Dicas para esconder a bagunça da casa (brinquedos)

Depois que tive as minhas duas filhas, a casa nunca mais foi a mesma rs.

Uma coisa que eu percebi é que quando deixei os brinquedos no quarto das meninas (para deixar a casa mais organizada), elas quase não tinham iniciativa para brincar. Quando passei a deixa-los na sala, começaram a brincar muito mais. Foi dessa forma que entendi que brinquedos precisam ficar no cômodo que elas passam a maior parte do tempo: no nosso caso, na sala.

Só que havia um problema… brinquedos na sala, significa muita bagunça na sala, e pior, bagunça permanente.

A solução que encontrei foi usar truques para esconder alguns brinquedos, enquanto deixava outros à mostra.

Qualquer pessoa que entrar na minha casa, vai saber que há crianças morando em casa. A intenção nem é esconder tudo, mas deixar a casa o mais apresentável possível.

Dica 1: Adaptar locais para esconder brinquedos, misturando aos móveis

Eu tenho um rack de televisão deste modelo, que comprei na Mobly.

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Adivinhem o que tem nas gavetas?

Na primeira porta, guardamos itens de desenho como caderno, lápis de cor, canetinha, papel, giz de cera, tinta, pincéis etc. Como são itens pequenos, guardar aqui dá muito certo.

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Já na segunda porta, guardamos tapetinhos para forrar o chão nos dias mais frios, assim minhas filhas não sentam no chão gelado.

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Embaixo do rack, encomendei 3 caixotes de madeira pinus com rodinhas, na Marcenaria Asahi, da Elo7. Não foi barato, mas a qualidade é impressionante, vale cada centavo. Recomendadíssimo.

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Dentro dessas 3 caixas, cabem muitos brinquedos e pelúcias. Como as caixas possuem rodinhas, as próprias crianças puxam e pegam os brinquedos.

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Outra coisa que ajuda muito a diminuir a bagunça é a cama com baú embaixo. E posso dizer que esse espaço que antes era inutilizado, está sendo aproveitado de uma forma bem útil.

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Dica 2: Mostre alguns itens como se fosse parte da decoração

Na mesma Marcenaria Asahi, comprei duas prateleiras para colocar livros infantis que ficam expostos na sala, na altura das minhas filhas. Então até a caçula que tem 1 ano e meio, consegue pegar os livros. No início, guardava os livros em uma caixa, mas elas não liam com frequência, por isso resolvi expor na parede mesmo.

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Dica 3: Móveis infantis não precisam ser necessariamente coloridos

Ao invés de comprar móveis coloridos, tento comprar móveis que possuam linhas mais retas, minimalistas. Tenho uma mesa de centro transparente, de acrílico, que fica na sala. Essa mesa, além de servir de apoio para nós, adultos, serve também para as crianças brincarem de massinha de modelar, vira mesa de pintura e desenho. Serve inclusive para elas comerem algum lanchinho da tarde. A visita nunca imaginaria que são as crianças que mais usam essa mesa.

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Dica 4: Abuse dos ganchos transparentes e ventosas

Gancho é uma coisa maravilhosa! Existe atualmente no mercado, ganchos transparentes da 3M que são inclusive removíveis, ou seja, não estragam a pintura da parede. Há de diversos tamanhos, mas eu gosto dos menores para colocar em alguns pontos da sala. Eu colei alguns destes na parte superior da parede para pendurar bandeiras em períodos festivos como Natal, festa junina, aniversário etc.

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Outra coisa boa para quem tem crianças pequenas em casa, é ter um organizador de brinquedos dentro do box do banheiro. Esse que eu tenho, gruda na parede com ventosa. Ele não é grande, nem pequeno demais, o que é ótimo, porque já negociei com as minhas filhas de trazerem somente brinquedos que caibam nesse organizador. Depois de usar, a água escorre pelos furos.

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Dica 5: Há coisas que simplesmente não dá para esconder

A cozinha de madeira é uma delas. Qual o melhor lugar para deixar? No quarto das crianças. Elas brincam lá? Não. Então tive que fazer uma escolha: ter uma casa arrumada ou pensar nas crianças? Resolvi pensar nas crianças e por isso a cozinha está na sala, ao lado do sofá. As crianças brincam na cozinha, praticamente todos os dias.

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Mostrei as fotos deste post para o meu marido, e ele deu risada falando que as fotos são de antes das coisinhas acordarem… porque depois que elas acordam, parece que passou um furacão em casa.

