A liberdade de ser simples

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Talvez a primeira coisa em que uma pessoa perceba simplicidade na outra, seria o jeito de se vestir?

Deixa eu contar pra vocês o que aconteceu comigo nesse fim de semana. Meu marido tem o olho muito sensível à luz, e estávamos procurando um óculos escuros. Procuramos em algumas lojas de rua e como não encontramos o modelo que ele queria, fomos ao shopping – o santuário do consumismo.

Encontramos o óculos que ele queria, compramos e quando estávamos saindo da loja, o vendedor perguntou: “vocês são daqui de São Paulo?”. Respondemos que sim, e fomos embora. Bom, eu não sou de São Paulo, mas vivemos nesta cidade há 14 anos.

Só que já na rua, começamos a conversar sobre a pergunta feita, de que não somos de São Paulo. E meu marido brincou dizendo “não, somos do sítio”. E começamos a dar muita risada, porque olhando para a nossa roupa, realmente estávamos fora do “padrão”.

Como era horário de almoço, em dia de semana, a maioria das pessoas estavam vestidas de camisa social, calça social e sapato (no caso dos homens) e calça social e sapato alto (no caso das mulheres).

Eu estava com uma blusa larga (para facilitar a amamentação), minha calça legging de grávida (porque as minhas calças ainda não servem em mim), sapatilha de pano (de quando meus pés estavam inchados), e estava segurando minha filha recém-nascida envolta numa manta.

Meu marido estava com uma camisa xadrez de manga curta, bermuda e tênis all-star. E uma mochila para carregar as principais coisas da nossa filha, como fraldas, trocador, uma muda de roupa extra, etc.

Ou seja, por não estarmos vestidos da forma que o vendedor julgava “ser da capital”, ele interpretou de que nós éramos do interior.

Isso na verdade, acabou sendo um elogio para nós.

Há alguns anos, tanto eu como meu marido comprávamos roupas muito caras para o nosso salário. Eu comprava muitas maquiagens importadas, sapatos e bolsas. E chegar no nível que chegamos atualmente, de nos vestirmos confortavelmente sem nos importar com a opinião alheia (e com a moda atual), foi uma vitória para nós.

E percebemos como podemos ser livres.

De como a simples decisão de nos tornar minimalistas, trouxe liberdade para nós.

Como dizia Leonardo da Vinci, a simplicidade é o último grau de sofisticação.

~ Yuka ~

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13 comentários sobre “A liberdade de ser simples

  1. Passo muito por isso aqui na minha cidade e olha que eu moro no alto sertão paraibano! Mas jå fui solenemente ignorada em “lojas” chique aqui cidade, pq eu não vou comprar toda montada no salto e maquiagem, no imaginário da maioria das pessoas so quem pode consumir determinados itens são pessoas bem arrumadas que supostamente tem muito dinheiroo, SQN.

    • Oi Célia, minha mãe sempre me disse que não devemos jamais julgar as pessoas pela aparência. Já vi a minha mãe com roupa bem simples indo para uma loja de carros para comprar um carro à vista. Já vi também pessoas que se vestem super bem atoladas em dívidas. Uma pena que muitos vendedores não sabem o básico do básico sobre vendas. Beijos.

  2. Tb procuro viver o minimalismo, de acordo com as minhas necessidades e as da minha família. Realmente, é muito libertador, podermos viver do nosso jeito e sem tantas preocupações quanto ao que os outros pensam ou tem! Um abraço e viva feliz!

  3. Olá Yuka,
    Nunca fui de comprar roupa, bolsa, sapato e afins muito caro, mesmo porque meu salário nunca deu para isso, mas comprava bastante coisa. Há pouco tempo (acho que a partir da minha aposentadoria) eu comecei a pensar: puxa, com a quantidade de roupa e sapatos que tenho, e com a pouca vida social que tenho, nunca mais precisarei comprar nada. Hoje em dia, quando vou ao shopping e entro nas lojas olhando as araras até me dá vontade de comprar uma coisa ou outra, talvez pelo hábito. Às vezes experimento só por experimentar mesmo, mas faz tempo que não compro nada. Porque a verdade é que eu não preciso de nada. Tenho até demais, apesar de já ter me desfeito de grande parte. Só estou esperando chegar ao peso que considero ideal para me desfazer do que não servir, ficando realmente só com o essencial. Também não me importo nem um pouco de estar vestida de forma mais simples para sair, pois considero que o importante é estar confortável. Certa vez uma amiga estava de visita à minha cidade e combinamos um encontro num shopping considerado um pouco mais chique. Quando estávamos tomando um lanche ela me perguntou se eu achava que ela estava mal vestida (uma calça jeans, uma blusa bonitinha e sandália baixa) e eu respondi que claro que não. Ela me disse que sua irmã falou ao vê-la pronta pra sair: mas você vai a tal shopping desse jeito? Então é isso, a maioria das pessoas acha que se você está vestida de forma mais básica, mais simples, está mal arrumada. Hoje em dia prezo muito mais ter um pouco de dinheiro guardado, por questão de segurança, do que sair gastando horrores com coisas que nem terei onde usar.

