As 4 frases que tem mudado a minha vida

criticar

Há 4 frases que ao longo desses anos tem mudado a minha vida:

1. O que você está fazendo hoje para sair dessa situação?

A primeira frase eu cheguei até a fazer um post que está aqui.

2. Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo (Oscar Wilde)

Essa frase tenho carregado comigo desde que compreendi o seu significado.

Antes, eu tinha muito medo das críticas. Tinha receio das pessoas me acharem boba, mas eu entendi que as pessoas que mais criticam, são justamente as pessoas que não fazem nada. É fácil criticar os outros quando se está sentado na cadeira apontando os outros.

Os homens dividem-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa, e os que vão atrás a criticar. Sêneca

3. Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez (Jean Cocteau)

Esta terceira frase serviu e ainda tem servido para várias situações da minha vida, inclusive para alcançar a independência financeira, ou FIRE – Financial Independence and Retire Early, algo como Alcance a independência financeira e aposente-se cedo.

Eu não conheço ninguém pessoalmente que tenha esse mesmo objetivo de vida que o meu, ou que tenha alcançado essa proeza. Mas é algo como a frase diz, por não saber que era impossível, eu tracei um plano, fiz todas as contas necessárias e projetei meu futuro. Só percebi que o que eu estava querendo alcançar era algo incomum quando estava muito empolgada e queria convencer as pessoas a fazer o mesmo e todo mundo me tratava como uma maluca.

4. Sorte é o nome que o vagabundo dá ao esforço que não faz (Leandro Karnal)

Esse aqui eu ouvi recentemente. Eu até publiquei um post em 2016 com o título “Cada escolha uma renúncia”, onde falo sobre esse assunto. Muita gente cisma em dizer que aquele cara empreendedor teve sorte, que aquele fulano teve sorte, e com isso menosprezam todo o esforço que a pessoa fez para chegar lá. É fácil dizer que uma pessoa teve sorte, quando não estamos dispostos a fazer o que a pessoa fez para ter sucesso. “Sorte é o nome que o vagabundo dá ao esforço que não faz”.

Veja se não acontece a mesma coisa com você? Quem são as pessoas que mais criticam? O que elas fazem de tão especial a ponto de criticar o que você faz? Na maioria das vezes…. Nada.

~ Yuka ~

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Eles não querem que você enriqueça

capitalismo selvagem

Há algumas semanas, assisti a um vídeo do GuiaInvest com esse título: Eles não querem que você enriqueça.

Assisti despretensiosamente, mas me surpreendi com o vídeo e resolvi transcrever para deixar registrado aqui no blog (fiz pequenas alterações para a leitura ficar mais fluida).

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Eles não querem que você enriqueça

Você já teve a sensação de que por mais esforço que você faça, não consegue ganhar dinheiro suficiente? Isso acontece por causa da forma como o sistema funciona.

Você pode ter o melhor salário do mundo, receber uma gorda herança, ganhar na mega-sena! Mas se não souber como administrar e proteger o seu dinheiro, vai perder tudo!

O sistema é desenhado para que as empresas e as pessoas precisem o tempo todo de dinheiro e não parem nunca de produzir. Por isso o consumismo, a cobrança social e a ostentação são muito incentivados. Isso obriga as pessoas a correrem cada vez mais atrás do dinheiro para poder consumir e se sentirem protegidas financeiramente.

Então toda vez que você trabalha e consegue juntar um dinheiro, logo vem um lançamento de um telefone novo, um carro novo, uma roupa nova, para levar justamente o que você juntou.

A intenção é bem clara: tentar te convencer a gastar todo o seu dinheiro a qualquer custo. Essa é a grande verdade, é assim que o sistema sobrevive.

Eu não estou julgando se isso é bom ou ruim para a sociedade. Estou apenas dizendo que isso pode ser ruim para você. As próprias crises servem para limpar a sociedade de empresas e pessoas fracas financeiramente. Muitas pessoas acabam ficando presas nessa roda pelo resto da vida por não ter o conhecimento sobre o dinheiro.

Todos os problemas são orquestrados por alguns membros da sociedade que não querem que você tenha dinheiro de jeito nenhum, porque quanto menos dinheiro você tiver, mais terá que obedecer aquilo que eles desejam.

Hoje você vai entender quem eles são, como eles te impedem de enriquecer, como combate-los para poder alcançar a sua liberdade financeira.

