Viver com simplicidade

simplicidade

Abro os olhos e a casa em silêncio. Meu marido e minhas filhas ainda dormem.

Levanto da cama e desligo a iogurteira. Transfiro para um pote para coar o soro, dentro de algumas horas, terei meu iogurte grego para comer no café da manhã com a granola caseira que fiz semana passada.

Como acordei cedo, aproveito para fazer um pão. Em 45 minutos, a casa inteira estará cheirando a pão quentinho.

Enquanto asso o pão, amamento a minha filha, deitada na cama mesmo, sentindo seu cheirinho gostoso de bebê, enquanto ela mama estalando a boca.

Depois que todos acordam e tomam o café da manhã, como o tempo está bonito, decidimos fazer um piquenique em um parque perto de casa.

Preparo um sanduíche rapidinho, separo algumas frutas, suco, água, tudo bem improvisado e coloco na bolsa térmica, sem esquecer de levar alguns pães para dar aos pássaros e peixes do parque.

Após passar uma tarde gostosa no parque, voltamos para a casa, tomamos banho, faço uma janta simples e quando olho no relógio, já passou da hora das crianças dormirem. Um corre-corre para colocar pijama, escovar os dentes, ler uma historinha e se preparar para dormir.

E aí começa a jornada das tarefas de casa: limpar a bagunça, recolher os brinquedos, lavar a roupa, enfim, tudo o que é necessário para manter a casa em ordem. Enquanto meu marido faz essa parte, eu vou para a cozinha preparar a comida que iremos levar amanhã no trabalho.

Já tarde da noite, sentamos ao redor da mesa de jantar para tomarmos um café (para ele) e um chá (para mim) – nenhum dos dois perde o sono com a cafeína – para conversarmos um pouco… ou muito… Geralmente gastamos nosso tempo conversando, conversando, conversando, nossa como a gente conversa.

E geralmente é assim que termina o nosso fim-de-semana.

Uma preciosidade sem tamanho viver assim, uma decisão acertada de viver uma vida com simplicidade.

~ Yuka ~

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Os filhos do consumismo vs pais consumistas = culpa de quem?

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A pergunta que a gente sempre houve é que filho custa caro, muito caro.

Sim, filhos custam.

Mas também não custa horrores como vejo informar muitas capas de revistas (e algumas pessoas que conheço).

Antigamente era muito comum filhos estudarem em escola pública, morar numa casa simples, dividir quarto com irmãos, usar roupa surrada do primo, andar de chinelo na rua ao invés de tênis (ou até mesmo descalço), festa de aniversário com doces e salgados feitos pela mãe e vó, beber água da torneira, ganhar presente só no Natal, ir para a escola a pé, andar de ônibus, andar a pé, viajar para casa de parente, brincar ao ar livre, descer a ladeira da rua com carrinho de rolimã ou skate.

Já hoje…

É muito mais comum ver crianças em escolas particulares, morar numa casa decorada, cada criança com seu próprio quarto, plano de saúde particular, usar somente roupas novas, beber água de garrafa, almoçar no shopping, brincar no shopping, ganhar presentes todos os meses, ter playstation, TV a cabo com 1000 canais, festa de aniversário em buffet com palhaços e animadores, ir para a escola de carro, viajar para resorts, hotel fazenda, Disney…

Realmente, neste caso, filho custa muito.

Depende de como criamos e onde levamos os filhos para passear e como lidamos com o consumismo.

Se levarmos para passear no shopping, almoçarmos por lá e comprarmos alguma bobeirinha, é claro que a criança já vai crescer achando normal que em todo passeio os pais precisam abrir a carteira e gastar dinheiro.

Acredito muito que a criança aprende pelo exemplo.

Toda semana eu e meu marido saímos com as nossas filhas para colocar os pés descalços na grama, na areia ou na terra. Se está chovendo, saímos de casa mesmo assim, vamos para a biblioteca infantil que tem livros e brinquedos. Ou seja, isso significa que nossos passeios de fim de semana geralmente incluem parques, piqueniques, passear pela rua, bibliotecas públicas, centros culturais e parquinhos infantis.

Levamos suco natural, sanduíche, frutas e alguma bobeirinha pra beliscar. 

Também pedimos para as avós não comprarem presentes de forma exagerada, pois tanto eu como meu marido acreditamos que a criança tem que aprender a esperar, já que a vida não dá tudo o que a gente quer na hora que a gente quer. 

