O quanto somos influenciados?

ovelha
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Hoje o post é uma reflexão do quanto somos influenciados pela mídia e também pelas pessoas.

Durante a minha licença maternidade descobri o prazer de cuidar da minha vida (porque no trabalho, cuido da vida dos outros), arrumar a casa, cuidar do marido, passear com a minha filha, curtir os meus artesanatos. E também o prazer de ter TEMPO para pensar na vida.

A maioria de nós, trabalha de 8 a 10 horas por dia, sobrando pouco tempo para o lazer. Esse lazer muitas vezes é transformado em assistir a televisão. Só que: televisão = propaganda. Nós não assistimos ao o que queremos, e sim ao que “eles” querem.

Não ter tempo para pensar é o maior triunfo das indústrias. Se estamos sempre cansados e sem tempo, acabamos por não questionar, pois não pensamos na conseqüência daquela atitude. Somos movidos em massa, somos como um rebanho.

Aprendemos desde cedo que não podemos questionar as autoridades, que devemos obedecer. Não há diálogos nas escolas e no trabalho, muitas vezes só monólogos dos professores e chefes.

Há alguns anos, comprei uma bolsa de uma marca que eu considero cara, com a justificativa de que era uma bolsa de qualidade. Hoje não vejo o por quê de ter comprado, e vou explicar o motivo.

Quando vou em eventos da minha área, vejo a maioria das mulheres usando uma bolsa desta marca. E depois que percebi isso, sinceramente, sinto um certo mal-estar. É como se todas nós fossemos ovelhas, tão previsíveis, com comportamentos tão padronizados.

“Compre essa marca”, “essa marca é um luxo”, “essa marca é para poucos” e daí gastamos nosso salário em coisas que nos trazem status. Quantas vezes não compramos um objeto pensando em nos promover (mesmo que seja de forma inconsciente)? A maior prova disso são os logotipos visíveis, por exemplo, da bolsa que falei agora há pouco.

Eu considero que eu me antecipei ao ter comprado a bolsa. E doei porque não me identifico mais com esta marca. E desde então quando vou em eventos e reuniões, uso uma outra bolsa que eu tenho, esta, por sua vez, não ostenta a marca.

Eu não quero mais seguir o rebanho.

E você, quantas vezes não comprou algo só porque seu colega/amigo/parente tem algo e você desejou ter também? Já parou para pensar se era realmente o que você queria? Ou será que foi induzido por querer ter status ou fazer parte de uma “tribo”?

~ Yuka ~

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Escravidão disfarçada?

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Toda vez que eu estou no meu trabalho e vejo o sol, os passarinhos cantando e vejo que o tempo está bom, fico me perguntando o que estou fazendo dentro de um escritório…

E comecei a me perguntar o por quê de trabalharmos 8 horas por dia.

Segundo este site, na Revolução Industrial (século 18) as fábricas funcionavam sem parar. Para tornar tudo o mais eficiente possível, as pessoas tinham que trabalhar mais, entre 10 a 16 horas. Até que uma pessoa chamada Robert Owen começou uma campanha de que o ideal era “oito horas de trabalho, oito horas de lazer, oito horas de descanso.” As empresas perceberam que apesar de ter reduzido as horas de trabalho, a produtividade dos trabalhadores manteve estável, incentivando outras empresas a adotarem o mesmo padrão de 8 horas de trabalho.

E desde então, trabalhamos 8 horas por dia.

Agora que estou com uma filha, fico matutando isso na minha cabeça… demoro 30 minutos para ir ao trabalho, mais 30 minutos para voltar (que eu agradeço de joelhos, pois para quem mora em São Paulo, o “normal” é demorar 1 hora, 1 hora e meia só para ir ao trabalho). Somando as 8 horas de trabalho e 1 hora de almoço, fico fora de casa por um período de 10 horas. E quem ficará com a minha filha nessas 10 horas? Uma outra pessoa.

Trabalhamos 10 horas por dia sem ver a luz do dia. Trabalhamos 10 horas por dia para ter dinheiro o suficiente para que uma outra pessoa cuide dos nossos filhos.

Muitas profissões só existem por causa da bagunça que fazemos com o planeta. Se fossemos honestos, não precisaríamos de advogado, juiz, promotor, … Se fossemos honestos não precisaríamos de polícia, delegado, carcereiro, espião… Se não tivéssemos o costume de consumir e ostentar tanto, não precisaríamos de tantos shoppings, tantas indústrias, tanto desmatamento, tanta poluição, não geraríamos tanto lixo… enfim…

Acabamos construindo uma sociedade muito doentia.

escravo moderno

Como eu tento fugir disso tudo?

Primeiro: Não assistindo mais televisão. Desta forma, EU controlo o que assisto, e não ELES. Não assistir a propagandas comerciais me fez perceber que não sinto mais “falta” de produtos novos, pois nem fico sabendo da existência deles. Isso é ótimo!

Segundo: Não freqüentando mais shoppings. Olhar as vitrines dos shoppings faz ter vontade de consumir mais e mais, mas será que precisamos mesmo comprar?

