Banheira portátil: a alegria das crianças

Captura de Tela 2018-09-01 às 22.22.58.png
Foto: site oficial da Bibabath

Eu gosto muito do apartamento que moro.

Para mim, tem o tamanho ideal: fácil de limpar, fácil de manter, tem o tamanho suficiente para 4 pessoas viverem de forma confortável e aconchegante.

Os dois banheiros também possuem um tamanho muito bom, considerado até grande para os padrões atuais.

Minhas filhas gostam de tomar banho juntas (e eu também, já que facilita o meu trabalho, além de economizar água e luz).

Elas costumam tomar banho dentro de uma bacia grande que eu coloco dentro do box do chuveiro. O problema é que elas estão crescendo, e a bacia que antes comportava tão bem as duas, está pequena. As duas até tentam, mas tomar banho juntas dentro da bacia está ficando difícil a cada dia que elas crescem.

Procurei diversas opções que pudesse contornar essa situação. Eu realmente queria que as duas continuassem tomando banho juntas.

Depois de várias buscas no Google, encontrei o Bibabah. Ele é fantástico!

Feito de um material de PVC, suporta temperaturas de até 60 graus, permitindo inclusive lavar na máquina de lavar roupa utilizando água quente e ainda pode ser dobrado e aberto com muita facilidade, como se fosse um varal de roupas de chão.

Ele não é vendido no Brasil, mas para a minha sorte, a empresa envia para nosso país.

Já faz um tempo que essa banheira chegou em casa e apesar das minhas filhas não tomarem banho nessa banheira durante a semana (porque gasta muita água e energia), nos fins de semana, tem sido pura diversão!

Captura de Tela 2018-09-01 às 22.21.04.png
Foto: site oficial da Bibabath
Captura de Tela 2018-09-01 às 22.21.19.png
Foto: site oficial da Bibabath
Captura de Tela 2018-09-01 às 22.23.07.png
Foto: site oficial da Bibabath

~ Yuka ~

Anúncios

Armário cápsula infantil

armario capsula infantil
Foto: Craftiness is not optional

Algumas pessoas têm me perguntado sobre o guarda-roupa minimalista das minhas filhas.

Elas não possuem um armário abarrotado de roupas. Muito pelo contrário, possuem poucas roupas, se comparar com outras crianças do mesmo convívio social.

Basicamente a regra que utilizamos com elas são:

Roupas de festa

Elas não possuem roupas e sapatos de festa. Como as crianças crescem muito rápido, só compramos se houver alguma necessidade. Por enquanto não houve.

Outlets

Não frequento. Uma vez, minha prima me levou para fazer compras em outlets, pois “tudo estava na promoção”. Pois bem, chegando na loja, percebi que mesmo na promoção, os preços das roupas eram mais caros do que os preços que eu costumava pagar, já que eu não compro roupas de marca para as minhas filhas.

Roupa de tamanho maior

Todo mundo que tem filhos já deve comprar roupas de tamanho maior. Roupa maior dura mais tempo. Isso significa que algumas vezes preciso fazer a barra ou apertar um pouco o cós e conforme elas vão crescendo, soltando a barra.

Calçados

Minhas filhas não possuem dezenas de calçados, nem sapatos de diversas cores. Elas basicamente têm cada uma: 1 tênis, 1 sandália e 1 chinelo. Outra coisa que faço é pular 1 número do calçado. Se minha filha está usando o número 18, o próximo número que compro é o 20. Tem funcionado bem em casa. Mas uma coisa que eu não faço é economizar no calçado. Tenho muito receio delas machucarem os pés, principalmente nessa fase que elas ainda estão aprendendo a andar e correr, então compro tênis de marca reconhecida pelo conforto, como a Ortopé.

Antes de comprar, verificar o que ainda serve

Fazer isso é imprescindível se quiser ter um armário reduzido. Antes de sair para comprar alguma roupa, sempre verifico o que ainda serve. Às vezes, calças do mesmo tamanho, de marcas diferentes, possuem durabilidades diferentes. Enquanto um modelo de calça ainda serve, o outro não serve mais.