Primeiramente, vou falar sobre os bancos. Alguns bancos criam complexos esquemas para arrancar o seu dinheiro, evidentemente sem que você perceba. A intenção dos bancos é fazê-lo endividar para mantê-lo como escravo, fazendo seu dinheiro suado ir para o bolso deles todos os meses através de juros e taxas. Por isso eles odeiam que você pague as contas em dia, ou que você tenha dinheiro sobrando, ou que você se recuse a ter um cartão de crédito. Basta ter um dinheiro na conta e eles farão de tudo para colocar a mão, oferecendo todos os tipos de armadilhas. Portanto, fazer o oposto do que eles querem é a melhor atitude para quem deseja enriquecer. Jamais dependa dos bancos, assim, você não se tornará escravo deles.

Agora eu vou falar sobre alguns membros da elite.

Você já deve ter ouvido falar que menos de 0,1% dos brasileiros possuem mais de 1 milhão de reais. Existe um erro muito comum na nossa sociedade que é denegrir todos os ricos como se eles fossem algo ruim. Muitas dessas pessoas conquistaram suas riquezas por mérito próprio, poupando e combatendo o consumismo exagerado. Porém, uma outra parte conquistou a riqueza se aproveitando das pessoas menos favorecidas, como eu e você, seja por corrupção, seja por formas ilícitas, por crimes, fraudes, etc. Eu não estou falando só de políticos. Como todo dinheiro que eles ganham vem do bolso de alguém que gastou, esses membros não querem que outras pessoas enriqueçam, pois toda vez que alguém enriquece, eles perdem uma fatia do bolo do dinheiro e de poder. Portanto, enriquecer é uma forma de você combater as maçãs podres que se aproveitam do sistema.

Agora vou falar sobre a mídia. A mídia não é má por si só, mas quando usadas por indivíduos maus, pode ser uma ferramenta muito cruel. Esses membros usam sua influência de seu poder financeiro para impedir que as pessoas evoluam financeiramente. Eles fazem isso estimulando o consumismo exagerado e convencendo você a fazer o que eles querem através da televisão. Por exemplo, eles mudam a moda o tempo todo para que você sempre se sinta desatualizado. E não fazem isso só com roupas, mas também com celular, carro, viagens… Quanto mais desatualizado você se sentir, mais terá que correr atrás da roda do dinheiro para voltar a se sentir incluído pelo padrão da sociedade. Ignorar a mídia é o caminho para você se libertar das amarras, das exigências inúteis da sociedade.

Agora vamos falar sobre o governo. O governo deveria existir para facilitar a vida das pessoas da sociedade. Mas às vezes, ele mais atrapalha do que ajuda. A começar pelo conhecimento. O governo não quer que você aprenda como administrar seu dinheiro, pois quanto mais você souber rentabilizar seu dinheiro, menos você precisará trabalhar. E é por isso que a educação financeira não é ensinada na escola. Se as pessoas soubessem lidar com o dinheiro, nós nos tornaríamos um país rico e isso seria insuportável para aqueles membros da elite que dependem de escravos financeiros para sobreviver.

O governo usa diversos mecanismos para te impedir de acumular dinheiro. Um dos mecanismos é a inflação. A inflação é uma forma de corroer o poder de compra de seu dinheiro. É como um imposto escondido que você paga obrigatoriamente e nem percebe. Outro mecanismo é o próprio imposto. Toda vez que você consome algo, paga cerca de 30% sobre o preço. Ou seja, se você consumir menos e aprender a investir seu dinheiro para superar a inflação, o governo não conseguirá abocanhar a sua grana tão facilmente. O governo também usa a mídia para incentivar o consumismo exagerado, porque quanto mais as pessoas consomem, mais dinheiro ele arrecada com impostos.

É por isso que muitas coisas que parecem boas, são na verdade horríveis para a economia.

Vou dar alguns exemplos.

Os ciclistas são horríveis para a economia. Eles não compram carro, não compram gasolina, não gastam com mecânicos, não pagam seguro, não pagam estacionamento, não pagam IPVA, não trocam pneus, não pagam pedágios, ficam mais saudáveis, acabam indo menos a médicos, e portanto gastam menos remédios.

As comidas orgânicas são péssimas para a economia, porque quem as consome não fica tão doente, não assina plano de saúde, não gasta com remédios, não gasta com consultas em hospitais, não gasta com exames…

E o mais importante, quem poupa e investe também é péssimo para a economia. Quem poupa não gasta dinheiro, não incentiva o consumismo em outras pessoas, não trabalha pelo resto da vida, não sustenta bancos pagando juros e taxas, não sustenta o governo pagando excessivos impostos, não sustenta as maçãs podres da elite, não rende dinheiro para a mídia. Mas o pior de tudo é que quem poupa e investe fica livre financeiramente, podendo realizar o que quiser, sem se preocupar com nada. Isso é péssimo para a economia, porque não ajuda a roda girar.

