Destralhando mais maquiagens: kit básico

Em 2013 eu publiquei um post sobre as maquiagens que eu tinha. Na época, destralhei o que acreditava ser bastante coisa.

Após 3 anos, minha gaveta de maquiagem está ainda mais enxuta.

Hoje tenho:

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  • 1 lápis preto para olhos
  • 1 delineador preto para olhos
  • kit de sombras (hoje, percebo que foi desnecessário comprar o estojo completo, pois uso somente algumas cores. Na próxima compra, vou comprar sombras avulsas)
  • 1 base para o rosto
  • 1 protetor solar facial
  • 1 creme para não borrar os olhos
  • 4 batons (mas 3 é a quantidade ideal para mim)
  • 2 blushes (um tom mais romântico e um mais corado)
  • 2 bronzer (também estou terminando de usar, depois vou ficar somente com 1)

Como podem perceber, em 2013 eu tinha 4 gavetas de maquiagens. Hoje, tenho 1 gaveta. Ano que vem posto como está a minha gaveta de novo.

~ Yuka ~

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Reduzindo a quantidade de esmaltes

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A pedido da leitora Ana Paula, hoje o post é sobre os esmaltes que tenho.

Lembram que eu tinha uma maleta de esmaltes? E que eu tinha em torno de 40 esmaltes e vários acessórios para as unhas?

Hoje, a minha caixinha de esmaltes se resume a esta bandeja aqui. Tento comportar somente o que é realmente necessário. Alguns esmaltes, um alicate, espátula, lixa, algodão, acetona, enfim, poucas coisas.

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Eu comentei em um dos posts que parei de assistir televisão. Não saber as cores da moda, fez toda diferença para ter poucos esmaltes. Agora compro somente cores que sei que ficam bem em mim, e não as cores que estão na moda. 🙂

~ Yuka ~

Me desfiz e me libertei

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Me desfiz da bolsa da Victor Hugo… Pois descobri que essa marca não me representa.

Me desfiz da maleta de esmaltes… Descobri que era muito grande para a quantidade de esmaltes que tenho hoje.

Me desfiz de várias maquiagens… Só tenho 2 olhos, não preciso de 10 lápis para os olhos.

Me desfiz dos sapatos duros… Meus pés sustentam o peso do meu corpo, eles merecem algo confortável.

Esse ano está sendo o ano de despir de algumas marcas, alguns conceitos e de olhar mais para o meu interior, em busca do que realmente importa.

Não vejo necessidade de mostrar ou provar o que sou, nem do que sou capaz.

As pessoas do meu trabalho não têm ideia de que sou minimalista, não conhecem o meu estilo de vida, não sabem das minhas melhores qualidades, nem os meus piores defeitos. Não sabem que sou feliz com pouco.

Há alguns anos, uma colega que estudou comigo no colegial me encontrou em uma festa e ela começou a perguntar onde morava, se tinha carro, essas coisas. E a resposta que voltou foi: “Ai, como você é pobre!” Dei uma risada gostosa. E não falei nada. Não senti necessidade de argumentar.

Lembrem-se, as pessoas podem nos rotular, mas ninguém conhece a essência, nem o conteúdo, nem a bagagem que carregamos.

Outro dia me encontrei numa frase que inclusive valeu um post: O segredo da felicidade, é ser feliz em segredo. Perfeito!

~ Yuka ~

O exercício de viver com menos

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Digo exercício, porque viver com menos é uma escolha que fazemos diariamente.

Viver com menos não é uma tarefa fácil. Significa viver contra a maré.

Além das propagandas de televisão, internet, outdoor, revistas, há as propagandas ditas “silenciosas”. Uma simples ida ao supermercado pode ser uma tentação: uma embalagem colorida para chamar a atenção das crianças (e também dos adultos), uma promoção leve 3 pague 2, enfim, uma infinidade de oportunidades para “viver com mais”.

Não podemos esquecer das opiniões dos familiares, amigos e colegas, no estilo “pra que ter de graça se podemos pagar?”.

Quando decidimos viver com menos, as escolhas vão se tornando cada vez mais fáceis, pois são poucas as decisões que devemos tomar.

Vou dar um exemplo para tornar mais fácil o que estou querendo dizer.