Roupas de casa

Aqui em casa, temos roupas que usamos somente em casa. Para as crianças, não poderia ser diferente. Isso tem feito milagres, já que roupas para sair não ficam tão manchadas como as roupas que são usadas em casa, que acabam manchadas de comida, tinta, etc.

A avó sabe costurar

Que coisa boa quando a avó sabe costurar. Minha mãe não sabe costurar coisas difíceis, já que ela aprendeu a costurar sozinha, mas quebra um galho costurando várias coisas como shorts, vestido e pijama. Até calcinha minha mãe tem costurado. Tenho tido muita dificuldade em encontrar calcinhas que cubram todo o bumbum, todas as que eu comprei são muito cavadas, o que estava incomodando demais a minha filha. Até que desisti de procurar e pedi para a minha mãe costurar também.

Loja barata vs cara

Eu costumo separar as roupas que compro por tipos e lojas. Blusinhas e regatas eu costumo comprar em lojas baratas, na promoção, pois não vejo muito sentido em comprar roupas com boa durabilidade, se vão servir somente por alguns meses. Criança cresce rápido, e tudo se perde rápido também. Já as blusas de frio e casaco, eu costumo comprar em lojas melhores, pois blusas boas além de aquecerem melhor, duram por mais tempo. Para as calças, eu aplico a mesma regra: compro as calças de inverno em lojas boas, e as calças finas de verão em lojas baratas.

Rodízio das roupas

Quando a roupa da mais velha fica pequena, já vai direto para o guarda-roupa da caçula. A minha filha já sabe disso e quando a roupa fica apertada, ela mesma diz que precisa deixar no guarda-roupa da irmã. Depois que não servir mais na caçula (e se estiver em bom estado de uso), doamos para um amigo do meu marido. E assim as roupas vão circulando e tendo novos usos.

Aguardar para comprar no momento certo

Só compro o que estou precisando. Isso significa que não fico comprando roupas das meninas que serviriam somente daqui a 3 anos por estar na promoção. No primeiro momento, parece incoerente não aproveitar a promoção. Mas eu acabo ganhando algumas roupas e sapatos usados das filhas das minhas amigas e também algumas roupas de presente. Se compro antecipadamente, acabo tendo mais roupas que o necessário.

Utilizo essas regras enquanto elas são pequenas, porque sei que vai chegar uma certa idade em que as minhas filhas vão querer escolher as próprias roupas, e não vão querer mais usar roupas costuradas pela avó. Enquanto essa fase não chegar, aproveito para fazer do meu jeito.

~ Yuka ~

Dicas para esconder a bagunça da casa (brinquedos)

Depois que tive as minhas duas filhas, a casa nunca mais foi a mesma rs.

Uma coisa que eu percebi é que quando deixei os brinquedos no quarto das meninas (para deixar a casa mais organizada), elas quase não tinham iniciativa para brincar. Quando passei a deixa-los na sala, começaram a brincar muito mais. Foi dessa forma que entendi que brinquedos precisam ficar no cômodo que elas passam a maior parte do tempo: no nosso caso, na sala.

Só que havia um problema… brinquedos na sala, significa muita bagunça na sala, e pior, bagunça permanente.

A solução que encontrei foi usar truques para esconder alguns brinquedos, enquanto deixava outros à mostra.

Qualquer pessoa que entrar na minha casa, vai saber que há crianças morando em casa. A intenção nem é esconder tudo, mas deixar a casa o mais apresentável possível.

Dica 1: Adaptar locais para esconder brinquedos, misturando aos móveis

Eu tenho um rack de televisão deste modelo, que comprei na Mobly.

rack1

Adivinhem o que tem nas gavetas?

Na primeira porta, guardamos itens de desenho como caderno, lápis de cor, canetinha, papel, giz de cera, tinta, pincéis etc. Como são itens pequenos, guardar aqui dá muito certo.

esconder brinquedo.JPG

Já na segunda porta, guardamos tapetinhos para forrar o chão nos dias mais frios, assim minhas filhas não sentam no chão gelado.

esconder brinquedo 2.JPG

Embaixo do rack, encomendei 3 caixotes de madeira pinus com rodinhas, na Marcenaria Asahi, da Elo7. Não foi barato, mas a qualidade é impressionante, vale cada centavo. Recomendadíssimo.

