DIY Quiet Book: um livro educativo para entreter a criança 

Na primeira experiência que eu tive da licença-maternidade, por mais incrível que isso possa soar, eu tive um tempo para mim, entre os intervalos da mamada e da soneca.

E nesses intervalos eu fiz um livro de atividades para criança, feito de feltro, conhecido como Quiet Book. Aliás, não fiz um livro, mas fiz quatro no total (pois eu tinha previsão de ter 3 filhos e queria dar de presente 1 livro para a filha de uma amiga querida).

Talvez por isso quando me descobri grávida da minha segunda filha, comecei a sonhar com vários projetos de artesanato que para fazer durante a minha licença-maternidade.

Só que na segunda licença-maternidade não consegui costurar 1 única barra de calça rsrs, para provar que cada filho é de um jeito mesmo. Uns mais independentes, outros mais carentes.

Eu deixei os livros de feltro guardados no fundo do guarda-roupa até que minha filha tivesse a idade certa para aproveitar o presente.

E finalmente o tão aguardado momento chegou, aos 2 anos e 5 meses. Ela já sabe contar, usa os dedos com habilidade, ou seja, já consegue brincar com o livro que fiz com tanto amor para ela.

Eu peguei as ideias deste livro em diversas páginas da internet, não foram criações minhas. Na época nem pensei em postar no blog, então infelizmente não salvei os links originais.

Este livro não está com a capa customizada, mas cada livro possui o nome da criança na capa.

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~ Yuka ~

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Os filhos do consumismo vs pais consumistas = culpa de quem?

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A pergunta que a gente sempre houve é que filho custa caro, muito caro.

Sim, filhos custam.

Mas também não custa horrores como vejo informar muitas capas de revistas (e algumas pessoas que conheço).

Antigamente era muito comum filhos estudarem em escola pública, morar numa casa simples, dividir quarto com irmãos, usar roupa surrada do primo, andar de chinelo na rua ao invés de tênis (ou até mesmo descalço), festa de aniversário com doces e salgados feitos pela mãe e vó, beber água da torneira, ganhar presente só no Natal, ir para a escola a pé, andar de ônibus, andar a pé, viajar para casa de parente, brincar ao ar livre, descer a ladeira da rua com carrinho de rolimã ou skate.

Já hoje…

É muito mais comum ver crianças em escolas particulares, morar numa casa decorada, cada criança com seu próprio quarto, plano de saúde particular, usar somente roupas novas, beber água de garrafa, almoçar no shopping, brincar no shopping, ganhar presentes todos os meses, ter playstation, TV a cabo com 1000 canais, festa de aniversário em buffet com palhaços e animadores, ir para a escola de carro, viajar para resorts, hotel fazenda, Disney…

Realmente, neste caso, filho custa muito.

Depende de como criamos e onde levamos os filhos para passear e como lidamos com o consumismo.

Se levarmos para passear no shopping, almoçarmos por lá e comprarmos alguma bobeirinha, é claro que a criança já vai crescer achando normal que em todo passeio os pais precisam abrir a carteira e gastar dinheiro.

Acredito muito que a criança aprende pelo exemplo.

Toda semana eu e meu marido saímos com as nossas filhas para colocar os pés descalços na grama, na areia ou na terra. Se está chovendo, saímos de casa mesmo assim, vamos para a biblioteca infantil que tem livros e brinquedos. Ou seja, isso significa que nossos passeios de fim de semana geralmente incluem parques, piqueniques, passear pela rua, bibliotecas públicas, centros culturais e parquinhos infantis.

Levamos suco natural, sanduíche, frutas e alguma bobeirinha pra beliscar. 

Também pedimos para as avós não comprarem presentes de forma exagerada, pois tanto eu como meu marido acreditamos que a criança tem que aprender a esperar, já que a vida não dá tudo o que a gente quer na hora que a gente quer. 

Veja bem, a criança não precisa usar a fralda mais cara. Não precisa de um quarto decorado. Não precisa de brinquedos novos toda semana, nem de brinquedos caros. Não precisa de roupas lindas e coordenadas. Não precisa de uma casa grande.

