Não compare seu filho com a dos outros 

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Essa é uma frase que tenho utilizado com certa frequência, desde que minha filha nasceu.

Como pais, sabemos quando um filho está bem, se está se desenvolvendo de forma saudável, se está crescendo, se está aprendendo habilidades novas.

Vejo muitos pais aflitos porque o filho ainda não andou, porque ainda não nasceram os dentinhos, porque o colega da mesma idade já desfraldou, porque acha que está magrinho, ou que está gordinho…

Para os pais que tem filhos (pequenos ou grandes), tenho um conselho a dar. Não compare seu filho com a dos outros.

Não apresse seu filho para andar, uma hora ele vai andar. E nunca mais vai parar de andar, de correr, de pular, de subir, de descer.

Não apresse seu filho para falar, uma hora ele vai falar, e tagarelar, e gritar, e berrar e chorar.

Veja que não fez nenhuma diferença na vida adulta se você andou aos 10 meses ou com 1 ano e 4 meses. Se começou a falar com 1 ano ou aos 2 anos. Ninguém se torna mais bacana que o outro só porque um desfraldou aos 11 meses e o outro aos 4 anos de idade.

É no momento que sentimos confiante e quando o corpo está pronto que começamos a arriscar passo a passo, um pé na frente do outro, e começamos a andar.

É no momento que sentimos liberdade e aceitação que queremos testar a nossa voz e confirmar que sai sons diferentes da nossa boca.

E isso tudo não pode ser visto como uma competição dos pais.

Para evitar essa comparação com os outros, eu tenho uma tática. Dificilmente consulto algo nos livros e internet. Então sinceramente, até hoje não sei com quantos anos um bebê tem que começar a falar. Não sei com quantos anos (ou meses) uma criança começa a andar. Mas uma coisa é certa. Eu sei que minha filha está se desenvolvendo e aumentando a quantidade de palavras que balbucia. O tempo que ela consegue andar na rua também está aumentando. Vários dentinhos já nasceram, faltam muitos ainda para nascer, mas não sei e não me importo quando deve nascer.

Não se importe se o filho do vizinho usa roupa de marca e está sempre arrumadinho. Se o filho do seu colega já foi viajar para o exterior, ou se ganha brinquedos bacana, ou se tem festinha de aniversário em buffet, ou se já está aprendendo inglês com 2 anos de idade.

Comparar com os outros traz frustração e infelicidade, porque a gente só enxerga o lado externo, e não sabemos as escolhas que a outra pessoa fez para pagar um aniversário em buffet, por exemplo.

Não comparar com os outros é a melhor cura e libertação que você pode dar para a sua alma. O que importa é o seu filho, não a dos outros.

~ Yuka ~

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13 comentários sobre “Não compare seu filho com a dos outros 

  1. Nossa! Que texto lindo! Nos faz refletir… Muitas vezes pensei sobre “filhos arrumadinhos com roupa de marca”. Crianças com “cara de rica e cara de pobre”! Tenho pensado que ser bem realista quanto a vida financeira da minha família é bem melhor e mais inteligente!

  2. Li um post no Facebook exatamente sobre isso. Rsss Não tenho filhos, mas fiquei curiosa: vc não leu livros de desenvolvimento infantil durante a gestação? Sempre pensei em fazê-lo quando decidisse ter os meus, mas agora vc me deu uma pontinha de dúvida sobre se é o certo, pois realmente concordo que da leitura pra comparação e consequentemente ansiedade e frustação seria um passo no meu caso. Rsss

    • Oi Michelle. Logo que minha filha nasceu, eu ganhei os livros da Encantadora de Bebês. No livro tem um método chamado E.A.S.Y. Eat (comer), activity (atividade), sleep (dormir) e you (tempo para você). E claro que eu não conseguia seguir essa rotina. E eu procurava nos livros aonde estava errando. Eu me sentia uma inútil, sentia muita insegurança. Até que eu tomei uma decisão de não fazer mais consultas em lugar nenhum, resolvi simplesmente somente olhar para a minha filha, ao invés de olhar para o livro. Passei a prestar atenção nos pequenos sinais que ela me dava e tudo começou a ficar mais fácil. Daí eu percebi que os livros ao invés de me passar segurança, estava me passando insegurança, pois eu comparava minha filha com os filhos dos livros. Às vezes, quando tenho alguma dúvida PONTUAL, eu consulto a internet rapidinho. E só. Pra mim tem funcionado maravilhosamente bem.

  3. Li vários textos seus, vários! Estou gravina pela primeira vez e meio perdida, são tantas coisas que dizem que a gente tem que ter… e eu vou pagar meu parto normal humanizado, então estou tentando fazer tudo bem enxuto, mas não é fácil! Te agradeço por compartilhar seu estilo de vida, já fui gastadeira e hoje tento mudar isso. Só tenho 6 sapatos contando a havaiana, tô bem né! Kkkkkkk (antes eu tinha uma sapateira pra guardar kkkkkk).

    Devagar as coisas se encaixam…

    • Oi Páua, você está super enxuta com 6 sapatos. A gravidez será uma prova de fogo, pois além de ter muitas coisas lindas, pode ser que algumas pessoas tentem convencer de que viver com pouco não é uma boa ideia. Em janeiro, vou postar um texto sobre o enxoval minimalista para a minha segunda bebê (que por sinal vou aproveitar tudo da primeira), talvez você possa dar uma olhada e adaptar para a sua realidade. Até hoje tenho poucas coisas e tem sido muito bom assim. Parabéns pela gravidez!

    • Parabéns às duas pela gravidez. Páua, tb tive meu parto humanizado e como sabia que tinha que economizar para o parto, consultei mto a lista da Yuka, de enxoval. Deixei de comprar mta coisa e se tivesse a cabeça que tenho hj, teria deixado de comprar mto mais coisas. Não se preocupe que tudo vai se encaixando mesmo. Abraço.

  4. Adoro seus textos Yuka ! Você ta certa siga o instinto de mãe super válido 😉
    Os meus farão em janeiro 10 e 7 anos as vezes me deparo com fases novas que começam de repente kkkkk mas, com força e fé seguimos em frente a parte mais desgastante é na hora de impor limites porque estão sempre nos testando rs e segui o um pouco da educação que tive …um super bj e tudo de bom !!!!

    Dri 🙂

  5. Existem casos e casos. O desenvolvimento infantil é dividido em estágios, que não são padrões, claro, mas as vezes a “demora” pra falar, ou andar pode ser indicativo de distúrbios ou deficiências, como autismo ou paralisia cerebral leve, na dúvida melhor levar ao pediatra.

    • Olá, sim, com certeza há casos e casos. Por isso os pais precisam estar sempre atentos e verificar se o atraso comportamental ou cognitivo é um atraso normal ou se será necessário ter um acompanhamento pediátrico. Beijos.

  6. Pingback: Retrospectiva dos meus posts de 2016 | VIVER SEM PRESSA

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