Como desencorajamos as pessoas (mesmo sem querer)

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Quando quis emagrecer, ouvi a frase: “ah, mas você já é tão magra, não precisa emagrecer mais”.

Quando comentei que queria ser uma mãe melhor, ouvi: “mas você tem que entender que você já é a melhor mãe que elas podem ter”.

Quando falei que eu queria ter menos coisas, ouvi: “nossa, mas você já tem pouquíssimas coisas. Por que você quer ter menos ainda?”.

Quando disse que eu estava tentando aumentar meus aportes mensais, ouvi: “Você já economiza tanto, pra que economizar mais ainda?”.

Quando compartilhei meu sonho de adotar um parque, ouvi um: “Assumir trabalho dos outros (no caso, da Prefeitura) é fazer papel de trouxa.”

Quando digo que faço parte do movimento FIRE (independência financeira, aposente-se cedo), ouço um sonoro “você e o mundo inteiro quer isso”.

Bom, por aí percebemos que não podemos ir na onda das pessoas.

De todos os itens acima, o único “projeto” que eu ainda não pude iniciar, foi adotar uma praça. Todos os outros, já estão em andamento ou até mesmo concluídos.

Sei que as pessoas fazem isso com o intuito de ajudar. “Você já é magra”, “Você já economiza o suficiente”, “Você já é uma boa mãe”… Eu sei que as pessoas fazem isso pensando no meu melhor, mas preciso dizer que muitas vezes não ajuda.

Percebo como as pessoas tem o costume de desencorajar as iniciativas alheias. Dificilmente as pessoas encorajam, dão suporte, elogiam. Muito pelo contrário, riem da desgraça alheia. Da roupa dos outros que julgam cafona. Da iniciativa que deu errado. Do português falado errado. Alegram com o fracasso do colega.

E com isso, acabamos criando a cultura do “desencorajamento”. São pessoas que ficam com medo de sair da zona de conforto, para não serem julgadas e ridicularizadas pelos próprios colegas e familiares.

Meu marido, físico e pesquisador, tem colaboração com a NASA. Sim. com a Agência Espacial Americana. Além dele ter amizade com alguns dos pesquisadores de lá, já escreveram juntos alguns artigos científicos. Para chegar nesse ponto, voltaremos um pouco no tempo.

Há alguns anos, ele foi para os EUA e fez uma apresentação de seu trabalho para um grupo de pesquisadores da NASA. Claro que suas pernas tremeram, claro que bateu uma insegurança, o medo de acharem sua pesquisa sem importância… mas no final da apresentação, todos foram cumprimentá-lo pela sua excelente pesquisa. Meu marido até fala, que o trabalho dele poderia não ter sido tudo aquilo que os pesquisadores da NASA haviam elogiado. Mas o fato deles terem elogiado, aplaudido, dado um tapinha nos ombros, conversado com ele, fez TODA A DIFERENÇA em querer fazer melhor, em querer continuar fazendo mais.

Ao invés de julgar, que a gente tenha a coragem de estender a mão para a pessoa que estiver precisando da nossa ajuda. Que a gente tenha humildade para reconhecer o esforço do outro e que consiga aplaudir as boas iniciativas. A gente esquece que um bom escritor não começa escrevendo um texto maravilhoso no início de sua carreira. Que um bom chefe, muitas vezes já errou tantas e tantas vezes, até aprender a ser mais humano.

Enquanto estava escrevendo este post, procurei no Google se havia algo parecido já publicado. E tive a grata surpresa que o Geração de Valor havia escrito algo a respeito, inclusive colocado um vídeo muito significativo sobre esse assunto:

“No vídeo abaixo, uma adolescente de 13 anos foi cantar o hino nacional americano numa partida da NBA. Nervosa, errou a letra do hino que já havia cantado dezenas de vezes, na frente de cerca de 20 mil pessoas na arena e milhões de outras que assistiam ao vivo na TV. Diante da situação embaraçosa que estava prestes a se transformar num inesquecível caos, o técnico de uma das equipes correu, ficou ao seu lado, segurou o microfone juntamente com ela e cantou, mesmo sem ser a sua especialidade, ao lado da adolescente que, em vez de ter sido vaiada e trucidada pelo público como frequentemente presenciamos, teve o apoio dos presentes, que cantaram junto com ela e, por fim, saiu aplaudida e abraçada por todos.”

