O que custa mais caro: ter um filho ou a vaidade dos pais?

bebe consumismo

Como vocês sabem, ainda estou no início da jornada que é ser mãe. Nesses 6 meses, posso dizer que gastei muito pouco com a minha filha.

Afinal, quanto custa ter um filho desde o momento em que se sabe que estamos grávidos até o bebê completar 6 meses de idade? Um filho custa caro ou são as pessoas que “gourmetizam” e transformam a gravidez em um comércio e torna o processo custoso? Já imaginou que filhos podem não custar tanto assim? O pediatra da minha filha sempre fala que o mercado achou uma ótima forma de lucrar com a vaidade e com a insegurança dos pais. Chorando muito? Compre uma chupeta. Medo do seu filho regurgitar? Compre um colchão especial. Compre um carrinho tipo nave espacial, uma mamadeira mesmo o bebê tomando somente leite materno. Coitado do filho que não tem um quarto decorado, um bebê com certeza ficaria muito chateado se não tiver um berço novo e paredes em cor pastel. E se a mãe aceitar roupinhas usadas? O que as pessoas irão pensar?

Em meio a esse mar de produtos, filtrar as informações e perceber o que é realmente necessário depende da percepção dos pais.

Até agora, a lista das coisas que NÃO comprei é muito maior do que a lista das coisas que comprei. Também quero deixar bem claro que é uma lista pessoal, pois sei que muitas mães compraram e acharam super útil alguns itens que eu não senti falta.

ENXOVAL PARA BEBÊ MINIMALISTA (O QUE NÃO COMPRAR)

Eu pequei algumas listas que achei na internet e coloquei os meus comentários (e não coloquei aqui o que eu comprei para não gerar confusão).

Maternidade

  • lembrancinha: sei que é tradição as mamães oferecerem lembrancinha na maternidade, mas eu não fiz porque eu não queria aquele vuco-vuco de pessoas na maternidade. Eu sabia que queria ficar tranquila no quartinho curtindo cada detalhe da minha filha que tinha acabado de conhecer.
  • bolsa maternidade: para a maternidade, levei uma mala de viagem pequena, pois precisei colocar a roupinha da bebê, as minhas roupas e a do meu marido. E no dia-a-dia (passeio, ida ao pediatra), uso uma mochila para ficar com as mãos livres.
  • penhoar: como meu pijama não é aberto, eu não comprei, mesmo estando na lista da maternidade.
  • concha para seios: não sei para que serve e nem fiz questão de pesquisar.
  • calcinhas pós-parto: outro item que não achei necessário. Eu já usava calcinha de grávida, continuei usando até a minha barriga diminuir de tamanho.
  • cintas ou bermudas compressoras: idem ao item anterior.
  • roupa para saída da maternidade (da mãe): fui para a maternidade de madrugada, descabelada e sentindo dor, qualquer roupa que eu estivesse na saída, seria muito melhor do que a roupa que entrei. Não achei importante comprar uma roupa só para eu sair da maternidade.
  • roupa para saída da maternidade (da bebê): a não ser que eu ou a bebê seja uma celebridade, não vejo muito sentido em comprar uma roupa para saída de maternidade só para ir para casa.

Amamentação

  • poltrona de amamentação: já sentei em algumas poltronas, achei bem apertado. Eu amamento no sofá, na cama, sentada, deitada, em qualquer lugar da casa e em qualquer posição.
  • almofada de amamentação: quando dou de mamar sentada, uso travesseiro e almofada, mas a posição que minha filha mais gosta é mamar deitada. E eu aproveito para descansar (pois também estou deitada) enquanto ela mama.

