Avalie: você gasta sua energia na causa ou na conseqüência?

Olá pessoal!

Queria compartilhar com vocês uma coisa que tenho percebido com uma certa frequência.

– As pessoas estão reclamando mais. –

Quando se reclama por muito tempo, reclamar vira costume, e é disso que temos que tomar cuidado.

E para tentar administrar melhor a minha vida (sem reclamar tanto), gosto muito de trabalhar com o conceito causa e conseqüência (causa e efeito / ação e reação).

Antes de fazer alguma coisa, sempre paro e penso: se é causa ou se é conseqüência.

Por exemplo: se percebo que tenho ficado irritada durante os meus dias, tento avaliar a causa da minha irritação. Não adianta fazer massagens, fazer terapia, tomar remédios se a causa da minha irritação é o trabalho. Enquanto não resolver a causa da irritação, não adianta gastar energia na conseqüência.

Quantas pessoas você conhece que está insatisfeita no relacionamento? Continuar com uma pessoa, mesmo não amando só para não se sentir sozinho? Pense assim: se quer ter como conseqüência uma família, precisa avaliar se está com a pessoa certa. Permanecer com uma pessoa que você não ama, só para não ficar sozinho pode até solucionar o problema de imediato, mas a longo prazo, estará sozinho, pois a chance de ter uma família unida diminui se não houver amor.

Quantas pessoas você conhece que reclama do salário baixo, mas anda de carrão, mora em um bairro caro, coloca os filhos numa escola cara, comendo em restaurantes toda semana (ou até mesmo todo dia)? Talvez o problema todo não seja o salário baixo (que nem é tão baixo assim), e sim o padrão de vida.

Para quebrar esse círculo, antes de mais nada, é muito importante fazer uma avaliação crítica do problema. Fazer diagnóstico se é causa ou consequência não é tão simples como parece. Exige paciência, pois muitas vezes não dá para distinguir com clareza a origem do problema.

~ Yuka ~

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A todos os leitores, o meu muito obrigada!

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Comecei escrevendo timidamente para este blog. Lembro que a insegurança ainda fazia parte do repertório. Os primeiros posts, meu marido revisava os textos pra mim. E se eu cometer um erro ortográfico grave? E se me ofenderem? E se eu ofender alguém sem querer? E se eu não estiver sendo coerente? E se…?

A gente muda com o tempo, muitas vezes para melhor. E esse blog é o que eu tenho de concreto dessa minha evolução como pessoa.

Posso dizer com certeza que o que fez diferença neste blog foram os leitores e seus comentários.

Recebo muitas palavras carinhosas, palavras de incentivo, de apoio, e isso tem sido uma surpresa muito agradável.

Lembro que um dia minha mãe perguntou sobre o que escrevia no blog. E respondi que escrevia coisas do dia-a-dia, desde observações da vida, algumas opiniões, até receitas gostosas, de como arrumei a despensa, enfim, escrevo sobre o meu dia-a-dia mesmo. A gente sorriu, porque o conteúdo é simples, nada robusto, mas falei toda orgulhosa que tinha vários seguidores.

Hoje o post é para vocês.

Gostaria de agradecer a companhia por essa jornada que venho caminhando.

Obrigada por ler o que escrevo. Por gastar tempo de vida de vocês para acompanhar este blog.

Entre tantos sites, tantos blogs, tantos noticiários, obrigada por escolher e acompanhar este blog tão simples e caseiro (mas escrito com muito amor, viu?).

Nesse mundo tão acelerado e de excessos, espero que cada um de vocês consigam desacelerar o coração e encontrem o equilíbrio para “viver sem pressa, para ter mais tempo para o essencial”.

~ Yuka ~

Me desfiz e me libertei

liberdade

Me desfiz da bolsa da Victor Hugo… Pois descobri que essa marca não me representa.

Me desfiz da maleta de esmaltes… Descobri que era muito grande para a quantidade de esmaltes que tenho hoje.

Me desfiz de várias maquiagens… Só tenho 2 olhos, não preciso de 10 lápis para os olhos.

Me desfiz dos sapatos duros… Meus pés sustentam o peso do meu corpo, eles merecem algo confortável.

Esse ano está sendo o ano de despir de algumas marcas, alguns conceitos e de olhar mais para o meu interior, em busca do que realmente importa.

