O que de fato significa não ter muitas opções de roupas no guarda-roupa

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Já faz alguns anos que estou com um guarda-roupa enxuto. E com isso percebi que além da economia em dinheiro, as escolhas vão se tornando cada vez mais simples.

Ao invés de ter vários sapatos, ter somente aqueles que são confortáveis e que eu realmente uso agiliza na hora da escolha.

Ao invés de me perder entre 20 blusas pretas, tenho somente aquela que fica perfeita no meu corpo. Ter menos roupa no guarda-roupa significa menos roupa para amassar, menos roupa para lavar, menos roupa para passar, espaço para guardar, perco menos tempo decidindo qual roupa usar.

Com o tempo, percebi que as minhas compras são feitas para substituir as atuais. Ou seja, compro um sapato preto quando o sapato preto que tenho ficou desgastado. Compro uma meia-calça quando a que eu tenho fica velhinha.

Esses dias minha mãe comentou que a roupa que vou passear, é a mesma roupa que vou para o trabalho ou que vou à feira. Sim. Minhas roupas estão bem mais simples. Como não tenho tantas opções, uso a mesma roupa em vários eventos e só capricho nos acessórios (colares, brincos, pulseiras, echarpe etc).

Tomar a decisão de diminuir as opções num período em que o que mais se tem são opções, parece soar estranho. As pessoas podem me perguntar “Por que escolher esta blusa se pode ter outras melhores?”, “Por que ter apenas 1 calça preta, se pode ter uma calça preta com brilho, outra boca de sino, outra skinny, outra de couro”…

Porque simplesmente é mais fácil não precisar tomar tantas decisões no dia. Claro que não sou o Steve Jobs ou o Mark Juckerberg que usam somente 1 modelo de camisa e calça. Mas o fato é que não ter muitas opções, realmente facilita a administração do guarda-roupa e me faz ter o privilégio de usar todas as roupas que tenho com uma frequência muito maior.

~ Yuka ~

 Destralhando mais maquiagens: kit básico

Em 2013 eu publiquei um post sobre as maquiagens que eu tinha. Na época, destralhei o que acreditava ser bastante coisa.

Após 3 anos, minha gaveta de maquiagem está ainda mais enxuta.

Hoje tenho:

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  • 1 lápis preto para olhos
  • 1 delineador preto para olhos
  • kit de sombras (hoje, percebo que foi desnecessário comprar o estojo completo, pois uso somente algumas cores. Na próxima compra, vou comprar sombras avulsas)
  • 1 base para o rosto
  • 1 protetor solar facial
  • 1 creme para não borrar os olhos
  • 4 batons (mas 3 é a quantidade ideal para mim)
  • 2 blushes (um tom mais romântico e um mais corado)
  • 2 bronzer (também estou terminando de usar, depois vou ficar somente com 1)

Como podem perceber, em 2013 eu tinha 4 gavetas de maquiagens. Hoje, tenho 1 gaveta. Ano que vem posto como está a minha gaveta de novo.

~ Yuka ~

O que é ser “bom aluno”, “bom filho” para você?

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Durante muitos anos eu era uma pessoa insegura, com muito medo de dar opiniões, pois acreditava piamente de que eu era burra (e feia), por influência da minha irmã mais velha.

Também não questionava os professores, pois foi assim que eu aprendi na escola: os professores falam, os alunos ouvem e obedecem.

O tempo passou, passei num concurso público muito disputado há mais de 10 anos, mas a insegurança continuava lá no fundo.

Foi meu marido que me mostrou que há vários tipos de inteligência. E que eu só não me encaixava no sistema educacional tradicional da escola.

A minha inteligência, não era aquela que dá nota 10 na prova. Eu tinha dificuldades em decorar e interpretar textos, consequentemente, nunca tive notas altas.

A minha inteligência, é a intrapessoal (inteligência relacionada ao autoconhecimento e ao equilíbrio interior, inclusive quando a pessoa se encontra em situações difíceis. O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela é um de seus melhores exemplos – fonte), conhecimento esse que tem sido muito útil na minha vida pessoal e profissional.