Quarto

  • quarto decorado: que quarto? Compartilhamos o nosso quarto com ela. E mesmo se tivesse um quarto para ela, não teria coragem de deixa-la dormindo sozinha.
  • berço desmontável: não achei necessário.
  • saia de berço: na minha opinião, só junta poeira.
  • kit berço: o berço fica lindo, mas dizem que é bem perigoso.
  • travesseiro: outro item considerado perigoso.
  • travesseiro antissufocante: nem sabia que existia.
  • posicionador para dormir: também não sabia que existia.
  • fronha: se não tem travesseiros, não terá fronhas.
  • móbile: eu mesma fiz um.
  • tela mosquiteiro: não achei necessário.
  • colchão anti-refluxo: a não ser que ela tivesse problema de refluxo, o que não foi o caso.
  • travesseiro anti-refluxo: idem ao item anterior.
  • trocador: como o trocador ocupa uma superfície, preferi eu mesma fazer um trocador portátil.
  • tapete EVA: temos um colchonete de casal para ela ficar brincando na sala.
  • manta térmica: outra coisa que nem sabia da existência.
  • abajur infantil: usamos o abajur que já temos no criado-mudo.
  • guarda-roupa: separamos um espaço para ela no nosso guarda-roupa.
  • cômoda: idem ao item anterior.
  • lixeira: utilizamos a lixeira que já tínhamos em casa.
  • babá eletrônica: eu utilizo um aplicativo no celular que desempenha muito bem a função.
  • luz noturna: dormimos os três na escuridão total.

Higiene e Saúde

  • loção para bebê: pele de bebê é tão macia, tão cheirosa, não senti necessidade.
  • hidratante: idem ao item anterior.
  • perfume: idem ao item anterior.
  • óleo de massagem: idem ao item anterior.
  • talco: sabia que talco é pedra moída? Eu uso amido de milho para passar no bumbum da minha filha (só de vez em quando).
  • lenços umedecidos: uso algodão umedecido em água. Lenço umedecido só na hora de passear.
  • pomada para assadura: acho que quanto mais se usa, mais o bebê se torna dependente deste produto, pois a pele não cria resistência. Eu parei de usar e a minha filha dificilmente tem assaduras. Só passo o creme de tratamento quando necessário.
  • pote para guardar algodão: uso uma lata bem bonita que ganhei na maternidade.
  • pote para bastonete: uso o próprio pote do bastonete.
  • vasilha para despejar água morna: uso um pote que eu já tinha em casa.
  • garrafa térmica: idem ao item anterior.
  • bandeja ou cesto para organizar itens de higiene: idem ao item anterior.
  • aspirador nasal: não achei necessário.
  • fita adesiva: até agora não entendi porque esse item está em tantas listas de enxovais, já que a maioria usa fraldas descartáveis em seus bebês.
  • termômetro para banheira: não achei necessário.
  • antiderrapante para banheira: não achei necessário, pois não saio do lado dela nem por 1 segundo.
  • bolsa térmica para cólicas: eu mesma fiz uma bolsinha utilizando arroz, seguindo os sites americanos.
  • vacinação: o Brasil possui uma das mais completas vacinas do mundo. Damos no posto de saúde.

Alimentação

  • mamadeira: não comprei porque dou leite e suco em copinho. E do copinho irei direto para o copo de treinamento.
  • esterilizador de mamadeira: idem ao item anterior.
  • aquecedor de mamadeira: idem ao item anterior.
  • pinça para mamadeira: idem ao item anterior.

Roupas

  • laços e arcos na cabeça: achei desnecessário. Muitas vezes, confundem a minha filha com menino. Nem ligo.
  • sapatinhos: como ela não anda, não achei necessário comprar.
  • roupas de passeio: O “uniforme” dela é composto por basicamente alguns bodys e calças. É a roupa mais confortável, na minha opinião. Nada de vestidinhos que ela teima em morder a barra ou sapatos apertados que prejudicam a mobilidade.
  • chupeta: não dei chupeta. As pessoas acham um horror porque minha filha chupa o dedo. Já foi comprovado em vários estudos (é só procurar na internet) de que o dedo é muito menos prejudicial do que até mesmo a chupeta ortodôntica, além de não prejudicar na amamentação.
  • prendedor de chupeta: idem ao item anterior.
  • porta-chupeta: idem ao item anterior.
  • cesto de roupa suja para bebê: eu lavo as roupinhas dela junto com as nossas roupas.
  • sabão em pó especial para bebê: uso mesmo sabão em pó para as minhas e para as roupas dela.
  • não furei a orelha dela + brinco de ouro.