Essa foto é de 10 minutos depois que elas acordaram.

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~ Yuka ~

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Rotina da casa com filhos

super mãe

Uma leitora pediu para que eu falasse um pouco mais sobre a maternidade e como cuido da casa.

Eu e meu marido, desde sempre, nunca tivemos alguém para limpar a nossa casa. Isso significa que quem fazia a faxina da casa (dos nossos pais) eram os próprios integrantes da família.

Crescemos e ambos cursamos faculdade em uma cidade do interior (onde nos conhecemos). Ou seja, morando em um lugar novo, sem os pais, precisávamos cozinhar, limpar a casa, lavar roupa, organizar as finanças e se virar nos 30 com pouco dinheiro. Tudo isso aos 17, 18 anos.

Morar longe dos pais desde cedo, nos fez compreender que, independentemente se gostamos ou não das tarefas domésticas, precisávamos fazer. Nós dois sabemos que o lixo não se esvazia sozinho, que o banheiro não se limpa sozinho, que as roupas sujas não vão para o cesto sozinhas e que se ninguém for ao supermercado e arregaçar as mangas e cozinhar, não teremos jantar.

Em casa não tem muito “meu serviço, seu serviço”. Tem dias que enquanto eu lavo a louça, meu marido dá banho nas meninas. Outras vezes, sou eu que dou banho nas meninas e ele lava a louça. Ele coloca a roupa para lavar à noite e eu acordo e vejo que tem roupa dentro da máquina. Então eu simplesmente estendo no varal antes de ir ao trabalho.

Quando estou cansada, ele me libera mais cedo das tarefas de casa e vou dormir, enquanto ele segura as pontas e deixa tudo pronto para o dia seguinte. Tem dias que ele está cansado, e digo para tomar banho e deixar as meninas comigo para ele descansar.

Durante a semana, minha mãe me ajuda a levar e buscar uma das nossas filhas, já que as duas estudam em escolas diferentes (não por vontade nossa, mas por vontade da Prefeitura – sim, duas crianças em duas escolas em bairros diferentes, não é fácil) e ainda quebra um galho em casa fazendo algumas coisas para nos ajudar. Mãe é mãe, né?

Nos fins-de-semana, gosto de organizar/planejar as atividades da semana. Enquanto meu marido dá uma geral na casa, eu faço o almoço. Enquanto ele passa a roupa, eu vou no supermercado. Enquanto ele lava o banheiro, eu brinco com as crianças.

Quando preciso focar em algo importante ou até mesmo estudar, ele leva as meninas para andar de bicicleta para que eu possa me concentrar.

Eu poderia passar a manhã toda descrevendo a nossa rotina de casa, mas alguns de vocês já devem ter matado a charada…

Nós nos importamos com o outro.

Esse é o segredo para a rotina da casa funcionar.

Em casa, não tem nada dividido.

Tem funcionado bem, e apesar de alguns dias a gente achar que não vai dar conta de tanta bagunça, de tantos brinquedos espalhados pelo chão, a gente vai se virando.

~ Yuka ~

Como organizar a bolsa de passeio de filhos pequenos

Quando se tem um bebê ou uma criança pequena (no meu caso, tenho os dois), é fato que precisamos nos organizar de forma que nada falte durante o nosso passeio.

Ao mesmo tempo que queremos levar tudo o que temos em casa por precaução, o volume e o excesso de peso, nos faz pensar duas vezes se realmente devemos fazer isso.

Para nós, que passeamos com as filhas sem ter um carro, temos 3 truques:

  • mochila confortável nas costas
  • carrinho de bebê
  • bolsa transversal

A MOCHILA

Esqueça outros tipos de bolsas. A mochila é indispensável para essa fase, onde as crianças ainda são pequenas e precisamos levar muitas coisas. Além de distribuir melhor o peso nas costas, permite ter as duas mãos livres.

O modelo que temos, compramos na Imaginarium:

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Ela é feita de tecido, leve, cabe muitas coisas e tem bolsos e compartimentos externos facilitando a organização.

