Retrospectiva dos meus posts de 2015

ano novo

Olá! 2015 está terminando e para fazer uma retrospectiva, gostaria de colocar os textos que mais gostei de publicar no blog:

Janeiro

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Um bom fim de ano para todos vocês.

Nos vemos em 2016!

~ Guta ~

 

DIY Brinquedos para fazer em casa

A querida Cristina, uma leitora deste blog, me pediu para mostrar o móbile de berço que eu havia feito para a minha filha.

Pensando nisso, o post de hoje são algumas das coisas que já fiz para ela. Espero que gostem.

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Esse móbile simulando balões de ar quente foi feito de papel colorido e linhas de costura.

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Fiz esse brinquedo usando bastidor de madeira e amarrando várias fitas coloridas.

Fiz esse brinquedo usando bastidor de madeira e amarrando várias fitas coloridas.

Elefante de pelúcia

O elefante de pelúcia vira um travesseiro.

Chocalho - coloquei várias pedrinhas de bijuteria dentro de uma garrafinha de plástico.

Chocalho – coloquei várias pedrinhas de bijuteria coloridas dentro de uma garrafa de plástico. De tempos em tempos vou trocando o conteúdo para mudar o som: feijão, arroz, milho, etc.

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Simulando o mar dentro de uma garrafinha de plástico. Misturei água e corante azul com óleo de cozinha.

Usei dois bambolês para criar esse brinquedo. Forrei os bambolês com tecido e fiz alguns penduricalhos de feltro. Ela brinca até hoje com os penduricalhos de feltro.

Usei dois bambolês para criar esse brinquedo. Forrei os bambolês com tecido e fiz alguns penduricalhos de feltro. Ela brinca até hoje com os penduricalhos.

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Naninha

Naninha

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Mesmo para quem não sabe costurar, dá para fazer vários brinquedos sensoriais. Minha filha adora amassar garrafa pet de 1,5l, já coloquei feijão em uma garrafa pet de 500ml e ela ficou durante algumas semanas entretida com o som, controle remoto que não usamos mais (lembre-se de tirar as pilhas), pedaço de papel para ela amassar, fita grossa de gorgurão, almofada. O maior exemplo de que não precisamos comprar zilhões de brinquedos é a certeza que eu tenho de que ela se diverte muito mais com essas coisas da casa do que propriamente com os brinquedos que comprei, pois ela sempre escolhe os brinquedos feitos por mim. Todos os brinquedos feitos têm um custo mínimo… por exemplo, paguei R$5,00 pelos 2 bambolês, R$0,65 por cada garrafinhas de plástico, usei tecidos, cola, linha, miçangas e feltros que já tinha em casa.

Pra que ela pudesse ter autonomia para pegar os brinquedos sem a minha ajuda, liberei o espaço do rack da televisão para criar uma “brinquedoteca”.

Ela pegando um dos livros para eu ler.

Pegando um dos livros. Toda vez que ela pega um livro, eu leio para ela.

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Ela escolhendo qual brinquedo pegar.

Escolhendo qual brinquedo pegar.

Todos os brinquedos em volta dela estavam dentro do cesto. É ela que ao longo do dia vai tirando do cesto para brincar.

Todos os brinquedos em volta dela estavam dentro do cesto. Ela vai tirando do cesto para brincar.

Os brinquedos maiores eu guardo nesta caixa que eu mesma fiz com papelão e forrei com tecido.

Os brinquedos maiores eu guardo nesta caixa que eu mesma fiz com papelão e forrei com tecido.

caixa brinquedo DIY 13

~ Guta ~

Um Natal sem tradições e sem estresse

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Olá pessoal.

Como passaram as festas de Natal?

Nestes últimos 3 anos, desde que passei a organizar a festa de Natal da minha pequena família, percebi que sempre ficava muito cansada à noite. Também pudera, as compras para abastecer a geladeira começavam 1 semana antes, as sobremesas eram preparadas no dia 23, e no dia 24 passava o dia inteiro cozinhando. Chegava à noite cansada, suada, nem dava vontade de me arrumar para comer. Acabava não aproveitando as conversas da hora da ceia por conta do cansaço.