Outros gastos

  • não ofereço remédio de forma desnecessária, pois acredito que o corpo precisa aprender a combater algumas doenças. Se vejo que ela está com febre, mas animadinha, fico monitorando. É incrível como muitas vezes a febre passa depois de algumas horas.
  • não fiz mesversário, não vou dar festas de aniversário em buffet, gosto mais das festas tradicionais, em casa de vó, etc.
  • livros sobre como cuidar dos bebês: cada bebê é único. O que funciona para um filho, pode não funcionar para o irmão dele. O melhor ensinamento é a observação. Observando, aprendemos os pequenos sinais que os bebês dão.
  • brinquedos: ela está na fase em que fica encantada com tampa plástica, controle remoto, livros coloridos.
  • comprar/trocar de carro
  • comprar/trocar de apartamento: depois que uma mãe ou pai comprar todos os produtos listados acima, até entendo a necessidade de mudar para um apartamento maior.

Agora imagine o tempo que eu economizo não precisando tirar a poeira do abajur infantil, da cômoda, lavando e passando o kit-berço, a saia para o berço, a tela mosquiteiro, não lavando as roupas separadamente. No tempo que eu ganho não passando perfume, óleo, talco, loção, hidratante na bebê. No espaço que sobra em casa para minha filha brincar ao não ter um guarda-roupa ou uma cadeira de amamentação no meio do caminho, e no (muito) dinheiro que economizei. Com essas pequenas-grandes atitudes, percebi que no fim dos 6 meses, sobraram 3 coisas: tempo, disposição e dinheiro.

Na minha opinião, o fato de não comprar as coisas impostas pela sociedade do consumo (com a aprovação quase que unânime da população) não significa que eu ame menos, ou que eu não me importe com a minha filha. Muito pelo contrário. Eu não preciso provar o meu amor pela minha filha (ou pela minha mãe ou pelo meu marido) comprando objetos. Quando eu decido não comprar alguma coisa, é porque analisei bem e vi que eu não preciso daquele item. Eu não compro alguma coisa por vaidade, do tipo “o que as outras mães vão achar se ela não estiver bem arrumadinha?” Gosto de colocar uma roupa que eu sei que ela está confortável.

Eu quero ensinar para a minha filha outros valores: o valor do amor, o valor da gratidão, estimular a criatividade, valorizar as diferenças, a ter tolerância. E por coincidência (ou não), são coisas que não envolvem dinheiro.

Só para ter em números… pesquisei na internet o preço (peguei sempre o preço médio disponível) de todos os itens que não comprei. O valor que eu economizei foi de R$8.327,07, só nos primeiros 6 meses do bebê. Se eu somar os possíveis gastos dos items da categoria Outros, nem sei quanto sairia (troca do apartamento, compra de um carro etc).

Eu não gosto de gastar mal o meu dinheiro. E eu tenho certeza que um bebê ainda não sabe se gosta de rosa ou azul, se quer morar em um apartamento maior, se quer usar uma roupa de marca…

Eu gosto de gastar bem. E pra mim, gastar bem é frequentar bibliotecas para dar acesso a livros e incentivar a leitura e a imaginação, é ir em parques e praias para deixar correr, brincar, se sujar… é ir em centros culturais, exposições e eventos infantis para ter mais experiências, encontrar os amigos para aprender a ouvir opiniões diferentes e brincar com outras crianças. Ao invés de comprar brinquedos sofisticados, sentar no chão e mostrar como fazer um castelo de areia, ensinar a nadar… olha só, mais uma vez, para ter tudo isso, não preciso gastar muito dinheiro. Eu gasto tempo, porque na minha opinião, tempo é um bem muito precioso, pois segundo Neil Fiore, especialista em produtividade pessoal, tempo “é um recurso não-renovável. Uma vez gasto, e se você gasta-lo mal, ele se vai para sempre”.

~ Guta ~

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49 comentários sobre “O que custa mais caro: ter um filho ou a vaidade dos pais?

  1. Não tenho filhos como a Fabiana acima, e na verdade, não penso em ter. Mas li o seu texto até o final, porque sua forma de pensar é linda! Porque você pensou no essencial. Porque você não comprou só porque dizem que tem que comprar, que o quarto tem que ser lindo, que precisa de milhares de coisas, e etc. Parece-me que sua filha terá uma das melhores mães que já vi.

