Minimalismo como estilo de vida

q7h41hr

Já se passaram pelo menos 3 anos desde que passei a ter um estilo de vida minimalista. E desde então, percebo uma evolução no meu modo de viver e de pensar. Basicamente passei por estas fases abaixo, nesta ordem:

DESTRALHAR OBJETOS:

Tudo se iniciou com a arrumação mais complexa da casa. Comecei a entender que cada objeto deveria ter a sua “casa”, só assim para conseguir manter a ordem. O molho de chave deveria ficar perto da porta, a sapateira deveria ficar na entrada do apartamento, cada sapato deveria ter o seu espaço reservado e não um sobre o outro, etc. Analisei o meu comportamento para me auxiliar na arrumação (se a minha bolsa ficava no chão ao lado do sofá, deveria ter um cesto para acomoda-la melhor). Passei a destralhar roupas, sapatos, bolsas, livros, pequenos objetos, maquiagemperfumes, esmaltes e decidi que não iria mais acumular itens desnecessariamente. Aprendi a recusar brindes, aprendi a doar presentes que não são do meu agrado e a ser menos materialista. Os objetos começaram a reduzir e com isso as tarefas de casa também. Menos móveis = menos poeira = mais fácil de limpar.

TELEVISÃO: 

A internet ajudou muito, e com isso passei a assistir cada vez menos televisão. Hoje, a televisão só é ligada para assistir filmes e seriados. Não assistir televisão me fez ganhar tempo (principalmente por causa dos intervalos comerciais) e percebi que os desejos e a vontade de comprar também diminuíram, muito provavelmente por causa das propagandas e comerciais que não assistia.

CONSUMO:

Passei a avaliar melhor o meu consumo. Passei a não ter tanta dó de gastar dinheiro em itens que julgava ser de qualidade. A durabilidade dos itens começou a aumentar.

MODA:

Deve ser por conta da idade, mas não ligo muito mais para a moda do momento. Prefiro roupas com caimento bom e que combinem com o meu estilo. Compro hoje roupas melhores, um pouco mais caras, mas que possuem durabilidade maior.

PESSOAS:

Já não ligo muito para a opinião das pessoas. E decidi que vou gostar das pessoas que gostam de mim. Não tento agradar pessoas que não gostam de mim, e não gasto meu tempo com pessoas tóxicas.

PLANEJAMENTO:

Como o tempo começou a sobrar (não saindo com pessoas tóxicas, não tirando poeira de móveis que não existiam mais, não perdendo tempo procurando coisas pra comprar etc) passei a fazer planejamento do que eu queria fazer daqui a 1 ano, daqui a 3 anos, 5 anos, 20 anos e 30 anos. Parece ser difícil, mas é muito gostoso planejar. Com o planejamento em mãos, soube qual seria o próximo passo que teria que dar para alcançar o meu planejamento.

ALIMENTAÇÃO:

A alimentação também melhorou. Organizei a despensa e a geladeira, e com isso passei a jogar menos comida no lixo. A alimentação da família mudou. De comidas enlatadas passei para a comida caseira. Frutas e legumes não faltam na geladeira e comecei a incluir alguns alimentos orgânicos.

SUSTENTABILIDADE:

A composteira não deu certo, mas hoje separamos lixo para reciclar, reutilizamos vários produtos ao invés de comprar itens novos, consertamos para utilizar por mais tempo, e também passamos a comprar alguns itens de segunda mão.

FINANÇAS:

Como já era de se esperar, a economia foi grande. Economizamos evitando o desperdício de alimentos, nas roupas que comprávamos a cada estação, nos lançamentos de alguns produtos, presentes de aniversário de pessoas que nem tínhamos tanto amizade, TV a cabo, etc. Hoje, poupamos mais de 50% do nosso salário.
PRIORIZAR: 

Começamos a priorizar algumas coisas, como momentos em família, conforto, lazer, experiências novas, não trabalhar mais que 8 horas por dia (focar durante o expediente de trabalho para não precisar fazer hora extra), dormir mais cedo, etc.

SIMPLIFICAR:

Ao invés de comprar qualquer produto pela marca por achar que valia o preço, passei a analisar de forma mais consciente a origem dos produtos, onde é fabricado, o preço e a durabilidade. As receitas culinárias ficaram mais simples para ganhar tempo, as roupas ficaram mais simples, os móveis da casa possuem linhas retas e simples, cores simples.

Ainda há muito caminho para percorrer. Todo esse percurso é um caminho sem volta e um processo contínuo.

Mas tenho reparado que quem se encanta com o estilo minimalista, dificilmente volta a ser o que era. Hoje sou uma pessoa mais consciente, com opiniões mais fortes. Uma pessoa completamente diferente de 3 anos atrás.