E percebi que muitos dos nossos rituais natalinos foram importados de outros países:

  • Papai Noel com casaco pesado e suas renas, trenós: Suécia;
  • Pinheiro decorado com flocos de neve: norte da Europa;
  • Panetone: Itália;
  • Peru: EUA.

Por isso não vi problemas em criar os rituais da minha família.

Pensando nisso, este ano, ao invés de seguir a tradição, resolvi inovar. Trocamos a ceia pelo almoço, e a preparação da comida não podia ser mais simples. Ao invés de um peru, fizemos um churrasco. E na hora da tradicional ceia, fizemos um jantar gostoso, mas simples. Não houve bebida alcóolica, nem troca de presentes. O que teve bastante foi agradecimento pelas conquistas deste ano.

Conclusão: senti muito menos cansaço, já que a churrasqueira acabou fazendo o meu trabalho de cozinhar. À noite, deu tempo de sentar para conversar, assistir um filme e atender os telefonemas dos amigos e familiares. Achei muito menos trabalhoso e pude aproveitar melhor cada momento.

Definitivamente foi o meu melhor Natal.

Desejo a todos os leitores deste blog um fim de ano maravilhoso.

~ Guta ~

14 dicas para economizar dinheiro

cofreO salário diminuiu ou as coisas estão mais caras?

Hoje vou falar como eu estou conseguindo guardar um pouco mais de dinheiro por mês.

1.) Economize nas coisas grandes:

Leio em várias revistas de que é muito importante contar as moedinhas, economizar no cafézinho de todo dia. Só que o esforço era tão grande para pouco retorno. Eu acho muito mais fácil economizar nas coisas grandes. Por exemplo, a economia será muito maior se a família mudar de bairro para abaixar o aluguel e condomínio, ou trocar o plano de celular pós-pago para um pré-pago, ou quando houver reajuste de salário, poupar a diferença recebida.

2.) Abra mão do carro. Se precisar, ande de táxi:

Para quem tem carro, essa é bem difícil. Sei disso porque já tive carro. Mas acho que é um dos itens que mais dá para economizar (leia o post – compensa ter um carro ou andar de transporte público?). Eu separo todo mês um dinheirinho para mim e para o meu marido andarmos de táxi, mas nunca precisamos usar a cota toda.

3.) Converse com seu gerente, tire as taxas de administração, a anuidade do cartão de crédito, taxa de carregamento:

Os bancos são campeões em cobrar taxas… Um real aqui, dois reais ali, e no final do ano, acabam por descontar um valor considerável da nossa conta. Converse com seu gerente e negocie.

4.) Tenha um celular pré-pago:

Eu já tive um celular pós-pago, e foi um horror para o meu bolso. Controlava os minutos para não ultrapassar a cota do plano, mas todos os meses a operadora de celular cobrava valores que eu não sabia onde tinha gastado. Depois que troquei para pré-pago, tudo ficou bem.

5.) Avalie se compensa ter TV a cabo:

Outro item que eu já tive em casa, mas percebi que o valor cobrado era alto demais para o pouco tempo que estava assistindo. Hoje, assinamos a Netflix.

6.) Evite terceirizar serviços:

Limpe a casa, faça as suas próprias unhas, hidrate seus cabelos, aprenda a consertar chuveiro… Hoje em dia, há vários vídeos no Youtube que ensinam como fazer as coisas. Isso inclui também sobre colocar a responsabilidade de gerenciar o seu dinheiro para o gerente do banco.

7.) Leve marmita ao trabalho:

Além de ser muito mais saudável (menos gordura e sódio), é uma ótima forma de economizar dinheiro. Ao invés de almoçar todos os dias em restaurantes, reserve essas saídas para ocasiões especiais.

8.) Não subestime os programas de fidelidade:

Escrevi um post sobre isso aqui.

