu serhumaninho

~ Yuka ~

É possível antecipar a aposentadoria?

aposentadoria

Com a nova reforma da previdência chegando, a possibilidade de pessoas como eu, na faixa dos 30 anos, se aposentar aos 65, 70, 75 anos será inevitável.

Eu não me oponho a trabalhar, mas eu não quero trabalhar até os 75 anos por obrigação, principalmente porque não sei como estarei, se terei forças físicas e mentais para aguentar uma jornada de 8 horas todos os dias.

Eu quero sim trabalhar até ficar velhinha se eu estiver bem de saúde, saudável, disponível. Talvez possa diminuir a minha jornada de trabalho, ou até quem sabe, ter a possibilidade de parar de trabalhar para ficar mais perto dos netos, mas tudo é muito hipotético ainda.

Durante a minha licença-maternidade, em 2015, minha ficha caiu de que sim, era possível aposentar antes dos 60 anos.

E com essa ficha nas mãos, eu e meu marido traçamos um objetivo de vida: nos aposentar daqui a 15 anos. Ou seja, me planejo aposentar aos 51 anos e meu marido aos 53.

Não queremos nos aposentar para parar de trabalhar e ficar sem fazer nada. Queremos nos aposentar para dedicar naquilo que gostamos, no que acreditamos, queremos nos descobrir, nos redescobrir.

Você pode até pensar “ué, por que não faz hoje o que gosta, ao invés de esperar a aposentadoria?”

É que o que nós queremos fazer não dá dinheiro, e agora com a minha família crescendo, tenho medo de chutar o pau da barraca, largar o meu emprego estável para depois não conseguir pagar as contas no final do mês, principalmente porque o emprego do meu marido é instável demais.

Por isso resolvi dar um passo de cada vez. A vida é muito longa e na minha cabeça, dará para fazer tudo no tempo certo. 

Vivemos o Hoje com intensidade, mas lembrando que o Amanhã um dia chegará.

Para que este plano dê certo, gosto sempre de ilustrar com este exemplo: um sonho, um futuro, uma meta é como se fosse uma ilha paradisíaca pra mim. Só que eu estou do lado de cá da ilha. Para atravessar, eu preciso construir uma ponte. E aí entra a pergunta que faço sempre: “o que estou fazendo HOJE para construir esta ponte que vai possibilitar a minha travessia AMANHÃ?”


Eu já comecei a construir e atravessar uma parte desta ponte. Para quem quer colocar os planos em ação, no início deste ano eu escrevi um post “a diferença entre Sonho e Meta” que vale a pena ser lido.

Para os descrentes, nos vemos daqui a 15 anos, do outro lado da ilha, quando eu completar 51 anos. 😉

Uma longa viagem começa com um único passo – Lao Tzu

~ Yuka ~

Como você faz para seu dinheiro render?

esticar-dinheiro

Esses dias fui passear no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista. Não conhecia, apesar de ter sido inaugurado em 2015, nunca tinha tido curiosidade de conhecer. Só que tive um curso quase ao lado desse shopping, e como uma espécie de curiosidade, resolvi entrar.

Gente, o que é aquilo? Eu me assustei demais com os preços.

Tudo bem, sei que eu não sou rica, mas também não acho que recebo um salário ruim para ter me assustado tanto com os preços. Talvez porque eu perdi o costume de passear em shoppings, então pode ser que eu esteja desatualizada com os preços “normais” de shopping… mas pensem comigo, é normal pagar R$480,00 por um vestido de verão?

Sandalinhas rasteiras a R$280,00?

Entrei numa loja de brinquedos e a maioria estava tudo na faixa dos 99. Ou seja, R$299,00; R$399,00; R$499,00. Quando vi um brinquedo por R$599,00 eu resolvi ir embora para casa, porque foi demais pra mim.

E entendi porque meu salário rende tanto. Porque eu sei que o mesmo dinheiro pode ser utilizado de outras formas. Sei que há produtos de qualidade superior que o preço acompanha a qualidade. Mas também há muitos casos em que o preço não acompanha a qualidade, onde somente a marca é famosa e traz status.

Se eu consigo achar vestidos bonitos por R$80,00, porque eu pagaria um que custa R$480,00 e que cumpre exatamente a mesma função?

Antes eu achava normal pagar R$300,00 (o casal) em um restaurante, até eu pagar este valor em um restaurante bem famoso que possui menu único (e cá entre nós, nem achei tãaaao gostoso assim), e vi o absurdo que eu tinha feito com o meu suado dinheiro.

E desde então, eu e meu marido começamos a repensar de que forma temos gasto o nosso dinheiro.