Se ao invés de eu comprar um carrinho de bebê muito mais equipado do que a minha necessidade, o que acontece? Provavelmente vou desembolsar uns R$3.000,00. Se eu tivesse um carro, provavelmente teria que trocar de carro com um porta-malas maior. Um carro maior gasta mais gasolina. O IPVA vai aumentar, inclusive o seguro, etc. Com um carro novo e maior, vou parar de estacionar na rua e começar a pagar estacionamento.

Viu que uma simples decisão de comprar algo inocente pode desencadear uma série de fatores?

Antes de decidir viver com menos, eu tinha muitas roupas, muitos sapatos, bolsas e maquiagens, mas parecia que nunca era suficiente. Sempre queria comprar mais e mais.

Tinha uma ânsia por espaço, queria um guarda-roupa maior, uma sapateira maior, uma estante maior, uma casa maior. Perdia um tempinho de manhã escolhendo roupas, combinar sapatos com bolsas, acessórios etc.

Quando parei para analisar cada objeto que eu tinha, percebi que eu tinha muitas coisas que não utilizava e também muitas peças parecidas. Ou seja, eu não precisava de mais coisas, muito menos de mais espaço. Eu precisava organizar a minha vida e aprender a admitir que eu já tinha o suficiente.

Ter reduzido meus pertences para um número que é confortável pra mim foi libertador, porque hoje eu sei o que eu preciso e o que não preciso.

~ Yuka ~

Minimalismo como estilo de vida

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Já se passaram pelo menos 3 anos desde que passei a ter um estilo de vida minimalista. E desde então, percebo uma evolução no meu modo de viver e de pensar. Basicamente passei por estas fases abaixo, nesta ordem:

DESTRALHAR OBJETOS:

Tudo se iniciou com a arrumação mais complexa da casa. Comecei a entender que cada objeto deveria ter a sua “casa”, só assim para conseguir manter a ordem. O molho de chave deveria ficar perto da porta, a sapateira deveria ficar na entrada do apartamento, cada sapato deveria ter o seu espaço reservado e não um sobre o outro, etc. Analisei o meu comportamento para me auxiliar na arrumação (se a minha bolsa ficava no chão ao lado do sofá, deveria ter um cesto para acomoda-la melhor). Passei a destralhar roupas, sapatos, bolsas, livros, pequenos objetos, maquiagemperfumes, esmaltes e decidi que não iria mais acumular itens desnecessariamente. Aprendi a recusar brindes, aprendi a doar presentes que não são do meu agrado e a ser menos materialista. Os objetos começaram a reduzir e com isso as tarefas de casa também. Menos móveis = menos poeira = mais fácil de limpar.

TELEVISÃO: 

A internet ajudou muito, e com isso passei a assistir cada vez menos televisão. Hoje, a televisão só é ligada para assistir filmes e seriados. Não assistir televisão me fez ganhar tempo (principalmente por causa dos intervalos comerciais) e percebi que os desejos e a vontade de comprar também diminuíram, muito provavelmente por causa das propagandas e comerciais que não assistia.

CONSUMO:

Passei a avaliar melhor o meu consumo. Passei a não ter tanta dó de gastar dinheiro em itens que julgava ser de qualidade. A durabilidade dos itens começou a aumentar.

MODA:

Deve ser por conta da idade, mas não ligo muito mais para a moda do momento. Prefiro roupas com caimento bom e que combinem com o meu estilo. Compro hoje roupas melhores, um pouco mais caras, mas que possuem durabilidade maior.

PESSOAS:

Já não ligo muito para a opinião das pessoas. E decidi que vou gostar das pessoas que gostam de mim. Não tento agradar pessoas que não gostam de mim, e não gasto meu tempo com pessoas tóxicas.

PLANEJAMENTO:

Como o tempo começou a sobrar (não saindo com pessoas tóxicas, não tirando poeira de móveis que não existiam mais, não perdendo tempo procurando coisas pra comprar etc) passei a fazer planejamento do que eu queria fazer daqui a 1 ano, daqui a 3 anos, 5 anos, 20 anos e 30 anos. Parece ser difícil, mas é muito gostoso planejar. Com o planejamento em mãos, soube qual seria o próximo passo que teria que dar para alcançar o meu planejamento.