Dentro da mochila, sempre que possível, utilizamos frascos menores:

– álcool em gel em pote pequeno;

– garrafinha de água (200ml);

– algumas fraldas (nossa caçula ainda usa);

– lenço umedecido (carregamos um pacote que já não esteja tão cheio);

– uma fraldinha leve para forrar a bancada na hora de trocar fralda;

– 1 muda de roupa extra para cada filha;

– guarda-chuva de alumínio, a mais compacta, fina e leve possível, também tem proteção UVA (comprei no bairro da Liberdade, em São Paulo);

 

– 1 paninho para secar a mão, limpar a boca, no fim, serve para qualquer coisa;

– algo para as meninas beliscarem, colocado em um recipiente pequeno. Também gosto de levar banana para uma emergência, é saudável, enche a barriga e não faz sujeira na hora de comer;

– um saquinho de lixo, assim, não preciso sair correndo atrás de uma lixeira.

Todos os itens são colocados SEMPRE no mesmo compartimento da mochila. Assim, sabemos que as fraldas estão na parte de trás da mochila, que a água está na lateral, o álcool em gel no bolsinho da frente e por aí vai.

A BOLSA TRANSVERSAL

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Na minha bolsa transversal (que é de tamanho médio) coloco o que é muito importante para mim, que não posso largar em nenhum momento:

– carteira (cartão do convênio médico, cartão de crédito, documento, etc);

– RG das meninas;

– chave de casa;

– celular;

– dinheiro;

– passe de metrô

– 2 protetores de assento sanitário (para a minha filha mais velha precisar usar o banheiro público, vai que…)

– algo que eu precise tirar com rapidez: se eu estiver indo para a rodoviária, são as passagens; se minha filha estiver resfriada, é um pacotinho de lenço.

O CARRINHO DE BEBÊ

No cesto que fica na parte de baixo do carrinho, deixamos sempre uma capa de chuva própria para carrinho de bebê (comprei o meu no Mercado Livre). Assim, se chover, as duas entram no carrinho e não se molham.

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A regra que reina para usar o carrinho basicamente são essas:

– durante o passeio, a mais velha já anda, então a bebê fica no carrinho;

– se a bebê dormir, entra no carrinho;

– se a mais velha dormir, ela dorme no carrinho;

– se as duas dormirem, a mais pesada fica no carrinho, enquanto a outra fica no nosso colo;

– a mochila fica sempre que possível, pendurada no carrinho;

– quando chegamos no destino (parque, biblioteca, etc), a mochila fica no carrinho, para não carregarmos peso. A gente fica de olho, mas se roubarem, paciência. Vou perder fraldas, paninhos, algumas peças de roupas, nada que me dê dor-de-cabeça. Por isso, tudo o que é importante está na bolsa transversal, que carrego sempre comigo. Decidimos desencanar mesmo.

Já perceberam que quem fica com o peso maior, é o carrinho. Lá, depositamos tudo e mais um pouco. Colocamos tanto peso, que precisamos até tomar cuidado para ele não tombar para trás, quando a nossa filha decide sair do carrinho sem avisar.

Utilizamos o Uber de uma forma bem eficiente. Para lugares próximos de casa, sai mais barato pegar o Uber do que ir de transporte público.

Desta forma, não há uma regra específica. Para cada passeio, avaliamos se levaremos o carrinho de bebê, o canguru, porque se há risco das duas dormirem, preferimos levar também o canguru – que vai pendurado (também) no carrinho de bebê, cobertor pequeno (para caso elas cochilarem), chapeuzinho para proteger do sol ou do vento, enfim, o que eu levo vai mudando conforme estação e também a distância do lugar.

~ Yuka ~

O hábito de ler livros (sem gastar dinheiro)

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Eu sou daquelas pessoas que AMA ler livros.

Eu leio enquanto estou no metrô, no consultório médico, esperando uma amiga na cafeteria, na hora do meu almoço, um pouco antes de dormir…

Depois que as editoras passaram a comercializar livros em formato eletrônico, minha alegria só aumentou. Meus livros preferidos ‘entraram’ dentro do celular, do tablet, do computador. Passei a carregar 20, 50 livros no celular, sem precisar carregar peso extra.

Até que no ano passado, aderi ao meu amado Kindle.

Não sei se é do conhecimento de todos, mas o Le Livros, fornece gratuitamente milhares de livros sobre diversos assuntos, de ficção científica à economia. Muitos dos livros que eu li são do Le Livros.

Outro hábito que eu e meu marido mantemos com muito gosto, desde que as nossas filhas nasceram, é a leitura diária de livros.

Só que (para o meu desespero) até a minha filha mais velha completar 1 ano e meio, ela mordia a quina dos livros, rasgava e rabiscava as folhas.

Ao completar 2 anos de idade, ela parou com tudo isso e ainda sabia diferenciar o que era nosso e o que era de outra pessoa.