Veja bem, a criança não precisa usar a fralda mais cara. Não precisa de um quarto decorado. Não precisa de brinquedos novos toda semana, nem de brinquedos caros. Não precisa de roupas lindas e coordenadas. Não precisa de uma casa grande.

O que a criança precisa é do nosso amor, do nosso tempo e da nossa atenção.

E tudo isso, vejam só… é de graça.

– Yuka –

Para viver um grande amor

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Conheci meu marido ainda adolescente, no primeiro dia da faculdade. E em poucos dias, nos tornamos melhores amigos. Ele continua sendo meu melhor amigo e continuamos a rir um do outro até hoje.

Ele é meu melhor amigo quando me acompanha para comprar roupas, palpitando e tendo a maior paciência para eu experimentar e decidir o que levar. Ele é meu melhor amigo quando permite que eu consiga ser eu mesma, livre e solta. De não ter receio de parecer uma boba. Me ouve com atenção sobre qualquer assunto.

Conversamos sobre tudo, desde fofoca de famosos, finanças, minimalismo, até política e filosofia.

Teve oportunidades para trabalhar em outro país e também em outro Estado, mas largou mão de ter uma carreira sólida para viver um grande amor. O seu grande amor por mim.

Desde quando namorávamos, lavava a louça da minha casa, varria a casa, lavava até o banheiro. Cuidava da minha casa com tanto zelo, como se fosse a sua.

Sinto sua presença em tudo, me cobre nas madrugadas frias, me deixa dormindo até mais tarde quando sabe que estou cansada, prepara o café da manhã, elogia a minha comida. Sempre me espera para comer, mesmo se eu demorar por estar amamentando, ou colocando as crianças para dormir. Me espera mesmo se estiver morrendo de fome, só para ter o prazer de estar comigo. Se estou deitada na cama com o cabelo molhado, ele vem com o secador de cabelo e seca para mim. Se estou doente, anota os horários do meu remédio. Toma conta de mim e me sinto cuidada. Recebe os posts do meu blog por e-mail, mas faz questão de ler no site só pra aumentar a estatística de visita.

Sim, ele é assim. Sim, ele é um amor de pessoa. Sim, ele é grande amor da minha vida.

Analisando nosso relacionamento, vejo que desde o início, sempre nos admiramos. Ele, inclusive, sempre acreditou em mim. Acreditou no meu potencial, na minha inteligência, na minha essência, mesmo em períodos em que eu não acreditava do que era capaz. Eu me achava menos inteligente do que a maioria das pessoas, menos capacitada intelectualmente. E tentava compensar essa “falta de inteligência” sendo uma pessoa legal.

Só que ele tinha a opinião completamente contrária sobre mim. E por ele sempre acreditar no meu potencial, eu me re-descobri.

Este blog inclusive, nasceu pela insistência dele. Ele gostava tanto das coisas que eu falava (que era contrário a tudo o que ouvimos por aí), que achava que eu precisava ter um blog para que mais pessoas pudessem ouvir o meu pensamento.

Quando falei que tinha um plano para nos aposentarmos aos 50 anos, foi o único que não riu e sentou do meu lado para ouvir o que eu tinha para falar.

Ele me deu o privilégio de ter uma família. Antes era só eu e ele. Hoje, nós somos 4. Eu, ele e as nossas duas filhas lindas.

Me mostrou que não é o dinheiro que traz felicidade, me mostrou que reconhecer os próprios erros não faz de uma pessoa menos digna, muito pelo contrário, mostra o quão humilde pode ser.

Apesar de tantos defeitos que tenho, me ama com toda força da alma. Sou capaz de perceber o amor pelo olhar, pelo tom de voz.

Como ele mesmo diz, o nosso encontro mudou nossa vida. Nós somos pessoas muito melhores juntas, nós melhoramos a cada dia como ser humano por estarmos juntos.

Ele não é só meu marido. É o meu parceiro, meu melhor amigo, a pessoa que mais me conhece e cuida de mim. Às vezes acho que ele me conhece melhor do que eu mesma.

Ele potencializou o que estava adormecido em mim. E isso me faz refletir como é importante escolher bem a pessoa que vai passar a vida com você.

