Como criar filhos sem estourar o orçamento?

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Todo ano, algumas revistas da área de finanças publicam na capa: “Quanto custa um filho?”, “Um filho pode custar mais de 2 milhões de reais” etc. E daí você vai pensando que com o seu salário será impossível criar um filho, imagina dois filhos? Três filhos então é sinal de insanidade mental, de não dar oportunidades melhores para o filho, enfim…

Quando penso em filhos, eu não penso no dinheiro. Eu não decidi a quantidade de filhos que quero baseado na minha conta bancária. Decidi a quantidade pelo meu coração. E foi a partir disso que a conta (bancária) foi fechando. Se pensasse somente no dinheiro, não teria tido nenhum. Para mim, filho não entra na matemática financeira, porque não é assim que funciona.

Não dá para falar que um filho irá custar 1 milhão, 2 milhões, 10 milhões. Ou que não vai custar nada. O fato dele estar vivo irá custar dinheiro, claro. Mas já parou para pensar que se ficássemos fazendo esse tipo de conta, não faríamos nada? Porque o cafezinho que tomamos na lanchonete pode custar muito em 50 anos, o ônibus que pegamos todo dia vai custar muito ao longo dos anos, aquele sorvete que tomamos com muito gosto em dias de calor também não vai sair tão barato se somarmos os gastos até o dia de nossa morte.

Pra mim a questão toda gira em torno de que tipo de valor você quer passar para o seu filho.

Dá para gastar o suficiente na criação dos seus filhos, como dá para exagerar nos gastos.

Dá para preparar um enxoval simples, ou montar o enxoval em Miami. Dá para ter filhos sim, sem carro, apesar de algumas pessoas acharem impossível. Dá para fazer festinha de aniversário em casa, ou em buffet para 100 pessoas. Dá para fazer viagens para casa da vó, ou para a Disney. Dá para reaproveitar as roupas do irmão mais velho, do primo mais velho, do filho da amiga, do filho da vizinha, como dá para andar sempre estilosa, acompanhando as últimas tendências da moda. Dá para brincar de graça em parques, ruas, pátios, bibliotecas públicas, centros culturais, como tem lugares que precisam ser pagos para brincar. Dá para brincar de aviãozinho com pedaço de papel, uma casa feita com lençóis, uma tábua improvisada que vira escorregador como também dá para ter brinquedos caríssimos e automatizados.

Então, apesar do dinheiro fazer parte da realidade, não coloque uma pedra na sua frente imaginando que só poderá ter 1 filho (se for o caso de querer ter mais) porque o dinheiro não permite. Quem sabe pensando um pouco mais, não dá para aumentar a família?

~ Yuka ~

 

 

 

 

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24 comentários sobre “Como criar filhos sem estourar o orçamento?

  1. Vc simplesmente diz tudo o que eu nunca consegui me expressar por palavras. Tudo, tudo mesmo que vc escreve parece que sou eu. Penso exatamente como vc, acho q por isso q gosto tanto do seu blog. Parabéns pela segunda gravidez. Eu estou na terceira rs (meu bebê tem 5 meses). Bjus

    • Oi Maria! Fico muito feliz em saber que aqui nesse espaço encontro pessoas com o mesmo tipo de cabeça que eu. Obrigada pelo parabéns 🙂 Parabéns para você também, é muito gostoso ter uma família grande. Dá trabalho, claro, mas é muito gratificante. Um super beijo.

  2. Maravilhoso este texto. Também penso assim. Apesar de eu ser a pessoa mais econômica que conheço, acho que se só pensarmos nos gastos a gente não faz nada. Se for pensar apenas no dinheiro a gente vira escravo dele! Mas me apavora pensar que é pra sempre, que não dá pra devolver quando a gente cansar… Que a personalidade a gente não escolhe. Mas quanto ao dinheiro não vejo empecilho, a gente sempre dá jeito 😉
    Uma coisa que tenho curiosidade: vcs pensam em mais pra frente se mudar de SP? Já passou pela cabeça de vcs morar em um lugar mais tranquilo?
    Beijos

    • Oi Rosana. Nós pensamos em nos mudar de São Paulo um dia sim. Talvez para uma cidade do interior, perto de São Paulo (por causa das comodidades como saúde, lazer etc). Mas sou funcionária pública e não consigo fazer transferência para outra cidade. Por isso estamos fazendo nosso pé de meia, para um dia morarmos numa cidade menor. Beijos.