Foi quando passamos a pegar livros nas bibliotecas municipais e estaduais do bairro.

Geralmente, nós vamos à Biblioteca de São Paulo e na Biblioteca Infantil Multilíngue Belas Artes. Podem não ser as mais próximas, mas são bibliotecas maravilhosas e acessíveis, por ser perto do metrô.

Tentamos não misturar os livros da casa com os da biblioteca. Por isso deixamos em lugares diferentes, para que a nossa filha entenda que aqueles livros separados, são emprestados.

Ela definitivamente ama os livros “novos”.

E mais uma vez me lembro do quanto podemos nos divertir sem precisar abrir a carteira, nem acumular objetos em casa.

Basta ter paciência para procurar lugares bacanas, e disposição para levar os filhos nesses lugares.

~ Yuka ~

A vida sem carro (e com 2 filhas)

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Para uma família de classe média que mora em São Paulo e que tem 2 filhas, não ter um carro pode ser um ponto fora da curva.

Antes mesmo de eu ser mãe, muitas pessoas estranhavam o fato de não ter um carro.

Quando fiquei grávida da minha primeira filha, me perguntavam: “agora vocês vão comprar um carro, nééé?” E lembro de ter respondido que eu compraria sim, se sentisse necessidade. E a vida prosseguiu sem sentirmos essa necessidade de ter um carro.

Logo depois, engravidei de novo. E de novo, ouvia o mesmo tipo de comentário: “um filho até que vai, mas com dois, vocês PRECISAM ter um carro!”

Então decidi mostrar um pouco neste post, como é a nossa rotina e logística sem carro:

1.) more perto de metrô

A escolha de morar em um apartamento perto de metrô (a menos de 100 metros) foi fundamental para que eu continuasse sem carro. O aluguel é mais caro? Sim, mas sai mais barato do que manter um carro.

2.) programe as atividades pela proximidade do metrô 

Todas as atividades principais da família são programadas pela proximidade do metrô. A creche fica a 3 estações, a casa da minha mãe fica a 2 estações, o meu trabalho é praticamente grudado no metrô, o pediatra fica a algumas estações etc.

3.) tenha supermercados por perto

Como isso é importante! Perto de casa há 3 supermercados (um grande e dois mini-mercados) e isso faz muita diferença na praticidade do dia-a-dia.

4.) tenha farmácia por perto

É muito importante ter farmácias por perto principalmente quando se tem criança pequena. Há uma farmácia de bairro a 1 quadra de casa e uma farmácia 24 horas a 3 quadras de distância.

5.) faça compras grandes pela internet 

Eu faço todas as compras grandes (e pesadas) pela internet: pacotes de fraldas, móveis, eletroportáteis, etc. Se uma determinada loja não tiver vendas online, eu vou até a loja de metrô/ônibus e volto de táxi.

6.) agende médicos pela proximidade de sua casa

Médicos, pediatras e exames laboratoriais: escolho pela localização do consultório/laboratório. Em dias de chuvas fortes, até pego um táxi, mas acaba não custando mais que 10 reais.

7.) organize passeios com antecedência 

Quando vamos passear, costumamos ir de metrô até o mais próximo possível do lugar e o restante do percurso pegamos táxi. Carregamos na mochila as fraldas, roupa extra, etc. Assim ficamos com as duas mãos livres para sair correndo atrás das crianças. Temos sempre um plano A e um plano B, se fizer sol, vamos para tal lugar, se chover, vamos para outro lugar. Assim, não nos frustramos com as condições climáticas.

8.) more perto do trabalho 

Meu marido vai de bike; e eu, de metrô. Nos 30 minutos que estou dentro do vagão, aproveito para ler livros e estudar.

9.) planeje viagens com antecedência 

Minha sogra mora bem longe de São Paulo e podemos ir de ônibus (10 horas de viagem) ou de avião (1 hora de viagem). Como sempre pesquiso voos promocionais com antecedência, acabo pagando quase o mesmo valor da passagem de ônibus.

É isso.

Acho que já devo ter comentado em algum post que eu já tive carro há mais de 10 anos e que ‘comia’ uma boa parte do orçamento. Quando fiquei sem carro, foi muito-muito-muito difícil pra mim. Foi árduo esperar no ponto de ônibus embaixo de sol e de chuva, sentia muito cansaço no sobe e desce do ônibus, ter que andar quarteirões, me equilibrar no ônibus e no metrô com uma bolsa grande, mas tudo é uma questão de costume. E hoje eu já me acostumei. Tenho a plena consciência de que não ter carro é o que me permite continuar investindo todos os meses, além de possibilitar horas de leitura dos meus livros preferidos.

