Defina FELICIDADE

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Repetimos diversas vezes de que queremos ser felizes, de que os nossos filhos sejam felizes… mas o que significa felicidade para você?

O que te faz realmente feliz?

A maioria de nós, procura a felicidade nos lugares errados. Achamos erroneamente que bens materiais nos traz felicidade: uma casa grande, um carro luxuoso, comer em restaurantes de bairro nobre, ter um closet cheio de roupas importadas, ter relógios e jóias… Ou seja, achamos basicamente que são as coisas materiais que nos traz felicidade. Também tem gente que acha que a felicidade está na outra pessoa, mais precisamente, casar e ter filhos (eu conheço algumas pessoas que são casadas com filhos, e continuam infelizes), talvez porque seja mais fácil colocar a responsabilidade da própria felicidade em uma terceira pessoa.

Só que a verdadeira felicidade não envolve bens materiais, nem casamento.

Felicidade é a soma de pequenas felicidades. Reconhecer e agraciar os pequenos prazeres é o que traz a felicidade. Quem procura a grande felicidade, irá morrer sem nunca encontrar.

Talvez o grande problema das pessoas não serem felizes é que a maioria nem sabe o que de fato o faz feliz. Quem é você? O que você gosta de fazer? A maioria das pessoas ficaria no silêncio, pensando, tentando descobrir a resposta.

Se você não entende a sua própria necessidade, se não sabe o que te faz feliz, a tendência é seguir a manada. Será tentar preencher esse vazio com as coisas que a mídia acredita que você deve ter/fazer. Ou seja, comprar várias coisas desnecessárias para seguir um padrão da sociedade. Você irá comprar porque todo mundo está comprando. Você irá casar, porque todo mundo está casando (não importa se você de fato ama aquela pessoa ou não). Você irá ter filhos, porque todo mundo está tendo filhos. E isso tudo só para se encaixar num padrão pré-ditado, acreditando que seguindo essas regras, dificilmente uma pessoa não irá ser feliz. Só que a felicidade não vem, nos deixando cada vez mais confusos.

Aqui neste vídeo abaixo, há um experimento muito interessante sobre conformidade social. Agimos de acordo como as regras são ditadas para sermos aceitos pela sociedade.

 

O que a sociedade impõe para que eu seja supostamente feliz é muito diferente do que de fato me faz feliz. E saber essa diferença foi fundamental para eu reconhecer e encontrar a minha felicidade.

Foi quando eu descobri que não preciso ter um imóvel próprio para ter segurança financeira, um carro bacana para ser considerada adulta, fazer um casamento pomposo para mostrar aos outros como sou feliz, ter uma rede social para mostrar como a minha vida é linda, comprar coisas caras para mostrar que sou bem sucedida, falar difícil para tentar provar que sou inteligente…

Você já parou para pensar quais são os ingredientes da SUA felicidade?

~ Yuka ~

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27 comentários sobre “Defina FELICIDADE

  1. Ótima reflexão. Os ingredientes da minha felicidade atualmente é ter tempo e poder ficar em casa, cuidar de mim, organizar minhas coisas e estar perto da minha família.

  2. gostei do texto, é bem isso, mas como é difícil sair dessa bolha social né? afinal, vivemos em sociedade, queremos ser amados e aceitos, e quando nos comportamos exatamente do jeito que somos ou como pensamos ser o melhor, há o estranhamento dos que estão perto. quem é casado, como eu, tem mais problemas ainda. aí há de se encontrar um equilíbrio e ter muita, mas muita conversa kkkkkkk
    o que me faz feliz é mto simples: café, poltrona, livros, meditação, ambiente frio, deitar abraçado com minha esposa, tocar violão e lasanha. kkkkkkkk abraço!

    • É bem difícil mesmo sair dessa bolha. Na verdade a gente é arrastado a todo momento, e muitas vezes é difícil remar contra a maré (que é o mundo inteiro). O que me faz feliz também são coisas pequenas, do dia-a-dia. Juro que abri um sorriso quando li as coisas que faz você feliz. O melhor do mundo são as coisas simples, né? Um abraço!

  3. Ótimo post, ótima reflexão! Recentemente vi uma postagem sobre um vídeo que falava mais ou menos assim: as pessoas não estão preocupadas em serem felizes, elas estão mais preocupadas em causar inveja nas outras pessoas. Principalmente em se tratando de redes sociais, é isso mesmo que acontece. Estamos tão habituados a observar “vidas perfeitas” nas redes sociais, que acabamos por invejar a vida de outras pessoas. Nem sabemos se a felicidade alheia é mesmo felicidade ou apenas um momento “feliz” para o registro da câmera.