Ao invés de pagar R$80,00 por uma pizza delivery, pagamos R$40,00 por uma igualmente boa (só tivemos que pesquisar por mais tempo).

Ao invés de comer em food truck’s, comer em pé e pagar R$120,00, começamos a procurar lugares bons e baratos para comer. Outro dia encontramos uma lanchonete que não dávamos nada, pedimos 4 esfihas deliciosas, 2 jarras de suco de melancia perfeitas e pagamos R$27,00.

Até para comprar verduras, frutas e ovos começamos a ir numa outra feira. Ao invés de pagar R$9,80 pela dúzia do ovo, passei a pagar R$3,80.

Outro dia, eu até pensei em levar minha filha e meu sobrinho no Aquário de São Paulo. Mas quando descobri o preço, eu decidi não ir. Custa R$80,00 adulto e R$50,00 infantil (de 3 a 12 anos) e eu gastaria R$210,00 de entrada (2 adultos, 1 criança e 1 bebê não pagante), fora o metrô e o táxi. Definitivamente não vale a pena para mim. Só que eu não desisti de ir no aquário. Minha família é de Santos, e também tem um aquário lá e o ingresso custa R$5,00 adulto e entrada gratuita para menores de 12 anos e maiores de 60 anos. Para fazer praticamente o mesmo tipo de passeio, ao invés de pagar R$210,00, eu pagaria R$10,00. Ah, tem um aquário bem pequeno também no Parque da Água Branca (São Paulo). Para uma criança que não tem nem 2 anos, e não consegue ficar por muito tempo concentrada, achei ótimo pagar R$3,00.

É disso que estou falando. Pra mim e para o meu marido, procurar estes tipos de locais virou a nossa diversão.

E assim eu vejo meu salário se esticando e sobrando cada vez mais.

Eu chamo isso de gastar bem o dinheiro. É saber valorizar o TEMPO que eu dei para a minha empresa em troca de um salário.

~ Yuka ~

Filhos livres e independentes

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Desde que minha filha aprendeu a andar, ela faz algumas tarefas de casa, como por exemplo:

  • leva a própria fralda suja para a lixeira do banheiro
  • quando voltamos do supermercado, ela ajuda a levar alguns pacotinhos para a cozinha
  • ajuda a guardar os brinquedos na caixa
  • tira as roupas da máquina de lavar roupa para eu estender no varal
  • quando estamos varrendo a casa, ela sai correndo procurar a vassourinha pequena dela e começa a varrer junto com a gente

E por aí vai.

Eu já pensava bastante sobre o assunto, pois algumas pessoas do meu trabalho falavam em tom de brincadeira de que eu estava incentivando a exploração infantil. Mas a decisão de escrever um post veio quando o meu marido também ouviu esse tipo de comentário no trabalho dele, só que desta vez, de que ele estava sendo machista ao ensinar tarefas domésticas para a nossa filha.

Como já disse em posts anteriores, eu não fico chateada, nem irritada, nem sinto nada com estes comentários, pois sei que as pessoas não falam na maldade, elas falam por falar, falam sem pensar muito. A parte boa disso tudo é que me dá conteúdo para escrever aqui neste blog, o que é ótimo!

Então vamos lá.

Eu estimulo sim a minha filha a ajudar nas tarefas de casa. Como ela é muito pequena, tudo é muito divertido para ela. Ela adora desempacotar os itens quando volto do supermercado, abrir as caixas que vêm do correio, gosta muito de levar os pratinhos e copos de plástico para a mesa quando estou preparando o almoço, jogar lixo até a lixeira, etc. Tudo isso porque ela gosta muito de me imitar. Se estou varrendo a casa, ela também quer varrer. Se estou guardando os brinquedos dela em uma caixa, ela também começa a me ajudar. Se estou deitada descansando, ela vem correndo e encosta a cabeça no travesseiro comigo.

Eu não tenho muita ambição em relação a ela, de querer que ela seja médica, advogada, engenheira, astronauta.

Mas eu desejo muito 2 coisas: eu desejo que ela seja muito feliz, e desejo muito que ela seja livre.

E quando falo SER LIVRE, é no sentido mais amplo da palavra.

Se ela não sabe cozinhar, ela se torna dependente de uma mãe, de um cozinheiro, de um restaurante ou de alguém para cozinhar para ela.

Se ela não sabe limpar a casa, ela se torna dependente de uma empregada doméstica ou faxineira.

Se ela não sabe pregar um prego na parede, ela será dependente de uma pessoa que faça isso para ela.