Quando penso o quanto já compartilhei da minha vida com ele e o tempo que ainda ficaremos juntos, um sorriso no canto de boca é inevitável. Passamos até a cuidar melhor da alimentação e fazer exames médicos de rotina por querer estarmos mais tempo juntos.

Eu sei que mudei muito. Minhas ideias amadureceram, minhas opiniões mudaram e esse blog me ajudou muito a acelerar esse processo.

E saber que mesmo após tantas mudanças e descobertas, meu marido me apoia e continua tendo orgulho das minhas opiniões e convicções me dá a certeza de que não só escolhi a pessoa certa, como tenho certeza de que estamos caminhando na direção certa.

Eu sempre acreditei que escolher a pessoa certa que vai caminhar com você, o que a gente chama de Vida, é o que faz a diferença se sua vida vai ser mais fácil ou mais complicada.

A vida une as pessoas certas no momento certo. Que este seja nosso destino: amar, viver e começar cada dia juntos.

~ Yuka ~

Filhos livres e independentes

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Desde que minha filha aprendeu a andar, ela faz algumas tarefas de casa, como por exemplo:

  • leva a própria fralda suja para a lixeira do banheiro
  • quando voltamos do supermercado, ela ajuda a levar alguns pacotinhos para a cozinha
  • ajuda a guardar os brinquedos na caixa
  • tira as roupas da máquina de lavar roupa para eu estender no varal
  • quando estamos varrendo a casa, ela sai correndo procurar a vassourinha pequena dela e começa a varrer junto com a gente

E por aí vai.

Eu já pensava bastante sobre o assunto, pois algumas pessoas do meu trabalho falavam em tom de brincadeira de que eu estava incentivando a exploração infantil. Mas a decisão de escrever um post veio quando o meu marido também ouviu esse tipo de comentário no trabalho dele, só que desta vez, de que ele estava sendo machista ao ensinar tarefas domésticas para a nossa filha.

Como já disse em posts anteriores, eu não fico chateada, nem irritada, nem sinto nada com estes comentários, pois sei que as pessoas não falam na maldade, elas falam por falar, falam sem pensar muito. A parte boa disso tudo é que me dá conteúdo para escrever aqui neste blog, o que é ótimo!

Então vamos lá.

Eu estimulo sim a minha filha a ajudar nas tarefas de casa. Como ela é muito pequena, tudo é muito divertido para ela. Ela adora desempacotar os itens quando volto do supermercado, abrir as caixas que vêm do correio, gosta muito de levar os pratinhos e copos de plástico para a mesa quando estou preparando o almoço, jogar lixo até a lixeira, etc. Tudo isso porque ela gosta muito de me imitar. Se estou varrendo a casa, ela também quer varrer. Se estou guardando os brinquedos dela em uma caixa, ela também começa a me ajudar. Se estou deitada descansando, ela vem correndo e encosta a cabeça no travesseiro comigo.

Eu não tenho muita ambição em relação a ela, de querer que ela seja médica, advogada, engenheira, astronauta.

Mas eu desejo muito 2 coisas: eu desejo que ela seja muito feliz, e desejo muito que ela seja livre.

E quando falo SER LIVRE, é no sentido mais amplo da palavra.

Se ela não sabe cozinhar, ela se torna dependente de uma mãe, de um cozinheiro, de um restaurante ou de alguém para cozinhar para ela.

Se ela não sabe limpar a casa, ela se torna dependente de uma empregada doméstica ou faxineira.

Se ela não sabe pregar um prego na parede, ela será dependente de uma pessoa que faça isso para ela.

Quando ensino a minha filha a cozinhar, limpar a própria casa, a ajudar nas tarefas de casa, (também pretendo ensiná-la) a poupar dinheiro, a administrar a casa, a rotina, a vida, a administrar as emoções, estou ensinando a minha filha a ser livre.

Eu não quero a minha filha dependente, nem por pessoas, nem por coisas. E isso não é nem de longe exploração infantil e/ou machismo por ensinar tarefas domésticas, já que mesmo se eu tivesse um filho homem, também ensinaria a cozinhar, pregar botão, varrer a casa, consertar chuveiro, etc.

Eu sempre dizia que devemos criar os filhos para o mundo, e não para ficar embaixo das nossas asas. Mas quando eu não era mãe, o que mais ouvia era “você fala isso porque não é mãe”. Hoje eu sou mãe e posso dizer que a minha opinião continua exatamente a mesma. Criamos os filhos para o mundo. Por isso a importância de estimular a criatividade, a independência e, principalmente, a liberdade dos nosso filhos.