    • Eu até tentei achar a matéria que li ontem, mas não achei. Falavam de pessoas que descreviam o real sentimento por trás das fotos (todas felizes) postadas em redes sociais. Eram pessoas falando que estavam tristes, que tinham chorado, etc. e eu pensei, mesmo triste, as pessoas insistem em postar fotos felizes que não condiz com o que está sentindo, perpetuando a vida perfeita, causando inveja nos outros. Que coisa de doido, né?

  4. Nossa que interessante…o texto que escreveu+ o vídeo faz refletir e muito…irei pensar muito a respeito e tentar verificar as formas condicionadas que tenho de buscar a felicidade. Como sempre, arrasou!

  5. Yuka, que belíssima reflexão! Obrigada por compartilhar com a gente. O vídeo também é incrível!
    Atualmente descobri que felicidade é pensar em mim é não me estressar tanto com trabalho, pois me sinto mais feliz pensando em mim mesma e na minha família.
    Beijo grande

    • Oi La Madresita! Felicidade são as pequenas coisas, e geralmente são coisas simples. Tem um leitor que comentou hoje que ser feliz para ele é “café, poltrona, livros, meditação, ambiente frio, deitar abraçado com minha esposa, tocar violão e lasanha.” Não é maravilhoso? Felicidade é isso! Aprender a agradecer os pequenos prazeres do dia-a-dia. É não se comparar com o vizinho, colega, parentes. É o auto-conhecimento que nos faz buscar e encontrar a nossa própria receita de felicidade. Um beijão pra você!

  6. Yuka, olá!

    Vc poderia nos escrever um pouco como vc lida com as redes sociais, se vc limita seu acesso e o uso do celular. Mais uma vez repito. Amo seu blog e sempre aguarda seus posts na segunda ansiosamente.

    • Oi Ettiane, posso escrever um post sobre isso, mas deixa eu te adiantar um pouco por aqui, eu não uso redes sociais. Porque eu percebo que é muito “olhem como minha vida é maravilhosa” e não gosto muito disso. E por não saber da vida maravilhosa dos outros, não dá inveja rsrs. Depois eu escrevo um post falando do celular também, tá? Obrigada por sempre acompanhar o blog. Um beijo!

      • faço a mesma coisa, Yuka. nada de redes sociais, mas celular ainda é um problema. hoje mesmo estava pensando em estratégias para lidar com ele, coisas simples, mas não cheguei a nenhuma conclusão. aguardarei o seu post. abraço!

    • Se me permite cair de paraquedas aqui, posso te ajudar com o meu relato. Há mais ou menos dois meses exclui o celular da minha vida, agora só acesso facebook pelo PC. Não foi rápido, comecei desligando 2hrs antes de dormir, depois exclui os apps e só depois consegui me desapegar 100%. Só ainda não tenho certeza quanto a praticidade dele (musica, câmera, PC e celular em um só aparelho)… mas adianto que minha disposição e saúde (dos olhos e mental) super melhorou! Penso em deletar o facebook mas como tenho parantes que moram longe fica mais difícil.

      • Oi Thais, olha, admiro de verdade quem consegue abolir o smartphone da vida. Imagino mesmo que a vida deve dar outro sentido, de ganhar mais tempo, mais disposição, prestar mais atenção no que acontece ao redor. Vejo muitas pessoas com o rosto mergulhado no smartphones que nem percebem o que está acontecendo ao redor. Um grande beijo.

  7. Adorei a reflexão. Eu penso assim também, que as pessoas precisam de pouco para serem felizes e algumas nem sabem direito o que lhes agrada.
    Eu adoro ler, ouvir/tocar música clássica e explorar (seja minha cidade, o estado vizinho ou outro país). Posso viver o resto da minha vida, imensamente feliz apenas fazendo essas três coisas. Mesmo que para a sociedade, não ter uma casa, nem um carro, marido e filhos, seja sinônimo de fracasso e infelicidade.

  8. Excelente texto! Ha tempos venho questionando isso e descobri que muito do que eu pensava que era o que deveria fazer na realidade não tinha nada ver com o que eu realmente queria! É o “sonho americano” sendo vendido pra gente…

    • Infelizmente, muitas vezes as pessoas percebem (tardiamente) de que passou a vida inteira tentando provar para os outros uma coisa que nem dava tanta importância assim. Comigo foi assim: o sistema educacional conservador, o concurso público, a compra de um apartamento… nada disso era importante para mim. Era importante para os outros. Ainda bem que percebi logo. Beijos!

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