Quantos anos têm os objetos da sua casa?

máquina de escrever

Nessa era de descarte e desperdício, surgiu a seguinte pergunta: qual é o item mais antigo que possuo?

Posso dizer que os objetos que tenho em casa são relativamente novos. Algumas coisas eu já tinha, outras, comprei quando casei em 2013.

O notebook que uso já tem 7 anos, está difícil, lento, trava várias vezes, por isso em breve vou comprar um novo.

O restante das coisas são novas, a máquina de lavar roupa que tem 2 anos e meio, a mesa de jantar que tem 4 anos, o sofá que tem 6 anos e por aí vai.

Mas quem ganha o troféu por cuidar bem das coisas que possui, é o meu marido.

Ele tem um moleton que usa em casa há 22 anos. Esse moleton é mais velho do que muita gente que está lendo esse blog.

Ele também tem a mesma lapiseira há 18 anos. E usa todos os dias. Outro dia perguntei pra ele se nessa época já existia lapiseira. Achava que só existia lápis rsrs.

Alguns itens beiram o absurdo, como uma pasta de elástico que possui há 16 anos. O elástico da pasta está tão larguinho, coitado, mas ele continua usando e levando todos os dias na mochila.

Tem também uma batedeira laranja herdada da mãe, ou seja, tem 34 anos, quase a minha idade. Lembro que chegamos a conversar qual batedeira iríamos comprar quando essa quebrasse. Já desisti, porque descobri que ela é inquebrável.

Conversando sobre essas coisas com a minha mãe, descubro que ela também tem objetos muito mais antigos que a do meu marido…. ela tem uma bacia há 55 anos, um livro de receitas há 59 anos, uma boneca que guarda há 60 anos, uma régua de madeira que usou no primário há 60 anos…

Os dois são um exemplo pra mim de como dar valor e cuidar das pequenas coisas, mesmo que pareçam banais. De que não precisamos sair comprando e substituindo todas as coisas que temos, só para estar na moda.

– Yuka –

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A vida sem carro (e com 2 filhas)

sem carro

Para uma família de classe média que mora em São Paulo e que tem 2 filhas, não ter um carro pode ser um ponto fora da curva.

Antes mesmo de eu ser mãe, muitas pessoas estranhavam o fato de não ter um carro.

Quando fiquei grávida da minha primeira filha, me perguntavam: “agora vocês vão comprar um carro, nééé?” E lembro de ter respondido que eu compraria sim, se sentisse necessidade. E a vida prosseguiu sem sentirmos essa necessidade de ter um carro.

Logo depois, engravidei de novo. E de novo, ouvia o mesmo tipo de comentário: “um filho até que vai, mas com dois, vocês PRECISAM ter um carro!”

Então decidi mostrar um pouco neste post, como é a nossa rotina e logística sem carro:

1.) more perto de metrô

A escolha de morar em um apartamento perto de metrô (a menos de 100 metros) foi fundamental para que eu continuasse sem carro. O aluguel é mais caro? Sim, mas sai mais barato do que manter um carro.

2.) programe as atividades pela proximidade do metrô 

Todas as atividades principais da família são programadas pela proximidade do metrô. A creche fica a 3 estações, a casa da minha mãe fica a 2 estações, o meu trabalho é praticamente grudado no metrô, o pediatra fica a algumas estações etc.

3.) tenha supermercados por perto

Como isso é importante! Perto de casa há 3 supermercados (um grande e dois mini-mercados) e isso faz muita diferença na praticidade do dia-a-dia.

4.) tenha farmácia por perto

É muito importante ter farmácias por perto principalmente quando se tem criança pequena. Há uma farmácia de bairro a 1 quadra de casa e uma farmácia 24 horas a 3 quadras de distância.

5.) faça compras grandes pela internet 

Eu faço todas as compras grandes (e pesadas) pela internet: pacotes de fraldas, móveis, eletroportáteis, etc. Se uma determinada loja não tiver vendas online, eu vou até a loja de metrô/ônibus e volto de táxi.

6.) agende médicos pela proximidade de sua casa

Médicos, pediatras e exames laboratoriais: escolho pela localização do consultório/laboratório. Em dias de chuvas fortes, até pego um táxi, mas acaba não custando mais que 10 reais.

7.) organize passeios com antecedência 

Quando vamos passear, costumamos ir de metrô até o mais próximo possível do lugar e o restante do percurso pegamos táxi. Carregamos na mochila as fraldas, roupa extra, etc. Assim ficamos com as duas mãos livres para sair correndo atrás das crianças. Temos sempre um plano A e um plano B, se fizer sol, vamos para tal lugar, se chover, vamos para outro lugar. Assim, não nos frustramos com as condições climáticas.