    • Oi Priscila, obrigada pelo seu lindo comentário. Mas vou te dizer, recebo muitos olhares tortos de pessoas que acham que ela é não é tão bem cuidada só porque não está de vestidinho e lacinho na cabeça. Não entendem a minha forma de ver o mundo, acham que o exterior é mais importante que o interior, que comprar coisas é uma forma de demonstrar amor, enquanto pra mim passar mais tempo com ela é a minha maior prova de amor. Um beijo e obrigada por ter lido o texto até o final!

      • Guta, vc está totalmente certa!Não tenho filhos mas passo para a minha sobrinha que DEVEMOS SER e nao TER…..Deixe que olhem torto , assim vao parar no ortopedista e gastarão o dinheiro em talas de marca!!kkkkk
        Continue assim na criação da sua pequena que com certeza se tornará uma grande mulher como a mae é….PARABÉNS!Ana…

      • Olá Ana. Obrigada pelo comentário. Tenho sido bem feliz com a decisão que tomamos de não gastar com supérfluos. Espero que quando a minha filha crescer, saiba apreciar o nosso estilo de vida. Um beijo.

  2. Oi Guta, muito interessante seu post. Eu não comprei várias coisas da sua lista também e não senti falta, comprei algumas que não me arrependo(babá eletrônica por exemplo, pois minha filha dorme sozinha) e comprei algumas que se mostraram totalmente desnecessárias. Acho que à medida que minha filha vai crescendo e vou amadurecendo como mãe, consigo ter mais clareza sobre o que é essencial na nossa vida e deixar pra lá o que não é.
    E concordo com vc, ter um filho pode custar muito menos do que se pensa. Quando minha filha começou introdução alimentar percebi que existia todo um comércio e um universo de mães fiéis às marcas(geralmente importadas), mas o que usamos por aqui foi um pratinho de sobremesa e uma colher, simples assim.
    Abraço,

    • Oi Bruna, e eu aposto que sua filha adora passar o tempo com você experimentando comidas novas, e nem liga se está usando um prato de sobremesa ou um prato comprado em Miami. Os filhos levam a culpa do aumento no orçamento familiar, mas a maior parcela de culpa é a vaidade dos pais. Um abraço pra vc, espero que esteja tudo bem com você e a sua bebezinha.

  3. Oi guta!
    Me identifico muito com vc e tb me sinto recebendo olhares tortos, rsrsrs
    Encarar decisoes q vao contra uma maioria q anda no piloto automatico nao e facil! Meu filho esta com 1 ano e meio e quase nao tenho despesas com ele! Ainda nao voltei a trabalhar para cuidar dele e as pessoas tb olham torto kkkkk! Amei o post! Estarei sempre por aqui, bjsss

    • Oi Débora, que legal que você também pensa assim. Acho que os olhares tortos que recebemos é porque as pessoas não se conformam com a forma que criamos os filhos: sem consumo excessivo, sem ostentação e sem a necessidade da aprovação de terceiros. Eu imagino mesmo que você deva receber muitos olhares indignados também pelo fato de não ter voltado a trabalhar pra poder cuidar do seu bem mais precioso, o seu filho. Muitas pessoas acham inspirador executivas que voltam da licença maternidade mais cedo… mas eu não… Daqui a uma semana eu volto a trabalhar, depois de 7 meses longe do trabalho. E sinceramente? Queria ficar mais tempo com ela. Se o emprego do meu marido não fosse tão instável, eu optaria em ficar com ela. Mas enfim, né? Um beijinho pra você!

  4. Você e seu esposo são muito inteligentes e sua bebê tem muita sorte. Sem gastar com firulas você terá condições de oferecer a ela o que é realmente importante. Sem gastar com firulas sua filha dificilmente ficará confusa sobre o que realmente é importante. Parabéns à família!

    • Oi Helen, você captou o nosso objetivo. Se não gastarmos o dinheiro em coisas desnecessárias, teremos dinheiro para as coisas que julgarmos necessárias. Espero que ela cresça sabendo que não compramos certas coisas por opção, e que discordar do sistema não faz de nós um extraterrestre. Obrigada pela leitura e comentário. Uma boa semana pra você.

