Como montar um atelier sem gastar muito

No post anterior, eu mostrei como é o meu pequeno atelier.

Nest post, resolvi explicar como montei um atelier sem gastar muito dinheiro.

A primeira coisa que fiz foi medir tudo com fita métrica todo o espaço disponível que eu tinha, como a distância entre as paredes, o tamanho do varão que eu deveria comprar, enfim, tudo mesmo.

Para facilitar essa etapa, eu gosto de usar o aplicativo de celular (gratuito) chamado Measures. Ele permite tirar fotos e acrescentar as medidas na própria foto, criando pastas. É ótimo.

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Depois esvaziei a escrivaninha, limpei as gavetas e o coloquei móvel na sala.

A partir daí fui recolocando os objetos do atelier pouco a pouco, e sempre tirava fotos para que eu pudesse analisar “com olhos de visitante” como estava ficando: se bagunçado ou colorido demais. Pode soar estranho, mas acredito que quando olho a decoração da minha casa através de uma lente de uma máquina fotográfica, consigo identificar mais fácil se a decoração está ficando boa ou se está muito bagunçada.

Depois fui comprar o varão na loja Daiso (paguei R$6,90), já sabendo o comprimento exato do varão que eu iria precisar.

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Eu já tinha os ganchos em S (como mostrei aqui), e trouxe-os para o atelier e pendurei as minhas tesouras. Bordei a frase “home is wherever i am with you” em um tecido, prendi no bastidor e pendurei como um quadro com um gancho autocolante.

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Outra coisa além da tesoura que eu resolvi expor foram as amostras de tecido. Eu tenho mania de toda vez que compro algum tecido, recortar uma amostra no tamanho 10x10cm e guardar para posterior consulta. Acho tão útil estas amostras, que separo por cores. Quando preciso repor algum tecido, levo a amostra para a loja, pois assim o vendedor consegue me atender rápido.

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As coisas miúdas que deixavam um ar de bagunça no atelier, foram “escondidas” nas caixinhas transparentes. Só que ao tirar foto desta etapa, percebi que ainda continuava com ar bagunçado. Por isso acrescentei um papel verde-água de scrapbook (para combinar com a capa da máquina de costura que eu tinha feito) na frente de cada uma das caixinhas para ocultar as miudezas e dar um aspecto mais clean.

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Outra coisa que eu queria deixar exposto eram as linhas de costura. Mas todo organizador que eu encontrava para comprar ou eram muito grandes, ou muito pequenos. E eu queria um do tamanho exato para a parte superior da escrivaninha. P jeito foi fazer um utilizando uma placa de isopor, uma placa de plástico branco e palitos para fazer pipa que comprei em uma papelaria.

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Para dispor os tecidos para costura, dobrei todos os tecidos que eu tenho na mesma largura e altura, e guardei nas gavetas ordenando por gradação de cores.

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E foi isso. Gastei muito pouco pra montar um cantinho de costura pra mim.

~ Guta ~

Compostagem alternativa

Eu gosto muito da ideia de fazer uma compostagem em casa, de reduzir ao máximo o lixo orgânico produzido por mim e no final, “receber” como recompensa, um adubo rico em nutrientes que as plantas adoram.

O único porém é que eu já tentei algumas vezes, mas nunca consegui acertar. A minha composteira (com ou sem minhocas) vira um pesadelo depois de algumas semanas, sempre com um cheiro de lixão, com larvas enormes e assustadoras. Sei que isso acontece porque eu ainda não acertei em fazer a compostagem da forma correta… e pra piorar, ainda tenho medo de insetos…

Agora resolvi fazer diferente. Nem sei se ainda posso chamar o que estou fazendo de composteira doméstica, mas vai lá.

Ao invés de fazer em composteiras, resolvi fazer direto em um vaso de plantas. Liberei um vaso, coloquei as pedras expandidas no fundo, mais a manta bidin. Depois coloquei um pouco de terra e comecei a fazer o processo de colocar 1 camada de lixo orgânico (casca e restos de frutas, legumes e verduras), depois 1 camada de folhagem seca (coloquei guardanapo usado, palha de milho, casca seca de ovo e café coado com o coador de papel) e por fim, uma camada fina de terra.

Para não ficar revolvendo a terra todos os dias, faço isso 1 vez por semana. Para que o lixo orgânico não estrague neste intervalo de 1 semana, guardo em um pote de sorvete com tampa dentro da geladeira. E o lixo seco guardo também em um pote de sorvete, mas fora da geladeira.

Assim que o vaso ficar cheio, pretendo migrar uma muda que eu já tenho para esse vaso com os compostos, e libero um vaso para recomeçar a compostagem.