Mas a reflexão que fica é: aquilo que é bom para a economia, pode não ser bom para você. E aquilo que é bom para você, pode não ser bom para a economia. Qual das duas opções você prefere? Deixo para você essa reflexão.

*Texto extraído do vídeo do Canal do YouTube GuiaInvest.

~ Yuka ~

Planejando viagens minimalistas

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A leitora Isabele me perguntou como eu planejo as viagens e como consigo driblar os pontos turísticos caríssimos.

Depois que eu engravidei duas vezes, eu e meu marido demos uma pausa nas viagens, principalmente as internacionais, por 2 motivos: o primeiro é que as crianças são muito pequenas e gostaríamos que elas lembrassem dessas viagens (apesar de saber que muitos pais pensam justamente o contrário, de aproveitar agora, já que as crianças pagam menos na passagem de avião). O segundo é que eu poderia até pedir para a minha mãe ficar com as crianças e viajar com o meu marido, mas a caçula, ainda não aprendeu a dormir a noite toda. Ela tem um sono muito leve, e tem dado trabalho. Bem diferente da minha filha mais velha, que mesmo se estiver com a cama toda cheia de xixi, não acorda por nada. Então decidimos esperar mais um pouco, até que as coisas se acertem.

Dito isso, vou contar das minhas experiências antes das meninas nascerem.

As minhas viagens costumam ser muito bem planejadas. Depois que escolho o lugar, a primeira coisa que faço é começar a acompanhar o preço das passagens de avião e da acomodação. Para baratear a viagem, sigo os seguintes passos:

1. Acompanhar o preço das passagens por longos meses:

Acompanhe os preços das passagens por pelo menos 3 meses. Costumo pesquisar em sites como o Decolar.com, Maxmilhas, que fazem a pesquisa e comparam preço em diversas companhias aéreas. Quando encontro um preço razoável nesses sites de comparação, costumo ir direto no site da empresa para ver se há preços melhores. Depois de decidir por qual companhia aérea viajar, analiso de que forma consigo aumentar o desconto. Por exemplo, se resolvo comprar pelo Maxmilhas, faço o seguinte caminho:

  • Entro no Méliuz e vejo se o Maxmilhas está dando algum dinheiro de volta (Méliuz é um site que devolve parte do dinheiro gasto. Hoje, por exemplo, está sendo informado que devolvem 4% do valor gasto no Maxmilhas). Se sim, faço a compra, nisso já ganho 4% de desconto do valor total da compra.
  • O Maxmilhas possui vantagens para quem tem o cartão Nubank. Então com isso consigo mais pontos, que depois poderão ser apagados da fatura.
  • Na hora do pagamento, parcelo em 12 vezes sem juros no cartão de crédito do Nubank, e depois antecipo todas as parcelas. Assim, ganho mais 4,50% de desconto pelo Nubank.

Então além de conseguir comprar a passagem mais barata por ter pesquisado o preço por alguns meses, acabo ganhando pontos e descontos por causa do Méliuz e Nubank.

Costumávamos viajar em períodos que não coincidissem com férias escolas, ou seja, evitávamos os meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro que são mais caros.

Também nunca compramos pacotes de viagens em agências de viagens. Eu mesma comparo e compro a passagem de avião, a acomodação e vejo os passeios que quero fazer, pois isso faz com que a viagem tenha o meu ritmo.

2. Fazer uma lista do que levar na mala:

Sim, uma lista. E essa lista começa alguns meses antes. Essa é a lista que possibilita que eu leve poucas coisas, pois consigo combinar roupas, programar o que vou usar e o que não vou levar.

3. Fazer um roteiro turístico:

Comprado a passagem, agora é hora de fazer um roteiro. Roteiro é essencial para quem quer aproveitar bem uma viagem. Imagine ter passeado em um bairro o dia inteiro, e descobrir depois que deixou de conhecer um lugar interessantíssimo? É nesse roteiro que eu já faço a pesquisa dos valores dos lugares que quero visitar: ingressos, transporte, etc e já faço uma estimativa de quanto gastarei durante a viagem.

4. Ser flexível:

Isso significa que se a fila para conhecer um determinado lugar estiver com uma fila gigantesca, não se acanhe em desistir. Não tem problema se você não visitar o lugar. Eu mesma prefiro não me estressar, divertir na viagem, do que ficar com aquela obrigação de ter que conhecer um lugar só porque é turístico. Tenho consciência de que a viagem é para mim, e não para provar para terceiros que estive em tal lugar.