9.) Não desperdice comida:

Esse é um item que ainda é difícil pra mim. Mas pense bem, qual a diferença de jogar comida no lixo e rasgar dinheiro?

10.) Antes de comprar, compare o preço pela internet, acompanhe oscilações dos preços:

Geralmente eu faço assim: quando eu preciso comprar alguma coisa, gosto de ir até a alguma loja física para olhar o produto pessoalmente. Olho o design, levo uma fita métrica para medir certinho o tamanho, vejo o funcionamento, converso com o vendedor e decido qual modelo quero levar. Decidido o modelo, começo a acompanhar os preços nas lojas virtuais diariamente por um período de 2 a 3 semanas, e vou anotando todas as oscilações de preço em uma folha de papel. Vocês podem até achar um exagero o que eu faço, mas se vocês soubessem como o preço sobe e desce, fariam o mesmo. Acompanhando o preço por esse período, dá para começar a perceber que tem sempre um limite de preço que o produto chega. E foi assim que eu economizei R$580,00 ao comprar a minha máquina de lavar roupa.

11.) Não tenha preconceitos de marcas que você não conhece. Experimente.

Quando fiz o meu chá-de-bebê na empresa onde trabalho, ganhei muitas fraldas, de marcas variadas. Algumas são melhores que as outras, por isso as melhores uso para sair e também para dormir, pois segura melhor o xixi, enquanto as outras que não acho tão boas, uso quando minha filha está em casa, já que posso trocar a fralda com maior frequência.

12.) Compare preços no supermercado

Sério, está valendo muito a pena fazer isso. Ontem fui no mercado e comparei o preço de 2 supermercados mais próximos de casa, olha só a diferença nos preços:

  • Cebola: R$4,99 e R$2,99 (diferença de R$2,00)
  • Limão: R$8,99 e R$3,49 (diferença de R$5,50)
  • Essência de baunilha: R$7,99 e R$5,69 (diferença de R$2,30)
  • Iogurte: R$2,92 e R$5,29 (diferença de R$2,37)
  • Creme de cebola: R$4,00 e R$5,49 (diferença de R$1,49)
  • Sabão de côco: R$4,40 e R$6,49 (diferença de R$2,09)

Deu pra ver a roubada de não comparar preços, né? Em cada compra, eu estou economizando em torno de R$30,00. E meu único trabalho é andar 1 quadra a mais.

13.) Não compare sua vida com a dos outros:

Não compare a sua vida com a dos outros, pois isso é bem complicado. Sempre existirá pessoas com mais posses que você. Ao comparar, você sempre irá querer o que o outro tem e isso não tem fim. Aprenda a ter gratidão das coisas que você já conquistou.

14.) Tenha apenas o suficiente:

Precisamos aprender e a entender o nosso limite do que é suficiente para nós, pois o que é suficiente para você pode não ser suficiente para mim. Pra mim é suficiente ter poucos esmaltes, mas para quem adora fazer as unhas, pode ser que 5 esmaltes seja pouco demais. Avalie o que é suficiente para você: bolsas, sapatos, roupas, eletrônicos, acessórios, cintos, itens de decoração, itens de cozinha, etc.

~ Guta ~

Vivemos na era do excesso de exibição

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Na minha opinião, esse excesso de exibição é um saco.

Sem perceber, a maioria das pessoas colaboram e sustentam esse sistema vicioso que é o excesso de exibição ao postar a vida nas redes sociais com o intuito de enaltecer o próprio ego e fazer auto-promoção para mostrar o quanto é feliz, que tem uma família unida, filhos maravilhosos e perfeitos, ou que está no aeroporto prestes a viajar, que freqüenta um restaurante bacana, mostra foto do seu amor eterno, dos seus vários “amigos”… É uma vida narcisista. É uma competição silenciosa de quanto mais curtidas, mais “popular” a pessoa se torna.