~ Yuka ~

O que é ser “bom aluno”, “bom filho” para você?

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Durante muitos anos eu era uma pessoa insegura, com muito medo de dar opiniões, pois acreditava piamente de que eu era burra (e feia), por influência da minha irmã mais velha.

Também não questionava os professores, pois foi assim que eu aprendi na escola: os professores falam, os alunos ouvem e obedecem.

O tempo passou, passei num concurso público muito disputado há mais de 10 anos, mas a insegurança continuava lá no fundo.

Foi meu marido que me mostrou que há vários tipos de inteligência. E que eu só não me encaixava no sistema educacional tradicional da escola.

A minha inteligência, não era aquela que dá nota 10 na prova. Eu tinha dificuldades em decorar e interpretar textos, consequentemente, nunca tive notas altas.

A minha inteligência, é a intrapessoal (inteligência relacionada ao autoconhecimento e ao equilíbrio interior, inclusive quando a pessoa se encontra em situações difíceis. O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela é um de seus melhores exemplos – fonte), conhecimento esse que tem sido muito útil na minha vida pessoal e profissional.

Tenho muita facilidade de planejar e prever algumas coisas com antecedência. Tanto que meu marido brinca que eu tenho visão além do alcance e que meu lema deveria ser: “espada justiceira, dê me a visão além do alcance”, do Thundercats.

Queria também deixar claro que não sou contra o ensino. Acredito que a educação é a base de uma sociedade madura, vide países que investiram pesado na educação. Eu sou a favor do ensino e da educação, mas não acredito que a educação dos moldes atuais seja um método adequado.

A educação tradicional quer colocar todo mundo na mesma forma. A escola ensina a não questionar, a obedecer, a aceitar, a decorar. Não incentiva a criar, a discutir, a questionar.

Aprendemos a repetir o que os outros falam sem refletir o que estamos falando. A televisão, a mídia, as indústrias e o governo fala que tal coisa vai ser bom para a sociedade (mesmo isso sendo péssimo), e todos repetem que isso vai ser bom, e assim vamos sustentando o sistema, pessoas que protegem com unhas e dentes a dependência do sistema de contas. E não percebemos como somos manipulados diariamente.

Todos nascemos originais e morremos cópias. – Carlos Jung

Onde eu quero chegar com tudo isso, é: quando você for dar bronca no seu filho, talvez ele também só não se encaixe no sistema de ensino atual. Ao invés de avaliar somente as notas altas, devemos aprender a valorizar os outros tipos de inteligência.

Somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Cada pessoa com uma habilidade e inteligência diferente da nossa. Cabe a nós, pais, ter a humildade de respeitar as diferenças individuais.

Quem tiver interesse, tem um texto bem bacana sobre os 7 pecados do nosso sistema de educação forçada.

~ Yuka ~

 

Montando um enxoval minimalista para a segunda bebê

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A querida leitora Rosana me pediu para escrever um post sobre como eu montaria um enxoval minimalista, desta vez para a minha segunda filha.

E para isso, resolvi resgatar o meu primeiro post sobre o tema: “Montando um enxoval minimalista para o bebê”.

Uma das perguntas que a leitora fez, foi se eu tive algum item que antes eu não tinha incluído e que incluiria, ou algum item que eu comprei e achei desnecessário, se eu faria o estoque de fralda novamente, se valeu a pena fazer chá-de-bebê. As respostas estão logo aí embaixo:

Apesar de algumas controvérsias, eu não vou comprar roupas novas para a minha bebê, pois eu tenho muitas, muitas roupas. Algumas já usadas pela filha mais velha, outras, ainda novas. Por conta disso, não vejo necessidade de comprar roupas novas só para dizer que são novas. Vou separar as roupinhas que a minha filha mais velha usou, lavar, passar, dobrar com cuidado, e tenho certeza que vai bater aquela saudade gostosa, de lembrar que a minha filha já foi daquele tamanhinho, e que agora, uma outra vida está para chegar.

A única coisa que estou pensando seriamente em comprar, é 1 body novo para levar na maternidade. Eu estou guardando o primeiro body que a minha filha usou na maternidade. E gostaria de guardar o primeiro body que minha segunda filha irá usar na maternidade. Quero olhar para o body e lembrar de cada uma das filhas, para isso, quero ir na loja e escolher a peça pensando nela.