~ Yuka ~

Cada escolha uma renúncia

renuncias

Hoje gostaria de falar sobre as escolhas da nossa vida.

Não sei se já pararam para pensar que quando escolhemos um caminho a percorrer, renunciamos aos outros caminhos existentes?

As pessoas me perguntam como eu consigo juntar dinheiro, como eu consigo viajar com frequência, como eu consegui quitar meu apartamento tão rápido.

E quando eu começo a explicar de que forma consegui juntar dinheiro, geralmente volta uma resposta malcriada assim:

“Ah, mas se eu também colocasse meu filho na creche pública, se também não tivesse carro, se também não tivesse TV a cabo, se também morasse num apartamento de 1 dormitório como você, eu também conseguiria juntar dinheiro.”

Pois é. Para todas as escolhas que fiz, houveram inúmeras renúncias. Só que as pessoas no geral querem juntar dinheiro, mas não querem renunciar a nada. A culpa geralmente é do salário baixo, nunca do estilo de vida que leva.

Não sei quantas vezes imaginei que se tivesse um carro as coisas seriam mais fáceis? Ou quantas vezes me imaginei em uma casa um pouco maior com alguns cachorros correndo pelo quintal? Mas daí eu lembro que antes disso tudo acontecer, precisávamos ter uma segurança financeira. E para isso, tivemos que renunciar a várias coisas. Não é uma decisão tão simples, mas achamos mais importante poupar agora que os filhos são pequenos, pois sabemos que quando eles crescerem, os gastos tendem a aumentar.

Acredito que a oportunidade que temos para juntar dinheiro é agora. Agora que minha filha ainda não reclama se usa roupa ganhada, que não tem mesada, que não tem viagens com as amigas, que ela ainda não me pede um curso de inglês ou de violino, cursinho, etc.

Pagamos um preço por essas escolhas. A cada coisa nova que entra em casa (um carrinho de bebê, uma banheira, um brinquedo um pouco maior), é uma luta para achar um cantinho sem que a casa fique com ar bagunçado. Precisamos participar ativamente das reuniões dos pais para colaborar com o desenvolvimento educacional das nossas crianças na creche (o que eu acho fantástico, diga-se de passagem). Cada passeio que fazemos tem que ser planejado com muita antecedência para nada dar nada errado, já que não temos carro.

O segredo todo está em ver o lado bom das escolhas que fazemos.

Um apartamento pequeno? Poucos objetos para limpar, fácil de organizar, fica aconchegante, condomínio baixo, IPTU baixo…

Não tenho carro? Não preciso pagar estacionamento, não preciso procurar vaga para estacionar, pagar IPVA, seguro obrigatório…

Por isso na hora em que percebermos que alguém tem algo que não temos, não podemos nos esquecer de que existe uma probabilidade grande daquela pessoa ter renunciado a algo (de que muitas vezes não estamos dispostos a renunciar).

~ Yuka ~

20 coisas onde parei de gastar dinheiro

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Outro dia estava pensando em quantas coisas deixei de comprar porque não vejo mais necessidade… E essa lista têm aumentado com o tempo. Vejam só:

1.) TV a cabo:

Gastava um bom dinheiro mensalmente na TV a cabo até que um dia caiu a ficha de que eu não assistia muita televisão. Sentava no sofá e nunca conseguia assistir nenhum programa ou filme do começo, e ficava trocando de canal em canal para tentar assistir alguma coisa do início.

2.) Assinatura de revistas:

Desde 2004, não assino mais nenhuma revista. Acesso jornais e revistas pela internet.

3.) Taxa de administração de banco:

Eles não cobram muito, é verdade. Mas se somar a taxa de administração de todos os meses do ano, mais a anuidade do cartão de crédito, dá uma soma considerável por ano. Conversei com o gerente e hoje estou isenta destas taxas.

4.) Anuidade do cartão de crédito:

Converse com o seu gerente. Também estou isenta desta anuidade.

5.) Garantia estendida:

Sempre achei que se é para um produto quebrar, ele vai quebrar antes do primeiro ano. Nunca paguei garantia estendida, pois pra mim é gastar dinheiro desnecessariamente.

6.) Garrafa de água:

Todo lugar que eu vou, levo sempre a minha garrafa de água.

7.) Jóias:

Nem sei se pode ser considerado como jóia, mas a única jóia que tenho é a aliança que meu marido me deu de casamento e um anel que minha mãe me deu de presente. Não compro jóias, é um simbolismo que não ligo.

8.) Roupa da moda:

Não acompanho a moda, tento sempre comprar roupas que tenham bom caimento para o meu corpo, independentemente da moda, como uma calça alfaiataria, uma blusa com corte sequinho, etc.