Comprar (ou ganhar) algo e postar nas redes sociais, traz status. Viajar e mostrar as fotos dos momentos especiais, provoca inveja. Doar sangue e tirar uma foto para postar nas redes sociais faz de você uma pessoa altruísta. Fazer (ou receber) declarações de amor nas redes sociais torna você uma pessoa especial.

Olha meu namorado novo! Olha o anel de noivado que eu ganhei! Olha o carro que eu comprei! Olha pra onde eu viajei! Olha como pareço ser inteligente! Olha como pareço ser feliz!

As pessoas vão criando uma imagem do que você quer que as pessoas pensem. Acham você rico, acham você extrovertido, acham você aventureiro, acham que tem uma vida perfeita, etc, mas muitas vezes o que se publica não condiz com a realidade.

Parece que as pessoas levam uma vida que parece ser uma eterna festa, uma felicidade ininterrupta, uma alegria exagerada.

Eu conheço muitas pessoas que parecem ser felizes nas redes sociais, mas que na vida real não é bem assim.

Eu sempre tive muita clareza de que a vida das pessoas não é um mar de rosas como parece ser. Por isso, quanto mais discreta é uma pessoa, mais valiosa ela se torna pra mim. Um rico que não ostenta, recebe o meu respeito. Um marido que cuida da esposa ajudando nas tarefas de casa ganha um milhão de pontos a mais do que um marido que faz declaração de amor em público. Uma pessoa que faz trabalho voluntário sem divulgar isso para ninguém, merece a minha admiração.

Ao invés de viver de postagens para PARECER feliz, prefiro me concentrar na vida real para SER feliz.

~ Guta ~

9 passos para escolher a árvore de Natal perfeita

Já entramos no mês de dezembro…

Desde criança, sempre tive fascínio por árvore de Natal.

Lembro que na minha família, ninguém tinha vontade de montar (muito menos desmontar) a árvore. Todos os anos eu tirava sozinha a caixa onde ficava armazenada a árvore e montava, pendurava as bolinhas, as luzes pisca-pisca, e ficava encantada com tanta beleza.

Este ano, pela primeira vez, tenho a árvore de Natal da minha nova família: eu, meu  marido e minha filha.

Árvore de Natal é um produto que você geralmente compra uma única vez e ela dura muitos e muitos anos. E justamente para não me arrepender depois, pesquisei muito antes de comprar, que compartilho aqui com vocês:

1.) DEFINA A ALTURA DA ÁRVORE

Definir o tamanho da árvore é o primeiro e importante passo. Para isso, vale ir até alguma loja para ver pessoalmente o quanto uma árvore ocupa de espaço, já que não é só a altura, ela vai alargando na base. Eu fiz uma marcação na parede com uma fita nas alturas 1,50m e 1,80m pra ter uma ideia de como ficaria em casa. E levei em consideração 2 coisas: espaço da casa (como sempre) e sabia que queria colocar os presentes das crianças (pretendo ter mais filhos além da minha bebê) no pé da árvore. Sendo assim, teria que ser uma árvore para deixar no chão, e não em cima de uma bancada ou mesa lateral.

2.) ESCOLHA O TIPO DE PINHEIRO QUE VOCÊ QUER

Sim, eu também não sabia disso, achava que era tudo igual, mas não, há diversas árvores com tipos e quantidade de galhos diferentes, tipo da base, etc. Essa pesquisa dá pra fazer pela internet, apesar de não ser tão aconselhável comprar pela internet (eu tinha ficado em dúvida entre 2 modelos, e quando fui ver pessoalmente, a árvore era bem diferente e acabei escolhendo uma que nem estava na internet).
Estou colocando a foto de alguns pinheiros existentes no mercado, mas são centenas de tipos. Vai de gosto mesmo.
tipos de árvore de Natal