caixa brinquedo.JPG

Dentro dessas 3 caixas, cabem muitos brinquedos e pelúcias. Como as caixas possuem rodinhas, as próprias crianças puxam e pegam os brinquedos.

caixa brinquedo 2.JPG

Outra coisa que ajuda muito a diminuir a bagunça é a cama com baú embaixo. E posso dizer que esse espaço que antes era inutilizado, está sendo aproveitado de uma forma bem útil.

cama

Dica 2: Mostre alguns itens como se fosse parte da decoração

Na mesma Marcenaria Asahi, comprei duas prateleiras para colocar livros infantis que ficam expostos na sala, na altura das minhas filhas. Então até a caçula que tem 1 ano e meio, consegue pegar os livros. No início, guardava os livros em uma caixa, mas elas não liam com frequência, por isso resolvi expor na parede mesmo.

estante infantil.JPG

Dica 3: Móveis infantis não precisam ser necessariamente coloridos

Ao invés de comprar móveis coloridos, tento comprar móveis que possuam linhas mais retas, minimalistas. Tenho uma mesa de centro transparente, de acrílico, que fica na sala. Essa mesa, além de servir de apoio para nós, adultos, serve também para as crianças brincarem de massinha de modelar, vira mesa de pintura e desenho. Serve inclusive para elas comerem algum lanchinho da tarde. A visita nunca imaginaria que são as crianças que mais usam essa mesa.

mesadecentro1

Dica 4: Abuse dos ganchos transparentes e ventosas

Gancho é uma coisa maravilhosa! Existe atualmente no mercado, ganchos transparentes da 3M que são inclusive removíveis, ou seja, não estragam a pintura da parede. Há de diversos tamanhos, mas eu gosto dos menores para colocar em alguns pontos da sala. Eu colei alguns destes na parte superior da parede para pendurar bandeiras em períodos festivos como Natal, festa junina, aniversário etc.

gancho2

IMG_9980.jpg

Outra coisa boa para quem tem crianças pequenas em casa, é ter um organizador de brinquedos dentro do box do banheiro. Esse que eu tenho, gruda na parede com ventosa. Ele não é grande, nem pequeno demais, o que é ótimo, porque já negociei com as minhas filhas de trazerem somente brinquedos que caibam nesse organizador. Depois de usar, a água escorre pelos furos.

banho1banho2banho3

Dica 5: Há coisas que simplesmente não dá para esconder

A cozinha de madeira é uma delas. Qual o melhor lugar para deixar? No quarto das crianças. Elas brincam lá? Não. Então tive que fazer uma escolha: ter uma casa arrumada ou pensar nas crianças? Resolvi pensar nas crianças e por isso a cozinha está na sala, ao lado do sofá. As crianças brincam na cozinha, praticamente todos os dias.

espaço criança.JPG

Mostrei as fotos deste post para o meu marido, e ele deu risada falando que as fotos são de antes das coisinhas acordarem… porque depois que elas acordam, parece que passou um furacão em casa.

Essa foto é de 10 minutos depois que elas acordaram.

esconder brinquedo 3.JPG

~ Yuka ~

Rotina da casa com filhos

super mãe

Uma leitora pediu para que eu falasse um pouco mais sobre a maternidade e como cuido da casa.

Eu e meu marido, desde sempre, nunca tivemos alguém para limpar a nossa casa. Isso significa que quem fazia a faxina da casa (dos nossos pais) eram os próprios integrantes da família.

Crescemos e ambos cursamos faculdade em uma cidade do interior (onde nos conhecemos). Ou seja, morando em um lugar novo, sem os pais, precisávamos cozinhar, limpar a casa, lavar roupa, organizar as finanças e se virar nos 30 com pouco dinheiro. Tudo isso aos 17, 18 anos.

Morar longe dos pais desde cedo, nos fez compreender que, independentemente se gostamos ou não das tarefas domésticas, precisávamos fazer. Nós dois sabemos que o lixo não se esvazia sozinho, que o banheiro não se limpa sozinho, que as roupas sujas não vão para o cesto sozinhas e que se ninguém for ao supermercado e arregaçar as mangas e cozinhar, não teremos jantar.

