A todos os leitores, o meu muito obrigada!

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Comecei escrevendo timidamente para este blog. Lembro que a insegurança ainda fazia parte do repertório. Os primeiros posts, meu marido revisava os textos pra mim. E se eu cometer um erro ortográfico grave? E se me ofenderem? E se eu ofender alguém sem querer? E se eu não estiver sendo coerente? E se…?

A gente muda com o tempo, muitas vezes para melhor. E esse blog é o que eu tenho de concreto dessa minha evolução como pessoa.

Posso dizer com certeza que o que fez diferença neste blog foram os leitores e seus comentários.

Recebo muitas palavras carinhosas, palavras de incentivo, de apoio, e isso tem sido uma surpresa muito agradável.

Lembro que um dia minha mãe perguntou sobre o que escrevia no blog. E respondi que escrevia coisas do dia-a-dia, desde observações da vida, algumas opiniões, até receitas gostosas, de como arrumei a despensa, enfim, escrevo sobre o meu dia-a-dia mesmo. A gente sorriu, porque o conteúdo é simples, nada robusto, mas falei toda orgulhosa que tinha vários seguidores.

Hoje o post é para vocês.

Gostaria de agradecer a companhia por essa jornada que venho caminhando.

Obrigada por ler o que escrevo. Por gastar tempo de vida de vocês para acompanhar este blog.

Entre tantos sites, tantos blogs, tantos noticiários, obrigada por escolher e acompanhar este blog tão simples e caseiro (mas escrito com muito amor, viu?).

Nesse mundo tão acelerado e de excessos, espero que cada um de vocês consigam desacelerar o coração e encontrem o equilíbrio para “viver sem pressa, para ter mais tempo para o essencial”.

~ Yuka ~

Me desfiz e me libertei

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Me desfiz da bolsa da Victor Hugo… Pois descobri que essa marca não me representa.

Me desfiz da maleta de esmaltes… Descobri que era muito grande para a quantidade de esmaltes que tenho hoje.

Me desfiz de várias maquiagens… Só tenho 2 olhos, não preciso de 10 lápis para os olhos.

Me desfiz dos sapatos duros… Meus pés sustentam o peso do meu corpo, eles merecem algo confortável.

Esse ano está sendo o ano de despir de algumas marcas, alguns conceitos e de olhar mais para o meu interior, em busca do que realmente importa.

Não vejo necessidade de mostrar ou provar o que sou, nem do que sou capaz.

As pessoas do meu trabalho não têm ideia de que sou minimalista, não conhecem o meu estilo de vida, não sabem das minhas melhores qualidades, nem os meus piores defeitos. Não sabem que sou feliz com pouco.

Há alguns anos, uma colega que estudou comigo no colegial me encontrou em uma festa e ela começou a perguntar onde morava, se tinha carro, essas coisas. E a resposta que voltou foi: “Ai, como você é pobre!” Dei uma risada gostosa. E não falei nada. Não senti necessidade de argumentar.

Lembrem-se, as pessoas podem nos rotular, mas ninguém conhece a essência, nem o conteúdo, nem a bagagem que carregamos.

Outro dia me encontrei numa frase que inclusive valeu um post: O segredo da felicidade, é ser feliz em segredo. Perfeito!

~ Yuka ~

Como ter uma cozinha com poucos objetos

A leitora Janaína havia me pedido na semana passada um post especial sobre como podemos ter cozinhas minimalistas, já que a cozinha (e o guarda-roupa) é um lugar onde geralmente acumulamos muitos itens.

Eu já andei destralhando meu guarda-roupa, esmaltes, sapatos, maquiagens, itens de papelaria, despensa, mas ainda não terminei 2 lugares da casa: a cozinha e o atelier (o atelier está organizado, mas ainda acho que posso reduzir bastante coisa).

Bom, vamos para a cozinha?

Vou tentar mostrar aqui, como eu me organizo nas louças, panelas da cozinha, copos, etc. 

Para manter a ordem na cozinha, eu sempre me atento a estes detalhes aqui:

1.) Louças brancas, design simples, sem estampas. O colorido vem dos acessórios como toalha de mesa e jogo americano. Desta forma, acho mais fácil compor a mesa, não enjôo das estampas e todas as louças combinam com outras louças:

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Olha a xícara que eu usei para decorar a mesa do meu casamento. Escrevi neste post aqui.