3.) ESCOLHA A COR DO PINHEIRO

Agora é a hora de escolher a cor da árvore. Tem árvore verde, verde degradê, verde com neve, toda branca, árvore colorida.
4.) ANOTE TODAS AS SUAS ESCOLHAS EM UM PAPEL
Depois de tomado as decisões, anote num papel e tire uma foto da árvore que você gostou. Acredite, quando você chegar na loja e ver várias árvores uma do lado da outra, vai ficar tudo confuso. Esse pedaço de papel será a sua salvação.
5.) HORA DE IR ÀS COMPRAS (ÁRVORE DE NATAL)
Eu fiz a compra em 2 etapas. Reservei um dia somente para escolher com calma a árvore de Natal e um outro dia para só para escolher os ornamentos. Fazer as 2 coisas no mesmo dia é cansativo, e tem o perigo de comprar qualquer ornamento só pra poder voltar pra casa e descansar.
arvore de Natal 2

Eu escolhi uma árvore de 1,50m, como já joguei a caixa fora, não lembro o tipo do pinheiro que escolhi, mas enfim, ela é toda desmontável, e vem toda amassada, como dá para ver na foto (não liguem no colchonete no chão, é onde a minha filha fica brincando).

 

arvore de Natal 3

Depois de desamassar, abrir todos os galhos, ficou assim.


6.) DECIDA O TIPO DE DECORAÇÃO QUE A ÁRVORE TERÁ

Chique? Infantil? Minimalista? Contemporâneo? Procure alguns modelos na internet e tire algumas fotos para poder levar na loja. E defina as cores que irão compor a sua árvore. Eu decidi que a minha árvore teria as seguintes cores: vermelho, dourado e branco.
7.) CALCULE A QUANTIDADE DOS ORNAMENTOS QUE SERÃO NECESSÁRIOS
Tem um site do Reino Unido que calcula a quantidade dos ornamentos necessários para montar a árvore de Natal perfeita. Eu mesma não utilizei esse site, fiz tudo de cabeça mesmo. E faça uma lista. Na minha lista teve:
– ornamentos: 40 caixinhas de presente, 40 bolas decoradas
– 3 caixas de pisca-pisca com 100 luzes cada
– 1 corrente de guirlanda de bolinhas douradas
8.) HORA DE IR ÀS COMPRAS (ORNAMENTOS)

Eu resolvi não lotar a minha árvore com todos os ornamentos possíveis este ano, porque quero poder comprar uma coisa aqui e ali junto com a família nos outros anos.

Os ornamentos que comprei foram estes aqui. Como eu não achei as caixinhas de presente do jeito que eu imaginava, eu mesma fiz, comprando isopor, papel de presente e fitas.

Os ornamentos que comprei foram estes aqui. Como eu não achei as caixinhas de presente do jeito que eu imaginava, eu mesma fiz, comprando isopor, papel de presente e fitas.

9.) MONTANDO A ÁRVORE DE NATAL

Com pisca-pisca

Com pisca-pisca. Testem antes de começar a enfeitar a árvore. Geralmente o pisca-pisca dá uma falha aqui e ali, e precisa ser ajustado antes de começar a colocar os ornamentos.


Com as guirlandas de bolinha

Com as guirlandas de bolinha


Com as bolas vermelhas lisas

Com as bolas vermelhas lisas


Com as bolas vermelhas decoradas

Com as bolas vermelhas decoradas


Com as bolas douradas lisas e decoradas, mais a estrela (topo), mas achei que ficou feia, por isso tirei

Com as bolas douradas lisas e decoradas, mais a estrela (topo), mas achei que ficou feia, por isso tirei


Com os presentinhos

Com os presentinhos


Já estava anoitecendo... Última foto antes de colocar a árvore no lugar definitivo.

Já estava anoitecendo… Última foto antes de colocar a árvore no lugar definitivo.


E ainda fiz uma saia usando feltro vermelho. Pronto, terminei.

E ainda fiz uma saia usando feltro vermelho. Pronto, terminei.

~ Guta ~

O que custa mais caro: ter um filho ou a vaidade dos pais?

bebe consumismo

Como vocês sabem, ainda estou no início da jornada que é ser mãe. Nesses 6 meses, posso dizer que gastei muito pouco com a minha filha.

