O real significado sobre Sucesso e Fracasso

autoconhecimento

Se há alguns anos alguém me falasse que eu teria um blog, acho que eu teria dado risada,  justo eu, que tirava notas baixas nas provas de Português.

Desde 2013, descobri através dos leitores deste blog que não estava sozinha na jornada do minimalismo, que julgava ser solitária.

Já comentei em alguns posts sobre eu achar que era burra e feia. Foi influência da minha irmã mais velha. Vocês nunca imaginariam, mas eu sofri bullying (essa palavra nem existia naquela época) quase que diariamente por ela e tive minha autoestima dilacerada.

Eu sofri agressões físicas e psicológicas por décadas, e só saí de casa para estudar em outra cidade porque foi o caminho que minha mãe me deu, de financiar minha fuga se eu passasse numa universidade pública.

Fui condicionada a acreditar que eu era um nada, e talvez por isso, aprendi a viver na sombra, tentando não chamar atenção. Não gostava de falar em público por medo das críticas. Tinha medo de tentar, de errar, de fracassar.

Na escola da vida, nos ensinam que o oposto de ter Sucesso, é Fracassar.

Só que como hoje eu sou expert em discordar de diversos conceitos que nos é passado, acredito que essa interpretação está equivocada.

O oposto de Sucesso é Desistir.

Eu tenho me esforçado diariamente no meu desenvolvimento pessoal para evoluir como pessoa e ser uma pessoa melhor. Inclusive, estou fazendo um curso para vencer as nossas resistências com o Leandro Ávila – do Clube dos Poupadores, uma pessoa que eu admiro muito. E ter a oportunidade de conversar com alguém tão sábio e generoso faz com que eu queira ir adiante, faz com que eu queira evoluir cada vez mais.

Em uma parte do curso ele me desafia a colocar minha foto no blog (é, contei para ele do blog aqui rsrs), para que eu lute contra a minha resistência.

E eu percebi que eu não quero mais desistir de mim, nem me esconder. É na jornada do autoconhecimento que aprendemos a enfrentar nossos maiores medos e encontramos pessoas que valem a pena, que nos estendem as mãos para ajudar.

Meu marido é uma dessas pessoas. O Leandro também. E com certeza absoluta, vocês, leitores deste blog.

Eu quero aprender a fracassar diversas vezes para que eu possa crescer como pessoa.

Eu quero evoluir.

Obs.: coloquei minha foto na página principal do blog. Para quem tiver curiosidade, me espia lá. 🙂

– Yuka –

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36 coisas que aprendi em 36 anos

o que aprendi

Essa semana fiz aniversário, completei 36 anos e fiquei pensando “que 36 anos bem vividos” rs.

Por isso quis compartilhar aqui o que aprendi nestes meus 36 anos de vida:

  1. Que a minha felicidade depende de mim.
  2. Não importar com comentários negativos.
  3. Não causar inveja aos outros é não contar sobre a sua vida.
  4. Nada dura para sempre. Nem as coisas boas, nem as coisas ruins.
  5. Grandes mudanças começam com um pequeno passo.
  6. Grandes decisões começam pelas mais simples ideias.
  7. Não importa o que eu faça, sempre terá alguém julgando.
  8. Quem não poupa dinheiro ganhando 1 salário mínimo, não vai poupar ganhando 10 salários.
  9. Muitos exigem ética. Poucos a têm.
  10. Amigos são irmãos de alma que escolhemos.
  11. Falar menos e ouvir mais.
  12. Que é possível recomeçar quantas e quantas vezes desejar.
  13. Descobri que sou muito mais forte do que imaginava.
  14. A beleza interior é muito mais bela do que a beleza exterior (e durável).
  15. É possível aprender a ter paciência.
  16. A vida é longa.
  17. A vida é curta.
  18. Ter expectativa baixa faz levar menos tombos.
  19. Aprendi a sorrir, mesmo se não estiver bem.
  20. Que há vários tipos de inteligência.
  21. Viver com menos é possível.
  22. Que há pessoas que adoram cuidar da vida dos outros ao invés de cuidar da própria vida.
  23. Não preciso de muito para ser feliz.
  24. Passamos a maior parte do tempo fazendo coisas que não são importantes.
  25. Se não cuidar, o amor acaba.
  26. Tudo bem se meu corpo não voltar a ser como antes, eu gerei 2 vidas.
  27. Muitos querem um mundo melhor, mas poucos fazem algo sobre isso.
  28. Que 1 decisão errada, pode mudar o rumo da vida para sempre.
  29. A alegria de acordar sem sentir dor.
  30. Aquela pessoa que tem um padrão de vida alto nem sempre tem mais dinheiro do que você.
  31. Muitas vezes a lei do retorno não funciona (“aqui se faz, aqui se paga”).
  32. Guardar os conselhos somente para algumas pessoas. A maioria não querem ou não estão prontas para receber conselhos.
  33. O tempo passa rápido, principalmente quando se tem uma criança por perto.
  34. O amor ensina. A dor também.
  35. As rugas são as experiências da vida.
  36. Felicidade não é o destino. É a jornada.