  5. Oi Guta! Adorei seu post. Eu não tenho filhos nem pretendo ter, mas gosto de ler o que você escreve sobre maternidade porque acho interessante saber das vivências das mulheres que são mães. Não sabia que existia nem metade das coisas que você citou, e fiquei surpresa com o quanto as pessoas gastam à toa só porque “é assim que todo mundo faz”. Eu costumo brincar que, se tivesse um filho, a criança só usaria esses macaquinhos (bodys) ou aqueles “camisolões” que se usava no século passado, para facilitar as coisas… E nada de sapatos até aprender a andar. Imagino os olhares de espanto!

    • Rsrsrs hoje fui num casamento e ela foi…descalça! Chega a ser engraçado a cara de espanto das pessoas. Kkkk. Tenho certeza que se vc tivesse um filho, também compraria só as coisas essenciais. Porque essa história de minimalismo vicia a gente, né? Um grande beijo, Bárbara!

  6. Oi Guta! Gostei muito de ler seu post e concordo com praticamente tudo. Sou mãe de um rapaz de 26 anos e, na época, nem podia comprar a maioria dessas coisas. Mas, sobrevivemos! Tenho, também uma mocinha de 14 anos e não tive muitos desses apetrechos. Agora, tenho um príncipe com 4 meses e, apesar da condição financeira ter melhorado, também ignorei vários itens por julgar desnecessário. Só descordo em dois pontos…quando diz que ganha tempo não passando cremes, perfumes, etc…sim, o tempo com nossos pimpolhos é precioso. Porém, não uso por outros motivos, os mesmos que me fazem optar por algodão e água em vez de lenços umedecidos. Os bebês são cheirosos naturalmente e têm a pele super delicada. Acho extremamente desnecessário expor eles a químicas. Sabonete? Só glicerinado, natural. Outro ponto é a lavagem das roupas…acho que não é bobagem usar sabão especial, eu só uso de coco nas roupinhas dele. Perfume excessivo e qualquer sabão, amaciante. também podem causar alergias
    E lavo separadas. Não acho conveniente lavar roupinha de bebê com nossas roupas, que são bem mais sujas. Bom, me desculpe a intromissão em seu post por dar minha opinião.

    • Olá, obrigada pelo comentário. Acho super relevante cada um saber as próprias necessidades. Como disse no início do post, o que é importante para mim pode não ser importante para você e vice-versa. Acho que o legal é fazer o exercício de não sair comprando só porque está na lista do enxoval, e sim, analisar se faz sentido comprar aquele determinado item. Um beijo!

  7. Olá Guta, descobri seu blog por acaso, qdo pesquisava sobre minimalismo.
    Desde então tenho acompanhado e gosto muito do seu estilo de vida.
    Também venho eliminando supérfluos e procurando viver com o essencial e só depois que descobri que isso é estilo de vida minimalista.
    Antes de ter minha primeira filha, optei por deixar de trabalhar fora pois não via como encaixar a criação dela e trabalho.No fundo sei que estou fazendo o melhor na atual situação, pena que a sociedade não vê com bons olhos, pois sou uma menos a consumir e gastar menos ! Parabéns pelo seu blog !

    • Oi Cristina, esse nosso estilo de vida, como sempre digo, é libertador. Mas infelizmente a indústria e o governo induz a sociedade de uma forma que viver com o suficiente não é bem-visto. Da mesma forma que uma mulher que abre mão da profissão para cuidar e se responsabilizar da criação tão complexa de um ser humano não é bem-visto porque eles querem que mulheres e homens trabalhem arduamente para girar a economia, produzir mais e consequentemente consumir mais. Tudo o que foge à essa regra não será bem-visto. O importante é que aos poucos, pessoas como eu e você estamos descobrindo como o sistema funciona e nos libertando de regras que não fazem mais sentido. Um grande beijo!