5. Conhecer a culinária local:

Eu sempre gostei de comidas de rua. Aqui em SP, comia o churrasco grego (para o terror da maioria dos meus amigos hahaha), o hot dog prensado, o churrasquinho do tio da esquina, tapioca e por aí vai. Depois da onda do Food Truck, minha paixão continuou: hambúrgueres, comida mexicana, massas, nhac nhac nhac….. Então quando viajo, nada mais natural do que sair experimentando as comidas de rua. Isso significa que alterno entre restaurantes e food trucks, o que acaba barateando bastante na alimentação.

6. Esquecer os souvenirs:

Eu não ligo para souvenirs, nem tenho fascinação em comprar algo do lugar que viajo. Muitas pessoas aproveitam para comprar roupas, bolsas, sapatos, relógios, maquiagens… mas eu não. Por isso viajo com a minha mala pequena, porque sei que vou voltar com ela com praticamente a mesma quantidade de coisas que fui viajar. Já contei no outro post que fui pra Amsterdã, na Holanda e voltei só com 1 cadeado de bicicleta, né? Essa sou eu.

7. Aproveitar os descontos para turistas:

Geralmente, as cidades possuem um ticket mensal ou semanal para turistas andarem de trem, metrô, ônibus, que vale muito a pena comprar. Por exemplo, quando fui para o Japão, eu comprei um ticket chamado Japan Rail Train, disponível somente para turistas. Esse ticket, depois de comprado, possibilita que o turista use todas as linhas ferroviárias, metroviárias e linhas de ônibus de uma determinada empresa, quantas vezes desejar. Pra mim, compensou muito ter esse ticket. Tem diversos passeios turísticos que podem ser comprados com antecedência, por um preço mais em conta. Vale a pena pesquisar antes.

8. Celular descarregado? Nunca mais!

Eu tenho uma bateria recarregável portátil. Consigo recarregar meu celular várias vezes ao dia, sem a necessidade de ter que ficar procurando uma tomada (correndo o risco de esquecer em algum lugar).

9. Comunicação com os amigos e família:

Eu faço somente pelo whatsapp. Tem gente que habilita o uso do celular para uso no exterior, mas eu nunca fiz, e nunca senti falta. Se tenho o ano inteiro para falar com as pessoas, por que escolher justamente durante a viagem?

10. Ter folgas na agenda:

Deixo para conhecer somente alguns pontos turísticos por dia. Gosto de deixar o dia livre, não gosto de entupir o dia com programações, justamente para não me sentir sufocada. Férias é para ser leve e livre, e não para correr atrás do relógio e da agenda.

11. Não conhecer tudo de uma vez:

As cidades possuem muitas coisas interessantes para ver e visitar. Existem muitos pacotes a venda como “Conheça a Grécia, Turquia e Egito em 3 dias”, “Roma, Paris e Londres em 5 dias”. Eu gosto de conhecer um único lugar de cada vez. Gosto de explorar ao máximo, visitar com calma um único país (ou dependendo, uma única cidade).

E o mais importante, não se esquecer nunca que a verdadeira viagem se faz na memória.

~ Yuka ~

Mesada na fase adulta: um método para ter educação financeira

Woman Putting Coin In Piggy Bank

Aqui em casa, desde que eu e meu marido começamos a morar juntos, decidimos que todo o dinheiro que entrasse em casa seria nosso, e não meu ou dele. Isso significa que o meu salário é nosso, o salário dele é nosso, o meu vale-alimentação é nosso, o meu décimo terceiro salário é nosso, e assim por diante.

A partir do momento que nosso salário virou “proventos da família”, percebemos que não teríamos mais dinheiro individual. E aí surgiu a ideia de termos uma mesada.

Sim, mesada. Mesada na fase adulta.

Funciona da seguinte forma:

Todos os meses, quando recebemos o nosso salário no início do mês, somamos os proventos e pagamos todas as contas: conta de luz, gás, aluguel do apartamento, condomínio, plano de saúde, fatura do cartão de crédito etc. Depois, cada um separa uma parte para os gastos do celular, transporte (no caso, metrô) e finalmente, a mesada. O que sobra na conta, é tudo destinado aos nossos investimentos.

Na prática, é assim: meu marido recebe o salário, separa a parte que lhe cabe (celular, transporte e mesada) e transfere tudo para mim. Eu pago todas as nossas contas, separo o que é meu (celular, transporte e mesada) e transfiro tudo para os nossos investimentos. É bem prático e fácil.

Essa mesada, que é uma porção bem pequena do nosso salário, pode ser gasto no que a gente quiser.

Meu marido é o que fica mais feliz com a mesada. Fala com um brilho nos olhos e com uma emoção de que nunca na vida tinha ganhado uma mesada.