Terceiro: Lendo notícias alternativas. As mídias atuais (Globo, SBT, Record, Veja, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, UOL, CBN, Jovem Pam, Gazeta, IG, Terra, Yahoo, etc) são todas da direita, ou seja, na maioria das vezes, lemos apenas jornais com apenas um ponto de vista. Gosto de ler jornais da esquerda para saber o outro lado e a partir daí, tirar a minha própria conclusão.

Quarto: Tento sempre questionar o por quê de algumas teorias. Por que trabalhamos 8 horas? Quem inventou o dinheiro? Por que as pessoas falam que bebê tem medo do escuro se no útero não tinha luz? Pois já percebi que muitos de nós repetem algumas tarefas, simplesmente porque não nos foi ensinado questionar.

Copiei um parágrafo do blog Clube dos Poupadores que define muito bem a escravidão disfarçada.

Em todos os países, a grande massa populacional é educada para desejar a segurança abrindo mão da prosperidade. As escolas e universidades foram construídas para formar bons funcionários. O professor faz o papel do chefe. Os alunos devem aprender a obedecer o chefe, respeitando regras e executando as ordens dadas pelos professores. Os estudantes são treinados a decorar as informações sem questionar. Passamos muitos anos fazendo provas para aprender como executar tarefas exatamente da forma que foram ensinadas, sem perguntas e dentro de um tempo limitado. O nosso desempenho é medido através de provas e notas, usando critérios que depois serão utilizados nas empresas para avaliar o trabalho que fazemos. 

Já percebeu que você esqueceu de quase tudo que aprendeu na escola? Tirando ler, escrever e fazer cálculos básicos, esquecemos de anos de estudos. Isso não fará muita diferença. Dentro das empresas, as pessoas irão decorar processos, serão treinadas, irão respeitar regras e terão que executar tudo que for mandado, exatamente como foi mandado, sem questionamentos. Se você aprendeu a fazer isso na escola, parabéns, o objetivo era esse mesmo, você provavelmente é um bom funcionário.

Agora pare para pensar um pouco. Não é de se questionar a maneira como vivemos hoje?

~ Yuka ~

Meu dia ideal

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Li um post bem inspirador no site do Mude.nu (O dia ideal versus o dia real, por Walmar Andrade) e resolvi descrever o que eu acredito ser o dia ideal pra mim.
Ao descrever o meu dia ideal, tive a certeza de que esse dia não está longe e que com esforço, consigo alcançar este objetivo.

O MEU DIA IDEAL

“O despertador tocou baixinho às 5h da manhã e eu e meu marido acordamos dispostos como acontece todos os dias, graças ao costume de entrarmos na cama às 22h30.

Dou uma espiada rápida no quarto da minha filha e vejo que está dormindo bem.

Começamos o dia preparando um café caprichado pra nós dois. O café tornou-se um ritual gostoso, enquanto ele prepara o café, eu preparo as frutas.

Às 5h30, ele troca de roupa e vai para a academia, de onde retorma às 6h30. Durante essa 1 hora que fico sozinha, gosto de lavar a louça e usar o tempo restante para atualizar os posts para o meu blog e planejar as tarefas do dia.

Começo a me arrumar para o trabalho e saio de casa às 7h, assim chego tranquila ao trabalho, me dando tempo, inclusive, de comprimentar e jogar uma conversa fora com os colegas.

Enquanto isso, em casa, meu marido acorda a nossa bebê, e toma um segundo café com ela. Como ela entra na creche só no período da tarde, os dois têm tempo para brincar, passear e estimular a infância. Isso só é possível porque ele trabalha no período da tarde.

Eu costumo chegar no trabalho às 7h30, meia hora antes do meu horário. Verifico as tarefas importantes do dia e já começo a trabalhar nas tarefas que mais exigem concentração, antes de navegar na internet ou entrar nas redes sociais, pois sei que rendo melhor na parte da manhã.

Na hora do almoço, esquento a marmita que preparei com muito carinho no dia anterior, com bastante verduras, legumes e frutas, pensando sempre na saúde da familia.

No final da tarde, deixo minha mesa organizada e vou embora com a sensação de dever cumprido.

Busco a minha filha na creche e vamos embora a pé, de mãos dadas. Ainda bem que a creche é perto de casa.

Tomamos banho juntas e enquanto ela fica brincando um pouco sozinha, eu preparo o jantar.

Jantamos, depois escovamos os dentes e tiramos uma horinha para brincar. Às 19h30 ela coloca o pijama e entra na cama para eu ler um pouco do seu livro preferido.

Às 20h dou um beijinho de boa noite e me retiro do quarto para esperar o meu marido chegar do trabalho. Enquanto isso dou uma organizada na casa e relaxo um pouco lendo um livro.

Às 21h ele chega, esquento seu jantar e conversamos sobre os acontecimentos do dia.

Ele toma um bom banho enquanto eu lavo a louça e deixo a mesa do café da manhã semi pronta, e entramos na cama às 22h30.”