~ Yuka ~

Como emagreci 12 quilos em 3 meses

reeducação alimentar

Depois que eu tive as minhas 2 filhas, eu engordei 12 quilos.

Quando casei, pesava 50 quilos. Depois que minha filha nasceu, passei a pesar 55 quilos. Depois da minha segunda filha, passei a pesar oficialmente 62 quilos.

Minha caçula completou 2 anos, e o 62 quilos consolidou-se no meu corpo.

A partir deste momento, gostaria que vocês lessem esse post sem tentar achar se os meus 62 quilos eram muito ou pouco. Para algumas pessoas, pode ser infundado eu querer emagrecer pesando 62 quilos. O importante é se sentir bem no próprio corpo, e eu estava incomodada com o meu peso.

O principal fator que me fez querer emagrecer, é que eu sempre fui uma pessoa muito magra. Mesmo se eu quisesse engordar, não conseguia, diziam que era o tal do metabolismo.

Depois que engravidei 2 vezes, eu não reconhecia mais o meu corpo. Para a maioria das pessoas, eu não estava gorda, tanto que algumas pessoas acharam absurdo quando comecei a emagrecer com a dieta.

A verdade é que eu não decidi emagrecer para os outros, nem pelo marido, nem por ninguém. Chegou um momento, em que as minhas calças não entravam mais, e eu tinha que tomar uma decisão: ou comprava números maiores ou emagrecia. Eu optei pela segunda opção (minimalismo na veia).

A virada de chave aconteceu no início deste ano, quando 3 pessoas, na mesma semana, acharam que eu estava grávida da minha “terceira filha”, e uma pessoa cedeu o lugar prioritário para mim no metrô. Chegou a hora de fazer algo por mim.

Antes de fazer alguma dieta, eu resolvi estudar. Sim, li muitos textos, livros. Muitos podem até estranhar, mas realmente eu pesquisei os tipos de dieta existentes, desde a dieta da proteína, cetogênica, low carb, paleo, do limão, jejum intermitente etc.

E depois de estudar, optei pela Dieta Dukan, por acreditar que seria a mais rápida, que focava apenas na alimentação (com alguns minutos de caminhada). E por isso mesmo não fiz exercício físico, pois achei que eu poderia me distrair, ou até mesmo desanimar tentando fazer tudo ao mesmo tempo.

Sei que muitos dos que me seguem aqui são veganos, e por isso mesmo, não concordam com esta dieta. Mas da mesma forma que respeito a opinião das pessoas, espero que respeitem a minha decisão de ter seguido esta dieta.

A Dieta Dukan não é uma dieta tão fácil de ser executada, principalmente no início. Vou comentar rapidamente aqui, mas para quem tiver interesse, por favor, leiam o livro (o link está no fim deste post).

A dieta possui 4 fases:

  • Ataque – dependendo do peso a ser perdido, a pessoa precisa comer exclusivamente carne por 1 a 5 dias.
  • Cruzeiro – comer em dias alternado somente carne e no outro dia carne e legumes até chegar no peso ideal.
  • Consolidação – a cada quilo perdido, ficar 10 dias nesta fase, para evitar o efeito sanfona.
  • Estabilização – é a fase final. Você é livre para seguir a sua alimentação, mas deverá comer 1 dia por semana somente proteínas pelo resto de sua vida.

Fazer a Dieta Dukan, não foi fácil, principalmente, porque tive abstinência de carboidratos (arroz, batata e doces) nas primeiras semanas. No início, meu corpo tentou interromper a dieta. Tive dores de cabeça, fraqueza, pressão baixa, sonos absurdos, mas eis que meu corpo se acostumou com a falta de carboidratos e consegui encerrar a fase mais difícil (Ataque e Cruzeiro). Atualmente estou na fase Consolidação.

O corpo basicamente usa carboidratos para gastar energia, pois é de fácil consumo para o corpo. Quando comemos uma batata frita, por exemplo, ele usará o carboidrato como energia, e armazenará a gordura no corpo. E assim, vamos engordando cada dia um pouco mais.

Quando cortamos radicalmente o carboidrato e reduzimos a gordura, o corpo, sem alternativa, passa a usar a gordura do nosso corpo para gastar energia. E é assim que o emagrecimento acontece de forma relativamente rápida nesta dieta.