O que a criança precisa é do nosso amor, do nosso tempo e da nossa atenção.

E tudo isso, vejam só… é de graça.

– Yuka –

Filhos livres e independentes

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Desde que minha filha aprendeu a andar, ela faz algumas tarefas de casa, como por exemplo:

  • leva a própria fralda suja para a lixeira do banheiro
  • quando voltamos do supermercado, ela ajuda a levar alguns pacotinhos para a cozinha
  • ajuda a guardar os brinquedos na caixa
  • tira as roupas da máquina de lavar roupa para eu estender no varal
  • quando estamos varrendo a casa, ela sai correndo procurar a vassourinha pequena dela e começa a varrer junto com a gente

E por aí vai.

Eu já pensava bastante sobre o assunto, pois algumas pessoas do meu trabalho falavam em tom de brincadeira de que eu estava incentivando a exploração infantil. Mas a decisão de escrever um post veio quando o meu marido também ouviu esse tipo de comentário no trabalho dele, só que desta vez, de que ele estava sendo machista ao ensinar tarefas domésticas para a nossa filha.

Como já disse em posts anteriores, eu não fico chateada, nem irritada, nem sinto nada com estes comentários, pois sei que as pessoas não falam na maldade, elas falam por falar, falam sem pensar muito. A parte boa disso tudo é que me dá conteúdo para escrever aqui neste blog, o que é ótimo!

Então vamos lá.

Eu estimulo sim a minha filha a ajudar nas tarefas de casa. Como ela é muito pequena, tudo é muito divertido para ela. Ela adora desempacotar os itens quando volto do supermercado, abrir as caixas que vêm do correio, gosta muito de levar os pratinhos e copos de plástico para a mesa quando estou preparando o almoço, jogar lixo até a lixeira, etc. Tudo isso porque ela gosta muito de me imitar. Se estou varrendo a casa, ela também quer varrer. Se estou guardando os brinquedos dela em uma caixa, ela também começa a me ajudar. Se estou deitada descansando, ela vem correndo e encosta a cabeça no travesseiro comigo.

Eu não tenho muita ambição em relação a ela, de querer que ela seja médica, advogada, engenheira, astronauta.

Mas eu desejo muito 2 coisas: eu desejo que ela seja muito feliz, e desejo muito que ela seja livre.

E quando falo SER LIVRE, é no sentido mais amplo da palavra.

Se ela não sabe cozinhar, ela se torna dependente de uma mãe, de um cozinheiro, de um restaurante ou de alguém para cozinhar para ela.

Se ela não sabe limpar a casa, ela se torna dependente de uma empregada doméstica ou faxineira.

Se ela não sabe pregar um prego na parede, ela será dependente de uma pessoa que faça isso para ela.

Quando ensino a minha filha a cozinhar, limpar a própria casa, a ajudar nas tarefas de casa, (também pretendo ensiná-la) a poupar dinheiro, a administrar a casa, a rotina, a vida, a administrar as emoções, estou ensinando a minha filha a ser livre.

Eu não quero a minha filha dependente, nem por pessoas, nem por coisas. E isso não é nem de longe exploração infantil e/ou machismo por ensinar tarefas domésticas, já que mesmo se eu tivesse um filho homem, também ensinaria a cozinhar, pregar botão, varrer a casa, consertar chuveiro, etc.

Eu sempre dizia que devemos criar os filhos para o mundo, e não para ficar embaixo das nossas asas. Mas quando eu não era mãe, o que mais ouvia era “você fala isso porque não é mãe”. Hoje eu sou mãe e posso dizer que a minha opinião continua exatamente a mesma. Criamos os filhos para o mundo. Por isso a importância de estimular a criatividade, a independência e, principalmente, a liberdade dos nosso filhos.

~ Yuka ~

Montando um enxoval minimalista para a segunda bebê

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A querida leitora Rosana me pediu para escrever um post sobre como eu montaria um enxoval minimalista, desta vez para a minha segunda filha.

E para isso, resolvi resgatar o meu primeiro post sobre o tema: “Montando um enxoval minimalista para o bebê”.