Gostaram? Um dia eu chego lá.

~ Yuka ~

Como eu me tornei minimalista

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Hoje o post é um pouco diferente.

A Bárbara, do blog Meu Diário Minimalista, me convidou para responder algumas perguntas sobre como iniciei a trajetória do minimalismo. Abaixo coloquei as minhas respostas.

 

1. Primeiro, como resolvi me tornar “minimalista”?

Acho que a primeira vez que comecei de fato a prestar atenção sobre o conceito minimalista foi através do blog da Rita, o The Busy Woman and the Stripy Cats. Sabe quando você lê um texto e se identifica demais com o conceito? Então, tive isso quando li o post sobre Minimalismo e Frugalidade. Esta frase dela, definiu muito bem o meu sentimento na época que perdura até hoje:

“Ser minimalista não é uma necessidade imposta pela crise, pelos cortes orçamentais, pelo governo.
Ser minimalista é uma escolha. Uma escolha que perdura antes, durante e depois da crise.”
A partir daí, só me aprofundei no tema e comecei a colocar em prática no que eu acreditava.

2. Porque senti necessidade de mudar minha vida?

Há 5 anos, quando comecei a namorar o meu marido, tudo começou a fazer sentido. Comecei a descobrir o que era mais importante para mim, e definitivamente não era os bens de consumo. Com o tempo, esse sentimento foi acentuando e começamos a perder interesse nas compras, nos shoppings, troca de presentes em períodos festivos como Natal, Dia dos namorados etc. Ao mesmo tempo, outros sentimentos começaram a aflorar, como a vontade de estarmos mais juntos. E percebemos que para estarmos felizes, não precisávamos abrir a carteira todas as vezes. A mudança veio aos poucos, foi como uma descoberta de um novo eu.

3. Por onde comecei?

Acho que o início é sempre pelo guarda-roupa, né? Comecei descartando roupas que não tinham mais sentido pra mim, depois sapatos, maquiagens, esmaltes, objetos da cozinha, papéis, e quando percebi já estava pronta para me desfazer de alguns dos sentimentos, de opor ao consumo excessivo, ser mais consciente dos próprios atos, etc que eu considero o ponto alto do minimalismo. E a consequência disso tudo é ter mais tempo para fazer o que mais gostamos. Como diz a Rita, “o principal motivo para uma pessoa se tornar minimalista é a felicidade. Ter mais tempo para si, para o que lhe dá prazer, para estar com os seus, até para trabalhar na sua paixão. ” Perfeito!

4. Quanto tempo levou até que percebi a mudança de hábito?

A mudança de hábito ainda é um exercício diário. Por isso eu sempre digo que eu tento ser uma pessoa minimalista, mas não sei se posso dizer que sou uma minimalista. Gosto de ler bastante e tentar aplicar alguns conceitos no meu dia-a-dia. Ando descobrindo que ter tempo para pensar é um combustível para ter novas ideias e pensamentos há muito tempo adormecidos. Atualmente, meu foco está no meu pensar.

5. Você implementou outras mudanças em sua vida?
Com o minimalismo, vieram alguns questionamentos que nunca havia feito: “Preciso trabalhar 8 horas por dia mesmo?”, “Quanto preciso para viver?”, “O que eu preciso para ser mais feliz?”, “Quem são as pessoas mais importantes da minha vida?”, “O que posso fazer para fazer diferença na vida de alguém?”. São respostas que ainda estou respondendo e amadurecendo ideias.

6. Por fim, de todo esse processo, o que foi mais importante para você?
Pra mim, foi o auto-conhecimento. O lema dos minimalistas “identifique o essencial, livre-se do restante” nos obriga a pensar, ao invés de deixar tudo no piloto automático. Mais importante do que saber o que você quer para sua vida, é saber o que você não quer para sua vida. Hoje sei exatamente as coisas que quero e as coisas que não quero para minha vida. É um eterno aprendizado.

Agora gostaria de convidar a Elaine do Simplicidade Diária e a Inês do Minimal para responderem a TAG.

~ Yuka ~

Bolo de maçã com casca

bolo de maca com casca1

Tenho uma receita de bolo de maçã que é muito gostosa, faço sempre que compro maçãs orgânicas, já que as cascas também são utilizadas no bolo.

Ela fica douradinha por cima e fica bem fofo. O bolo fica gostoso logo que sai do forno, mas fica mais gostoso ainda no dia seguinte.

BOLO DE MAÇÃ COM CASCA

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 xícara de óleo
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  • 3 maçãs
  • açúcar e canela para polvilhar

Modo de preparo:

Descasque as maçãs e reserve as cascas. Corte as maçãs em cubos pequenos e reserve. Bata no liquidificador: ovos, óleo, açúcar e as cascas da maçã. Despeje em uma tigela e misture os demais ingredientes até incorporar bem. Unte uma assadeira e leve ao forno médio por aproximadamente 40 minutos ou até dourar. Polvilhe açúcar e canela.

~ Yuka ~