Duas coisas foram muito importantes nesse processo: disciplina e foco.

Pois bem, 72 dias depois, alcancei a meta dos 52 quilos. E com a meta inicial alcançada, resolvi emagrecer até os meus 50 quilos: meu peso de quase 10 anos atrás.

Enquanto fazia a Dieta Dukan, passei a seguir no YouTube o Rodrigo Polesso, que divulga seu trabalho sobre alimentação forte. Foi com ele que eu descobri que eu não comia alimentos de verdade. Comia substâncias comestíveis que não faziam bem para o meu corpo, começando pelo óleo vegetal e margarina.

Ao observar os alimentos que ingeria na Dieta Dukan, passei a enxergar a comida de outra forma. Passei a ingerir alimentos de verdade durante toda a dieta, que hoje chamo de reeducação alimentar. Eu não passei fome em nenhum momento da dieta, pude comer até me sentir satisfeita, repetia o prato quando necessário e mesmo assim, fui emagrecendo.

Se foi fácil? Claro que não. Nunca é fácil, principalmente quando você está no refeitório da sua empresa e vê pessoas almoçando nhoque, pedaço de pizza, refrigerante, sobremesas, etc.

Para quem tiver curiosidade, aqui está o gráfico da minha evolução durante esse período.

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“Tenha cuidado com seu corpo. É o único lugar onde você tem para viver.”- Jim Rohn

  • ~ Yuka ~

    Divirta-se sem gastar dinheiro

    Taí uma frase para se pensar: divertir-se sem gastar dinheiro.

    Lembro que quando morava em Santos, no litoral de São Paulo, costumava passear com as minhas amigas do colegial pela orla da praia. Nos divertíamos horrores, não precisávamos de dinheiro para rir.

    No fim-da-tarde, costumava andar pela orla da praia, sentindo aquela brisa quente do verão… não sentia falta de dinheiro.

    A gente vai crescendo, e aprendendo a associar diversão com dinheiro: um passeio no shopping e compramos algum presente. Um passeio pelo bairro e vamos à sorveteria. Um passeio no parque e compramos água, um algodão doce e algum lanche. O happy-hour que acontece no barzinho perto do trabalho. Um encontro com amigos que acontece na pizzaria. Os passeios do fim-de-semana que são acompanhados de cinema, pipoca e um jantar no shopping.

    Nada contra ter diversões que custem dinheiro… mas jogo uma pergunta no ar:

    – Será que somos capazes de nos divertir sem gastar dinheiro?

    Quando morava no outro apartamento, eu e meu marido passávamos horas conversando, sentados no chão, preparando e comendo em frente à nossa churrasqueira “tortinha” – era tão torta que meus amigos diziam que um bêbado tinha construído a churrasqueira rsrs.

    Esse era o nosso prazer. Olhar para o céu aberto e conversar, enquanto comíamos. Não gastávamos dinheiro, a nossa felicidade era auto-suficiente.

    Depois de 9 anos juntos e 2 crianças a tira colo, continuamos com a mesma rotina frugal.

    Temos costume de ir em parques, fazer piqueniques, ir em eventos infantis, mas geralmente levamos nossa água, suco, lanchinho, um doce, algo pra beliscar.

    Outro dia, num dia de muito calor, eu tinha feito chup-chup para a alegria das crianças. Minha amiga me chamou para levar as crianças em um parque e eu não tive dúvidas: peguei minha bolsa térmica, coloquei os tabletes de gelo e enchi de chup-chup. Chegando no parque, ela não acreditou quando eu abri a bolsa térmica. Não preciso nem dizer que as crianças (e os adultos) amaram, né?

    Mês passado fomos assistir ao Show do Bita que aconteceu no Shopping Tatuapé. Foi fantástico. E gratuito.

    Também fomos a um espetáculo de circo que aconteceu no Teatro de Contêiner Mungunzá, que não conhecíamos até então. Maravilhoso. E gratuito também.

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    Os próprios artistas falaram que o espetáculo já havia sido pago pelo Teatro, mas que quem quisesse contribuir, deixariam o chapéu para colocar gorjeta. Pois bem. Meu marido colocou uma gorjeta de R$20,00. Minha mãe colocou gorjeta de R$50,00. Por aí dá pra ver que não vamos nesses eventos para economizar, e sim para prestigiar as iniciativas locais.

