Consumo imposta pela sociedade

compras

Ano de 2014 chegando… e com isso, chegam as datas comemorativas (leia-se datas para dar e receber presentes).

Não sei se vocês já perceberam, mas a maioria das datas comemorativas devem ser acompanhadas de presentes. Claro, os comerciantes agradecem.

Contem comigo: ovo de Páscoa pra família toda, presente do dia das mães, presente do dia dos pais, presente do dia dos namorados, presente de Natal para família e amigos mais próximos, amigo-secreto no fim de ano com os colegas de trabalho e amigos da academia, presente no aniversário de namoro, presente no aniversário de casamento, presente no aniversário do marido, da mãe, do pai, dos irmãos, dos filhos, presente no dia das crianças, presente para ir no aniversário dos amigos dos filhos. E olha que eu nem coloquei os afilhados, sobrinhos, tios, tias e primos, heim.

A lista, na verdade, é imensa. Eu só coloquei as datas principais.

Eu não sigo o consumo descontrolado imposta pela sociedade. Eu e meu marido, não trocamos presentes de aniversário, de Natal, nem de nada. Trocamos MOMENTOS. Ao invés de ganhar uma roupa, vamos juntos jantar num restaurante que sempre tivemos vontade. Só que isso não se resume apenas às datas especiais. Fazemos isso quando bate a vontade.

Para a minha mãe e sogra, ao invés de comprar 3 presentes ao longo do ano (aniversário, dia das mães e Natal), compro um só, mas um presentão que elas sempre quiseram, mas que não tiveram coragem ou condições de comprar. Compro o que elas estão precisando.

Já ganhei presentes sem precisar. Já ganhei roupas que não combinam com o meu estilo. Isso significa que a pessoa que te deu gastou dinheiro desnecessariamente e não alcançou o objetivo que era me deixar feliz. Geralmente as pessoas ficam sem graça de passar adiante algo que ganhou de presente e continua usando roupas que não te deixam bem, ou deixam as peças escondidas dentro de casa ocupando espaço no guarda-roupa. Falando de forma bem direta, foi um desperdício de dinheiro.

Eu já ganhei presente do meu marido em datas normais, quando estava com dúvida qual echarpe comprar. Vermelho ou lilás? Lilás ou vermelho? Tinha gostado tanto dos dois, mas só tinha dinheiro para um. Quando finalmente consegui decidir, meu marido simplesmente falou: “pode embrulhar o outro também. Vou dar de presente.” Acho muito mais gostoso ganhar mimos assim, do que ganhar em dias em que a sociedade do consumo dita as regras.

Eu e meu marido não trocamos presentes, porque nosso maior presente é poder viajar juntos. Se comprássemos presente para cada data comemorativa, não teríamos dinheiro para fazer as viagens. Quando falo que para cada escolha há sempre várias renúncias, é isso. Eu prefiro fazer viagens e renunciar a ganhar pequenos presentes. Foi nossa escolha e estou muito satisfeita com a nossa decisão.

~ Yuka ~

Anúncios

3 comentários em “Consumo imposta pela sociedade

  1. Por aqui eu e o marido também não trocamos presentes, mas ainda não conseguimos escapar da obrigação com o resto da família. Ano passado falamos que não queríamos nada, mas ninguém nos ouviu. Minha mãe chegou a ficar ofendida!
    É interessante observar de fora toda essa movimentação em volta do consumismo. Percebo que me sinto cada vez mais incomodada com isso, com a necessidade de dar e receber uma coisa qualquer, só porque está instituído que deve ser assim.
    Abraço,

    1. Oi Bruna, eu te entendo, porque com a minha família acontece a mesma coisa. O que eu faço, é ao longo do ano, explicar para todo mundo (família, colegas de trabalho, parentes) que estou tentando levar uma vida mais minimalista, evitando a cultura do consumismo. Quando eu preciso comprar alguma coisa, acabo dando comida de presente: um bombom, um cookie, um azeite um pouco mais exótico… Comecei a fazer isso porque eu ganhava roupas (que não era do meu estilo), sapatos (que não entravam no meu pé gordo), perfumes (me dá enxaqueca), maquiagens (que me davam alergia), e muitas vezes tive que repassar para outras pessoas. Dar comida de presente possibilita que a pessoa “consuma” o presente e de quebra, ainda não ocupa espaço em casa. Um beijo,

  2. Que legal, Guta! Tenho um acordo assim com o meu namorado também, no dia dos namorados sempre jantamos em um lugar bacana que os dois gostem, e no aniversário de namoro fazemos uma viagem. Acho muito triste que o carinho que supostamente deveria estar envolvido nas datas comemorativas tenha se tornado uma troca de bens materiais insignificantes. Com a família não há muito o que fazer, pois é uma convenção social, fazer o quê… Beijo, estou adorando seu blog!
    perfeitaassimetria.wordpress.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s