Afinal, quanto custa ter um filho desde o momento em que se sabe que estamos grávidos até o bebê completar 6 meses de idade? Um filho custa caro ou são as pessoas que “gourmetizam” e transformam a gravidez em um comércio e torna o processo custoso? Já imaginou que filhos podem não custar tanto assim? O pediatra da minha filha sempre fala que o mercado achou uma ótima forma de lucrar com a vaidade e com a insegurança dos pais. Chorando muito? Compre uma chupeta. Medo do seu filho regurgitar? Compre um colchão especial. Compre um carrinho tipo nave espacial, uma mamadeira mesmo o bebê tomando somente leite materno. Coitado do filho que não tem um quarto decorado, um bebê com certeza ficaria muito chateado se não tiver um berço novo e paredes em cor pastel. E se a mãe aceitar roupinhas usadas? O que as pessoas irão pensar?

Em meio a esse mar de produtos, filtrar as informações e perceber o que é realmente necessário depende da percepção dos pais.

Até agora, a lista das coisas que NÃO comprei é muito maior do que a lista das coisas que comprei. Também quero deixar bem claro que é uma lista pessoal, pois sei que muitas mães compraram e acharam super útil alguns itens que eu não senti falta.

ENXOVAL PARA BEBÊ MINIMALISTA (O QUE NÃO COMPRAR)

Eu pequei algumas listas que achei na internet e coloquei os meus comentários (e não coloquei aqui o que eu comprei para não gerar confusão).

Maternidade

  • lembrancinha: sei que é tradição as mamães oferecerem lembrancinha na maternidade, mas eu não fiz porque eu não queria aquele vuco-vuco de pessoas na maternidade. Eu sabia que queria ficar tranquila no quartinho curtindo cada detalhe da minha filha que tinha acabado de conhecer.
  • bolsa maternidade: para a maternidade, levei uma mala de viagem pequena, pois precisei colocar a roupinha da bebê, as minhas roupas e a do meu marido. E no dia-a-dia (passeio, ida ao pediatra), uso uma mochila para ficar com as mãos livres.
  • penhoar: como meu pijama não é aberto, eu não comprei, mesmo estando na lista da maternidade.
  • concha para seios: não sei para que serve e nem fiz questão de pesquisar.
  • calcinhas pós-parto: outro item que não achei necessário. Eu já usava calcinha de grávida, continuei usando até a minha barriga diminuir de tamanho.
  • cintas ou bermudas compressoras: idem ao item anterior.
  • roupa para saída da maternidade (da mãe): fui para a maternidade de madrugada, descabelada e sentindo dor, qualquer roupa que eu estivesse na saída, seria muito melhor do que a roupa que entrei. Não achei importante comprar uma roupa só para eu sair da maternidade.
  • roupa para saída da maternidade (da bebê): a não ser que eu ou a bebê seja uma celebridade, não vejo muito sentido em comprar uma roupa para saída de maternidade só para ir para casa.

Amamentação

  • poltrona de amamentação: já sentei em algumas poltronas, achei bem apertado. Eu amamento no sofá, na cama, sentada, deitada, em qualquer lugar da casa e em qualquer posição.
  • almofada de amamentação: quando dou de mamar sentada, uso travesseiro e almofada, mas a posição que minha filha mais gosta é mamar deitada. E eu aproveito para descansar (pois também estou deitada) enquanto ela mama.