– Yuka –

DIY Quiet Book: um livro educativo para entreter a criança 

Na primeira experiência que eu tive da licença-maternidade, por mais incrível que isso possa soar, eu tive um tempo para mim, entre os intervalos da mamada e da soneca.

E nesses intervalos eu fiz um livro de atividades para criança, feito de feltro, conhecido como Quiet Book. Aliás, não fiz um livro, mas fiz quatro no total (pois eu tinha previsão de ter 3 filhos e queria dar de presente 1 livro para a filha de uma amiga querida).

Talvez por isso quando me descobri grávida da minha segunda filha, comecei a sonhar com vários projetos de artesanato que para fazer durante a minha licença-maternidade.

Só que na segunda licença-maternidade não consegui costurar 1 única barra de calça rsrs, para provar que cada filho é de um jeito mesmo. Uns mais independentes, outros mais carentes.

Eu deixei os livros de feltro guardados no fundo do guarda-roupa até que minha filha tivesse a idade certa para aproveitar o presente.

E finalmente o tão aguardado momento chegou, aos 2 anos e 5 meses. Ela já sabe contar, usa os dedos com habilidade, ou seja, já consegue brincar com o livro que fiz com tanto amor para ela.

Eu peguei as ideias deste livro em diversas páginas da internet, não foram criações minhas. Na época nem pensei em postar no blog, então infelizmente não salvei os links originais.

Este livro não está com a capa customizada, mas cada livro possui o nome da criança na capa.

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~ Yuka ~

Os filhos do consumismo vs pais consumistas = culpa de quem?

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A pergunta que a gente sempre houve é que filho custa caro, muito caro.

Sim, filhos custam.

Mas também não custa horrores como vejo informar muitas capas de revistas (e algumas pessoas que conheço).

Antigamente era muito comum filhos estudarem em escola pública, morar numa casa simples, dividir quarto com irmãos, usar roupa surrada do primo, andar de chinelo na rua ao invés de tênis (ou até mesmo descalço), festa de aniversário com doces e salgados feitos pela mãe e vó, beber água da torneira, ganhar presente só no Natal, ir para a escola a pé, andar de ônibus, andar a pé, viajar para casa de parente, brincar ao ar livre, descer a ladeira da rua com carrinho de rolimã ou skate.

Já hoje…

É muito mais comum ver crianças em escolas particulares, morar numa casa decorada, cada criança com seu próprio quarto, plano de saúde particular, usar somente roupas novas, beber água de garrafa, almoçar no shopping, brincar no shopping, ganhar presentes todos os meses, ter playstation, TV a cabo com 1000 canais, festa de aniversário em buffet com palhaços e animadores, ir para a escola de carro, viajar para resorts, hotel fazenda, Disney…

Realmente, neste caso, filho custa muito.

Depende de como criamos e onde levamos os filhos para passear e como lidamos com o consumismo.

Se levarmos para passear no shopping, almoçarmos por lá e comprarmos alguma bobeirinha, é claro que a criança já vai crescer achando normal que em todo passeio os pais precisam abrir a carteira e gastar dinheiro.

Acredito muito que a criança aprende pelo exemplo.

Toda semana eu e meu marido saímos com as nossas filhas para colocar os pés descalços na grama, na areia ou na terra. Se está chovendo, saímos de casa mesmo assim, vamos para a biblioteca infantil que tem livros e brinquedos. Ou seja, isso significa que nossos passeios de fim de semana geralmente incluem parques, piqueniques, passear pela rua, bibliotecas públicas, centros culturais e parquinhos infantis.

Levamos suco natural, sanduíche, frutas e alguma bobeirinha pra beliscar. 

Também pedimos para as avós não comprarem presentes de forma exagerada, pois tanto eu como meu marido acreditamos que a criança tem que aprender a esperar, já que a vida não dá tudo o que a gente quer na hora que a gente quer. 

Veja bem, a criança não precisa usar a fralda mais cara. Não precisa de um quarto decorado. Não precisa de brinquedos novos toda semana, nem de brinquedos caros. Não precisa de roupas lindas e coordenadas. Não precisa de uma casa grande.

O que a criança precisa é do nosso amor, do nosso tempo e da nossa atenção.

E tudo isso, vejam só… é de graça.

– Yuka –