Retrospectiva dos meus posts de 2016

 

ano-novo

Olá! 2016 está terminando e para fazer uma retrospectiva, gostaria de colocar os textos que mais gostei de publicar no blog:

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Um bom fim de ano para todos vocês.

Nos vemos em 2017!

~ Yuka ~

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Você já fez a sua lista de conquistas de 2016?

lista-de-conquistas

Todo ano, eu tenho uma lista linda para ser arquivada.

Eu chamo essa lista de “Lista das conquistas de 2016” e tenho esse costume desde 2008, como expliquei neste post aqui. Essa lista começou como um suplício, como se eu quisesse afirmar para mim mesma que a minha vida não estava ruim (2008 foi o ano em que eu me divorciei). Então passei a criar esta lista e colocar pequenas conquistas, pequenas alegrias que eu percebia ao longo do ano. Era para me mostrar (para provar, para me convencer, para me lembrar) que apesar do ano ter sido difícil, que eu tive sim coisas muito boas para serem celebradas.

E desde então, nunca mais parei. Ano a ano, a lista é arquivada com muito carinho.

Todo mês anoto no bloco de anotações (do meu celular) todas as coisas boas que vão acontecendo ao longo do ano. E pode ser de tudo, desde compras materiais, até conquistas pessoais, mudança de algum hábito ruim, algumas descobertas importantes, sentimentos aflorados, enfim, tudo o que você considerar importante.

Desde o ano passado, comecei a incluir as conquistas da minha filha, que ficou mais ou menos assim (eu resumi aqui só para vocês terem uma noção de como é a lista):

2016

  • Anda de lado segurando no sofá (fevereiro)
  • Início da creche municipal (fevereiro)
  • Aprendeu a apontar os objetos e pessoas com o dedinho (fevereiro)
  • Fica em pé por alguns segundos (maio)
  • Andou (22 de junho)
  • Corre, anda para trás, anda de lado, brinca de esconder objetos (agosto)
  • Me chama de mamám. Chama o papai de mamám também (agosto)
  • Faz carinho na minha barriga de grávida, avisa que tem sede, que fez cocô, que quer alguma coisa da geladeira (setembro)
  • Chama papai (outubro)
  • Sabe falar 4 palavras: au-au, mamãe, papai e peixe, nesta ordem (novembro)
  • Aprendeu a provocar, coloca o pé na mesa e dá um sorriso no canto de boca porque sabe que não pode. (dezembro)
  • Aprendeu a mentir: fala que não fez cocô, quando fez, só para não precisar trocar a fralda (dezembro)

Eu e meu marido também temos uma lista, e gostamos de olhar a lista e agradecer as conquistas que tivemos.

Desde 2008, percebo que a minha lista tem ficado cada vez menos “material”.

Antes, as minhas conquistas se resumiam a comprar coisas, fazer viagens, etc.

Hoje, minhas conquistas se resumem basicamente em mudanças de hábitos, criação de valores, sentimentos aflorados, etc.

Quem puder fazer, recomendo muito esta prática.

~ Yuka ~

Hotel Day Use em São Paulo

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Desde que minha filha completou 1 ano, eu tenho tido muita vontade de viajar, mas logo descobri estar grávida do segundo filho (aliás, é meninaaaa!!!!) e optei por não sair de São Paulo até a data do parto pelo medo da Zika Vírus.

Ao mesmo tempo, sentia uma necessidade de viajar para descansar, antes da minha segunda filha nascer.

Como surgiu um dia de folga no trabalho, resolvemos experimentar o Day Use de um hotel.

Basicamente, você pode usar toda a infraestrutura disponível do hotel, como piscina, sauna, quadras de esportes, academia por um preço mais em conta. Há opções, inclusive, de hospedagem.

Quando liguei no hotel para perguntar como funcionava este serviço, a atendente me falou para entrar no site do Hotel Quando, pois nesse site, seria possível fazer a reserva do quarto por horas (3 horas, 6 horas, 9 horas, 12 horas), ficando mais barato para a nossa necessidade.

Eu reservei das 9h às 15h, num total de 6 horas.

Chegamos no hotel às 9h, e aproveitamos para tomar um belo de um café da manhã no hotel, descansamos bastante, esticamos nossas pernas na cobertura onde havia piscina, e almoçamos bem (café-da-manhã e almoço não estavam inclusos). O tempo passou bem rápido, mas foi muito gostoso. Meu marido que no início estava todo receoso, no final adorou. Até falou que deveríamos ir pelo menos mais duas vezes antes da bebê nascer.

Nós tínhamos a opção de descansar em casa, claro. Mas se ficássemos em casa, acabaríamos lavando roupa, limpando a casa, navegar na internet e perderíamos a oportunidade de descansar pra valer.

Então para vocês que querem descansar, mas não dá tempo para sair da cidade, há uma opção: utilizar os serviços de um Hotel Day Use.

~ Yuka ~

Não compare seu filho com a dos outros 

flores-frutos

Essa é uma frase que tenho utilizado com certa frequência, desde que minha filha nasceu.

Como pais, sabemos quando um filho está bem, se está se desenvolvendo de forma saudável, se está crescendo, se está aprendendo habilidades novas.

Vejo muitos pais aflitos porque o filho ainda não andou, porque ainda não nasceram os dentinhos, porque o colega da mesma idade já desfraldou, porque acha que está magrinho, ou que está gordinho…

Para os pais que tem filhos (pequenos ou grandes), tenho um conselho a dar. Não compare seu filho com a dos outros.

Não apresse seu filho para andar, uma hora ele vai andar. E nunca mais vai parar de andar, de correr, de pular, de subir, de descer.

Não apresse seu filho para falar, uma hora ele vai falar, e tagarelar, e gritar, e berrar e chorar.