Não vejo necessidade de mostrar ou provar o que sou, nem do que sou capaz.

As pessoas do meu trabalho não têm ideia de que sou minimalista, não conhecem o meu estilo de vida, não sabem das minhas melhores qualidades, nem os meus piores defeitos. Não sabem que sou feliz com pouco.

Há alguns anos, uma colega que estudou comigo no colegial me encontrou em uma festa e ela começou a perguntar onde morava, se tinha carro, essas coisas. E a resposta que voltou foi: “Ai, como você é pobre!” Dei uma risada gostosa. E não falei nada. Não senti necessidade de argumentar.

Lembrem-se, as pessoas podem nos rotular, mas ninguém conhece a essência, nem o conteúdo, nem a bagagem que carregamos.

Outro dia me encontrei numa frase que inclusive valeu um post: O segredo da felicidade, é ser feliz em segredo. Perfeito!

~ Yuka ~

Como ter uma cozinha com poucos objetos

A leitora Janaína havia me pedido na semana passada um post especial sobre como podemos ter cozinhas minimalistas, já que a cozinha (e o guarda-roupa) é um lugar onde geralmente acumulamos muitos itens.

Eu já andei destralhando meu guarda-roupa, esmaltes, sapatos, maquiagens, itens de papelaria, despensa, mas ainda não terminei 2 lugares da casa: a cozinha e o atelier (o atelier está organizado, mas ainda acho que posso reduzir bastante coisa).

Bom, vamos para a cozinha?

Vou tentar mostrar aqui, como eu me organizo nas louças, panelas da cozinha, copos, etc.

Para manter a ordem na cozinha, eu sempre me atento a estes detalhes aqui:

1.) Louças brancas, design simples, sem estampas. O colorido vem dos acessórios como toalha de mesa e jogo americano. Desta forma, acho mais fácil compor a mesa, não enjôo das estampas e todas as louças combinam com outras louças:

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Olha a xícara que eu usei para decorar a mesa do meu casamento. Escrevi neste post aqui.

2.) Os talheres também seguem o mesmo raciocínio:

design simples, sem desenho, sem relevo. Fácil de lavar, fácil de enxugar:

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3.) Gosto de travessas de madeira. Dá um charme danado na mesa, coloco frutas, saladas, pão:

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4.) As panelas encaixam uma na outra para não ocupar espaço:

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5.) As travessas também se encaixam uma na outra, não ocupando espaço. Uso para fazer bolinho de chuva, colocar salada, empanar alguma coisa, lavar arroz…:

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6.) Porta-temperos: pode parecer muitos temperos para alguns, mas uso todos eles com bastante frequência:

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7.) Cumbuquinhas que adivinhem? Também se encaixam uma na outra. Uso para colocar salada individual, suflê individual, sorvete, doces em geral, frutas cortadas, feijão em porção, farofa…:

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8.) Também tenho meus acessórios que adoro. Da esquerda para direita: amolador de faca (muito prático, comprei na Daiso), espremedor de limão, alholino (é o melhor espremedor de alho que alguém pode ter), pinholino (para descascar pinhão), termômetro para saber se o ovo está cozido, descascador de legumes (também comprei na Daiso), espátula pão-duro (da Daiso):

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9.) Aqui tem o galheteiro e o porta-guardanapo. Comprei em períodos diferentes, mas sempre tento comprar algo com design simples:

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10.) As toalhas de mesa:

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11.) E os jogos americanos:

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Ainda tenho mais coisas como eletroportáteis, frigideiras, copos, enfim, não deu para mostrar tudo, senão o post iria ficar muito pesado, mas espero que tenha dado para entender a minha sistemática. Geralmente compro louças brancas e acessórios coloridos. Dificilmente uso um objeto somente para um único uso. Tento analisar os objetos com muito carinho para utilizar para outros fins, como escrevi neste post aqui. Potes, travessas e assadeiras encaixam uma na outra como assadeiras.

Ah, uma coisa muito importante. Eu não tenho louças diferentes para visitas e louças para o dia a dia. Uso a melhor louça para servir a minha família. Uso as toalhas de mesa mais bonitas para o dia a dia. Ou seja, eu não costumo guardar nada para ser usado depois.

Acho que é isso.

Beijos.

~  Yuka ~