Sinto um pouquinho de vergonha quando estamos numa cafeteria e ele cisma que quer pagar pra mim, e acaba falando em voz alta e empolgante “pode deixar que eu vou pagar com a minha mesada!!!”. Afeeeee eu peço pra ele ser discreto, ninguém precisa saber que ele tem uma mesada com quase 40 anos de idade.

A nossa mesada não recebe reajustes anuais há pelo menos 4 anos, o que já virou até um desafio entre nós. Para nós, o valor está ok, não passamos vontade, nem necessidade. A decisão de não fazer reajustes no valor da mesada, é porque além de não sentirmos necessidade, temos o projeto de alcançar a independência financeira o mais rápido possível. Sabemos que quanto mais a mesada for gorda, mais futilidades iremos comprar (entenda como futilidade, coisas que não estamos precisando).

Como nós somos bem frugais, o mais incrível é que sobra mesada. E aí acabamos gastando na pipoca que a nossa filha quer comer na rua, num almoço com amigos, nos passeios de fins-de-semana com a família. Meu marido adora pastel e chama os amigos para almoçar pastel toda semana. Já eu, gosto de passear na 25 de março e ficar comprando quinquilharias e matéria-prima para fazer artesanatos.

Claro, às vezes queremos comprar coisas um pouco mais caras que a mesada do mês não supre. Nesses casos, ou pagamos com o “dinheiro da casa” e fica como um presente, ou parcelamos para que a compra caiba no orçamento da mesada.

Tem sido muito bom cada um ter um dinheiro livre para gastar, sem ter que ficar dando satisfação ao outro. Nós temos consciência de que esse sistema de mesada é o que tem nos proporcionado a oportunidade de fazer investimentos volumosos todos os meses.

~ Yuka ~

As 10 lições que a minha mãe me ensinou sobre o dinheiro

sabedoria

Quando meu pai morreu ainda jovem, tudo ficou muito difícil para a minha mãe. Ela, que até então era dona de casa, teve que aprender uma nova profissão para sustentar a família e criar as suas 3 filhas de 1, 3 (eu) e 5 anos.

Há várias lições que ela ensinou. Dentre as mais notáveis, são elas:

1.) Não ter vergonha do passado

Em um período muito difícil, logo após o falecimento do meu pai, minha mãe não tinha dinheiro para comprar comida. Meu pai morreu de leucemia, e minha mãe tinha gastado todo o dinheiro de suas economias tentando salvá-lo. Sim, teve uma época que para ela foi bem complicado. Ela pegava os alimentos que eram descartados na feira, próprios para consumo, mas não apresentáveis para venda. Tanto eu como ela, temos orgulho do nosso passado difícil. As dificuldades que enfrentamos é o que gera o sentimento de gratidão pelas pequenas coisas.

2.) Saber que nada dura para sempre

Nada dura para sempre. Nem as coisas boas, nem as coisas ruins. Ela sabia disso. E usou essa frase como um mantra para se reerguer.

3.) Não é feio passar necessidade: feio é viver ostentando hoje para depois passar necessidade no futuro

Minha mãe conheceu diversas pessoas com uma renda considerável, mas que se endividaram depois de alguns anos. Ela conheceu pessoas que tiveram que sair do apartamento de alto padrão que moravam, porque as empresas que possuíam decretaram falência. Ela sempre explicou a importância de poupar uma parte do nosso dinheiro para os períodos de vaca magra. A vida é feita de ciclos e da mesma forma que há períodos de fartura, há períodos difíceis. Não é SE um dia acontecer, mas QUANDO acontecer. Por isso, para ela era tão importante poupar para se preparar para o dia incerto de amanhã.

4.) Me ensinou a importância de poupar através da dor (já que pelo amor eu não aprendia)

Na época da faculdade, minha mãe depositava dinheiro na minha conta todos os meses. Como eu estudava no interior de São Paulo, o dinheiro deveria (teoricamente) servir para me alimentar durante o mês, pagar a pensão, o transporte, material escolar, passagem de ida e volta para visitá-la, e ainda sobrar para poupar. Deveria… mas eu gastava tudo. E toda vez que o dinheiro faltava, eu ligava para ela pedindo para depositar mais um pouquinho. Foi assim durante 3 anos. Até que em um mês fatídico, ela falou que não iria mais depositar o dinheiro, porque estava cansada de falar todos os meses para eu poupar e desligou o telefone. Meu Deus! Naquele mês, vivi todos os dias com muita emoção! Como eu iria me alimentar? Tive que vender minhas roupas, meus eletrônicos, vendi tudo que foi possível. Passei cerca de 2 semanas comendo só arroz e pão, que eram as únicas coisas que eu conseguia comprar. Depois desse susto, eu aprendi a importância de guardar dinheiro e nunca mais parei. Valeu a pena heim, mãe! rs

5.) Não faça dívidas. Nunca!