8.) more perto do trabalho 

Meu marido vai de bike; e eu, de metrô. Nos 30 minutos que estou dentro do vagão, aproveito para ler livros e estudar.

9.) planeje viagens com antecedência 

Minha sogra mora bem longe de São Paulo e podemos ir de ônibus (10 horas de viagem) ou de avião (1 hora de viagem). Como sempre pesquiso voos promocionais com antecedência, acabo pagando quase o mesmo valor da passagem de ônibus.

É isso.

Acho que já devo ter comentado em algum post que eu já tive carro há mais de 10 anos e que ‘comia’ uma boa parte do orçamento. Quando fiquei sem carro, foi muito-muito-muito difícil pra mim. Foi árduo esperar no ponto de ônibus embaixo de sol e de chuva, sentia muito cansaço no sobe e desce do ônibus, ter que andar quarteirões, me equilibrar no ônibus e no metrô com uma bolsa grande, mas tudo é uma questão de costume. E hoje eu já me acostumei. Tenho a plena consciência de que não ter carro é o que me permite continuar investindo todos os meses, além de possibilitar horas de leitura dos meus livros preferidos.

– Yuka –

Dicas para ter um guarda-roupa minimalista

armario capsula
Fonte: Pinterest

Desde 2013, meu guarda-roupa tem se tornado cada vez mais enxuto (apesar dos meus amigos e colegas acharem que tenho um guarda-roupa abarrotado de roupas).

Por isso irei compartilhar aqui as dicas que eu uso para manter meu guarda-roupa em ordem e o mais importante, somente com o essencial:

1.) CORES DIFERENTES

roupas coloridas
Fonte: Shutterstock

Para quem quer um guarda-roupa enxuto, uma dica muito importante é não ter roupas com cores repetidas. As pessoas geralmente não percebem muito a modelagem da blusa (se é uma blusa preta com manga longa, uma blusa preta com manga 3/4, uma blusa preta de manga curta, uma regata preta etc), mas reparam muito nas cores.

2.) ROUPAS DE QUALIDADE e CONFORTO x MODA FAST FASHION

roupas

Gosto de separar a qualidade das roupas que uso nestas duas categorias. Gasto em roupas de qualidade como peças bem estruturadas como blazer, uma jaqueta de couro, um casaco de inverno de boa qualidade, calças de corte alfaiataria etc. Escolho peças que são bem cuidadas por dentro, bem costuradas, alinhadas e costuras bem miudinhas e reforçadas. São peças de maior qualidade e muitas vezes mais caras, mas que duram por muito mais tempo.

Já as blusinhas, regatas e camisetas eu compro em lojas de fast fashion, que são bem mais baratas. Geralmente não compro blusas estampadas, prefiro as lisas.

3.) PEÇAS CURINGAS

Algumas peças são essenciais para fazer novas variações com peças mais básicas: vestido, saia colorida, saia preta, camisa branca, regata preta, jaqueta preta, blazer de corte clássico, calça jeans, calça branca, um sapato scarpin, etc.

4.) CRIATIVIDADE

Aqui a criatividade rola solta. Eu uso vestido como saia, camisa aberta com blusa por dentro, camisa com regata por cima, e assim vou multiplicando o meu guarda-roupa (por isso as pessoas acham que eu tenho muita roupa). Aqui tem 2 posts que exemplifico isso: camisa branca e saia amarela.

5.) ACESSÓRIOS

DIY porta joias 10

Eu não uso joias, por isso compro bijuterias baratas.

6.) SAPATOS

Tenho poucos sapatos como já mencionei neste post. Uso a mesma regra das cores em relação aos sapatos e evito ter sapatos com cores parecidas.

7.) BOLSAS

Tenho 2 bolsas e 1 mochila: uma bolsa para trabalho, uma bolsa lateral para passeio e 1 mochila. É o suficiente para mim.

8.) MAQUIAGEM

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Aqui neste post conto as maquiagens que possuo, e que ainda estou no processo de redução. Mas já não tenho mais 10 a 20 batons, três têm sido suficientes. Não tenho mais 3 blushes, uma é suficiente. E assim vou descobrindo o que é essencial para mim.

~ Yuka ~

Desfrute sem possuir

desfrute

Dando continuidade ao post anterior que tinha como título a frase budista:

“não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa de menos”

Atualmente, temos diversas possibilidades de desfrutar bens e serviços sem a necessidade de comprar com a finalidade de ter. Nesta última década, surgiram tantos serviços e produtos novos, que hoje podemos ter benefícios de utiliza-los, mesmo não tendo a posse.