Então vamos lá para a lista:

– Berço, colchão, 2 lençóis e 1 protetor de colchão

Por saber que está vindo uma outra filha, eu já me adiantei e comprei uma cama de solteiro bem baixinha, para que ela não ficasse com ciúmes de perder o berço (e ainda mais a atenção dos pais), e comecei a fazer a adaptação para a cama nova, que aliás, ela adorou. Pedi para o meu marido desmontar o berço e guardar longe da vista dela, e só montaremos um pouco antes do nascimento da segunda filha. Ou seja, continuaremos com o mesmo berço, com o mesmo colchão, os mesmos lençóis e o mesmo protetor de colchão. Como minha filha frequenta a creche, eu tive que comprar mais 2 lençóis para levar na malinha dela. Estou considerando 2 lençóis, mas só porque tenho uma máquina de lavar roupa que lava e seca. Na urgência, consigo colocar o lençol para secar. Se eu não tivesse essa máquina, eu teria comprado mais 1 ou 2 lençóis, pois havia noites em que a fralda vazava e tinha que trocar o lençol de 2 a 3 vezes. Não senti falta de protetor de berço (kit berço), saia para berço, travesseiro, fronha, cobertor para deixar na cama, mosquiteiro, nem ursinhos de pelúcia decorativo.

– Carrinho de bebê e colchonete para carrinho

Conheci muitas pessoas que tiveram que trocar o carrinho de bebê quando a criança havia completado 8 meses, 1 ano de idade, por causa do modelo do carrinho. Eu tinha comprado um modelo que deita bem, só que era um pouco dura para recém-nascido, por isso comprei o colchonete para carrinho. Eu ainda estou usando o mesmo carrinho, só que já sem o colchonete, e não me arrependi de ter comprado esse modelo.

– Sling e canguru

Vou manter o sling que foi muito útil em bebê recém-nascido e o canguru para quando estiver mais firminha. Aliás, usamos o canguru até hoje.

– Banheira

A banheira foi bem útil, já o balde eu não incluiria na lista, pois depois que o bebê completar 6 meses, não caberá mais no balde. Depois ganhamos uma banheira um pouco mais funda, por isso acabamos nos desfazendo da banheira anterior, mas se não tivesse ganhado a nova banheira, ainda estaria usando a mesma.

– Sabonete líquido, creme para assadura, cortador de unha, cotonete, algodão

Minha opinião continua a mesma do post anterior.

– Fraldinhas de pano para limpar boca

Eu tinha falado 6 unidades, mas hoje eu vejo que tenho mais, acho que tenho uns 10. É bem útil, uso para limpar a boca, limpar a mão, secar o suor, na hora de passear, etc.

– Fraldinhas de pano maiores para forrar carrinho

Eu tinha falado 2 unidades, mas eu só usei quando a minha filha era recém-nascida. Hoje, por exemplo, não uso mais. Mas eu manteria mesmo assim na lista para bebezinhos.

– Toalha fralda

Eu manteria em 2 unidades, pois logo a criança cresce e passamos a usar toalhas normais.

– Trocador portátil

Uso o trocador que eu mesma costurei. Muito útil, uso até hoje. Eu não compraria aquele trocador que fica em cima da cômoda, porque depois que o bebê cresce, trocamos mais  cima da cama mesmo.

– Mantas

Ainda concordo em ter algumas, de várias espessuras, mas a manta grossa eu não usei ainda pelo medo do sufocamento. Eu não a cubro na hora de dormir, apenas coloco roupas quentinhas. Só cubro se for uma mantinha mais fina.

– Roupas

Como eu terei novamente uma menina e praticamente no mesmo período (a primeira nasceu em maio, a segunda está prevista para nascer em abril), não vou comprar nenhuma peça de roupa nova.

– Capa para amamentação, absorvente para seios

Não precisa de uma capa para amamentação. Eu coloco um paninho leve por cima do meu ombro.

Comprei só 1 caixa de absorvente para os seios. A produção de leite logo se equilibrou. Aliás, até sobrou, então desta vez vou usar os que já tenho.