Uma das perguntas que a leitora fez, foi se eu tive algum item que antes eu não tinha incluído e que incluiria, ou algum item que eu comprei e achei desnecessário, se eu faria o estoque de fralda novamente, se valeu a pena fazer chá-de-bebê. As respostas estão logo aí embaixo:

Apesar de algumas controvérsias, eu não vou comprar roupas novas para a minha bebê, pois eu tenho muitas, muitas roupas. Algumas já usadas pela filha mais velha, outras, ainda novas. Por conta disso, não vejo necessidade de comprar roupas novas só para dizer que são novas. Vou separar as roupinhas que a minha filha mais velha usou, lavar, passar, dobrar com cuidado, e tenho certeza que vai bater aquela saudade gostosa, de lembrar que a minha filha já foi daquele tamanhinho, e que agora, uma outra vida está para chegar.

A única coisa que estou pensando seriamente em comprar, é 1 body novo para levar na maternidade. Eu estou guardando o primeiro body que a minha filha usou na maternidade. E gostaria de guardar o primeiro body que minha segunda filha irá usar na maternidade. Quero olhar para o body e lembrar de cada uma das filhas, para isso, quero ir na loja e escolher a peça pensando nela.

Então vamos lá para a lista:

– Berço, colchão, 2 lençóis e 1 protetor de colchão

Por saber que está vindo uma outra filha, eu já me adiantei e comprei uma cama de solteiro bem baixinha, para que ela não ficasse com ciúmes de perder o berço (e ainda mais a atenção dos pais), e comecei a fazer a adaptação para a cama nova, que aliás, ela adorou. Pedi para o meu marido desmontar o berço e guardar longe da vista dela, e só montaremos um pouco antes do nascimento da segunda filha. Ou seja, continuaremos com o mesmo berço, com o mesmo colchão, os mesmos lençóis e o mesmo protetor de colchão. Como minha filha frequenta a creche, eu tive que comprar mais 2 lençóis para levar na malinha dela. Estou considerando 2 lençóis, mas só porque tenho uma máquina de lavar roupa que lava e seca. Na urgência, consigo colocar o lençol para secar. Se eu não tivesse essa máquina, eu teria comprado mais 1 ou 2 lençóis, pois havia noites em que a fralda vazava e tinha que trocar o lençol de 2 a 3 vezes. Não senti falta de protetor de berço (kit berço), saia para berço, travesseiro, fronha, cobertor para deixar na cama, mosquiteiro, nem ursinhos de pelúcia decorativo.

– Carrinho de bebê e colchonete para carrinho

Conheci muitas pessoas que tiveram que trocar o carrinho de bebê quando a criança havia completado 8 meses, 1 ano de idade, por causa do modelo do carrinho. Eu tinha comprado um modelo que deita bem, só que era um pouco dura para recém-nascido, por isso comprei o colchonete para carrinho. Eu ainda estou usando o mesmo carrinho, só que já sem o colchonete, e não me arrependi de ter comprado esse modelo.

– Sling e canguru

Vou manter o sling que foi muito útil em bebê recém-nascido e o canguru para quando estiver mais firminha. Aliás, usamos o canguru até hoje.

– Banheira

A banheira foi bem útil, já o balde eu não incluiria na lista, pois depois que o bebê completar 6 meses, não caberá mais no balde. Depois ganhamos uma banheira um pouco mais funda, por isso acabamos nos desfazendo da banheira anterior, mas se não tivesse ganhado a nova banheira, ainda estaria usando a mesma.

– Sabonete líquido, creme para assadura, cortador de unha, cotonete, algodão

Minha opinião continua a mesma do post anterior.

– Fraldinhas de pano para limpar boca

Eu tinha falado 6 unidades, mas hoje eu vejo que tenho mais, acho que tenho uns 10. É bem útil, uso para limpar a boca, limpar a mão, secar o suor, na hora de passear, etc.

– Fraldinhas de pano maiores para forrar carrinho

Eu tinha falado 2 unidades, mas eu só usei quando a minha filha era recém-nascida. Hoje, por exemplo, não uso mais. Mas eu manteria mesmo assim na lista para bebezinhos.

– Toalha fralda

Eu manteria em 2 unidades, pois logo a criança cresce e passamos a usar toalhas normais.