Isso significa viver com o dinheiro que temos. Mesmo na fase difícil, onde nós fomos transferidas de uma escola privada para pública (e permanecemos até o colegial), mesmo quando meu tio insistiu em pagar as mensalidades de nós 3 para que continuássemos na mesma escola, minha mãe não quis viver com o dinheiro que não era dela, nem fazer dívidas. Resolveu baixar (e muito!) o padrão de vida de acordo com o que era possível. Como na época, o possível era o impossível, significou vivermos com muito, muito pouco.

6.) Pense na aposentadoria

Quando ela era mais nova, olhava para as pessoas que tinham uma vida confortável e sempre pensava “será que um dia vou conseguir chegar a ter esse estilo de vida?”. Depois de algumas décadas, a vida pregou uma peça e muitas das pessoas que viviam de forma confortável, atualmente, estão passando necessidade. E a minha mãe, que sempre foi econômica e disciplinada, hoje vive uma vida confortável.

7.) Tenha várias rendas

Mesmo sem completar o estudo, minha mãe soube praticar isso. Ela possui diversas rendas como o INSS, a previdência privada, o aluguel de imóvel, etc.

8.) Não depender de alguém para fazer as suas próprias coisas

Nem sei se ela lembra dessa história. Quando eu tinha uns 6 anos, lembro que o pneu do nosso carro tinha furado. Um homem muito gentil, vendo uma mãe com 3 filhas pequenas, se ofereceu para trocar o pneu. Só que ela, muito teimosa, não deixou. O homem comentou “sua mãe é bem orgulhosa heim”, e ela pediu para entrarmos no carro imediatamente. Já dentro do carro, explicou o motivo: “não dependa de alguém para fazer as suas próprias coisas”.

9.) Não subestime a outra pessoa pela aparência

Outro exemplo interessante é que minha mãe conheceu um catador de papelão que morava em um apartamento de luxo. Ele trocava de roupa na hora de trabalhar, ou seja, usava roupas surradas para puxar seu carreto. As pessoas achavam que ele passava necessidade, mas na verdade, ele tinha uma vida muito confortável. A lição é nunca julgar as pessoas pela aparência.

10.) O poder da criatividade

  • Durante muitos anos, eu vi a minha mãe trazendo móveis da rua, jogados no lixo. Ela trazia os móveis, lixava, pintava, literalmente transformava o móvel sujo e esquisito em um móvel digno para se colocar no centro da sala de estar. Vi uma porta velha se transformar na nossa mesa de estudo e também em uma mesa de ping-pong, vi o tampo de uma mesa redonda se transformar em um aparador meia lua para o hall de entrada.
  • Por não querer mais morar em um prédio mal cuidado, decidiu que iria ser síndica e transformou o lugar: criou vagas de garagem para carros, antes inexistentes, criou um jardim, dividiu o hall em entrada e de serviço, reformou elevadores, trocou as janelas e a fachada do prédio, além de melhorias invisíveis como reforma da caixa d’água entre outros.
  • Por ela não ter dinheiro, aprendia olhando o serviço dos outros. Foi assim que aprendeu a pintar paredes, usar a furadeira, instalar armários, trocar chuveiro, consertar pequenos problemas elétricos, costurar etc. Com criatividade e boa vontade, dá para conseguir muita coisa.

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir. ~ Cora Coralina ~

~ Yuka ~

Economize substituindo as despesas

substituir gastos

Existe uma forma muito bacana de economizar dinheiro sem sofrer: substituindo as despesas.

Há diversas formas como podem ser conferidos a seguir:

1.) Substituir a TV a cabo por Netflix:

Ao invés de continuar assinando a TV a cabo, e não ter tempo para assistir nem 1 centésimo do que ele oferecia, cancelei e assinei a Netflix. Economia de R$1.470 ao ano.

2.) Substituir o plano de saúde atual por um plano um pouco inferior:

Estou tentando há alguns meses, mas o plano de saúde está me dando um chá de cadeira. A minha intenção é permanecer com o mesmo plano, só que escolher o plano enfermaria. Economia de R$4.224 ao ano.

3.) Substituir marcas dos produtos do supermercado:

Esse eu já tinha até comentado em um post, de que o leite de coco do supermercado Dia é fabricado pela Sococo. Experimentar marcas novas pode te surpreender. Economia de R$2.400 ao ano.