  8. Oi Guta, estou no 7º mês… desde de antes da gravidez, eu venho visitar seu blog!!! Me tranquilizou muito ler o seu post. Fiz a minha lista de enxoval em cima da sua (coloquei uns itens a mais). Tô esperando passar o mês de dezembro pq tá tuuudo muito caro estou esperando janeiro pra comprar os móveis como berço, bebe conforto (vou comprar usado, mas mesmo estes estão pedindo muito). Minha familia entende um pouco o meu ponto de vista pq tenho uma prima minimalista, ela tem dinheiro pra comprar um enxoval em miami se quiser, mas comprou pouca coisa guardou e está usando no segundo filho. A filha dela cresce sem luxo, mas já conhece londres (o pai é de lá), está na aula de ingles e é muuuito amada sem ser capitalizada. Só de pensar em gastar com chá de bebê, sessão de foto da barriga, o tal new born (sessão com o nenem de até 15 dias) mêsversário, festa em bufet… dá uma coceira no meu corpo (rsrssrr) fora o resto da lista q vc mesma citou. Eu preferi economizar nesse enxoval e gastar mais de 10 mil na reforma da casa pra vedar umidade e acabar com o mofo. Agora tô criando coragem para o parto normal, além de ser mais barato, posso sair da maternidade e aproveitar cada minuto com o meu príncipe… (ps: a lista da maternidade pede um monte de coisas mesmo até lenço umedecido, achei estranho pq nesse primeiro momento eles deveriam ser os primeiros a usar pouca coisa com conservante etc…) continue compartilhando conosco suas experiências… vc escreve muito bem!!!

    • Oi Cristina, obrigada por acompanhar sempre o blog. Achei muito legal seu comentário, principalmente a parte em que diz que vai reformar seu apartamento ao invés de gastar em itens teoricamente desnecessários. Pra mim, isso é focar e priorizar no que é mais importante. Tem muitos itens de segunda mão que são vendidos praticamente novos e pela metade do preço. Procurando bem, vale muito a pena. Eu mesma comprei a cadeirinha de alimentação usada. É um modelo caro por ser portátil e é um dos poucos existentes no mercado que adapta desde um bebê de 4 meses até uma criança de 3 a 4 anos. E eu paguei 1/3 do valor original por uma cadeira semi-nova. Comprar produtos de segunda mão não é só economia de dinheiro. É também economia em recursos naturais (imagina o quanto de água e de madeira se gasta para produzir um berço, uma cômoda, uma cadeirinha, etc?). Obrigada pela leitura. Um grande abraço.

  9. Oi Guta, muito bom seu post, lendo a gnt acaba tirando um peso das costas pq parece q o mundo pede pra vc gastar o q não tem pra dar conforto ao bebe. Gostaria de te perguntar vc disse que fez um móbile pra sua filha, vc poderia mostrar? se não quiser me responde uma dúvida: to pensando em fazer um feltro pro meu filho, será que pode acumular poeira e causar alergia? Obgada por compartilhar o seu estilo de vida conosco…

    • Oi Cristina, conheço pessoas que ganham 1 salário mínimo e fazem dívida para colocar o filho na creche particular. Gastam o que não tem. Eu fiz o móbile sim, mas o meu eu fiz de papel. O móbile em feltro pode juntar um pouquinho de poeira sim, mas dá para tirar com um paninho molhado bem torcido. Eu fiz um mordedor de feltro pra minha filha e é um dos brinquedos que ela mais gosta de morder, acho que por ser fofo, textura diferente, não sei. Vou fazer o seguinte, semana que vem posto as fotos do móbile e das outras coisinhas que fiz pra minha filha aqui no blog, tá? Um beijo e feliz ano novo para você!

  10. Pingback: Retrospectiva dos meus posts de 2015 | VIVER SEM PRESSA

  11. Olá!

    Adorei seu blog! Pelos posts que li até agora eu penso igual a você, e é muito difícil pensar diferente da sociedade, muitas vezes eu tenho que convencer meu marido do porque nao preciso comprar tal coisa, ou quando ele quer comprar eu pergunto: Você realmente precisa disso? Vai usar isso? Qual a utilidade? As vezes ele nao compra, ou então compra e daqui um tempo está vendendo. Os homens hoje estão tão consumistas quanto as mulheres, no serviço do meu marido um inventa de comprar uma coisa e todos os outros compram também, quando viajamos para nossa cidade natal ele inventa um monte de coisa pra comprar, acho que por influencia da familia que é consumista.