– Trocador portátil

Uso o trocador que eu mesma costurei. Muito útil, uso até hoje. Eu não compraria aquele trocador que fica em cima da cômoda, porque depois que o bebê cresce, trocamos mais  cima da cama mesmo.

– Mantas

Ainda concordo em ter algumas, de várias espessuras, mas a manta grossa eu não usei ainda pelo medo do sufocamento. Eu não a cubro na hora de dormir, apenas coloco roupas quentinhas. Só cubro se for uma mantinha mais fina.

– Roupas

Como eu terei novamente uma menina e praticamente no mesmo período (a primeira nasceu em maio, a segunda está prevista para nascer em abril), não vou comprar nenhuma peça de roupa nova.

– Capa para amamentação, absorvente para seios

Não precisa de uma capa para amamentação. Eu coloco um paninho leve por cima do meu ombro.

Comprei só 1 caixa de absorvente para os seios. A produção de leite logo se equilibrou. Aliás, até sobrou, então desta vez vou usar os que já tenho.

– Fraldas descartáveis e lenço umedecido

Vou novamente fazer o chá de fraldas no meu trabalho. Da outra vez ganhei fraldas para mais de 1 ano e meio de uso e valeu muito a pena, mas só porque eu organizei o meu chá-de-bebê de forma muito econômica. Se gastar muito, não vale a pena fazer o chá. Melhor fazer as contas e verificar se vale a pena ou não.

Apesar de muitas mães amarem lenço umedecido, eu prefiro o algodão com água. Então quase não usei, e as que ganhei, acabei doando para amigas.

– Outros itens

Minha cunhada me deu o extrator elétrico de leite. Esse foi bem útil quando eu voltei a trabalhar. No momento, emprestei para uma colega de trabalho, mas um pouco antes do parto, vou pedir de volta.

– O que eu tive que comprar

Comprei 100 cabides pequenos de bebê para pendurar as roupinhas no guarda-roupa. E vou usar esses mesmos cabides para a bebê e acabei comprando 50 cabides infantis para a minha filha mais velha.

E também 2 luvas pequenas para recém-nascido. Eu não sabia, mas o bebê nasce com as unhas bem afiadinhas. Tive que comprar na própria maternidade algumas luvas para ela não machucar o rosto. Aliás, levem esse item na bolsa da maternidade se não quiser pagar uma fortuna na loja da maternidade.

Esses foram os gastos principais. No meu caso, não houve muitos imprevistos, nem arrependimentos. Acredito que para mim este enxoval minimalista caiu muito bem para o meu estilo de vida.

Para quem tiver interesse, há ainda este post que fala sobre os itens que não comprei: “O que custa mais caro? Ter um filho ou a vaidade dos pais?”

~ Yuka ~

Licença-maternidade: o período sabático que a minha filha me deu

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Muitas pessoas falam que a licença-maternidade é um período único. Um período mágico para curtir de fato a maternidade. Cuidar do seu bebê, aprender a cuidar de um novo ser, aprender a ser mãe.

No meu caso, foi tudo isso sim, mas também teve mais uma coisa.

Quando estava de licença-maternidade, fiz a maior descoberta da minha vida. Talvez eu já soubesse, mas não queria ouvir, não estava pronta para entender…

Como quem acorda de uma hipnose, eu descobri que era uma ESCRAVA.

Eu não queria mais trabalhar por 8 horas todos os dias, mas não havia outra opção. Eu voltei a trabalhar porque precisava pagar as contas do mês.

Só que eu não queria mais trabalhar por obrigação, não queria deixar minha filha gripada na creche… mas eu precisava registrar meu crachá na empresa onde trabalho… foi quando compreendi que eu era uma escrava do sistema.

Nós nascemos escravos e a maioria de nós morremos escravos. Com 6 meses, o bebê meio que já é obrigado a ir para a escolinha para que os pais possam trabalhar. Desde então, a maioria de nós nunca mais para de ir para a escola até se formar na faculdade. Depois temos que escolher uma profissão e o resto da história vocês já sabem.