Tenho muita facilidade de planejar e prever algumas coisas com antecedência. Tanto que meu marido brinca que eu tenho visão além do alcance e que meu lema deveria ser: “espada justiceira, dê me a visão além do alcance”, do Thundercats.

Queria também deixar claro que não sou contra o ensino. Acredito que a educação é a base de uma sociedade madura, vide países que investiram pesado na educação. Eu sou a favor do ensino e da educação, mas não acredito que a educação dos moldes atuais seja um método adequado.

A educação tradicional quer colocar todo mundo na mesma forma. A escola ensina a não questionar, a obedecer, a aceitar, a decorar. Não incentiva a criar, a discutir, a questionar.

Aprendemos a repetir o que os outros falam sem refletir o que estamos falando. A televisão, a mídia, as indústrias e o governo fala que tal coisa vai ser bom para a sociedade (mesmo isso sendo péssimo), e todos repetem que isso vai ser bom, e assim vamos sustentando o sistema, pessoas que protegem com unhas e dentes a dependência do sistema de contas. E não percebemos como somos manipulados diariamente.

Todos nascemos originais e morremos cópias. – Carlos Jung

Onde eu quero chegar com tudo isso, é: quando você for dar bronca no seu filho, talvez ele também só não se encaixe no sistema de ensino atual. Ao invés de avaliar somente as notas altas, devemos aprender a valorizar os outros tipos de inteligência.

Somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Cada pessoa com uma habilidade e inteligência diferente da nossa. Cabe a nós, pais, ter a humildade de respeitar as diferenças individuais.

Quem tiver interesse, tem um texto bem bacana sobre os 7 pecados do nosso sistema de educação forçada.

~ Yuka ~

 

Consumir menos é uma habilidade que pode ser desenvolvida

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Conheço muitas pessoas que são viciadas no consumismo.

Consomem sem necessidade, consomem para mostrar um estilo de vida que não pode sustentar, consomem sem ao menos pensar se aquilo é realmente necessário ou supérfluo. Consomem porque “todo mundo tem”, porque “eu mereço”, ou “porque sim”.

Acredito que o consumo excessivo é um vício, muito parecido com a das drogas ou do álcool, pois cria dependência. Essas pessoas PRECISAM comprar, PRECISAM gastar, mesmo sabendo que não precisam de mais nada.

Para ser viciado no consumismo, não há nenhuma relação com a condição social do indivíduo. A pessoa pode ser pobre ou rica, que o seu instinto de gastar estará lá, na espreita, só aguardando o momento certo para sacar o cartão de crédito.

Mas aí vem a parte boa… dá para desenvolver a habilidade de parar de consumir. Que foi o meu caso.

Eu não nasci sabendo como consumir de forma eficiente. Cometi muitos excessos, compras desnecessárias, não gostava de voltar para casa com as mãos abanando. Mas aos poucos aprendi a reduzir e hoje eu sou o que vocês conhecem.

Com o tempo percebi que o conceito reduzir é muito pessoal. O que é suficiente para mim pode não ser para você. E também o que foi suficiente para mim no ano passado, pode ser excesso neste ano (por exemplo, eu achava que 3 blushes eram suficientes para mim em 2013, mas hoje, 1 blush já me basta).

Eu aprendi a consumir menos e desenvolvi essa habilidade com o tempo.

Ao consumir menos, a gente vai descobrindo que na verdade não somos nós que possuímos os objetos, são os objetos que nos possuem.

E ao consumir menos, a gente descobre que ganhamos mais tempo, gastamos menos energia, nos preocupamos menos e ainda poupamos dinheiro.

Se você ainda está na fase de destralhar os objetos da sua casa, não se desespere, nem desanime.

Viver com menos é uma habilidade que pode ser desenvolvida aos poucos.

O segredo é encontrar o equilíbrio entre a satisfação e o desejo. Assim, você não tem aquela sensação de que está deixando de se divertir, muito pelo contrário, passa a perceber que precisa de muito pouco para ser feliz.

~ Yuka ~