O ato de desfrutar sem possuir também pode ser chamado de economia compartilhada, segundo o site Consumo Colaborativo:

quando o consumidor paga pelo benefício do produto e não pelo produto em si. Tem como base o princípio de que aquilo que precisamos não é um CD e sim a música que toca nele, o que precisamos é um buraco na parede e não uma furadeira, e se aplica a praticamente qualquer bem.”

São os tempos modernos: a possibilidade de viver sem ter, e mesmo assim, manter o mesmo estilo de vida.

Alguns exemplos:

MORADIA

Precisamos de um lugar para morar, e não de uma casa. Podemos morar de aluguel em uma casa de 1 dormitório e nos mudar para uma casa maior quando a família aumentar/mudar de emprego. E quando as crianças crescerem e saírem de casa, podemos novamente morar em uma casa menor. Não há preocupação se o bairro desvalorizar, se o emprego mudar de endereço, se o vizinho for barulhento.

TRANSPORTE

O principal objetivo do transporte é levar uma pessoa de um lugar até o outro. Para isso, não precisamos ter um carro. Podemos ir de metrô, ônibus, táxi, Uber, bicicleta, carro alugado, etc. Não ter carro significa não ter que se preocupar com furto, IPVA, seguro, gasolina, estacionamento, lavagem do carro, troca do óleo, manutenção, etc.

LIVROS

Queremos ler o conteúdo do livro, e não ter o livro. Podemos solicitar empréstimo de livros em Bibliotecas, ou ter a versão online do livro (e-books), eliminando preocupações em relação a espaço para armazenamento e acúmulo de poeira.

MÚSICA

O que queremos é ouvir a música. Aproveite serviços de streaming como o Spotify.

ROUPA DE FESTA

Se há um casamento/festa para ir, há opções para alugar terno ou vestido. Com isso acaba-se a preocupação da roupa repetida e se a roupa ainda serve no corpo.

DVDs

Assista filmes utilizando serviços de streaming como a Netflix.

HD Externo

Se você utiliza um HD externo para fazer backup de fotos, seus problemas acabaram. Utilize o Google Fotos. É gratuito. É ilimitado.

Papéis, comprovantes, notas fiscais e manuais

Ao invés de guardar notas fiscais, boletos, documentos em papel, receitas culinárias em cadernos, armazene tudo no Evernote. Acesse de qualquer lugar: no notebook, no tablet ou celular.

Furadeira, escada e itens de uso esporádico

Como diz o site Consumo Colaborativo, precisamos de um furo e não de uma furadeira. Podemos pegar emprestado do vizinho ou até mesmo utilizar aplicativos como o Tem Açúcar que incentiva o empréstimo de objetos entre os vizinhos.

Hospedagem

Por que alugar um quarto pequeno de hotel se podemos alugar uma casa inteira pelo mesmo preço no HouseTrip ou Airbnb?

Esses são apenas alguns dos exemplos que eu lembrei e utilizo. Ainda deve haver diversas iniciativas desconhecidas por mim.

Essas pequenas/grandes atitudes nos permite mudar de bairro, mudar o tamanho da casa conforme a necessidade, até mudar de cidade ou país. Permite economizar espaço, dinheiro e recursos naturais. E finalmente, nos permite ter liberdade por não precisar ter preocupações.

Se vocês souberem de outras formas de desfrutar sem possuir, compartilhe nos comentários!

~ Yuka ~

O caminho de volta

caminho

Semana passada, a leitora Cláudia me mandou um texto maravilhoso da Téta Barbosa Noblat, publicado em 2011 no Jornal O Globo, e eu não podia deixar de compartilhar aqui esse texto que se resume muito a essência do que discutimos neste blog.

Boa leitura:

O caminho de volta – por Téta Barbosa Noblat

Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta.

Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras.

Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase 40 eu estava chegando lá.

Onde mesmo?

No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra “fim”. Antes dela, avistei a placa de “retorno” e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo.) É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo.

E num é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram 4 vezes em quatro anos) agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta e eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove a internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz “a internet voltou!” já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook , o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama “aldeia” e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama.

No São João, assamos milho na fogueira. Nos domingos converso com os vizinhos. Nas segundas vou trabalhar contando as horas para voltar.

Aí eu lembro da placa “retorno” e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: “Retorno – última chance de você salvar sua vida!”

Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: “compre um e leve dois”.

Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.

(Escrito por Téta Barbosa Noblat)

~ Yuka ~

A liberdade de uma vida minimalista

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Esse blog teve início com o subtítulo “para ter mais tempo para o essencial” e realmente foi isso que aconteceu ao longo destes últimos 4 anos. O minimalismo trouxe uma busca maior pelo que era essencial na minha vida.