– Fraldas descartáveis e lenço umedecido

Vou novamente fazer o chá de fraldas no meu trabalho. Da outra vez ganhei fraldas para mais de 1 ano e meio de uso e valeu muito a pena, mas só porque eu organizei o meu chá-de-bebê de forma muito econômica. Se gastar muito, não vale a pena fazer o chá. Melhor fazer as contas e verificar se vale a pena ou não.

Apesar de muitas mães amarem lenço umedecido, eu prefiro o algodão com água. Então quase não usei, e as que ganhei, acabei doando para amigas.

– Outros itens

Minha cunhada me deu o extrator elétrico de leite. Esse foi bem útil quando eu voltei a trabalhar. No momento, emprestei para uma colega de trabalho, mas um pouco antes do parto, vou pedir de volta.

– O que eu tive que comprar

Comprei 100 cabides pequenos de bebê para pendurar as roupinhas no guarda-roupa. E vou usar esses mesmos cabides para a bebê e acabei comprando 50 cabides infantis para a minha filha mais velha.

E também 2 luvas pequenas para recém-nascido. Eu não sabia, mas o bebê nasce com as unhas bem afiadinhas. Tive que comprar na própria maternidade algumas luvas para ela não machucar o rosto. Aliás, levem esse item na bolsa da maternidade se não quiser pagar uma fortuna na loja da maternidade.

Esses foram os gastos principais. No meu caso, não houve muitos imprevistos, nem arrependimentos. Acredito que para mim este enxoval minimalista caiu muito bem para o meu estilo de vida.

Para quem tiver interesse, há ainda este post que fala sobre os itens que não comprei: “O que custa mais caro? Ter um filho ou a vaidade dos pais?”

~ Yuka ~

Levando minha filha de 1 ano e 6 meses para me ajudar na cozinha

Minha filha, infelizmente, era ruim de garfo. Desde que parei de amamentá-la, tive muitas dificuldades em fazê-la comer. Ela pinçava algumas coisas aqui e ali, mas era daquelas que mal olhava para a comida e decidia que não gostava daquela comida e ponto final. E não tinha ninguém que fizesse ela mudar de ideia.

Hoje ela tem 1 ano e 9 meses. Mas há 4 meses, um móvel me chamou atenção, a “torre de aprendizagem montessori”, que auxiliaria a ficar em pé na pia da cozinha de forma segura. Já que minha filha não tinha interesse em experimentar comidas, pensei em levá-la para a cozinha para ela ter a oportunidade de ver a preparação do alimento.

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Custa em torno de R$450,00. Mas o meu maior impedimento não era o preço, e sim o tamanho deste móvel. Eu sei que vocês estão carecas de saber – mas não custa relembrar – que minha cozinha é estreita e não entra um móvel desse tamanho, mataria todo o espaço de circulação. Eu deixava minha filha em pé numa banqueta de plástico, mas tinha que ficar atrás dela o tempo todo para que não corresse o risco dela desequilibrar.

E então vi umas ideias bem bacanas no Pinterest como esta foto aqui embaixo e decidi fazer uma adaptação.

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Comprei esta banqueta de madeira na Leroy Merlin por R$71,90.

 

Pedi para o amigo do meu marido arranjar uns tocos de madeira na oficina dele para fazer uma extensão para cima, coincidindo com a altura da pia da cozinha.

Mas no final, nem precisei fazer a adaptação, pois minha filha se adaptou muito bem mesmo sem as estruturas laterais.

E posso te contar uma coisa? Desde que ela passou a me “ajudar” na cozinha, ela passou a experimentar de tudo. Ela ama subir no banquinho para me ver. Toda vez que vou cozinhar, ela já começa a empurrar a banqueta para perto da pia e começa a subir sozinha para ficar mais perto de mim. Hoje ela experimenta várias comidas na pia mesmo. E tem descoberto novos sabores a cada dia, com isso passou a aceitar muito mais alimentos novos.

Se levo a comida (nova, que ela nunca experimentou) direto para a mesa, ela continua rejeitando. Mas se faço ela experimentar a mesma comida quando ela está no banquinho da pia, ela aceita super bem, e não rejeita mesmo quando levo para a mesa.

Outra tática que deu muito certo foi ter comprado esta cozinha para ela.