– Yuka –

O que é ser “bom aluno”, “bom filho” para você?

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Durante muitos anos eu era uma pessoa insegura, com muito medo de dar opiniões, pois acreditava piamente de que eu era burra (e feia), por influência da minha irmã mais velha.

Também não questionava os professores, pois foi assim que eu aprendi na escola: os professores falam, os alunos ouvem e obedecem.

O tempo passou, passei num concurso público muito disputado há mais de 10 anos, mas a insegurança continuava lá no fundo.

Foi meu marido que me mostrou que há vários tipos de inteligência. E que eu só não me encaixava no sistema educacional tradicional da escola.

A minha inteligência, não era aquela que dá nota 10 na prova. Eu tinha dificuldades em decorar e interpretar textos, consequentemente, nunca tive notas altas.

A minha inteligência, é a intrapessoal (inteligência relacionada ao autoconhecimento e ao equilíbrio interior, inclusive quando a pessoa se encontra em situações difíceis. O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela é um de seus melhores exemplos – fonte), conhecimento esse que tem sido muito útil na minha vida pessoal e profissional.

Tenho muita facilidade de planejar e prever algumas coisas com antecedência. Tanto que meu marido brinca que eu tenho visão além do alcance e que meu lema deveria ser: “espada justiceira, dê me a visão além do alcance”, do Thundercats.

Queria também deixar claro que não sou contra o ensino. Acredito que a educação é a base de uma sociedade madura, vide países que investiram pesado na educação. Eu sou a favor do ensino e da educação, mas não acredito que a educação dos moldes atuais seja um método adequado.

A educação tradicional quer colocar todo mundo na mesma forma. A escola ensina a não questionar, a obedecer, a aceitar, a decorar. Não incentiva a criar, a discutir, a questionar.

Aprendemos a repetir o que os outros falam sem refletir o que estamos falando. A televisão, a mídia, as indústrias e o governo fala que tal coisa vai ser bom para a sociedade (mesmo isso sendo péssimo), e todos repetem que isso vai ser bom, e assim vamos sustentando o sistema, pessoas que protegem com unhas e dentes a dependência do sistema de contas. E não percebemos como somos manipulados diariamente.

Todos nascemos originais e morremos cópias. – Carlos Jung

Onde eu quero chegar com tudo isso, é: quando você for dar bronca no seu filho, talvez ele também só não se encaixe no sistema de ensino atual. Ao invés de avaliar somente as notas altas, devemos aprender a valorizar os outros tipos de inteligência.

Somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Cada pessoa com uma habilidade e inteligência diferente da nossa. Cabe a nós, pais, ter a humildade de respeitar as diferenças individuais.

Quem tiver interesse, tem um texto bem bacana sobre os 7 pecados do nosso sistema de educação forçada.

~ Yuka ~

 

As mentiras que contam para você

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Desde criança, eu aprendi que tinha que estudar. Mesmo não entendendo as matérias, não entendendo para que serviria a fórmula de báskara, não tinha o direito de questionar o professor, cabia a mim decorar e tirar uma nota boa o suficiente para passar de ano.

Depois tive que escolher uma curso para frequentar a faculdade. Nos meus 16 anos de idade, na idade da indecisão, nem sabia direito o que eu deveria fazer, mas uma coisa me disseram: quem não estuda, não vai para a frente. E eu queria ir para a frente, então escolhi um curso qualquer, não muito difícil para entrar, e ingressei numa faculdade pública.

Comecei a trabalhar cedo, mas os mais experientes sempre falavam para eu estudar mais para prestar um concurso público, pois a estabilidade seria o melhor presente que eu poderia ganhar. E assim o fiz.

Eu, que gostava tanto de ler, quando passei a trabalhar por 8 horas, vi que não sobrava mais tanto tempo assim para o lazer, muito menos para a leitura, e passei a assistir mais televisão, pois era mais fácil e (principalmente) rápido assistir um telejornal do que ler um jornal, era mais fácil assistir um filme do que ler um livro inteiro. E eu comecei a ser induzida pelas propagandas e passei a ser uma consumista.

Com essa falta de tempo, passei a desejar loucamente que o fim de semana viesse logo, então o relógio resolveu me ajudar e as semanas começaram a passar rápido. Só que não foram só as semanas que passaram rápido. Os anos passaram tão rápido que quando vi, já tinha 25. Quando percebi, já estava com 35.

Também comprei um apartamento financiado, pois todos compram, é um símbolo para a vida adulta. Financiei em 30 longos anos, pois dinheiro de aluguel, que isso, é um dinheiro jogado no lixo, enquanto as parcelas do financiamento é um dinheiro pago para você mesmo.

Foi só quando minha filha nasceu que eu saí dessa hipnose. Eu estava seguindo a manada, como uma zumbi, fazendo o que todos mandam fazer, sem questionar, de que trabalho deve ser o nosso sobrenome, e a família… bom, família a gente cuida no tempo que sobra.

Hoje minha cabeça está completamente diferente. Passei a avaliar com cuidado que vida quero levar, e comecei a estudar finanças para sair dessa armadilha do consumo e mais uma vez, descobri as inúmeras mentiras contadas pelas pessoas e mídias.