    Eu e meu marido sabemos que a decisão de como o dinheiro pode ser gasto depende exclusivamente de nós.

    Se for abrir a carteira, que seja desta forma: por amor.

    ~ Yuka ~

    Aprecie as coisas simples da vida

    Eu tenho um objeto em casa, que eu nem sei se tem nome.

    Comprei há 9 anos em uma das lojas do bairro da Liberdade, em São Paulo, e que uso praticamente todos os dias.

    É um batedor de leite, um mini-mixer.

    Há tempos penso sobre esse assunto, e hoje, resolvi escrever sobre essa pequena felicidade que sinto ao preparar o meu café.

    É só um café com leite normal, mas ao fazer espuminha no leite, sinto a sensação de que foi preparado com amor.

    Eu esquento o leite, ligo o “mini-batedor” dentro da caneca para fazer a espuma e depois acrescento o café.

    Sabe quando você está cansada, quer sentar e tomar um bom café com leite? Essa espuma branca, fofinha, que gruda nos lábios, faz toda a diferença pra mim.

    Eu sinto prazer e aconchego.

    É um momento gostoso que eu e meu marido temos para desacelerar, curtir a companhia do outro, mesmo que seja por poucos minutos antes de dormir. Aliás, essa é a vantagem de quem não perde o sono mesmo tomando uma canecona de café à meia-noite.

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    Aqui, o leite já morno com o mini-mixer, mini-batedor, seja lá qual for o nome.
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    É só colocar e deixar ligado por uns 30 segundos.
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    Meu leite com espuminha… nham nham nham…
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    Aqui, já com café. Geralmente fica mais escuro, acho que coloquei pouco café desta vez. Os chocolates ganhei de uma amiga.

    Se tiver um tempo, pare para avaliar quais são os seus pequenos prazeres, as pequenas alegrias, as pequenas conquistas…

    Busque a consciência de que a verdadeira felicidade se esconde nas pequenas coisas da vida.

    ~ Yuka ~

    O escravo moderno pagador de contas

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    Há pesquisas que comprovam que quando acordamos, temos o que denominamos de “tanque de decisões”. Conforme tomamos decisões, esse tanque vai se esvaziando. Que roupa usar hoje? O que comer no café da manhã? Que horas sair de casa para ir ao trabalho? Quais são as minhas prioridades do dia? Etc.

    Depois de inúmeras decisões tomadas ao longo do dia, quando chegamos em casa à noite, já estamos com o tanque quase vazio. É quando a nossa energia vital fica baixa, estamos cansados física e mentalmente. Nesse momento, muitos de nós, com a intenção de descansar um pouco, assistimos televisão, o YouTube, o Instagram… E a sutil lavagem cerebral se inicia.

    Vemos o mundo colorido das celebridades. Mesmo sabendo que aquela vida perfeita foi totalmente editada, começamos a achar a nossa vida monótona. Aliás, é tão monótona que começamos a consumir o que as celebridades consomem, quem sabe ficamos um pouco mais parecidas com elas?

    Assistimos de camarote às diversas propagandas camufladas (ou explícitas…) incentivando o consumismo ao extremo. Assistimos também as tragédias do mundo inteiro, pois não basta mais mostrar apenas as tragédias de um único país.

    Toda essa visão de mundo nos provoca ansiedade e medo. E trabalhamos cada vez mais com o intuito de amenizar a ansiedade e o medo que são gerados diariamente.

    O trabalho nada mais é do que uma troca. Você vende seu tempo em troca de dinheiro. Se trabalhamos o mês inteiro em troca do tempo, e não conseguimos poupar nada, significa que gastamos todo o nosso tempo. Já quando o dinheiro sobra, temos a possibilidade de recomprar o nosso tempo.

    O salário é a moeda de troca para desistimos dos nossos sonhos.

    Acabamos nos tornando um escravo pagador de contas.

    Pagamos um financiamento caríssimo achando que estamos fazendo um ótimo negócio, sem nem ao menos saber quanto de juros estamos pagando todo os meses. Ou até sabemos, mas ficamos ao lado dos bancos, típico comportamento de síndrome de Estocolmo.