4.) Substituir plano de celular pós-pago para um pré-pago ou plano controle:

Dependendo do uso do celular, nem compensa ter um plano pós-pago. Eu e meu marido, temos internet em casa e no trabalho (inclusive wi-fi no celular). O único momento em que ficamos sem internet: 1.) eu: enquanto estou no metrô, o que pra mim é ótimo porque uso esse tempo para ler livros. 2.) marido: enquanto está andando de bicicleta. Economia de R$720 ao ano.

5.) Substituir roupas de marca por roupas de departamentos:

Eu sempre gostei de andar pelos bairros populares de São Paulo. Aprendi desde cedo a comprar roupas legais em lojas de departamentos e de rua, como o Bom Retiro e Brás, ao invés de fazer as compras em shoppings. Economia de R$1200 ao ano.

6.) Escolher restaurantes mais em conta:

Ao invés de almoçar em um restaurante caro, já pensou em almoçar em um restaurante um pouco mais barato, ou até mesmo levar almoço para o trabalho? Eu e meu marido levamos marmita todos os dias ao trabalho e escolhemos alguns dias do mês para comermos fora. Economia de R$7.200 ao ano.

7.) Trocar a academia grande por uma intermediária ou até mesmo substituir o plano:

Hoje em dia a gente consegue encontrar academias com planos bem acessíveis. Eu já paguei uma academia que tinha mensalidade de R$350, atualmente, há academias por R$70, R$90 reais. Economia de R$3.120 ao ano.

8.) Ao invés de fazer uma viagem de R$3 mil, R$5 mil, fazer uma viagem mais barata aproveitando as promoções:

As passagens de avião, quando compradas com antecedência e fora de temporada, costumam ser bem mais acessíveis do que se compradas em cima da hora. Há várias promoções em sites de compras coletivas que valem a pena acompanhar. Economia de R$2.000 ao ano.

9.) Comprar frutas da estação:

Ao invés de comprar frutas fora da estação, passar a comprar frutas da estação que além de mais saborosas, são mais baratas. Economia de R$480 ao ano.

10.) Ao invés de andar de táxi todas as vezes que precisar, usar mais o transporte público:

Eu até que ando bastante de Uber quando vou passear aos fins de semana, mas durante a semana, economizo usando o metrô para buscar minha filha na creche. Economia de R$1.200 ao ano.

11.) Fazer portabilidade do banco para economizar nas tarifas:

É possível fazer a portabilidade mesmo se receber salário de um outro banco. Eu por exemplo, recebo o salário pelo Banco do Brasil, mas fiz portabilidade para o Itaú, e de quebra ainda consegui o iConta, a conta digital do Itaú, que infelizmente não existe mais. Então além de não pagar nenhuma taxa mensal, não pago para fazer DOC, TED etc. Meu marido fez a mesma coisa. Economia de R$1296 ao ano.

12.) Ao invés de comprar brinquedos em lojas grandes como Ri Happy, PBkids, comprar em lojas como a Armarinhos Fernando (25 de março, em São Paulo):

Sério, com isso compra-se o mesmíssimo brinquedo, por um valor de 10 a 40% mais barato. Economia de R$400 ao ano.

13.) Ao invés de comprar itens de papelaria em papelarias grandes ou de bairro, comprar em lojas como a Armarinhos Fernando (de novo, é que essa loja vende quase tudo):

Essa semana comprei cadernos de desenho com a Peppa Pig na capa, na Armarinhos Fernando e paguei R$4,99. Me surpreendi quando vi o mesmo caderno sendo vendido por R$24,99 nas Lojas Americanas. Compro tintas, pincéis, canetas, lápis de cor, massinha de modelar, livros para pintar etc. Economia de R$720 ao ano.

14.) Ao invés de comprar frutas, legumes e verduras no supermercado, comprar na feira:

Todo mundo sabe como conseguimos preços interessantes na feira. Além da mercadoria ser mais fresca, os preços são bem atrativos. Economia de R$720 ao ano.

15.) Se sempre vai em um salão para cortar cabelo por um determinado preço, que tal procurar outras opções pelo bairro?

16.) Se tiver um carro de grande porte que consume mais gasolina, além dos gastos mais elevados do seguro e IPVA, substituir por um carro de menor porte.

Ideias não faltam. São pequenas ações que se somadas, dá um valor considerável por ano.

Veja o meu caso, somente nesses exemplos que eu lembrei, dá uma economia anual de R$27.150.

A parte interessante é que como não há corte e sim uma redução ou troca, muitas vezes nem sentimos que os serviços foram reduzidos, partindo da premissa de que não estavam sendo utilizados no seu potencial máximo.

É desta forma que eu tenho conseguido economizar todos os meses, mesmo com a alta da inflação e sem aumento salarial por anos.

~ Yuka ~

Independência Financeira: o início

Não sei como foram para as pessoas que estão caminhando nesta jornada para a Independência Financeira, mas para mim, tudo começou graças ao minimalismo.