Quarto

  • quarto decorado: que quarto? Compartilhamos o nosso quarto com ela. E mesmo se tivesse um quarto para ela, não teria coragem de deixa-la dormindo sozinha.
  • berço desmontável: não achei necessário.
  • saia de berço: na minha opinião, só junta poeira.
  • kit berço: o berço fica lindo, mas dizem que é bem perigoso.
  • travesseiro: outro item considerado perigoso.
  • travesseiro antissufocante: nem sabia que existia.
  • posicionador para dormir: também não sabia que existia.
  • fronha: se não tem travesseiros, não terá fronhas.
  • móbile: eu mesma fiz um.
  • tela mosquiteiro: não achei necessário.
  • colchão anti-refluxo: a não ser que ela tivesse problema de refluxo, o que não foi o caso.
  • travesseiro anti-refluxo: idem ao item anterior.
  • trocador: como o trocador ocupa uma superfície, preferi eu mesma fazer um trocador portátil.
  • tapete EVA: temos um colchonete de casal para ela ficar brincando na sala.
  • manta térmica: outra coisa que nem sabia da existência.
  • abajur infantil: usamos o abajur que já temos no criado-mudo.
  • guarda-roupa: separamos um espaço para ela no nosso guarda-roupa.
  • cômoda: idem ao item anterior.
  • lixeira: utilizamos a lixeira que já tínhamos em casa.
  • babá eletrônica: eu utilizo um aplicativo no celular que desempenha muito bem a função.
  • luz noturna: dormimos os três na escuridão total.

Higiene e Saúde

  • loção para bebê: pele de bebê é tão macia, tão cheirosa, não senti necessidade.
  • hidratante: idem ao item anterior.
  • perfume: idem ao item anterior.
  • óleo de massagem: idem ao item anterior.
  • talco: sabia que talco é pedra moída? Eu uso amido de milho para passar no bumbum da minha filha (só de vez em quando).
  • lenços umedecidos: uso algodão umedecido em água. Lenço umedecido só na hora de passear.
  • pomada para assadura: acho que quanto mais se usa, mais o bebê se torna dependente deste produto, pois a pele não cria resistência. Eu parei de usar e a minha filha dificilmente tem assaduras. Só passo o creme de tratamento quando necessário.
  • pote para guardar algodão: uso uma lata bem bonita que ganhei na maternidade.
  • pote para bastonete: uso o próprio pote do bastonete.
  • vasilha para despejar água morna: uso um pote que eu já tinha em casa.
  • garrafa térmica: idem ao item anterior.
  • bandeja ou cesto para organizar itens de higiene: idem ao item anterior.
  • aspirador nasal: não achei necessário.
  • fita adesiva: até agora não entendi porque esse item está em tantas listas de enxovais, já que a maioria usa fraldas descartáveis em seus bebês.
  • termômetro para banheira: não achei necessário.
  • antiderrapante para banheira: não achei necessário, pois não saio do lado dela nem por 1 segundo.
  • bolsa térmica para cólicas: eu mesma fiz uma bolsinha utilizando arroz, seguindo os sites americanos.
  • vacinação: o Brasil possui uma das mais completas vacinas do mundo. Damos no posto de saúde.

Alimentação

  • mamadeira: não comprei porque dou leite e suco em copinho. E do copinho irei direto para o copo de treinamento.
  • esterilizador de mamadeira: idem ao item anterior.
  • aquecedor de mamadeira: idem ao item anterior.
  • pinça para mamadeira: idem ao item anterior.

Roupas

  • laços e arcos na cabeça: achei desnecessário. Muitas vezes, confundem a minha filha com menino. Nem ligo.
  • sapatinhos: como ela não anda, não achei necessário comprar.
  • roupas de passeio: O “uniforme” dela é composto por basicamente alguns bodys e calças. É a roupa mais confortável, na minha opinião. Nada de vestidinhos que ela teima em morder a barra ou sapatos apertados que prejudicam a mobilidade.
  • chupeta: não dei chupeta. As pessoas acham um horror porque minha filha chupa o dedo. Já foi comprovado em vários estudos (é só procurar na internet) de que o dedo é muito menos prejudicial do que até mesmo a chupeta ortodôntica, além de não prejudicar na amamentação.
  • prendedor de chupeta: idem ao item anterior.
  • porta-chupeta: idem ao item anterior.
  • cesto de roupa suja para bebê: eu lavo as roupinhas dela junto com as nossas roupas.
  • sabão em pó especial para bebê: uso mesmo sabão em pó para as minhas e para as roupas dela.
  • não furei a orelha dela + brinco de ouro.