Sempre ouvi dizer que rico é desonesto. Rico ficou rico puxando tapete dos outros e pisando em cima das pessoas. Ouvi também que é bonito ter dívidas, que é normal gastar o dinheiro para desestressar, afinal, o trabalho é duro e merecemos um mimo. Se pagou uma jóia em 12 vezes, isso é sinal de esforço, de merecimento. Se compramos uma bijuteria de 10 reais, é coisa de pobre.

Repetem o que a mídia bombardeia sem nem ao mesmo questionar se aquela informação é verdadeira. Bom, se passou no Jornal Nacional, deve ser verídico, né?

Sei que cada um tem o seu tempo para sair da hipnose. Eu mesma demorei 34 anos para finalmente entender como eu era manipulada pelo sistema. Alguns percebem mais cedo, outros, morrem sem nunca ter percebido isso.

Ouço muitas pessoas pobres repetindo discurso de gente rica. Ouço muitas pessoas defendendo teorias que se aplicadas, vão prejudicar a elas mesmas.

Não acredite em tudo o que você lê por aí. Não acredite em tudo o que se repetem por aí. Durante muitos anos, eu acreditei em todas as mentiras que me contavam, sem nunca ao menos questionar se aquilo era realmente válido para mim. Analise se aquela teoria, se aquele discurso serve para você.

Muitas vezes, você vai se surpreender ao perceber que a maioria das regras não servem para você.

~ Yuka ~

Avalie: você gasta sua energia na causa ou na conseqüência?

Olá pessoal!

Queria compartilhar com vocês uma coisa que tenho percebido com uma certa frequência.

– As pessoas estão reclamando mais. –

Quando se reclama por muito tempo, reclamar vira costume, e é disso que temos que tomar cuidado.

E para tentar administrar melhor a minha vida (sem reclamar tanto), gosto muito de trabalhar com o conceito causa e conseqüência (causa e efeito / ação e reação).

Antes de fazer alguma coisa, sempre paro e penso: se é causa ou se é conseqüência.

Por exemplo: se percebo que tenho ficado irritada durante os meus dias, tento avaliar a causa da minha irritação. Não adianta fazer massagens, fazer terapia, tomar remédios se a causa da minha irritação é o trabalho. Enquanto não resolver a causa da irritação, não adianta gastar energia na conseqüência.

Quantas pessoas você conhece que está insatisfeita no relacionamento? Continuar com uma pessoa, mesmo não amando só para não se sentir sozinho? Pense assim: se quer ter como conseqüência uma família, precisa avaliar se está com a pessoa certa. Permanecer com uma pessoa que você não ama, só para não ficar sozinho pode até solucionar o problema de imediato, mas a longo prazo, estará sozinho, pois a chance de ter uma família unida diminui se não houver amor.

Quantas pessoas você conhece que reclama do salário baixo, mas anda de carrão, mora em um bairro caro, coloca os filhos numa escola cara, comendo em restaurantes toda semana (ou até mesmo todo dia)? Talvez o problema todo não seja o salário baixo (que nem é tão baixo assim), e sim o padrão de vida.

Para quebrar esse círculo, antes de mais nada, é muito importante fazer uma avaliação crítica do problema. Fazer diagnóstico se é causa ou consequência não é tão simples como parece. Exige paciência, pois muitas vezes não dá para distinguir com clareza a origem do problema.

~ Yuka ~

Buscando a simplicidade

pena

Durante muito tempo acreditei que pessoas bem sucedidas eram aquelas que ganhavam muito dinheiro e possuíam inúmeros bens como carros, apartamentos enormes, empregos rentáveis, poder, status, reconhecimento…

Só que há alguns anos, cansei de mostrar o que não sou. Ser para os outros, o que eu não queria me tornar. E aos poucos fui simplificando minha vida: joguei fora objetos, joguei fora alguns sentimentos e joguei fora algumas pessoas. Ao mesmo tempo que eu ia me livrando daquele peso todo que eram os excessos da minha vida, fui percebendo que o nó da minha vida também se desatava.

A palavra ‘simplicidade’, de um modo geral, significa ausência de excessos e extravagâncias na ordem material, social ou psicológica.

Ao aprender a desapegar das coisas, fui descobrindo de que não preciso, nem devo me comparar com os outros. O que traz felicidade para um, não necessariamente traz felicidade para mim. O que traz felicidade para mim, pode ser uma bobagem para o outro.

E passei a admirar as pessoas que conseguem ir no sentido contrário que o mundo inteiro vai: de que consumir é bacana, de que ter muitos bens é sinal de sucesso. Admiro pessoas que ao invés de ter coisas, preferem ter momentos. Ao invés de ostentar as coisas que tem, compartilham experiências. Ao invés de excessos, preferem a simplicidade.

Hoje, esforço para me tornar a pessoa que eu quero me tornar, e não o que as pessoas querem que eu me torne.

E posso dizer que cada passo que tenho percorrido por esse caminho, tem valido muito a pena.

~ Yuka ~