E por querer fugir desse sistema, eu pensei muito durante a minha licença-maternidade de que forma poderia encontrar alternativas para escapar dessa realidade que eu não estava mais disposta a pagar.

A alternativa que encontrei foi rever todo o meu orçamento para nos aposentarmos aos 50 anos, ou seja, daqui a 15 anos. Em 15 anos, terei a minha carta de alforria e poderei trabalhar no que gosto, e não escolher o trabalho por causa do salário. Mas não faço disso uma tortura. Continuamos tendo nossos momentos de lazer, pretendemos ainda fazer muitas viagens, nos divertir, enfim, viver.

Eu só quero ter a oportunidade de descobrir o que gosto. Eu sempre achei que poderia trabalhar num santuário de elefantes… Ser marceneira para construir cozinhas infantis… Eu poderia pintar muro de escolas, costurar roupas… mas eu fico no escritório mais de 10 horas por dia, e volto exausta para casa.

Eu quero ter a oportunidade de me descobrir.

Até então, eu achava que o período sabático era ligado a viagens, algo caro, inacessível.

Quando fui ver a definição neste site aqui, vi que o que até então eu chamava de “presente”, era na verdade, um período sabático.

O período tem que partir de uma motivação pessoal: seja repensar a vida, resgatar o sonho de estudar fotografia, trabalhar com crianças carentes da Ásia ou até conhecer o mundo. E, diferentemente do que muitos pensam, nem sempre precisa durar um ano. “Mas o tempo necessário para produzir mudança. A duração vai depender de cada objetivo”.

Foi no período da licença-maternidade que eu percebi a minha maior mudança mental e comportamental.

Acredito que a minha filha trouxe esse presente para mim. Foi por não querer ficar longe dela que eu acordei, alcancei um nível maior de consciência. Eu deixei de ser vítima para correr atrás do que eu acredito. Foi ela que trouxe isso pra mim.

~ Yuka ~

 

Levando minha filha de 1 ano e 6 meses para me ajudar na cozinha

Minha filha, infelizmente, era ruim de garfo. Desde que parei de amamentá-la, tive muitas dificuldades em fazê-la comer. Ela pinçava algumas coisas aqui e ali, mas era daquelas que mal olhava para a comida e decidia que não gostava daquela comida e ponto final. E não tinha ninguém que fizesse ela mudar de ideia.

Hoje ela tem 1 ano e 9 meses. Mas há 4 meses, um móvel me chamou atenção, a “torre de aprendizagem montessori”, que auxiliaria a ficar em pé na pia da cozinha de forma segura. Já que minha filha não tinha interesse em experimentar comidas, pensei em levá-la para a cozinha para ela ter a oportunidade de ver a preparação do alimento.

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Custa em torno de R$450,00. Mas o meu maior impedimento não era o preço, e sim o tamanho deste móvel. Eu sei que vocês estão carecas de saber – mas não custa relembrar – que minha cozinha é estreita e não entra um móvel desse tamanho, mataria todo o espaço de circulação. Eu deixava minha filha em pé numa banqueta de plástico, mas tinha que ficar atrás dela o tempo todo para que não corresse o risco dela desequilibrar.

E então vi umas ideias bem bacanas no Pinterest como esta foto aqui embaixo e decidi fazer uma adaptação.

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Comprei esta banqueta de madeira na Leroy Merlin por R$71,90.

 

Pedi para o amigo do meu marido arranjar uns tocos de madeira na oficina dele para fazer uma extensão para cima, coincidindo com a altura da pia da cozinha.

Mas no final, nem precisei fazer a adaptação, pois minha filha se adaptou muito bem mesmo sem as estruturas laterais.

E posso te contar uma coisa? Desde que ela passou a me “ajudar” na cozinha, ela passou a experimentar de tudo. Ela ama subir no banquinho para me ver. Toda vez que vou cozinhar, ela já começa a empurrar a banqueta para perto da pia e começa a subir sozinha para ficar mais perto de mim. Hoje ela experimenta várias comidas na pia mesmo. E tem descoberto novos sabores a cada dia, com isso passou a aceitar muito mais alimentos novos.