2.) Os talheres também seguem o mesmo raciocínio: 

design simples, sem desenho, sem relevo. Fácil de lavar, fácil de enxugar:

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3.) Gosto de travessas de madeira. Dá um charme danado na mesa, coloco frutas, saladas, pão:

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4.) As panelas encaixam uma na outra para não ocupar espaço:

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5.) As travessas também se encaixam uma na outra, não ocupando espaço. Uso para fazer bolinho de chuva, colocar salada, empanar alguma coisa, lavar arroz…:

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6.) Porta-temperos: pode parecer muitos temperos para alguns, mas uso todos eles com bastante frequência:

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7.) Cumbuquinhas que adivinhem? Também se encaixam uma na outra. Uso para colocar salada individual, suflê individual, sorvete, doces em geral, frutas cortadas, feijão em porção, farofa…:

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8.) Também tenho meus acessórios que adoro. Da esquerda para direita: amolador de faca (muito prático, comprei na Daiso), espremedor de limão, alholino (é o melhor espremedor de alho que alguém pode ter), pinholino (para descascar pinhão), termômetro para saber se o ovo está cozido, descascador de legumes (também comprei na Daiso), espátula pão-duro (da Daiso):

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9.) Aqui tem o galheteiro e o porta-guardanapo. Comprei em períodos diferentes, mas sempre tento comprar algo com design simples:

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10.) As toalhas de mesa:

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11.) E os jogos americanos:

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Ainda tenho mais coisas como eletroportáteis, frigideiras, copos, enfim, não deu para mostrar tudo, senão o post iria ficar muito pesado, mas espero que tenha dado para entender a minha sistemática. Geralmente compro louças brancas e acessórios coloridos. Dificilmente uso um objeto somente para um único uso. Tento analisar os objetos com muito carinho para utilizar para outros fins, como escrevi neste post aqui. Potes, travessas e assadeiras encaixam uma na outra como assadeiras.

Ah, uma coisa muito importante. Eu não tenho louças diferentes para visitas e louças para o dia a dia. Uso a melhor louça para servir a minha família. Uso as toalhas de mesa mais bonitas para o dia a dia. Ou seja, eu não costumo guardar nada para ser usado depois. 

Acho que é isso.

Beijos.

~  Yuka ~

Por uma vida menos gourmet

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O conceito food truck, que era para oferecer comida boa a um preço camarada, virou gourmet. Duas pessoas gastam em torno de R$80,00 (lanche e refrigerante) nos food trucks espalhados pela cidade de São Paulo. E detalhe, come-se em pé.

Os apartamentos também viraram gourmet, com cozinha gourmet, varanda gourmet e espaço gourmet.

As pipocas caramelizadas e o brigadeiro gourmet com chocolate belga.

A gourmetização também chegou no café. Fico impressionada com a criatividade de adjetivos utilizados para descrever as cápsulas de café para enobrecer (e muitas vezes encarecer) o nosso café “blend de Arábicas da Colômbia finos e individualmente torrados, desenvolve uma acidez suave, com notas típicas de frutas vermelhas e vinho”…

As papinhas para bebê também viraram gourmet. Agora tem versão orgânica, light…

Apesar dos excessos de gourmetização, tento seguir o caminho contrário, valorizando a simplicidade.

Tenho um cargo de diretoria onde trabalho, mas vou ao trabalho de transporte público. Também não uso carro oficial da instituição (apesar de estar disponível) quando vou a outra filial, vou de ônibus.

Levo minha marmita todos os dias para almoçar.

Na minha sala, gosto de ficar descalça durante o expediente de trabalho.

Enquanto meus colegas usam Pandora e Vivara, me auto-denomino a “rainha da 25 de março”.

Não vejo necessidade de igualar um padrão de vida só para me encaixar no grupo ou de gourmetizar a vida só para tentar mostrar aos outros que a vida pode ser melhor que a do colega.

Vivemos um período em que muito se valoriza a gourmetização da vida cotidiana e excesso de exibicionismo ao invés da simplicidade da vida.

Se não tivéssemos a quem mostrar ou contar, será que continuaríamos comprando uma roupa cara e confortável ou pagaríamos uma roupa pela metade do preço, igualmente confortável?

Será que teríamos aquele carrão que apertou o orçamento familiar ou compraríamos um carro popular que atende a necessidade de ir e vir?

Será que continuaríamos comprando jóias se não pudéssemos mostrar para ninguém?

São perguntas que devemos fazer a nós mesmos. E podemos nos surpreender com as respostas, ao perceber que muito do que fazemos é para tentar impressionar os outros.