Veja que não fez nenhuma diferença na vida adulta se você andou aos 10 meses ou com 1 ano e 4 meses. Se começou a falar com 1 ano ou aos 2 anos. Ninguém se torna mais bacana que o outro só porque um desfraldou aos 11 meses e o outro aos 4 anos de idade.

É no momento que sentimos confiante e quando o corpo está pronto que começamos a arriscar passo a passo, um pé na frente do outro, e começamos a andar.

É no momento que sentimos liberdade e aceitação que queremos testar a nossa voz e confirmar que sai sons diferentes da nossa boca.

E isso tudo não pode ser visto como uma competição dos pais.

Para evitar essa comparação com os outros, eu tenho uma tática. Dificilmente consulto algo nos livros e internet. Então sinceramente, até hoje não sei com quantos anos um bebê tem que começar a falar. Não sei com quantos anos (ou meses) uma criança começa a andar. Mas uma coisa é certa. Eu sei que minha filha está se desenvolvendo e aumentando a quantidade de palavras que balbucia. O tempo que ela consegue andar na rua também está aumentando. Vários dentinhos já nasceram, faltam muitos ainda para nascer, mas não sei e não me importo quando deve nascer.

Não se importe se o filho do vizinho usa roupa de marca e está sempre arrumadinho. Se o filho do seu colega já foi viajar para o exterior, ou se ganha brinquedos bacana, ou se tem festinha de aniversário em buffet, ou se já está aprendendo inglês com 2 anos de idade.

Comparar com os outros traz frustração e infelicidade, porque a gente só enxerga o lado externo, e não sabemos as escolhas que a outra pessoa fez para pagar um aniversário em buffet, por exemplo.

Não comparar com os outros é a melhor cura e libertação que você pode dar para a sua alma. O que importa é o seu filho, não a dos outros.

~ Yuka ~

As mentiras que contam para você

pinoquio

Desde criança, eu aprendi que tinha que estudar. Mesmo não entendendo as matérias, não entendendo para que serviria a fórmula de báskara, não tinha o direito de questionar o professor, cabia a mim decorar e tirar uma nota boa o suficiente para passar de ano.

Depois tive que escolher uma curso para frequentar a faculdade. Nos meus 16 anos de idade, na idade da indecisão, nem sabia direito o que eu deveria fazer, mas uma coisa me disseram: quem não estuda, não vai para a frente. E eu queria ir para a frente, então escolhi um curso qualquer, não muito difícil para entrar, e ingressei numa faculdade pública.

Comecei a trabalhar cedo, mas os mais experientes sempre falavam para eu estudar mais para prestar um concurso público, pois a estabilidade seria o melhor presente que eu poderia ganhar. E assim o fiz.

Eu, que gostava tanto de ler, quando passei a trabalhar por 8 horas, vi que não sobrava mais tanto tempo assim para o lazer, muito menos para a leitura, e passei a assistir mais televisão, pois era mais fácil e (principalmente) rápido assistir um telejornal do que ler um jornal, era mais fácil assistir um filme do que ler um livro inteiro. E eu comecei a ser induzida pelas propagandas e passei a ser uma consumista.

Com essa falta de tempo, passei a desejar loucamente que o fim de semana viesse logo, então o relógio resolveu me ajudar e as semanas começaram a passar rápido. Só que não foram só as semanas que passaram rápido. Os anos passaram tão rápido que quando vi, já tinha 25. Quando percebi, já estava com 35.

Também comprei um apartamento financiado, pois todos compram, é um símbolo para a vida adulta. Financiei em 30 longos anos, pois dinheiro de aluguel, que isso, é um dinheiro jogado no lixo, enquanto as parcelas do financiamento é um dinheiro pago para você mesmo.

Foi só quando minha filha nasceu que eu saí dessa hipnose. Eu estava seguindo a manada, como uma zumbi, fazendo o que todos mandam fazer, sem questionar, de que trabalho deve ser o nosso sobrenome, e a família… bom, família a gente cuida no tempo que sobra.

Hoje minha cabeça está completamente diferente. Passei a avaliar com cuidado que vida quero levar, e comecei a estudar finanças para sair dessa armadilha do consumo e mais uma vez, descobri as inúmeras mentiras contadas pelas pessoas e mídias.

Sempre ouvi dizer que rico é desonesto. Rico ficou rico puxando tapete dos outros e pisando em cima das pessoas. Ouvi também que é bonito ter dívidas, que é normal gastar o dinheiro para desestressar, afinal, o trabalho é duro e merecemos um mimo. Se pagou uma jóia em 12 vezes, isso é sinal de esforço, de merecimento. Se compramos uma bijuteria de 10 reais, é coisa de pobre.

Repetem o que a mídia bombardeia sem nem ao mesmo questionar se aquela informação é verdadeira. Bom, se passou no Jornal Nacional, deve ser verídico, né?

Sei que cada um tem o seu tempo para sair da hipnose. Eu mesma demorei 34 anos para finalmente entender como eu era manipulada pelo sistema. Alguns percebem mais cedo, outros, morrem sem nunca ter percebido isso.

Ouço muitas pessoas pobres repetindo discurso de gente rica. Ouço muitas pessoas defendendo teorias que se aplicadas, vão prejudicar a elas mesmas.

Não acredite em tudo o que você lê por aí. Não acredite em tudo o que se repetem por aí. Durante muitos anos, eu acreditei em todas as mentiras que me contavam, sem nunca ao menos questionar se aquilo era realmente válido para mim. Analise se aquela teoria, se aquele discurso serve para você.

Muitas vezes, você vai se surpreender ao perceber que a maioria das regras não servem para você.

~ Yuka ~