    Eu tento manter minha opiniao minimalista da vida, mas também já me peguei “seguindo o rebanho”, desde antes de engravidar eu falava que não ia comprar kit berço, pelos perigos e pelo preço, mas essa semana mesmo lá estava eu procurando kit berço pra comprar, é bom achar pessoas que pensam iguais a gente pq nos da força para continuar “lutando” contra essa sociedade massificada.

    Comprei poucas roupinhas até agora, só o necessário para não ficar sem, ganhei o berço, estou analisando se vou comprar carrinho, mas não vou fazer nenhum tipo de chá, nem fotos maternidade, nem newborn, não vou comprar kit berço, kit higiene, cadeira de amamentação, com sua dica do app da baba eletronica já é um item a menos, saída da maternidade vai ser uma roupa que eu já tenha também, nossa é muita coisa que da pra economizar.

    Até festinha de aniversário eu fico com receio de fazer, porque não sou de festas, e acho que acaba gastando muito dinheiro e gerando muito estress, talvez fosse melhor comprar um presente mais caro e mais util. Por mim eu fazia só um lanche e um bolo com os tios e avós, nada demais, vamos ver como vai ser, vai ser difícil convencer todo mundo de que não quero fazer festa.

    Continue com seu blog, vc ganhou uma leitora fiel heheh

    • Oi Lu, obrigada pelo comentário! Nós realmente somos a minoria… Mas sabe o que eu tenho feito? Parei de dar explicação para as pessoas (por que não comprei tal coisa, por que não assisto televisão…). Eu simplesmente não falo… Eu percebi que quanto mais explico, mais as pessoas se sentem no direito de julgar. O blog é uma válvula de escape. Uma forma de mostrar a minha essência. E foi através do blog que eu percebi que não estava sozinha. Em maio, minha filha vai completar 1 ano, e vou fazer uma festa somente para tios e avós (do jeitinho que você está querendo fazer). Pretendo tirar foto e postar a experiência no blog. Acho que você vai gostar. Um grande beijo.

  12. Yuka, parabéns pelo blog !
    Encontrei pesquisando sobre enxoval para bebês e fiquei extremamente feliz por encontrar lucidez sobre o assunto, por que é difícil . Você não só está me ajudando por ser meu primeiro filho, mas também com todos os outros posts sobre a vida mesmo…
    Muita saúde e felicidade pra sua família e parabéns também pelo seu primeiro ano de mãe, o primeiro ano de vida da sua filha!
    Que Deus abençoe a sua família a cada dia mais.
    PS. Achei lindo vc não se expor, não expor sua família e ainda assim compartilhar tantas coisas incríveis sobre a sua vida. Acredito que a simplicidade é uma dádiva.

    • Olá Daiane, muito obrigada pelo comentário carinhoso e por acompanhar o blog. Ter o primeiro filho não é uma tarefa fácil mesmo, pois não temos a experiência das mães. Eu percebo que o segredo é tentar não comparar o filho com o filho dos outros. Cada um tem a sua particularidade e seu ritmo de aprendizagem e desenvolvimento motor. Um filho traz muito aprendizado na nossa vida e humildade em reconhecer que nós erramos e muito. Espero compartilhar muitas experiências ainda aqui no blog. Um grande beijo.

  13. Rssss…to big apaixonada por vc!! Amei seu blog. Crio minha enteada a dez anos e agora decidi ter um outro filho ( se Deus permitir) . Criar a Bia já foi uma loucura, pois detesto consumismos e modismos. Passei anos destralhando brinquedos, milhoes de roupas e ensinando a Bia o valor do ser e nao do ter. Hoje olho pra essa mocinha super regrada com seus pertences e sem mania nenhuma de compras e fico feliz, porém ja estamos nos preparando para as cara feias dos familiares que nunca nos entenderam. Nosso bebê tera uma vida simples sem muitos presentes..mas com muita presença e muito amor!!! Parabéns por criar sua menina com tanto zelo e valores!