    Cláudia

    • Oi Claudia! Muitas vezes a gente se arruma melhor só por causa do julgamento dos outros, né? Eu também pretendo fazer isso, quando eu perder o peso que ganhei na gravidez, quero fazer uma nova seleção do guarda roupa e eliminar o que não for mais do meu agrado. Depois que passei a não comprar coisas em excesso, minha conta bancária começou a engordar. Beijinhos!

  4. Olá Yuka!!

    Aqui na cidade onde moro, dependendo de como você está vestido os vendedores nem te atendem!! Acham que você é “caroço”, e que não vai comprar nada. Já tem várias lojas daqui que não piso nunca mais por ter sido mal atendida pelos vendedores por estar vestida mais simples. E olha que eu detesto comprar roupas nessas lojas que os vendedores ficam em cima da gente, por isso só vou quando preciso e vou comprar MESMO!! Azar o deles que perderam a venda e a cliente, e sempre que posso falo mal do atendimento dessas lojas.

    • Olha Camila, se todas as pessoas fizessem o que você faz, as lojas iriam mudar de postura, pois a loja iria a falência. Eu também faço isso, o meu dinheiro eu gasto em lugares / produtos/ serviços/ lojas que me tratam bem. Se sou desrespeitada, eu deixo de usar o produto, e levo isso bem a sério. Acho que todo mundo deveria fazer isso. Beijos.

  5. Que bom, Yuka, que vocês acharam graça e até gostaram. Normalmente as pessoas ficam enviadas. Eu, no caso, fico, embora tenha melhorado muito minhas preocupações por causa dos comentários dos outros.
    Enfim, vivemos num mundo de aparências e ter autenticidade é bem difícil, mas precisamos tentar e enfrentar esses comportamentos preconcebidos em favor da liberdade!
    Bjs

    • É verdade, vivemos no mundo das aparências. E isso em excesso é tão chato, né? Acho que eu já me importei muito mais com o que as pessoas achavam de mim. Talvez o que me ajudou foi ter um cargo de diretoria no meu trabalho, pois eu percebi que não dava para agradar todo mundo, e eu tinha q fazer o que eu acreditava ser o certo. Depois de alguns anos, as coisas começaram a ficar mais fáceis, e passei a não dar tanto valor nas críticas. Beijos!!!

  6. Oi Yuka !
    Adorei o post de hoje como todos os outros que você posta, adoro ser simples, a vida já é complicada demais para se complicar. Eu não sou muito de consumir também como já disse por aqui.
    E acho que faz um bem danado isso e tento passar para os meus filhos, li algumas comentários que pessoas foram mal atendidas por causa da roupa, infelizmente ainda vivemos em um mundo de aparências. Muito triste… quem sabe um dia isso muda.
    Lembrei de um dia saindo de uma consulta em que meu pai deu carona para mim, ele viu uma loja de carros e falou ai que vontade de ir ver aquele Jeep novo. Falei pare para ver pai entramos na loja uma vendedora veio não sei se por estarmos vestidos simples aliás somos simples ela nem se empolgou em mostrar muito o carro, normalmente deixam a pessoa sentar e tal ela nem se quer abriu o carro meu pai queria ver o carro e falou do porta malas e eu falei você pode mostrar o porta malas?
    Ai ela abriu :/ aff nessa hora queria ter o dinheiro para pagar a vista kkkkkkkk
    Fiquei com dó do meu pai tadinho ele tem 70 anos não merecia passar por essas situações a moça foi chamou na mesa e passou orçamento parece que queria se livrar logo e ele falava e aquele modelo e o outro kkkk eu falei ele pelo menos amolou ela perguntando rs.
    É a vida !
    E vamos vivendo ….a vida assim e tentando ser feliz….
    Super abraços!
    bjs

    Dri

    Ps: desconsidere o outro comentário Yuka estava digitando e misturou tudo kkkkk considere esse por favor.

    • Oi Dri, essa história que aconteceu com seu pai é muito comum, infelizmente. Ainda bem que você estava junto e insistiu pra ele dar uma olhada no carro. Meu marido vai de bicicleta para o trabalho, e muitas vezes não é bem atendido nas lojas por causa da roupa de ciclista que está usando. Se ele chegasse na loja de terno e gravata, o atendimento seria diferente. Mas ele é outro que faz jus ao dinheiro dele. Um dia, numa loja que vende chocolates, ele foi falar para a gerente que ele não iria mais comprar lá por causa do atendimento recebido. Ele anda 3 quadras a mais, só pra comprar numa outra loja. Perdeu um cliente, né?

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