9.) Manicure:

Fui na manicure 1 vez e achei que eu faço melhor que as moças (olha a humildade da pessoa rsrs). Depois disso, eu mesma passei a fazer as unhas.

10.) Pequenos ajustes em roupas:

Vocês já estão carecas de saber que eu tenho uma máquina de costura. Não sei costurar roupas (ainda), mas pequenos ajustes eu aprendi a fazer assistindo o YouTube.

11.) Bilhete de loteria:

Eu compro os bilhetes de loteria quando estes estão muito acumulados, isso dá umas 3 vezes por ano. Não compro semanalmente, prefiro guardar o meu dinheiro.

12.) Locadora de filmes:

Como eu assino a Netflix, não alugo filmes em locadoras.

13.) Black Fraude:

Olha, até tentei acompanhar o preço de um novo notebook, pois o que eu tenho está bem velhinho, mas tenho que concordar, é uma fraude mesmo. Os preços não tiveram desconto significativo.

14.) Presentes desnecessários:

Antes eu comprava presente de aniversário para as pessoas mais próximas, mas com o tempo fui percebendo que eu dava os presentes, mas nunca ganhava presentes. Hoje, só dou presentes para a minha mãe e para a minha sogra.

15.) Lembrança de viagens:

Outra coisa que parei de comprar com o tempo. Eu tenho o costume de viajar todo ano, e no início, comprava lembrancinha para todo mundo. E essas lembrancinhas davam uma soma considerável na viagem. Parei, né?

16.) Absorvente íntimo:

Já contei aqui que eu morro de amores pelo meu coletor menstrual.

17.) Sabão em pedra e detergente:

Eu aprendi a reciclar o óleo usado para produzir sabão em pedra. Antes tinha bastante desconfiança em relação a sabão caseiro, mas depois do “teste de qualidade” do meu marido, passamos a usar sabão em pedra feito em casa. Utilizo esse mesmo sabão para lavar as louças. Faz bastante espuma e os copos e talheres ficam brilhando.

18.) Combo de produtos:

• Internet + TV a cabo + telefone = $$$$$

• Plano de celular + WhatsApp + mensagem ilimitada + bônus de R$10,00 para falar com qualquer operadora = $$$$$

Será que precisa de tudo isso mesmo? Há 2 anos, quase fiquei maluca falando no telefone para a atendente da NET porque eu queria cancelar a TV a cabo, mesmo ela explicando que valia a pena o combo, que ficaria “apenas” R$30,00 a mais. Ué, não preciso e ponto final.

19.) Alguns temperos como salsinha, cebolinha, alecrim, tomilho etc:

Como tenho a minha hortinha, quase não compro mais temperos.

20.) Canetas, lápis e caderno de anotações:

Parece mentira, mas não lembro a última vez que comprei canetas, lápis e caderno de anotações para mim. Sempre ganho em reuniões, eventos e congressos que participo.

~ Yuka ~

 

Qual o sentido do SUCESSO para você?

amor

Se pensarmos rápido, mas bem rápido mesmo, provavelmente falaríamos de forma automática que sucesso é quem tem bastante dinheiro, muitas posses, um emprego de visibilidade ou estabilidade que garanta um salário gordo todo mês. Ou seja, está sempre ligado a dinheiro e ostentação.

Sucesso significa ter “êxito, bom resultado”. Não sei dizer a partir de quando a palavra sucesso se tornou tão capitalista, pois ao fazer uma busca no Google Imagens por “success” a maioria das imagens são de homens de terno sorrindo com os braços para cima em sinal de vitória.

Parece que a sociedade dá mais valor para quem obtém sucesso financeiro. E o sucesso como um pai de família? Sucesso por ter superado uma doença? Sucesso por ter uma família unida? E será que sucesso amoroso tem uma importância tão grande e recebe admiração como quem obteve sucesso financeiro? Meu marido acha que alcançar sucesso no amor é muito mais difícil do que alcançar sucesso profissional. Quantos casais você conhece que vivem um amor pleno?

E quando falo em sucesso no amor, não estou falando somente do amor entre 2 pessoas. Estou falando também de descobrir a própria vocação e fazer o que ama. Esse é o verdadeiro modelo de sucesso em que acredito.

É preciso ter coragem para ter sucesso na vida, pois muitas vezes a gente tem que ir na contramão do que o mundo inteiro acredita.

Precisamos tomar cuidado no que damos importância hoje, para não arrependermos amanhã.

Sempre faço a seguinte pergunta:

Se eu morrer amanhã, qual decisão eu me arrependeria menos?

Ter trabalhado muito, ou ter amado muito?

Por isso devemos constantemente reavaliar se a nossa vida está de acordo com o que acreditamos, pois se não corrigirmos a tempo, pode ser tarde demais.

~ Yuka ~