Se levo a comida (nova, que ela nunca experimentou) direto para a mesa, ela continua rejeitando. Mas se faço ela experimentar a mesma comida quando ela está no banquinho da pia, ela aceita super bem, e não rejeita mesmo quando levo para a mesa.

Outra tática que deu muito certo foi ter comprado esta cozinha para ela.

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Eu comprei o gabinete de cozinha e a geladeira numa loja chamada Trenzinho, em São Paulo. Não é um brinquedo barato, mas que fez toda diferença na aprendizagem dela. Hoje ela sabe que tem que lavar as mãos antes da preparação dos alimentos, depois ela simula que está enxugando as mãos, coloca o avental, abre a geladeira, escolhe as frutas e legumes (de plástico) que irá cortar, prepara a comidinha no fogão, e depois dá comida para as bonecas. Tudo é muito divertido e didático. Eu gostei bastante, fora que faz um sucesso danado quando os amiguinhos vêm em casa.

~ Yuka ~

Não compare seu filho com a dos outros 

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Essa é uma frase que tenho utilizado com certa frequência, desde que minha filha nasceu.

Como pais, sabemos quando um filho está bem, se está se desenvolvendo de forma saudável, se está crescendo, se está aprendendo habilidades novas.

Vejo muitos pais aflitos porque o filho ainda não andou, porque ainda não nasceram os dentinhos, porque o colega da mesma idade já desfraldou, porque acha que está magrinho, ou que está gordinho…

Para os pais que tem filhos (pequenos ou grandes), tenho um conselho a dar. Não compare seu filho com a dos outros.

Não apresse seu filho para andar, uma hora ele vai andar. E nunca mais vai parar de andar, de correr, de pular, de subir, de descer.

Não apresse seu filho para falar, uma hora ele vai falar, e tagarelar, e gritar, e berrar e chorar.

Veja que não fez nenhuma diferença na vida adulta se você andou aos 10 meses ou com 1 ano e 4 meses. Se começou a falar com 1 ano ou aos 2 anos. Ninguém se torna mais bacana que o outro só porque um desfraldou aos 11 meses e o outro aos 4 anos de idade.

É no momento que sentimos confiante e quando o corpo está pronto que começamos a arriscar passo a passo, um pé na frente do outro, e começamos a andar.

É no momento que sentimos liberdade e aceitação que queremos testar a nossa voz e confirmar que sai sons diferentes da nossa boca.

E isso tudo não pode ser visto como uma competição dos pais.

Para evitar essa comparação com os outros, eu tenho uma tática. Dificilmente consulto algo nos livros e internet. Então sinceramente, até hoje não sei com quantos anos um bebê tem que começar a falar. Não sei com quantos anos (ou meses) uma criança começa a andar. Mas uma coisa é certa. Eu sei que minha filha está se desenvolvendo e aumentando a quantidade de palavras que balbucia. O tempo que ela consegue andar na rua também está aumentando. Vários dentinhos já nasceram, faltam muitos ainda para nascer, mas não sei e não me importo quando deve nascer.

Não se importe se o filho do vizinho usa roupa de marca e está sempre arrumadinho. Se o filho do seu colega já foi viajar para o exterior, ou se ganha brinquedos bacana, ou se tem festinha de aniversário em buffet, ou se já está aprendendo inglês com 2 anos de idade.

Comparar com os outros traz frustração e infelicidade, porque a gente só enxerga o lado externo, e não sabemos as escolhas que a outra pessoa fez para pagar um aniversário em buffet, por exemplo.

Não comparar com os outros é a melhor cura e libertação que você pode dar para a sua alma. O que importa é o seu filho, não a dos outros.

~ Yuka ~

Como criar filhos sem estourar o orçamento?

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Todo ano, algumas revistas da área de finanças publicam na capa: “Quanto custa um filho?”, “Um filho pode custar mais de 2 milhões de reais” etc. E daí você vai pensando que com o seu salário será impossível criar um filho, imagina dois filhos? Três filhos então é sinal de insanidade mental, de não dar oportunidades melhores para o filho, enfim…

Quando penso em filhos, eu não penso no dinheiro. Eu não decidi a quantidade de filhos que quero baseado na minha conta bancária. Decidi a quantidade pelo meu coração. E foi a partir disso que a conta (bancária) foi fechando. Se pensasse somente no dinheiro, não teria tido nenhum. Para mim, filho não entra na matemática financeira, porque não é assim que funciona.