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Eu comprei o gabinete de cozinha e a geladeira numa loja chamada Trenzinho, em São Paulo. Não é um brinquedo barato, mas que fez toda diferença na aprendizagem dela. Hoje ela sabe que tem que lavar as mãos antes da preparação dos alimentos, depois ela simula que está enxugando as mãos, coloca o avental, abre a geladeira, escolhe as frutas e legumes (de plástico) que irá cortar, prepara a comidinha no fogão, e depois dá comida para as bonecas. Tudo é muito divertido e didático. Eu gostei bastante, fora que faz um sucesso danado quando os amiguinhos vêm em casa.

~ Yuka ~

Não compare seu filho com a dos outros 

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Essa é uma frase que tenho utilizado com certa frequência, desde que minha filha nasceu.

Como pais, sabemos quando um filho está bem, se está se desenvolvendo de forma saudável, se está crescendo, se está aprendendo habilidades novas.

Vejo muitos pais aflitos porque o filho ainda não andou, porque ainda não nasceram os dentinhos, porque o colega da mesma idade já desfraldou, porque acha que está magrinho, ou que está gordinho…

Para os pais que tem filhos (pequenos ou grandes), tenho um conselho a dar. Não compare seu filho com a dos outros.

Não apresse seu filho para andar, uma hora ele vai andar. E nunca mais vai parar de andar, de correr, de pular, de subir, de descer.

Não apresse seu filho para falar, uma hora ele vai falar, e tagarelar, e gritar, e berrar e chorar.

Veja que não fez nenhuma diferença na vida adulta se você andou aos 10 meses ou com 1 ano e 4 meses. Se começou a falar com 1 ano ou aos 2 anos. Ninguém se torna mais bacana que o outro só porque um desfraldou aos 11 meses e o outro aos 4 anos de idade.

É no momento que sentimos confiante e quando o corpo está pronto que começamos a arriscar passo a passo, um pé na frente do outro, e começamos a andar.

É no momento que sentimos liberdade e aceitação que queremos testar a nossa voz e confirmar que sai sons diferentes da nossa boca.

E isso tudo não pode ser visto como uma competição dos pais.

Para evitar essa comparação com os outros, eu tenho uma tática. Dificilmente consulto algo nos livros e internet. Então sinceramente, até hoje não sei com quantos anos um bebê tem que começar a falar. Não sei com quantos anos (ou meses) uma criança começa a andar. Mas uma coisa é certa. Eu sei que minha filha está se desenvolvendo e aumentando a quantidade de palavras que balbucia. O tempo que ela consegue andar na rua também está aumentando. Vários dentinhos já nasceram, faltam muitos ainda para nascer, mas não sei e não me importo quando deve nascer.

Não se importe se o filho do vizinho usa roupa de marca e está sempre arrumadinho. Se o filho do seu colega já foi viajar para o exterior, ou se ganha brinquedos bacana, ou se tem festinha de aniversário em buffet, ou se já está aprendendo inglês com 2 anos de idade.

Comparar com os outros traz frustração e infelicidade, porque a gente só enxerga o lado externo, e não sabemos as escolhas que a outra pessoa fez para pagar um aniversário em buffet, por exemplo.

Não comparar com os outros é a melhor cura e libertação que você pode dar para a sua alma. O que importa é o seu filho, não a dos outros.

~ Yuka ~

Como criar filhos sem estourar o orçamento?

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Todo ano, algumas revistas da área de finanças publicam na capa: “Quanto custa um filho?”, “Um filho pode custar mais de 2 milhões de reais” etc. E daí você vai pensando que com o seu salário será impossível criar um filho, imagina dois filhos? Três filhos então é sinal de insanidade mental, de não dar oportunidades melhores para o filho, enfim…

Quando penso em filhos, eu não penso no dinheiro. Eu não decidi a quantidade de filhos que quero baseado na minha conta bancária. Decidi a quantidade pelo meu coração. E foi a partir disso que a conta (bancária) foi fechando. Se pensasse somente no dinheiro, não teria tido nenhum. Para mim, filho não entra na matemática financeira, porque não é assim que funciona.

Não dá para falar que um filho irá custar 1 milhão, 2 milhões, 10 milhões. Ou que não vai custar nada. O fato dele estar vivo irá custar dinheiro, claro. Mas já parou para pensar que se ficássemos fazendo esse tipo de conta, não faríamos nada? Porque o cafezinho que tomamos na lanchonete pode custar muito em 50 anos, o ônibus que pegamos todo dia vai custar muito ao longo dos anos, aquele sorvete que tomamos com muito gosto em dias de calor também não vai sair tão barato se somarmos os gastos até o dia de nossa morte.