    • Oi Ana, minha filha continua sim na creche municipal. Eu me mudei de bairro, certo? Mas não tive coragem de trocar de creche, por isso agora a levamos de metrô (antes a creche ficava a 2 quadras da nossa casa), mas vale muito a pena. Minha filha ganha cheirinho, dengo, beijinhos das professoras, quando meu marido chega na classe, ela já sai correndo para brincar com os amigos e se joga no colo das professoras e nem dá tchau para ele rsrsrs. E aí, se animou?

  3. Olá! Tudo bem? Vim por indicação de uma youtuber, a Rosana Radke. Gostei muito desse artigo, que é o primeiro que li e é um questionamento constante ( por parte dos outros) em minha vida. Gosto de ter poucas coisas, 95% do meu armário é composto de roupas usadas (assim como grande parte do meu mobiliário), não tenho e nem pretendo ter carro, sempre estou a procura de desperdiçar cada vez menos e gasto bem pouco dinheiro. Tirando meu marido todos que estão a minha volta sempre falam que quando tiver filhos não será ou não poderá ser assim. Terei que comprar um carro, comprar o enxoval em Miami, pagar a escola mais cara, os melhores cursos extras, etc. Para minha visão de vida e de educação de filhos isso não faz sentido. É bom saber que não estou maluca, que é possível sim ter filhos assim. Obrigada. Abraços!

    • Oi Thaís, que bom que você me achou rsrsrs. Acho que você vai gostar do blog, porque sou bem parecida com você. Eu não tenho carro (tenho 1 filha e estou grávida de outro neste momento) e não pretendo ter por enquanto, tenho poucas roupas, me divirto sem gastar muito dinheiro, enfim, levo uma vida sem ostentação. Você com certeza não está sozinha. Eu descobri isso com esse blog. Há muitas pessoas que pensam que nem a gente, só que estamos dispersas nesse mundo de consumismo. Espero que você goste desse espaço e sinta-se muito à vontade para conversar comigo. Um grande beijo.

  4. Olá, estou conhecendo teu blog agora e de cara já me identifiquei. Meu primeiro filho usa as roupas do primo, meu segundo filho usa as roupas do primeiro, devo ter gastado uns R$ 500,00 reais até agora com o enxoval do Gustavo, isso porque comprei um mini berço, ele só usa as roupas do irmão e as do primo. Dá pra ter filhos, quantos quiser, sem gastar muito.
    Beijos.

    • Oi Josi! Também acho isso. Se tenho um valor certo para gastar em alimentação, e o preço aumentou (ou a família aumentou), dá para comprar carne de segunda e fazer comidas maravilhosas, dá para ir no finzinho da feira, ir no supermercado nos dias de promoção, não jogar comida fora, enfim, para tudo dá-se um jeito. Que bom que gostou do blog. Um beijo.

  5. Oi Yuka, entendo seu ponto de vista de que filhos custam de acordo com o estilo de vida de optamos ter e que o lado financeiro não deveria ser o único porém para não tê-los (e que ninguém precisa ter 2 milhões para ter um filho). No entanto, eu sou da opinião de que nem 8 ou 80.
    Ter ou não ter filhos e quantos ter é uma decisão muito importante (e pra vida toda) e que requer sim planejamento (inclusive financeiro), assim como qualquer grande mudança que fazemos em nossas vidas.
    Uma coisa é ter uma postura ativa, crítica e poder ESCOLHER não priorizar o consumo, viver de forma mais simples, não querer pagar escolas caras e etc.. Mas ter filhos sem condição nenhuma, esperando “dar um jeito” depois, já é um pouco diferente.
    No nosso caso, se não houvesse planejamento financeiro, nem mesmo teríamos filhos, porque precisamos recorrer a tratamentos caros de fertilização depois de muitos anos de tentativas frustradas de engravidar naturalmente.
    Abraço,