Não dá para falar que um filho irá custar 1 milhão, 2 milhões, 10 milhões. Ou que não vai custar nada. O fato dele estar vivo irá custar dinheiro, claro. Mas já parou para pensar que se ficássemos fazendo esse tipo de conta, não faríamos nada? Porque o cafezinho que tomamos na lanchonete pode custar muito em 50 anos, o ônibus que pegamos todo dia vai custar muito ao longo dos anos, aquele sorvete que tomamos com muito gosto em dias de calor também não vai sair tão barato se somarmos os gastos até o dia de nossa morte.

Pra mim a questão toda gira em torno de que tipo de valor você quer passar para o seu filho.

Dá para gastar o suficiente na criação dos seus filhos, como dá para exagerar nos gastos.

Dá para preparar um enxoval simples, ou montar o enxoval em Miami. Dá para ter filhos sim, sem carro, apesar de algumas pessoas acharem impossível. Dá para fazer festinha de aniversário em casa, ou em buffet para 100 pessoas. Dá para fazer viagens para casa da vó, ou para a Disney. Dá para reaproveitar as roupas do irmão mais velho, do primo mais velho, do filho da amiga, do filho da vizinha, como dá para andar sempre estilosa, acompanhando as últimas tendências da moda. Dá para brincar de graça em parques, ruas, pátios, bibliotecas públicas, centros culturais, como tem lugares que precisam ser pagos para brincar. Dá para brincar de aviãozinho com pedaço de papel, uma casa feita com lençóis, uma tábua improvisada que vira escorregador como também dá para ter brinquedos caríssimos e automatizados.

Então, apesar do dinheiro fazer parte da realidade, não coloque uma pedra na sua frente imaginando que só poderá ter 1 filho (se for o caso de querer ter mais) porque o dinheiro não permite. Quem sabe pensando um pouco mais, não dá para aumentar a família?

~ Yuka ~

 

 

 

 

Estou grávida… de novo!

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Sim, estou grávida de novo.

Sim, o filho foi planejado.

Minha filha hoje está com 1 ano e 4 meses, isso significa que até o nascimento do bebê, ela terá 2 anos de idade, já que estou grávida de 3 meses.

Como na minha primeira gravidez, os dias têm demorado para passar por conta da minha pressão baixa e enjôos. A parte boa é que depois que essa fase passar, vou poder curtir a minha gravidez com a minha filha e meu marido.

Minha filha fica passando a mãozinha, dá uns tapinhas e uns beijinhos na minha barriga, além de enfiar o dedo no umbigo e dar risada com tudo isso.

É muito gostoso ver a família crescer.

~ Yuka ~

12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo

Beach boy with tablet
Beach boy with tablet

Andei lendo o texto “12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo” e fiquei muito feliz em perceber que tenho percorrido o caminho que eu acredito.

Algumas pessoas podem até achar “alternativo” o tipo de vida que levo e/ou a forma como quero criar meus filhos. Podem achar que eu tenho que comprar mais coisas, gastar mais, mas o importante é que eu e meu marido compartilhamos da mesma opinião, o que fortalece ainda mais nosso casamento.

Não vou copiar o texto neste post porque acho que o autor merece a leitura no próprio site, mas gostaria de comentar os tópicos (são 12):

1.) Você matriculou seu filho em uma escola que o prepara para o mercado de trabalho

Não. Não quero que minha filha se encaixe no mercado de trabalho. Como mãe, quero oferecer a liberdade e incentivo para ela decidir o que ela quer fazer. Aliás, esse é um dos motivos dela frequentar a creche municipal, ao invés de uma creche privada, pois sou daquelas que acredita no ensino público. Sei que não é simplesmente jogar seu filho na escola e achar que só os professores têm responsabilidades. Estudei a vida inteira em escola pública e quero coloca-la na creche municipal e na escola pública, ter maior diversidade racial e sócio-econômico. Provavelmente teremos que ser mais participativos, quem sabe ajudar a pintar a parede da escola, manter uma comunicação ativa com a comunidade local. Muitos me desencorajam dizendo que isso é puro romantismo, que não vai dar certo, mas eu acredito nas pessoas e acredito que isso pode dar certo.