~ Yuka ~

DIY porta-jóias (porta-bijuterias) utilizando caixa organizadora

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Oi pessoal.

Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês o porta-bijuterias que fiz para mim.

Há tempos eu estava querendo comprar um, cheguei a pesquisar em várias lojas, mas sempre desanimava quando olhava o preço.

Lembrei que tinha umas caixas organizadoras sem uso no fundo do guarda-roupa e alguns feltros sobrando.

Olha só como eu fiz:

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Aqui está a caixa organizadora vazia.

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Dei uma boa limpada para tirar a poeira.

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Procurei um pedaço de feltro, na cor rosa.

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Cortei em tiras da largura das divisórias.

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Não há medida certa em relação ao comprimento da tira. Fui enrolando até chegar ao tamanho desejado.

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Coloquei três “enroladinhos” em cada divisória.

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Como estas duas divisórias têm uma saliência, resolvi encapar de outra forma, colocando fibra sintética e depois um pedaço de feltro por cima.

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Fiz um enroladinho desta forma e acomodei em cima da fibra sintética.

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Ficou desta forma.

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Com os brincos, anéis e pulseiras.

~ Yuka ~

 

O exercício de viver com menos

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Digo exercício, porque viver com menos é uma escolha que fazemos diariamente.

Viver com menos não é uma tarefa fácil. Significa viver contra a maré.

Além das propagandas de televisão, internet, outdoor, revistas, há as propagandas ditas “silenciosas”. Uma simples ida ao supermercado pode ser uma tentação: uma embalagem colorida para chamar a atenção das crianças (e também dos adultos), uma promoção leve 3 pague 2, enfim, uma infinidade de oportunidades para “viver com mais”.

Não podemos esquecer das opiniões dos familiares, amigos e colegas, no estilo “pra que ter de graça se podemos pagar?”.

Quando decidimos viver com menos, as escolhas vão se tornando cada vez mais fáceis, pois são poucas as decisões que devemos tomar.

Vou dar um exemplo para tornar mais fácil o que estou querendo dizer.

Se ao invés de eu comprar um carrinho de bebê muito mais equipado do que a minha necessidade, o que acontece? Provavelmente vou desembolsar uns R$3.000,00. Se eu tivesse um carro, provavelmente teria que trocar de carro com um porta-malas maior. Um carro maior gasta mais gasolina. O IPVA vai aumentar, inclusive o seguro, etc. Com um carro novo e maior, vou parar de estacionar na rua e começar a pagar estacionamento.

Viu que uma simples decisão de comprar algo inocente pode desencadear uma série de fatores?

Antes de decidir viver com menos, eu tinha muitas roupas, muitos sapatos, bolsas e maquiagens, mas parecia que nunca era suficiente. Sempre queria comprar mais e mais.

Tinha uma ânsia por espaço, queria um guarda-roupa maior, uma sapateira maior, uma estante maior, uma casa maior. Perdia um tempinho de manhã escolhendo roupas, combinar sapatos com bolsas, acessórios etc.

Quando parei para analisar cada objeto que eu tinha, percebi que eu tinha muitas coisas que não utilizava e também muitas peças parecidas. Ou seja, eu não precisava de mais coisas, muito menos de mais espaço. Eu precisava organizar a minha vida e aprender a admitir que eu já tinha o suficiente.

Ter reduzido meus pertences para um número que é confortável pra mim foi libertador, porque hoje eu sei o que eu preciso e o que não preciso.

~ Yuka ~

De quantos sapatos eu preciso -post 2

Em dezembro de 2013, eu publiquei um post dos meus sapatos. Na época, eu tinha 17 pares de sapatos (incluindo sandália, bota, chinelo e tênis).

Eu percebi que tinha vários sapatos de cores iguais, como 4 sapatos pretos, 2 sapatos bege, 2 botas, e por aí vai.

Depois de 2 anos e meio, ainda estou terminando de usar alguns sapatos daquele período, mas já consegui reduzir bem. Hoje tenho 10 sapatos:

scarpin preto

scarpin bege

sapatilha oncinha

sapatilha preta

sapatilha pink

sandália caramelo

bota de cano curto

bota de cano longo

tênis

chinelo

Esse chinelo continua na luta. Já até troquei a tira, como falei neste post aqui.

Claro que existem pessoas que tem menos sapatos do que eu, mas acho que eu consegui achar a quantidade e variedade ideal pra mim.

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~ Yuka ~