Em casa não tem muito “meu serviço, seu serviço”. Tem dias que enquanto eu lavo a louça, meu marido dá banho nas meninas. Outras vezes, sou eu que dou banho nas meninas e ele lava a louça. Ele coloca a roupa para lavar à noite e eu acordo e vejo que tem roupa dentro da máquina. Então eu simplesmente estendo no varal antes de ir ao trabalho.

Quando estou cansada, ele me libera mais cedo das tarefas de casa e vou dormir, enquanto ele segura as pontas e deixa tudo pronto para o dia seguinte. Tem dias que ele está cansado, e digo para tomar banho e deixar as meninas comigo para ele descansar.

Durante a semana, minha mãe me ajuda a levar e buscar uma das nossas filhas, já que as duas estudam em escolas diferentes (não por vontade nossa, mas por vontade da Prefeitura – sim, duas crianças em duas escolas em bairros diferentes, não é fácil) e ainda quebra um galho em casa fazendo algumas coisas para nos ajudar. Mãe é mãe, né?

Nos fins-de-semana, gosto de organizar/planejar as atividades da semana. Enquanto meu marido dá uma geral na casa, eu faço o almoço. Enquanto ele passa a roupa, eu vou no supermercado. Enquanto ele lava o banheiro, eu brinco com as crianças.

Quando preciso focar em algo importante ou até mesmo estudar, ele leva as meninas para andar de bicicleta para que eu possa me concentrar.

Eu poderia passar a manhã toda descrevendo a nossa rotina de casa, mas alguns de vocês já devem ter matado a charada…

Nós nos importamos com o outro.

Esse é o segredo para a rotina da casa funcionar.

Em casa, não tem nada dividido.

Tem funcionado bem, e apesar de alguns dias a gente achar que não vai dar conta de tanta bagunça, de tantos brinquedos espalhados pelo chão, a gente vai se virando.

~ Yuka ~

Como organizar a bolsa de passeio de filhos pequenos

Quando se tem um bebê ou uma criança pequena (no meu caso, tenho os dois), é fato que precisamos nos organizar de forma que nada falte durante o nosso passeio.

Ao mesmo tempo que queremos levar tudo o que temos em casa por precaução, o volume e o excesso de peso, nos faz pensar duas vezes se realmente devemos fazer isso.

Para nós, que passeamos com as filhas sem ter um carro, temos 3 truques:

  • mochila confortável nas costas
  • carrinho de bebê
  • bolsa transversal

A MOCHILA

Esqueça outros tipos de bolsas. A mochila é indispensável para essa fase, onde as crianças ainda são pequenas e precisamos levar muitas coisas. Além de distribuir melhor o peso nas costas, permite ter as duas mãos livres.

O modelo que temos, compramos na Imaginarium:

Captura de Tela 2018-07-25 às 15.55.52

Ela é feita de tecido, leve, cabe muitas coisas e tem bolsos e compartimentos externos facilitando a organização.

Dentro da mochila, sempre que possível, utilizamos frascos menores:

– álcool em gel em pote pequeno;

– garrafinha de água (200ml);

– algumas fraldas (nossa caçula ainda usa);

– lenço umedecido (carregamos um pacote que já não esteja tão cheio);

– uma fraldinha leve para forrar a bancada na hora de trocar fralda;

– 1 muda de roupa extra para cada filha;

– guarda-chuva de alumínio, a mais compacta, fina e leve possível, também tem proteção UVA (comprei no bairro da Liberdade, em São Paulo);

 

– 1 paninho para secar a mão, limpar a boca, no fim, serve para qualquer coisa;

– algo para as meninas beliscarem, colocado em um recipiente pequeno. Também gosto de levar banana para uma emergência, é saudável, enche a barriga e não faz sujeira na hora de comer;

– um saquinho de lixo, assim, não preciso sair correndo atrás de uma lixeira.

Todos os itens são colocados SEMPRE no mesmo compartimento da mochila. Assim, sabemos que as fraldas estão na parte de trás da mochila, que a água está na lateral, o álcool em gel no bolsinho da frente e por aí vai.