ALIMENTAÇÃO:

A alimentação também melhorou. Organizei a despensa e a geladeira, e com isso passei a jogar menos comida no lixo. A alimentação da família mudou. De comidas enlatadas passei para a comida caseira. Frutas e legumes não faltam na geladeira e comecei a incluir alguns alimentos orgânicos.

SUSTENTABILIDADE:

A composteira não deu certo, mas hoje separamos lixo para reciclar, reutilizamos vários produtos ao invés de comprar itens novos, consertamos para utilizar por mais tempo, e também passamos a comprar alguns itens de segunda mão.

FINANÇAS:

Como já era de se esperar, a economia foi grande. Economizamos evitando o desperdício de alimentos, nas roupas que comprávamos a cada estação, nos lançamentos de alguns produtos, presentes de aniversário de pessoas que nem tínhamos tanto amizade, TV a cabo, etc. Hoje, poupamos mais de 50% do nosso salário.
PRIORIZAR: 

Começamos a priorizar algumas coisas, como momentos em família, conforto, lazer, experiências novas, não trabalhar mais que 8 horas por dia (focar durante o expediente de trabalho para não precisar fazer hora extra), dormir mais cedo, etc.

SIMPLIFICAR:

Ao invés de comprar qualquer produto pela marca por achar que valia o preço, passei a analisar de forma mais consciente a origem dos produtos, onde é fabricado, o preço e a durabilidade. As receitas culinárias ficaram mais simples para ganhar tempo, as roupas ficaram mais simples, os móveis da casa possuem linhas retas e simples, cores simples.

Ainda há muito caminho para percorrer. Todo esse percurso é um caminho sem volta e um processo contínuo.

Mas tenho reparado que quem se encanta com o estilo minimalista, dificilmente volta a ser o que era. Hoje sou uma pessoa mais consciente, com opiniões mais fortes. Uma pessoa completamente diferente de 3 anos atrás.

~ Yuka ~

Buscando a simplicidade

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Durante muito tempo acreditei que pessoas bem sucedidas eram aquelas que ganhavam muito dinheiro e possuíam inúmeros bens como carros, apartamentos enormes, empregos rentáveis, poder, status, reconhecimento…

Só que há alguns anos, cansei de mostrar o que não sou. Ser para os outros, o que eu não queria me tornar. E aos poucos fui simplificando minha vida: joguei fora objetos, joguei fora alguns sentimentos e joguei fora algumas pessoas. Ao mesmo tempo que eu ia me livrando daquele peso todo que eram os excessos da minha vida, fui percebendo que o nó da minha vida também se desatava.

A palavra ‘simplicidade’, de um modo geral, significa ausência de excessos e extravagâncias na ordem material, social ou psicológica.

Ao aprender a desapegar das coisas, fui descobrindo de que não preciso, nem devo me comparar com os outros. O que traz felicidade para um, não necessariamente traz felicidade para mim. O que traz felicidade para mim, pode ser uma bobagem para o outro.

E passei a admirar as pessoas que conseguem ir no sentido contrário que o mundo inteiro vai: de que consumir é bacana, de que ter muitos bens é sinal de sucesso. Admiro pessoas que ao invés de ter coisas, preferem ter momentos. Ao invés de ostentar as coisas que tem, compartilham experiências. Ao invés de excessos, preferem a simplicidade.

Hoje, esforço para me tornar a pessoa que eu quero me tornar, e não o que as pessoas querem que eu me torne.

E posso dizer que cada passo que tenho percorrido por esse caminho, tem valido muito a pena.

~ Yuka ~

Desapegando de mais objetos

Neste mês de dezembro,  me desapeguei de mais roupas, casacos, sapatos, esmaltes, acessórios, bolsas…

Foram entregues para doação, pois são roupas/objetos que estão em bom estado, mas que não uso há um tempo.

Doei 3 casacos de inverno, 3 blusas de lã, 9 blusinhas, 14 esmaltes, 5 colares, 3 calçados, 2 bolsas.

Estou me desapegando de várias coisas, mas o meu maior objetivo é NÃO REPOR, ou seja, não comprar novos casacos, sapatos, etc. Eu quero viver com as coisas que eu já possuo, só com as peças preferidas.

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Destralhar é uma atividade constante, pois o que HOJE é importante para você, pode não ser importante AMANHÃ.

~ Yuka ~