    Cada vez mais o salário vai sendo comprometido com algum boleto bancário. Parcelas do financiamento do apartamento, do carro, da escola, do convênio médico, assinatura da internet, do celular, TV a cabo… Ou seja, largar o emprego, nem pensar.

    E assim, o uniforme do escravo moderno vai se tornando a camisa social com uma gravata que aperta cada vez mais o pescoço.

    Mesmo em situações descritas acima, a maioria não sabe quanto recebe de salário, muito menos quanto gasta. Não tem interesse em estudar sobre investimentos. Prefere ficar na ignorância, pois assim, não precisa alterar a própria rotina.

    Vive um mês após o outro, rezando para que nada de errado aconteça. E quando surge um imprevisto, parcela as dívidas, já que não possui reserva financeira.

    Espera-se o mês inteiro para receber o salário, e no dia do pagamento, todo o dinheiro vai embora nos boletos bancários… Resta esperar por mais 1 mês inteiro para receber o próximo salário e continuar fazendo a mesma coisa, mês após mês, ano após ano.

    Somos ou não somos um escravo moderno pagador de contas?

    “A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.” Aldous Huxley

    ~ Yuka ~

    DIY de Ovo de Páscoa e seus preços abusivos

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    Semana retrasada a leitora Andrea perguntou se eu estava pensando em escrever um post sobre os preços abusivos dos ovos de Páscoa. Não, não estava.

    Mas depois que ela comentou que o Kinder Ovo estava custando os inacreditáveis 700 reais o quilo, eu quase caí da cadeira. Sim, um ovo de chocolate que pesa apenas 100g sendo vendido por R$68,00.

    Eu não estava acompanhando os preços dos ovos de Páscoa, porque desde o início do ano já tinha decidido que eu mesma iria produzir os ovos para a família. Pensei nisso por 2 motivos: a diversão de incluir as minhas filhas na preparação dos chocolates e também por causa do preço, que geralmente é muito mais caro só por causa do formato.

    Eu costumo frequentar uma loja chamada Central do Sabor, que fica bem perto do metrô da Luz, aqui em São Paulo. É uma loja bem completa de doces, vende desde produtos descartáveis, chocolates de ótima qualidade, massa para preparar sorvete, itens de festa etc. Pra mim, é uma diversão passear nessa loja.

    Eu aproveitei que estava precisando passar na loja para comprar gotas de chocolate forneáveis, e comprei os itens para fazer os meus ovos de Páscoa.

    Para este ano, eu decidi fazer mini ovinhos de chocolate e embrulhar individualmente em papel colorido, já que a minha filha mais nova ainda faz muita lambança com o chocolate. A minha esperança é que com os ovinhos ela faça menos sujeira na hora de comer.

    Fiz 3 tipos de ovos: meio-amargo, chocolate ao leite, e crocante.

    É difícil dizer quanto custou fazer cada kit do ovo, já que a intenção inicial não era postar aqui no blog. Então infelizmente não tenho o valor exato, mas não acredito que eu tenha gastado mais que R$10,00 a R$15,00 para fazer cada ovo, já que as formas eu poderei usar no ano que vem, e ainda sobrou muito, muito chocolate. Fiz ainda para a minha família e para alguns amigos.

    Eu tenho muito prazer em fazer este tipo de atividades. Em períodos de festas, como a festa-junina, compro barbante e papel de seda para fazer bandeiras coloridas. Às vezes, tenho a impressão de que comprar pronto sairia muito mais barato, mas neste caso, não faço com a intenção de economizar, e sim, para me divertir com as crianças.

    Com os ovos foi a mesma coisa. Elas não vêem a hora de chegar a Páscoa para comer o chocolate que elas mesmas prepararam. Elas já comeram uma parte, mas os ovos que estão embrulhados, ficarão para a Páscoa mesmo.

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    ~ Yuka ~

     

     

    Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE

    Como vocês sabem, eu acompanho poucos sites, blogs e canais do YouTube. Primeiro, porque não tenho tempo para acompanhar todo mundo, e segundo, porque dou foco na qualidade do conteúdo publicado.

    Um destes sites que acompanho, entrou em contato comigo e não fico sabendo que ele também gosta do meu trabalho? Que dia feliz!!!

    E com isso gostaria de prestigiar o trabalho do SapienLivre.com indicando uma leitura de um de seus posts: “Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE”. Para quem tiver interesse, depois de terminar de ler o post, clique aqui para conhecer o site.