A BOLSA TRANSVERSAL

Captura de Tela 2018-07-25 às 16.10.42

Na minha bolsa transversal (que é de tamanho médio) coloco o que é muito importante para mim, que não posso largar em nenhum momento:

– carteira (cartão do convênio médico, cartão de crédito, documento, etc);

– RG das meninas;

– chave de casa;

– celular;

– dinheiro;

– passe de metrô

– 2 protetores de assento sanitário (para a minha filha mais velha precisar usar o banheiro público, vai que…)

– algo que eu precise tirar com rapidez: se eu estiver indo para a rodoviária, são as passagens; se minha filha estiver resfriada, é um pacotinho de lenço.

O CARRINHO DE BEBÊ

No cesto que fica na parte de baixo do carrinho, deixamos sempre uma capa de chuva própria para carrinho de bebê (comprei o meu no Mercado Livre). Assim, se chover, as duas entram no carrinho e não se molham.

Captura de Tela 2018-07-25 às 16.13.37

A regra que reina para usar o carrinho basicamente são essas:

– durante o passeio, a mais velha já anda, então a bebê fica no carrinho;

– se a bebê dormir, entra no carrinho;

– se a mais velha dormir, ela dorme no carrinho;

– se as duas dormirem, a mais pesada fica no carrinho, enquanto a outra fica no nosso colo;

– a mochila fica sempre que possível, pendurada no carrinho;

– quando chegamos no destino (parque, biblioteca, etc), a mochila fica no carrinho, para não carregarmos peso. A gente fica de olho, mas se roubarem, paciência. Vou perder fraldas, paninhos, algumas peças de roupas, nada que me dê dor-de-cabeça. Por isso, tudo o que é importante está na bolsa transversal, que carrego sempre comigo. Decidimos desencanar mesmo.

Já perceberam que quem fica com o peso maior, é o carrinho. Lá, depositamos tudo e mais um pouco. Colocamos tanto peso, que precisamos até tomar cuidado para ele não tombar para trás, quando a nossa filha decide sair do carrinho sem avisar.

Utilizamos o Uber de uma forma bem eficiente. Para lugares próximos de casa, sai mais barato pegar o Uber do que ir de transporte público.

Desta forma, não há uma regra específica. Para cada passeio, avaliamos se levaremos o carrinho de bebê, o canguru, porque se há risco das duas dormirem, preferimos levar também o canguru – que vai pendurado (também) no carrinho de bebê, cobertor pequeno (para caso elas cochilarem), chapeuzinho para proteger do sol ou do vento, enfim, o que eu levo vai mudando conforme estação e também a distância do lugar.

~ Yuka ~

A importância de perpetuar a manutenção do casamento

casamento

Eu tenho uma amiga muito querida que se divorciou há pouco tempo.

E posso dizer que depois da separação, ela ficou muito bonita. Começou a cuidar da pele, do cabelo, fez um curso de maquiagem, emagreceu, comprou algumas roupas novas, está viajando bastante, enfim, está muito mais radiante hoje, do que antes.

E comecei a pensar como a rotina, o comodismo e a falta de tempo, faz a gente se descuidar. A gente passa a usar aquela blusa velhinha pra ficar em casa, esquece de dar um trato principalmente quando ficamos em casa… e passamos a não nos arrumar tanto como antes (da conquista, do namoro, do casamento)…

Muitas vezes, só nos damos conta desse descuido quando já é tarde demais.

Não é porque estamos casados e felizes que devemos achar que o amor irá durar para sempre.

Cuidar de si mesma e do outro, dar um beijo, um obrigado, um carinho, um abraço, um eu te amo são atitudes muito importantes para que o amor não se acabe.

Depois que nasceram as nossas duas filhas, eu e o meu marido temos um cuidado extra sobre esse assunto, justamente para que o nosso casamento continue bom, como sempre foi.

Se o casal não tomar cuidado nessa fase, perpetua-se o papel de pai e mãe, anulando o papel de marido e esposa.

Quando um casal se separa, todos saem perdendo. O pai que não vê o filho todos os dias e perde momentos importantes do cotidiano. A mãe que perde um apoio e fica sobrecarregada. E o filho que perde a presença diária de um dos pais.

Claro que há casos em que o divórcio é a melhor alternativa. Mas estou falando da fase pré-divórcio, de quando o casamento está desandando no início e que há ainda amor. Se ainda há amor no casal, com certeza a melhor opção é se reconectarem.