Para entender melhor, fiz o passo-a-passo abaixo:

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composto6

composto7Como o vaso fica onde pega chuva e sol, ele sofre as intempéries do clima. A minha esperança é que assim, quem sabe, não dê larvinhas, por não ficar abafado.

~ Guta ~

Como calcular o tamanho e quantidade das fraldas no Chá-de-Fraldas

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Onde eu trabalho, existe uma tradição em oferecer chá-de-fraldas para quem está grávida.

O costume é mandar convite para todos os funcionários (independentemente se você conhece a pessoa ou não) e assim, quem te conhece participan do seu chá-de-fraldas e quem não te conhece não vai no seu chá.

Mas afinal, como saber quem vai e quem não vai de verdade no chá? E como prever o tamanho das fraldas que iremos ganhar? Começam a surgir algumas dúvidas como:

“E se eu ganhar muito P e faltar outros tamanhos?” – bom, você terá que comprar os outros tamanhos que faltam, já que dificilmente você conseguirá trocar o tamanho das fraldas nas farmácias ou supermercados.

“E se eu ganhar muito G e faltar os tamanhos menores?” – nesse caso, o prejuízo é menor, pois você aproveita as fraldas. A parte ruim é que precisará de um lugar em casa para estocar as fraldas durante uns 9 meses até chegar o momento em que seu filho estará grande o suficiente para usar fralda G.

Para evitar isso, eu queria garantir primeiro quantidades suficientes em fraldas P, depois a M, depois a G e assim por diante.

Eu pesquisei na internet quantas fraldas eu precisaria de cada tamanho:

– Tamanho RN – 76 fraldas (2 pacotes) para usar durante 10 dias

– Tamanho P – 480 fraldas (17 pacotes) para usar durante 2 meses (8 fraldas por dia)

– Tamanho M – 1080 fraldas (36 pacotes) para usar durante 6 meses (6 fraldas por dia)

– Tamanho G – 1500 fraldas (63 pacotes) para usar durante 10 meses (5 fraldas por dia)

– Tamanho GG – 1050 fraldas (43 pacotes) para usar durante 7 meses (5 fraldas por dia)

Na hora de pedir o tamanho da fralda no convite, levei em consideração que pessoas próximas poderiam me dar tamanho P e M (já que é muito mais garantido que esta pessoa vá comparecer no seu chá). Pessoas que são colegas, poderiam me dar tamanho G e GG (já que a chance desta pessoa comparecer é menor). Assim, não precisaria estocar as fraldas de tamanho maior na minha casa durante tanto tempo:

Dica 1) Não pedir fralda RN para ninguém. Você vai ganhar de alguém, acredite. 

Dica 2) Pedir em torno de 20% a mais do número que precisa de cada tamanho.

Dica 3) Eu escolhi 20 pessoas que eu sabia que iria no chá, por serem pessoas próximas, amigas, que estão sempre perto de mim e coloquei no convite fraldas tamanho P.

20 pessoas = 20 pacotes de fraldas (17 fraldas + 20% = 20 pacotes de fraldas)

Dica 4) Eu escolhi 43 pessoas que eu tinha amizade, mas não aquele contato diário e coloquei no convite fraldas tamanho M.

43 pessoas = 43 pacotes fraldas (36 fraldas + 20% = 43 pacotes de fraldas)

Dica 5) Eu escolhi 75 pessoas que apesar de saber quem é, não tinha quase contato. Coloquei no convite tamanho G.

75 pessoas = 75 pacotes fraldas (63 fraldas + 20% = 75 pacotes de fraldas)

Dica 6) O restante dos funcionários, coloquei no convite tamanho GG.

Com isso, eu acabei ganhando:

– RN – 76 fraldas, das 76 que esperava ganhar.

– P – 580 fraldas, das 480 que precisava ganhar (de 2 meses que precisava, tenho fraldas para 2 meses e 12 dias).

– M – 1136 fraldas, das 1080 fraldas que precisava ganhar (de 6 meses que precisava, tenho fraldas para 6 meses e 9 dias).

– G – 559 fraldas, das 1500 fraldas que precisava ganhar (de 10 meses que precisava, tenho fraldas para 3 meses e 20 dias).

– GG – 184 fraldas, das 1050 fraldas que precisava ganhar (de 7 meses que precisava, tenho fraldas para 1 mês e 6 dias).

Como podem ver, a margem de erro foi pequena e vou estocar poucas fraldas G e GG. Não especifiquei marca, primeiro porque eu acho indelicado (já estou escolhendo o tamanho da fralda. Acho indelicado especificar a marca também) e segundo porque acho bom variar a marca por causa de alergias que seu filho pode ter com uma determinada marca.