Quando eu estava cansada de tanto excessos, de acompanhar as redes de “mentiras” sociais, eu quis focar em mim, descobrir o que era realmente importante. Tinha passado por um divórcio, que apesar de ter sido de forma amigável, me marcou muito, já que o pedido de divórcio não havia partido de mim.

Queria cuidar melhor de mim, a escolher melhor o que eu queria para a minha vida. Mas afinal, o que eu realmente queria mesmo? Foi difícil partir do zero, descobrir que eu não me conhecia o suficiente.

Foi quando o minimalismo entrou na minha vida.

Passei a escolher melhor o que eu queria. Não sabia por onde começar, então comecei pelo guarda-roupa abarrotado que deu lugar a poucas roupas de qualidade. Uma sapateira abarrotada deu lugar a poucos sapatos, mas confortáveis.

O minimalismo não se resume a roupas, é verdade! Mas não posso negar que o guarda-roupa é um bom lugar para começar a se conhecer melhor.

O conceito máximo do minimalismo é: foque no que é essencial e elimine o resto. Eu realmente passei a fazer isso. Depois de eliminar roupas e sapatos, parti para os objetos de decoração, eletrônicos, cozinha, banheiro… Depois, comecei a me distanciar das pessoas que não me procuravam, das pessoas que me faziam sentir pra baixo, passei a jogar fora alguns sentimentos ruins.

O dinheiro começou a sobrar por 2 causas:

  • Quando parei de me importar com opinião de pessoas que não eram importantes
  • Quando parei de comprar coisas que não tinham valor para mim

Não foi por ter parado de fazer compras que o dinheiro começou a sobrar. Foi porque não sentia mais necessidade de preencher um vazio dentro de mim, fazendo compras sem sentido.

Mujica diz que quando compramos coisas desnecessárias, gasta-se tempo de vida. Pude compreender que o Tempo escorre pelos dedos das nossas mãos quando compramos coisas que não são importantes para nós, já que gastamos tempo de vida para conseguir dinheiro.

Passei a questionar o estilo de vida que nos é imposto: “trabalhe mais, compre mais, mostre para os outros, tome mais remédios, finja que está feliz”.

Eu não conseguia entender como os outros se conformavam de uma forma tão fácil.

Entendi que desde que nascemos, não aprendemos a questionar, então não sabemos como tomar iniciativa. Ao invés disso, aprendemos a reclamar e culpar os outros pelas coisas que não dão certo na nossa vida.

Nesse momento, entrei em uma crise solitária, me sentia sozinha no mundo, comecei a questionar o motivo de termos que trabalhar tanto tempo fora de casa, de termos tão pouco tempo para o lazer…

Por mais que as pessoas dissessem “eu também sinto isso”, não percebia esse desespero por parte dessas pessoas. Para elas, a vida estava ruim, mas estava tudo bem também.

O minimalismo me fez sentir leve como há tempos não sentia. Ao mesmo tempo que eu me sentia livre do consumismo, livre de pessoas negativas, livre para ser eu mesma, eu ainda me sentia presa. Algo me incomodava.

A ficha caiu na minha licença-maternidade. Esse “algo” que me incomodava, é eu não era livre como acreditava ser. Eu não podia acompanhar minha mãe no médico, não podia faltar no trabalho para ficar com minhas filhas nas férias escolares, não podia ficar descansando em casa em dias que eu tinha crise de enxaqueca. Eu era uma escrava do sistema moderno:

escravo-moderno

Pronto, a peça do quebra-cabeça estava completa.

A peça que faltava para que a minha liberdade pudesse ser reconquistada (ou conquistada, já que não sei se um dia já fui livre), foi descobrir o termo Independência Financeira, tão difundido nos EUA (FIRE – Financial Independence Retire Early).

A figura abaixo mostra o que geralmente acontece na nossa vida. Quando jovem, temos tempo e energia, mas não temos dinheiro. Na fase adulta, temos dinheiro e energia, mas não temos tempo. E na terceira idade, temos tempo e dinheiro (alguns nem isso), mas não temos energia.

Tempo Dinheiro Energia

E como podemos ter essas 3 coisas simultaneamente?

Alcançando a independência financeira.

No mundo das finanças, dizemos que uma pessoa alcançou a independência financeira quando esta, tem dinheiro suficiente para viver de renda, ou seja, não possui mais necessidade de trabalhar por dinheiro.

A independência financeira era a peça que faltava para fechar o ciclo de liberdade da minha vida.

  • Minimalismo;
  • Independência Financeira e
  • Liberdade.

~ Yuka ~