O livro As 5 linguagens do amor, do Gary Chapman, aborda de uma forma bem inteligente as linguagens do nosso amor. Segundo o autor, há 5 linguagens do amor:

  • Palavras de afirmação
  • Qualidade de tempo
  • Presentes
  • Gestos de serviço
  • Toque físico

Quantos casais conhecemos que falam linguagens diferentes do amor? Enquanto para um a linguagem do amor é o toque físico, para o outro são presentes? Os dois ficam frustrados por não perceberem a intenção do outro.

É um livro bem interessante para ler, quem tiver interesse, recomendo a leitura. Não serve somente para relacionamentos amorosos, mas também para relacionamento de amigos e familiares.

5linguagensdoamor.jpg

– Yuka –

A decisão de não ser mãe: preconceito e pressão social

não ser mãe

O post de hoje vai falar especificamente de mulheres, porque são as que mais sofrem pressão social para terem filhos.

Eu tenho 36 anos, e a maioria dos que estão a minha volta também têm essa idade, entre 30 a 40 anos. Para muitas mulheres, é um período crucial por causa do relógio biológico, mas para algumas, esse período não possui relação nenhuma com a vontade de ser mãe.

Eu tenho amigas que são mães, porque sempre quiseram ter filhos.

Também tenho amigas que estão ansiosas para serem mães.

Tenho amigas que tentaram engravidar, mas por diversos motivos não conseguiram.

Tem as que tiveram filhos por um descuido.

Há aquelas que geraram de forma independente.

Também há as que fizeram a adoção. Abriram o coração primeiro e tiveram os filhos do coração.

Há aquelas que mesmo sem vontade, têm filhos, só para não serem julgadas.

E finalmente, as que optaram em não terem filhos.

Acredito eu, que as que optaram em não terem filhos e as que não conseguiram engravidar, são as mais julgadas pela sociedade.

Dentre todas as opções, a mais triste, são aquelas pessoas que não tem vontade em serem mães, no fundo sabem que não querem um filho, mas terão, apenas por obrigação social. São aquelas pessoas que irão gerar filhos só para serem aceitas pelas sociedade.

Quando uma mulher decide que não quer ter um filho, é uma decisão que deve ser respeitada. É o direito de cada pessoa decidir o que é melhor para a vida dela.

Essa é uma decisão muito importante e delicada a ser tomada. Nem toda mulher nasce para ser mãe. Nem toda mulher quer ser mãe. E isso definitivamente não significa ser egoísta, ou fria, ou narcisista, ou individualista, ou precipitada. É uma decisão única, e com um profundo respeito à vida.

Digo respeito à vida, porque há pessoas que tem filhos e em nenhum momento pensaram na responsabilidade que isso traz. São filhos que possuem os cuidados terceirizados, o amor terceirizado.

Eu mesma, não tinha vontade de ser mãe antes de conhecer o meu marido. A vontade de ser mãe veio com o amor que sinto por ele. Houve um momento da nossa vida que estávamos muito felizes, mas sentíamos que faltava algo. Demorou para reconhecermos que esse algo, era um filho. Meu marido também nunca teve vontade de ser pai. Então quando decidimos que queríamos gerar um filho, foi uma decisão muito consciente e bonita.

Quando eu namorava meu marido, sempre perguntavam: “você vai casar quando?”. Depois a pergunta se transformou em: “quando vão ter filhos?”. Depois que tive a minha primeira filha, a pergunta virou: “e o segundo filho, quando vem?”. Atualmente as pessoas perguntam se vamos tentar ter um menino, já que tivemos duas meninas. E eu tenho certeza que se eu engravidasse pela terceira vez, as mesmas pessoas que estão me encorajando atualmente para ter um terceiro filho, me olhariam torto dizendo que é um exagero ter três filhos.

Por aí dá para perceber que as pessoas SEMPRE irão nos cobrar por algo. Então, já que vão cobrar de qualquer jeito, a melhor maneira é seguir o nosso coração, fazer o que o nosso coração manda. Quer ter filhos? Ótimo! Não quer ter filhos? Ótimo também!

A liberdade de escolha de ser mãe é uma conquista.

A liberdade de escolha de não ser mãe, também.

~ Yuka ~