A etapa inicial do minimalismo foi muito importante para alcançar o caminho que estou trilhando hoje. Foi descobrindo o que era essencial que eu finalmente pude focar no que realmente era importante na minha vida e eliminar o que não era.

Isso inclui coisas, pessoas e mentalidade.

Eu descobri que um dos maiores benefícios que o minimalismo trouxe para a minha vida foi a liberdade:

  • a liberdade de não precisar ser igual a todo mundo, como seguir o estilo de vida minimalista.
  • liberdade de não seguir o consumismo imposto pela sociedade, como não ter carro, não ter apartamento próprio, não ter joias, não aderir ao fast fashion etc.
  • A liberdade de ter mais tempo para o que é realmente importante como consequência de ter parado de assistir televisão, acessar Facebook, frequentar shoppings, etc.
  • E chegará o dia em que terei liberdade para sair do meu emprego, quando tiver alcançado a liberdade financeira (quando os rendimentos obtidos por meio de investimentos forem capaz de pagar o meu estilo de vida).

Em diversos posts eu escrevi que ao destralhar objetos, ganhamos tempo – o bem mais precioso que temos, pois ao comprarmos somente o essencial, não perdemos tempo procurando algo para comprar, economizamos dinheiro não comprando algo desnecessário, economizamos recursos naturais como o uso desnecessário da água, economizamos espaço em casa e consequentemente podemos morar em uma casa menor (o que resulta novamente em economia de dinheiro), economizamos tempo por não precisar tirar poeira, organizar, fazer manutenção etc. Evitamos desta forma o círculo vicioso do consumismo e entramos em um círculo virtuoso.

Círculo vicioso

Sobrando mais tempo de vida, passamos a prestar atenção nas coisas ao nosso redor. Temos mais tempo para cozinhar, para ler, para conversar com pessoas queridas, temos mais tempo para pensar e refletir novas perspectivas de vida.

Círculo virtuoso

E para acompanhar essa transformação, o subtítulo do blog foi alterado para acompanhar esta nova etapa: “Viver sem pressa: alcançando a liberdade com o minimalismo”.

A vida é uma jornada. Ela não nos leva a um destino exatamente, e sim à uma transformação. ~ Filme Para salvar uma vida ~

~ Yuka ~

Minimalismo: um exercício para o autoconhecimento

autoconhecimento

Desde que passei a aderir o estilo de vida minimalista, sabia que algo estava fora da curva, alguma coisa martelava na minha cabeça, mas não sabia exatamente o que era.

Aos poucos, percebi que o que me incomodava era o consumismo em excesso que estava à minha volta.

Comecei a desapegar de várias coisas, desde roupas, sapatos, bolsas, objetos de casa, eletrônicos, produtos de beleza, maquiagem… e junto com o desapego, a alma foi ficando cada vez mais leve.

Em contrapartida, passei a perceber como as pessoas ao meu redor davam mais valor para a roupa que eu estava vestindo do que o que eu tinha a dizer. Pessoas entravam na minha casa desapontadas por eu não morar em um apartamento adequado para a minha idade ou meu cargo público, ou quando descobriam que eu não tinha carro, nem apartamento próprio, por preferir utilizar o transporte público e morar de aluguel por sentir-me mais livre.

Foi através dos olhares curiosos das pessoas que eu constatei o que já sabia: de como o mundo é movido pelo consumismo e ostentação. Trabalhamos para produzir, trabalhamos para consumir, consumimos para mostrar aos outros, e tudo gira em torno do excesso.

A moda agora é ostentar a felicidade no Facebook e Instagram, estar sempre com a roupa do momento, roupas descartáveis que duram apenas 1 estação; alimentos industrializados, fáceis de serem comprados e absorvidos pelo nosso organismo, fazendo com que depois de 2 horas já estejamos com fome novamente. Eletrodomésticos e eletroportáteis que propositalmente duram 3, 5 anos com a obsolescência programada.

Olhe ao seu redor. Você é realmente autêntico? Ou está seguindo a manada?

Será que o fato de querer um apartamento é um sonho seu? Ou um sonho que foi construído para ser seu?

Ser funcionário público traz estabilidade? Ou nos aprisiona pelo medo de trocar de emprego?

Veja as propagandas de carro. Brasileiro é louco por carros? Ou é louco por status?

Desconstruir uma teoria é muito mais difícil do que imaginamos.

O minimalismo tem me trazido esse senso crítico.

Ao não comparar a minha vida, minha roupa, meu salário, meu estilo de vida com a dos outros, comecei a descobrir o que de fato me faz feliz. E essas teorias pré-concebidas foram sendo derrubadas uma por uma.

E desde então, o minimalismo tem sido um grande aliado para o meu autoconhecimento.

~ Yuka ~