Quando ensino a minha filha a cozinhar, limpar a própria casa, a ajudar nas tarefas de casa, (também pretendo ensiná-la) a poupar dinheiro, a administrar a casa, a rotina, a vida, a administrar as emoções, estou ensinando a minha filha a ser livre.

Eu não quero a minha filha dependente, nem por pessoas, nem por coisas. E isso não é nem de longe exploração infantil e/ou machismo por ensinar tarefas domésticas, já que mesmo se eu tivesse um filho homem, também ensinaria a cozinhar, pregar botão, varrer a casa, consertar chuveiro, etc.

Eu sempre dizia que devemos criar os filhos para o mundo, e não para ficar embaixo das nossas asas. Mas quando eu não era mãe, o que mais ouvia era “você fala isso porque não é mãe”. Hoje eu sou mãe e posso dizer que a minha opinião continua exatamente a mesma. Criamos os filhos para o mundo. Por isso a importância de estimular a criatividade, a independência e, principalmente, a liberdade dos nosso filhos.

~ Yuka ~

Um minimalista com um iPhone

open_graph_logoEm blogs ou reportagens sobre minimalismo a gente sempre vê comentários de pessoas dizendo “ah, é fácil dizer que é minimalista com um iPhone e MacBook”.

A verdade é que muitas pessoas confundem o minimalismo com voto de pobreza.

E a partir desses comentários em outros blogs, comecei a analisar quando passei a NÃO desejar alguns bens de consumo, como roupas caras, bolsas de grife, carro, apartamento grande, etc.

Sabe quando? Foi quando meu salário aumentou e eu pude de fato comprar várias coisas.

E posso dizer que comprei muito (muita coisa desnecessária, diga-se de passagem)!

Foi com o tempo que eu passei a não comprar certas coisas, não por falta de dinheiro, mas por uma opção.

Mas só consegui perceber que não precisava de uma bolsa de marca quando finalmente pude comprar uma. Será que se eu não tivesse condições de comprar, ainda não teria vontade de tê-la?

Acho que é difícil convencer uma pessoa que nunca pôde comprar algumas coisas a ser minimalista. Claro que tem gente que consegue, mas tem gente que não compreende.

Talvez a pessoa queira ter muitas roupas, muitas coisas em casa, pois é a sua forma de definir felicidade.

Eu mesma só percebi os excessos, quando pude ter os meus excessos. Excessos em roupas, em sapatos, em bolsas, em acessórios. E afogada entre tantos objetos dentro de casa, percebi que não era isso que me fazia feliz. Que a minha felicidade não estava nos objetos. Me incomodava a bagunça, a sensação de sufocamento entre tantos objetos não utilizados.

Cada pessoa tem o seu tempo de compreensão e mudança. Às vezes demora 1 segundo para perceber esse consumismo em excesso, às vezes é necessário errar para aprender, às vezes só é necessário ver alguém errar para aprender com o erro dos outros.

E na maioria das vezes, a pessoa pode passar a vida inteira consumindo em excesso sem nunca perceber que não é isso que a faz feliz.

~ Yuka ~

Matrix e a sociedade do consumo

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Você já assistiu o filme Matrix?

Num dos trechos mais importantes do filme, há uma cena em que Morpheus encontra-se com Neo para explicar que esse mundo em que vivemos, não é um mundo real. É um mundo criado pelo Sistema que controla a mente humana. Somos na verdade escravos desse Sistema. E Morpheus dá a oportunidade para Neo escolher tomar a pílula azul, que fará com que ele continue vivendo a vida de antes, superficial e de ilusão; ou escolher tomar a pílula vermelha, que dará a oportunidade de conhecer o mundo real.

Fico olhando a minha volta toda essa ostentação, carro importado, roupas de grife… Para quê? Para quem? Será que precisamos de tudo isso mesmo? Precisamos gastar nosso salário suado comprando um sapato de R$400,00? Será que andar em um carro popular torna uma pessoa menos importante do que aquele que anda de carro importado? Precisamos trabalhar tantas horas por dia? Voltar para casa enfrentando o trânsito, pedir uma pizza porque está tão exausta para cozinhar. E no dia seguinte, começar tudo de novo…

No blog Obvius, há um post que explica isso muito bem, como vê nos trechos a seguir:

“Como prisão tradicional, haveria repulsa e todos combateriam tal prisão. No entanto, quando se criam gaiolas enfeitadas e cheias de distrações, passamos a não perceber (ou não querer perceber) que, embora existam atrativos, ainda estamos em uma prisão. E como toda prisão, há controle, coerção e cerceamento de liberdade (…). Alguns indivíduos estão tão habituados àquela realidade que defenderão o sistema (…). Esse fato demonstra que a força do dominante consiste no nosso consentimento, uma vez que aceitamos uma realidade que nos é passada sem o menor poder de questionamento. Pelo contrário, procuramos aumentar a nossa dependência e alienação ao sistema, o que em uma sociedade de consumo obviamente demonstra-se pelo consumismo (…). Há de se considerar que o problema não é o consumo, mas sim, o valor simbólico que é dado às mercadorias (…), isto é, pela capacidade que certas mercadorias têm de elevar o indivíduo perante os outros (…). O que não percebemos (…) é que a nossa sociedade consumista, cria um exército de servos voluntários, que aceita os grilhões impostos pelos dominantes através da publicidade, como se fossem soluções mágicas de felicidade. Tomando suas pílulas azuis todos os dias, distanciam-se de si mesmos, e portanto, do autoconhecimento, tão necessário à libertação, já que, como dito, a libertação é individual e se o indivíduo não busca autoconhecer-se a fim de pensar de forma crítica o mundo que o circunda, torna-se impossível enxergar a Matrix (…). A coragem é o que permite que alguns homens lutem pela liberdade daqueles que se acham livres por poderem escolher entre o Bob’s e o McDonald’s (…). Pois como disse Goethe: não existe pior escravo do que aquele que falsamente acredita estar livre.”

Toda essa explicação anterior para dizer que eu tomei a pílula vermelha na minha licença maternidade. Foi quando a ficha caiu e descobri que há algo de errado com o mundo.

Quando tento conversar esses assuntos com algumas pessoas, muitas me acham doidinha, outras ficam indignadas dizendo que tudo isso é necessário para que não fiquemos no ócio, que precisamos gerar emprego, movimentar a economia do país, etc. Como se movimenta a economia quando 1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes?

Será que estou errada quando critico esse Sistema que nós mesmos criamos e ajudamos a manter? Em achar errado uma sociedade que mais valoriza um jogador de futebol, uma socialite, um ex-BBB do que um pesquisador, um bombeiro ou uma vó que cuida do neto? Em achar errado ter que trabalhar 10 horas por dia quando o que mais queria era ficar com a minha filha que está doente? Ter que trabalhar por 10 horas seguidas quando se tem um ente querido internado com uma doença grave no hospital? Você acha isso normal? Eu acho isso muito errado. Muitas pessoas iriam dizer que “é só largar o emprego”. Só que estou presa nesse Sistema. Sou uma escrava desse Sistema. E não posso largar o emprego porque tudo nessa vida envolve dinheiro, inclusive remédio, internação e alimentação, já que basicamente meu dinheiro vai para 3 lugares: bancos, governo e empresas.

E você? Se tivesse opção para escolher, qual pílula escolheria? A vermelha ou a azul?

~ Yuka ~

O que de fato significa não ter muitas opções de roupas no guarda-roupa

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Já faz alguns anos que estou com um guarda-roupa enxuto. E com isso percebi que além da economia em dinheiro, as escolhas vão se tornando cada vez mais simples.

Ao invés de ter vários sapatos, ter somente aqueles que são confortáveis e que eu realmente uso agiliza na hora da escolha.

Ao invés de me perder entre 20 blusas pretas, tenho somente aquela que fica perfeita no meu corpo. Ter menos roupa no guarda-roupa significa menos roupa para amassar, menos roupa para lavar, menos roupa para passar, espaço para guardar, perco menos tempo decidindo qual roupa usar.

Com o tempo, percebi que as minhas compras são feitas para substituir as atuais. Ou seja, compro um sapato preto quando o sapato preto que tenho ficou desgastado. Compro uma meia-calça quando a que eu tenho fica velhinha.

Esses dias minha mãe comentou que a roupa que vou passear, é a mesma roupa que vou para o trabalho ou que vou à feira. Sim. Minhas roupas estão bem mais simples. Como não tenho tantas opções, uso a mesma roupa em vários eventos e só capricho nos acessórios (colares, brincos, pulseiras, echarpe etc).

Tomar a decisão de diminuir as opções num período em que o que mais se tem são opções, parece soar estranho. As pessoas podem me perguntar “Por que escolher esta blusa se pode ter outras melhores?”, “Por que ter apenas 1 calça preta, se pode ter uma calça preta com brilho, outra boca de sino, outra skinny, outra de couro”…

Porque simplesmente é mais fácil não precisar tomar tantas decisões no dia. Claro que não sou o Steve Jobs ou o Mark Juckerberg que usam somente 1 modelo de camisa e calça. Mas o fato é que não ter muitas opções, realmente facilita a administração do guarda-roupa e me faz ter o privilégio de usar todas as roupas que tenho com uma frequência muito maior.

~ Yuka ~