Outros gastos

  • não ofereço remédio de forma desnecessária, pois acredito que o corpo precisa aprender a combater algumas doenças. Se vejo que ela está com febre, mas animadinha, fico monitorando. É incrível como muitas vezes a febre passa depois de algumas horas.
  • não fiz mesversário, não vou dar festas de aniversário em buffet, gosto mais das festas tradicionais, em casa de vó, etc.
  • livros sobre como cuidar dos bebês: cada bebê é único. O que funciona para um filho, pode não funcionar para o irmão dele. O melhor ensinamento é a observação. Observando, aprendemos os pequenos sinais que os bebês dão.
  • brinquedos: ela está na fase em que fica encantada com tampa plástica, controle remoto, livros coloridos.
  • comprar/trocar de carro
  • comprar/trocar de apartamento: depois que uma mãe ou pai comprar todos os produtos listados acima, até entendo a necessidade de mudar para um apartamento maior.

Agora imagine o tempo que eu economizo não precisando tirar a poeira do abajur infantil, da cômoda, lavando e passando o kit-berço, a saia para o berço, a tela mosquiteiro, não lavando as roupas separadamente. No tempo que eu ganho não passando perfume, óleo, talco, loção, hidratante na bebê. No espaço que sobra em casa para minha filha brincar ao não ter um guarda-roupa ou uma cadeira de amamentação no meio do caminho, e no (muito) dinheiro que economizei. Com essas pequenas-grandes atitudes, percebi que no fim dos 6 meses, sobraram 3 coisas: tempo, disposição e dinheiro.

Na minha opinião, o fato de não comprar as coisas impostas pela sociedade do consumo (com a aprovação quase que unânime da população) não significa que eu ame menos, ou que eu não me importe com a minha filha. Muito pelo contrário. Eu não preciso provar o meu amor pela minha filha (ou pela minha mãe ou pelo meu marido) comprando objetos. Quando eu decido não comprar alguma coisa, é porque analisei bem e vi que eu não preciso daquele item. Eu não compro alguma coisa por vaidade, do tipo “o que as outras mães vão achar se ela não estiver bem arrumadinha?” Gosto de colocar uma roupa que eu sei que ela está confortável.

Eu quero ensinar para a minha filha outros valores: o valor do amor, o valor da gratidão, estimular a criatividade, valorizar as diferenças, a ter tolerância. E por coincidência (ou não), são coisas que não envolvem dinheiro.

Só para ter em números… pesquisei na internet o preço (peguei sempre o preço médio disponível) de todos os itens que não comprei. O valor que eu economizei foi de R$8.327,07, só nos primeiros 6 meses do bebê. Se eu somar os possíveis gastos dos items da categoria Outros, nem sei quanto sairia (troca do apartamento, compra de um carro etc).

Eu não gosto de gastar mal o meu dinheiro. E eu tenho certeza que um bebê ainda não sabe se gosta de rosa ou azul, se quer morar em um apartamento maior, se quer usar uma roupa de marca…

Eu gosto de gastar bem. E pra mim, gastar bem é frequentar bibliotecas para dar acesso a livros e incentivar a leitura e a imaginação, é ir em parques e praias para deixar correr, brincar, se sujar… é ir em centros culturais, exposições e eventos infantis para ter mais experiências, encontrar os amigos para aprender a ouvir opiniões diferentes e brincar com outras crianças. Ao invés de comprar brinquedos sofisticados, sentar no chão e mostrar como fazer um castelo de areia, ensinar a nadar… olha só, mais uma vez, para ter tudo isso, não preciso gastar muito dinheiro. Eu gasto tempo, porque na minha opinião, tempo é um bem muito precioso, pois segundo Neil Fiore, especialista em produtividade pessoal, tempo “é um recurso não-renovável. Uma vez gasto, e se você gasta-lo mal, ele se vai para sempre”.

~ Guta ~