Depois, foi só alegria. Separei por tamanho, e guardei assim:

– RN na cômoda

– P deixei perto da cama mesmo, já que vou usar em menos de 10 dias depois que minha filha nascer

– M guardei tudo no guarda-roupa

– G empacotei e coloquei em cima do guarda-roupa

– GG empacotei e coloquei em cima do guarda-roupa

 

TEXTO ADICIONADO EM 07/07/2015:

Eu demorei um pouco para perceber que não existe um padrão no tamanho das fraldas. Então na hora de começar a usar as fraldas, tenha em mente que há tamanhos diferentes mesmo todas elas sendo P.

Por exemplo, enquanto a fralda P da Turma da Mônica já tinha ficado apertada na minha filha, a P da Pampers ainda estava folgada. Tentem administrar isso para não perder as fraldas.

~ Guta ~

Jogar fora ou consertar?

Pois é, eis a questão.

Às vezes, consertar sai tão caro que compensa comprar um novo, mas também fico pensando em como geramos lixo de forma desnecessária. Ao invés de jogar fora uma única peça quebrada, ou uma bateria, acabamos comprando um aparelho inteiro novo.

Eu achei que quando a tira do meu chinelo arrebentasse, eu ficaria toda contente em poder comprar um chinelo mais colorido. Mas quando a tira arrebentou e percebi que o chinelo ainda estava inteiro, fiquei com dó de me desfazer. Fui na feira, paguei 4 reais e simplesmente troquei as tiras. Ao invés de ir para o lixo o chinelo todo, foram só as tiras arrebentadas que foram para o lixo.

chinelo

Parece que tudo é tão descartável e substituível, né?

Aconteceu um caso semelhante, só que desta vez com o meu aspirador de pó Ergorapido, da Eletrolux. Ele é muito bom, gosto bastante do design, da praticidade, da sua funcionalidade. Mas depois de 1 ano de uso, a bateria ficou fraca e a potência do aspirador já não era mais a mesma.

Fiquei também com muita dúvida se comprava um novo ou trocava a bateria. Há muitas reclamações por parte dos clientes da Eletrolux em relação ao preço dessa bateria. Eu paguei nesse aspirador, em 2013, por R$250,00. A troca de bateria custa R$180,00.

Descobri que eu deixei a bateria viciada, pois deixava a tomada ligada 24 horas por dia, 7 dias por semana. O técnico da Electrolux me explicou que a bateria desse aspirador é como de um celular. Carregou, tem que tirar da tomada. Por isso o aspirador da minha mãe, que é bem mais antigo que o meu, ainda funciona, enquanto o meu aspirador que é bem mais novo estava com a bateria fraca…

Baseada na mesma decisão em relação ao chinelo, resolvi não jogar todo o aspirador fora, e troquei somente a bateria. Pelo menos não gero tanto lixo.

Depois de 90 dias da troca, posso afirmar que estou bem feliz em relação a decisão tomada. O aspirador está funcionando de vento em popa e ainda evitei que ele virasse uma sucata.

~ Guta ~

Quais são as coisas que você não abre mão?

abrir mão

Depois que descobri o minimalismo, eu aprendi a abrir mão de muitas coisas.

1.) tenho um guarda-roupa com poucas roupas, apenas com peças curingas. Tenho poucos sapatos, poucas bolsas, poucos acessórios;

2.) deixei de assistir televisão. Assisto filmes, programas, seriados pelo computador e não sou obrigada a assistir a programação pré-estabelecida dos canais de televisão. Deixei de sofrer manipulação descarada da mídia e de propagandas que me incentivava a comprar coisas que não quero;

3.) joguei fora pessoas que não me faziam bem;

4.) abri mão de ter um carro, mas não abro mão do conforto. Quando preciso, ando de táxi.

5.) abri mão de me mudar para um apartamento maior, mesmo grávida (pelo menos por enquanto).

Enfim, a lista é bem longa. Mas só queria mostrar que mais importante do que abrir mão de certas coisas, é saber quais são as coisas que eu não abriria mão.

E descobri que:

1.) não abro mão das qualidades dos itens que possuo (não importo em ter menos, mas gosto de qualidade);

2.) não abro mão da minha felicidade. E isso inclui um casamento feliz. Por isso não abro mão de viajar, namorar, passear com meu marido. Nunca considerei isso como gasto, e sim como investimento.

3.) não gosto ser mão-de-vaca. Gosto de saber a diferença entre prioridade e supérfluo, saber quando gastar e quando economizar.

Sabendo as minhas necessidades e prioridades, fica muito mais fácil dizer NÃO para as pessoas.

~ Guta ~