    • Oi Fernanda. Muitas vezes, viver e criar um filho sem consumismo é um caminho solitário por qual percorremos, mas acredito que a recompensa vem anos depois. Com o tempo você vai ver que a Bia vai se destacar no meio da multidão que só tem olhos para o consumismo desenfreado. Parabéns! Um grande beijo!

  14. Pingback: Gastos dos 7 meses aos 12 meses | VIVER SEM PRESSA

  15. Sabe o que achei mais legal? Nenhuma leitora do contra te chamou de maluca ou outras grosserias que geralmente essas mães que se acham mega experientes costumam postar…
    Já tenho 35 anos e minha primeira filha está pra chegar em 20 dias!
    Não fiz enxoval, não personalizei nada, herdei muita coisa legal da minha sobrinha de 3 anos e ganhei várias coisas desnecessárias de presente das avós, parentes e etc.
    Não sou tão minimalista mas acho desnecessário esse consumismo louco, e me incomoda até ganhar presentes que considero inúteis…
    Moramos num apto de 38m2 onde não pagamos aluguel e o condomínio é super barato. Optamos por passar o primeiro ano dela aqui mesmo e economizar pra nos mudarmos depois pra um apto de 2 quartos. Dividiremos o quarto com ela até lá e tb só compramos o essencial pro nosso caso.
    Ganhei carrinho, bebê conforto, cadeira de alimentação e tudo o que vc imaginar de segunda mão.
    Fiz o chá de bebê porque adoro festa e tenho família grande. Investi um pouco menos do que ganhei em fraldas e presentinhos. Optamos por pedir cartão vale-fraldas das lojas americanas que tem validade de 18 meses, pelo fato de não termos espaço físico pra armazenar pacotes de fraldas em casa.
    Também adoro fotos e minha irmã é fotógrafa profissional, então fiz alguns registros sem gastar nada, pretendo filmar o parto e fotografar tb, mas não pagaria por isso… Tb acho muito desnecessário o tal do mesversário! Farei sim uma festinha de 1 aninho, pra muita gente, mas tudo feito por mim como de costume, no play do prédio da vovó.
    Parabéns pelo post e por sua maneira de pensar!

    • Oi Joanna, muito legal você também ter optado em compartilhar o quarto. Dizem que no primeiro ano é muito saudável compartilhar quarto. Agora que minha filha completou 1 ano, estamos procurando um apartamento de 2 dormitórios, mas já bate uma saudade quando penso que o berço sairá do nosso quarto. Parabéns pela sua filhota, falta poucos dias para ela nascer. Um beijo.

  16. Estou pesquisando sobre o minimalismo e filhos, pois pretendo ter meu primeiro filho ano que vêm. Aí me deparei com suas postagens e me identifiquei totalmente. Sempre defendi a ideia de um quartinho Montessori e recebo muitas críticas, mas desde que empreguei o minimalismo em minha vida tudo se tornou mais prazeroso e sou muito mais feliz. Parabéns pelo post!!!

    • Oi Fabíola, é assim mesmo. Para algumas pessoas, o desconhecido é uma ofensa. O minimalismo também mudou muito a minha forma de pensar, e não consigo me imaginar sem ser assim. Levar uma vida sem obedecer a algumas regras impostas pela sociedade do consumo é maravilhoso. Criar um filho desta forma será um desafio (por causa da manipulação das indústrias), mas acredito valer muito a pena. Um grande beijo!!!

  17. Pingback: Montando um enxoval minimalista para a segunda bebê | VIVER SEM PRESSA

  18. Amei!!! Comprei uma saída maternidade para minha filha que custou 200 reais porque a vendedora me convenceu de que minha filha merecia aquilo! Tive problemas no parto e Helena teve que ficar internada por 11 dias devido a um sofrimento fetal. Hoje está ótima graças a Deus. A tal saída maternidade de 200 reais? Bem, quando ela finalmente teve alta, vesti qualquer roupa, estava tão feliz em sair dali que coloquei o primeiro macacão que vi na frente. O importante é dar amor para seu filho, isto é de graça e quando mais você oferece mais, terá para oferecer. Seu blog é ótimo!!!!!!!!!!!!!!!

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