    • Oi Bruna. O que eu quis dizer, é que tem muitas pessoas que esquecem dos pequenos-grandes luxos que têm, que inviabiliza a chegada de um integrante na família. Já ouvi muitas pessoas falando para mim que morre de vontade de aumentar a família, mas não aumenta por falta de dinheiro. Essas pessoas, no caso, possuem uma vida relativamente boa, mas não estão dispostas a abrir mão do conforto (o que na minha opinião, cada um escolhe o que de fato está disposto a abrir mão. Não há um certo ou errado). Conheço pessoas também que ganham um pouco mais que 1 salário mínimo, sei que para essas pessoas, o planejamento financeiro é mais complicado mesmo. Mas esse post em específico era para alertar que da mesma forma que dá para criar filhos no luxo, não é pecado criar filhos na simplicidade. E que dá para ser muito feliz sim. Um grande beijo, Bruna!

    • Tem isso também, né, Bruna? Passei por uma situação similar à sua e hoje estou com um lindo casal de gêmeos mas para chegar a isso, tivemos que fazer muito planejamento em torno às nossas finanças. Alugamos, não temos carro, não somos pessoas que gastam dinheiro, não priorizamos marcas, pode-se dizer que temos uma vida minimalista, he. Mas tivemos que planejar muito como e quantos filhos iríamos poder sustentar com os nossos magros salários. Moramos em um apto de um quarto bem pequeno alugado mas vamos ter que mudar para algum outro com um aluguel mais em conta. Um dos meus bebês desenvolveu alergia à proteína do leite e temos que comprar um leite especial que custa 200 reais a lata de 400 gr que dura 4 dias e até podermos pegar do governo deveremos comprá-lo. Então, concordo com vc que ter filhos é sim planejar as economias. Acho que a Yuka apontava para outra coisa depois de ler o comentário que te deixou mas quando li o texto pensei a mesma coisa que vc. Às vezes vc lê que da para viver mais simples mas nem sempre a simplicidade é suficiente para se sustentar, né? hehehe. Bjs!

  6. Yuka, ontem estive num brechó infantil e lembrei de você e dos seus posts. Levei umas peças que minha filha ganhou de presente e nem chegou a usar e enquanto olhava as roupinhas, não pude deixar de perceber quanta roupa de marcas caras nas araras do brechó. Como você já escreveu anteriormente, tudo anda tão gourmetizado, por que não “gourmetizar” as crianças não é mesmo?
    Aqui em casa ninguém usa roupa de marca, é algo que não valorizamos, então acho muito interessante quem prefere pagar (ainda caro) por uma peça de marca num brechó do que comprar uma peça simples “genérica” e nova em uma loja qualquer.
    Enfim, cada um com seus valores.
    Abraço,

    • Oi Bruna, tem muuuuuuita gente que liga para marca. A parte ruim é que encarece demais tudo o que a gente vai comprar. Eu sempre vou no conforto. Gosto de roupas macias, confortáveis, agradáveis e sem muito fru-fru. Isso acaba refletindo também nas roupas da minha filha que são simples e confortáveis. Já fui também em brechós infantis, mas achei tudo muito caro, vi um casaquinho de inverno (usado) por R$130,00… saí sem comprar nada 🙂 Bjs.

  7. Pingback: Retrospectiva dos meus posts de 2016 | VIVER SEM PRESSA

  8. Enviei seu texto para o meu marido. Temos uma filha de 2 anos e sempre que falo em aumentar a família ele cita a questão financeira como empecilho. Espero que o faça refletir.

  9. Penso exatamente isso quando alguém, que recebe um salário confortável, diz que quer aumentar a família mas não o faz pela falta de dinheiro. Enquanto isso o filho único já foi na disney 3 vezes e não tem nem 5 anos. É só repensar as prioridades.

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