2.) Você leva seu filho no shopping para passear

Eu e meu marido não passeamos mais no shopping, porque sabemos que shopping é o paraíso do consumo. Quando queremos passear, passeamos no parque, na rua, em qualquer lugar, menos no shopping.

3.) Você permite que ele tenha mais coisas que o necessário

Nós temos apenas o necessário. Isso faz com que a minha filha também não tenha mais coisas que o necessário, apenas o suficiente. Aliás, ela tem poucos brinquedos e roupas.

4.) Você acredita que ajuda seu filho quando executa tarefas simples pra ele

Vou dar um exemplo simples… quando minha filha era uma bebê, aprendeu a rolar e estava com o rostinho enterrado no colchão. Fiquei observando bem de perto para que não acontecesse nada com ela, mas deixei que ela se esforçasse um pouco para sair daquela situação, pois ficava pensando que seu a ajudasse sempre, ela não saberia o que fazer se ela enterrasse o rosto de madrugada, dentro do berço. Dar autonomia e independência também é tarefa dos pais.

5.) Você ensina seu filho a valorizar as coisas pelas marcas que elas carregam

Estou em processo de mudança, pois andei descobrindo que marca não é sinônimo de qualidade. Antes, eu não sabia disso porque não tinha condições financeiras de comprar marcas caras. Por isso sempre achei que marca cara era sinônimo de qualidade. Hoje vejo que muitas marcas são sinônimos de status do que de qualidade.

6.) Você não ensina seu filho a receber doações

Quando eu era mais nova, eu sempre recebia roupas das amigas da minha mãe. E adorava. E eu ganho roupas das filhas das minhas amigas. Por isso acredito que para a minha filha receber doações será algo natural.

7.) Você faz da alimentação por frutas e legumes algo pontual

Muito pelo contrário, aqui em casa quase não entra produtos industrializados. Um dos últimos itens industrializados que utilizamos em casa é o molho de tomate e caldo de galinha.

8.) Você o deixa ver televisão

Nós não assistimos televisão em casa. Temos uma televisão, mas só assistimos filmes e seriados. Isso aconteceu graças à NET. Nós tínhamos TV a cabo, e depois de um tempo, pedimos para retirar a TV a cabo e ficar somente com a TV aberta. Qual não foi a surpresa quando percebemos que eles arrancaram inclusive a antena coletiva do nosso prédio? Ficamos impossibilitados de assistir até canais abertos. E isso acabou sendo o passo que faltava para deixarmos de assistir televisão.

9.) Você não educa seu filho com uma medicina preventiva

Em casa eu tento alimentar a minha família de forma saudável, com alimentos naturais e frescos, não faço uso de remédios de forma frequente. Acredito que quanto mais um corpo for saudável, menos precisa-se de remédios.

10.) Você incentiva que seu filho tenha ídolos

Eu não tenho ídolos. Pra mim, herói é uma mãe que carrega um filho de 6 anos no colo, um pai que é mãe ao mesmo tempo, um médico que não esqueceu o seu juramento e trata seus pacientes da forma mais humanitária possível. Meus ídolos não são cantores, jogadores de futebol, modelos, milionários. Meus ídolos são pessoas simples. Quero ensinar isso para a minha filha.

11.) Você ensina as suas crenças para ele

Cada pessoa tem uma crença em relação a religião, modo de viver, trabalho, etc. Cada pessoa precisa descobrir as suas crenças e respeitar as diferenças. Inclusive respeitando a decisão dos filhos de qual crença irá seguir ou não irá seguir.

12.) Você não coloca em prática o que ensina para ele

Fala que não tem dinheiro, mas seu filho vê você gastando em shopping. Fala que não tem tempo, mas seu filho vê você fofocando com a vizinha. Os filhos são observadores. Por isso estamos sempre tomando cuidado para que o nosso discurso seja o mais coerente possível.

~ Yuka ~