    DIFERENÇA ENTRE O MINIMALISMO E O MOVIMENTO FIRE

    “Onde foi que eu me perdi tanto de mim que, agora, nesse exato momento…”

    Esta frase da escritora Clarisse Lispector descreve bem como todos nós já nos sentimos em algum momento ou ainda estamos nos sentindo agora mesmo.

    Todo mundo em algum momento já se sentiu perdido na vida. No sentimento de não pertencimento… sabe? Eu particularmente já me questionei e continuo me questionando quase todos os dias.

    Neste sentido costumamos responder a esses questionamentos de diferentes formas, coisas do tipo:

    • Buscamos compensar a nossa frustração consumindo coisas que não precisamos, se endividando e caindo em um buraco ainda maior;
    • Procurar alternativas para a vida de consumo e algumas se encontram no minimalismo, tentando viver com menos coisas para dar espaço maior para as relações humanas;
    • Busca trabalhar duro e fazer grande esforço por um período determinado de tempo para tentar alcançar a independência financeira e se aposentar por volta dos 40 ou 30 anos ( Movimento FIRE).

    Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE

    Bom, fácil de concluir que o materialismo não faz ninguém feliz. Nossa geração, de modo geral,  nunca foi tão rica e também tão infeliz.

    Então entre as alternativas que temos eu costumo chamar de contra cultura, o Minimalismo e o Movimento FIRE.

    O que é Minimalismo

    Usando as palavras dos The Minimalist,  Minimalismo é:

    “O minimalismo é uma ferramenta para se livrar do excesso da vida em favor de se concentrar no que é importante – para que você possa encontrar felicidade, realização e liberdade”.

    Em outras palavras é a busca de reduzir excessos para liberar espaço e tempo para as relações humanas.

    E o Movimento FIRE

    O FIRE é abreviação das palavras em inglês Financially Independent, Retiring Early. Este movimento ainda pouco conhecido no Brasil, representam as pessoas que buscam a Independência Financeira e Aposentadoria Precoce ( eu prefiro falar antecipada).

    Imagine poder se aposentar aos 40, alguns ainda aos 30 anos. Em uma sociedade que vem discutindo aposentadoria tradicional cada vez mais tarde, parece uma realidade impossível mas a fórmula é simples e aplicável.

    A ideia é ganhar o máximo que puder, poupar entre 30% a 70% da renda. Fazer investimentos com qualidade e depois de uns 10, 15 anos viver de renda e curtir a vida.

    Deixar de trabalhar neste momento passa a ser uma opção já que o dinheiro deixa de ser o fator determinante.

    Qual destes é a melhor escolha para você

    Se pararmos para observar estes dois movimentos são de certa forma parecidos. Todos eles buscam uma alternativa para o modelo atual de sociedade. No sentido de dar menor importância as coisas e maior liberdade para fazer escolhas.

    Os FIREs trabalham mais a questão financeira reinvestindo seus ganhos, para assim ter maior liberdade de escolhas quando alcançar a independência financeira; viajar pelo mundo; viver sua paixão, mesmo que ela não remunere de forma adequada.

    Os Minimalistas trabalham a limpeza geral de excessos na vida, seja de coisas materiais como também no sentido de ter uma vida menos estressante. Seja morando em uma casa menor ou controlando seus próprios desejos para diferenciar o que realmente é necessário.

    Obvio que para cada uma destas estratégias existem vantagens e desvantagens. Qual destas você se identifica mais?

    Eu particularmente acredito que não preciso escolher entre um ou outro. Por que não aproveitar o melhor do dois movimentos?

    Afinal de contas eles se complementam. É totalmente possível ser um FIRE e também minimalista, mesmo porque não existe uma definição exata para um ou para o outro.

    Temos uma péssima mania de querer rotular as pessoas de ou jeito ou de outro. O que realmente importa é saber o que te faz feliz e buscar viver de acordo com seus próprios valores.

    No meu entendimento aproveitar o melhor que cada uma destas filosofias tem à oferecer é o melhor caminho. O que não fizer sentido para você descarte, simples assim.

    Entre um e outro, quem disse que não é possível escolher os dois e criar um só seu?

    Artigo original em: https://sapienlivre.com/minimalismo-e-movimento-fire