Pra mim a questão toda gira em torno de que tipo de valor você quer passar para o seu filho.

Dá para gastar o suficiente na criação dos seus filhos, como dá para exagerar nos gastos.

Dá para preparar um enxoval simples, ou montar o enxoval em Miami. Dá para ter filhos sim, sem carro, apesar de algumas pessoas acharem impossível. Dá para fazer festinha de aniversário em casa, ou em buffet para 100 pessoas. Dá para fazer viagens para casa da vó, ou para a Disney. Dá para reaproveitar as roupas do irmão mais velho, do primo mais velho, do filho da amiga, do filho da vizinha, como dá para andar sempre estilosa, acompanhando as últimas tendências da moda. Dá para brincar de graça em parques, ruas, pátios, bibliotecas públicas, centros culturais, como tem lugares que precisam ser pagos para brincar. Dá para brincar de aviãozinho com pedaço de papel, uma casa feita com lençóis, uma tábua improvisada que vira escorregador como também dá para ter brinquedos caríssimos e automatizados.

Então, apesar do dinheiro fazer parte da realidade, não coloque uma pedra na sua frente imaginando que só poderá ter 1 filho (se for o caso de querer ter mais) porque o dinheiro não permite. Quem sabe pensando um pouco mais, não dá para aumentar a família?

~ Yuka ~

 

 

 

 

Atividades gratuitas em São Paulo para bebês de 1 ano

Quem mora em São Paulo tem o privilégio de poder usufruir das várias atividades gratuitas existentes diariamente.

Porém, às vezes, por falta de divulgação ou conhecimento, muitos pais acabam pagando para que seus filhos tenham diversão.

Por isso hoje vou compartilhar aqui alguns lugares muito bons que já levei a minha filha, sem pagar nada ou quase nada:

1.) Contação de história na Biblioteca do Centro Cultural São Paulo: custo R$0,00

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Todo sábado e domingo às 14h30, há contação de histórias para bebês e crianças. Há um tapete EVA no chão (além de cadeiras), que permite que minha filha possa sentar no chão e bata as palminhas de alegria.

2.) Brinquedoteca e livros infantis na Biblioteca do Centro Cultural São Paulo: custo R$0,00

acervo infantil CCSP

3.) Gramado do Centro Cultural São Paulo: custo R$0,00

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Já deu para perceber que sou fã do CCSP, né? Perfeito para tomar sol, fazer piquenique, dar uma olhada na horta urbana…

4.) Livraria Cultura do Conjunto Nacional: custo R$0,00

acervo infantil livraria cultura
Fonte da foto

A Livraria Cultura que fica na Av. Paulista além de linda, tem uma seção infantil que é um convite para as crianças abraçarem a literatura. As crianças (e bebês) podem ficar na parte acolchoada do “dragão”, deitar nas almofadas enquanto procura algum livro interessante. Minha filha adora engatinhar pela Livraria.

5.) Espaço brincar no SESC: custo R$0,00

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Geralmente vou no SESC da Vila Mariana, mas sei que há outros com o mesmo espaço para as crianças. Como a idade recomendada vai de 0 a 6 anos, precisa de supervisão para que seu bebê não leve um chute de uma criança maior… mas o espaço é bem legal, há vários brinquedos, obstáculos acolchoados e é uma ótima forma do seu bebê interagir com outros bebês.

6.) Playground do Parque da Aclimação: custo R$0,00

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Eu brinquei nesse parque quando era criança. E agora é a minha filha que está brincando.

Dentro do Parque da Aclimação, há de 3 a 4 playground espalhados pelo parque. Eu mesma ainda não localizei todos, apesar do parque ser pequeno. Ótimo também para fazer um piquenique.

 7.) Aeroporto

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Fonte: Pinterest

Minha filha adora avião e helicóptero (acho que toda criança, né?). Toda vez que passa um, perto de onde moro, ela me pede colo para poder olhar pela janela. Pensando nisso, acho fantástico a ideia de fazer um passeio pelo saguão do aeroporto e olhar os aviões decolarem. Minha mãe contou que fazia isso comigo e que eu adorava. Como comida de aeroporto costuma ser muito cara, o ideal é levar bebida e um sanduíche de casa para economizar.

Geralmente acompanho a programação infantil da semana nestes sites:

~ Yuka ~