Estou grávida… de novo!

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Sim, estou grávida de novo.

Sim, o filho foi planejado.

Minha filha hoje está com 1 ano e 4 meses, isso significa que até o nascimento do bebê, ela terá 2 anos de idade, já que estou grávida de 3 meses.

Como na minha primeira gravidez, os dias têm demorado para passar por conta da minha pressão baixa e enjôos. A parte boa é que depois que essa fase passar, vou poder curtir a minha gravidez com a minha filha e meu marido.

Minha filha fica passando a mãozinha, dá uns tapinhas e uns beijinhos na minha barriga, além de enfiar o dedo no umbigo e dar risada com tudo isso.

É muito gostoso ver a família crescer.

~ Yuka ~

12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo

Beach boy with tablet

Beach boy with tablet

Andei lendo o texto “12 sinais de que você está criando seu filho para ser escravo” e fiquei muito feliz em perceber que tenho percorrido o caminho que eu acredito.

Algumas pessoas podem até achar “alternativo” o tipo de vida que levo e/ou a forma como quero criar meus filhos. Podem achar que eu tenho que comprar mais coisas, gastar mais, mas o importante é que eu e meu marido compartilhamos da mesma opinião, o que fortalece ainda mais nosso casamento.

Não vou copiar o texto neste post porque acho que o autor merece a leitura no próprio site, mas gostaria de comentar os tópicos (são 12):

1.) Você matriculou seu filho em uma escola que o prepara para o mercado de trabalho

Não. Não quero que minha filha se encaixe no mercado de trabalho. Como mãe, quero oferecer a liberdade e incentivo para ela decidir o que ela quer fazer. Aliás, esse é um dos motivos dela frequentar a creche municipal, ao invés de uma creche privada, pois sou daquelas que acredita no ensino público. Sei que não é simplesmente jogar seu filho na escola e achar que só os professores têm responsabilidades. Estudei a vida inteira em escola pública e quero coloca-la na creche municipal e na escola pública, ter maior diversidade racial e sócio-econômico. Provavelmente teremos que ser mais participativos, quem sabe ajudar a pintar a parede da escola, manter uma comunicação ativa com a comunidade local. Muitos me desencorajam dizendo que isso é puro romantismo, que não vai dar certo, mas eu acredito nas pessoas e acredito que isso pode dar certo.

2.) Você leva seu filho no shopping para passear

Eu e meu marido não passeamos mais no shopping, porque sabemos que shopping é o paraíso do consumo. Quando queremos passear, passeamos no parque, na rua, em qualquer lugar, menos no shopping.

3.) Você permite que ele tenha mais coisas que o necessário

Nós temos apenas o necessário. Isso faz com que a minha filha também não tenha mais coisas que o necessário, apenas o suficiente. Aliás, ela tem poucos brinquedos e roupas.

4.) Você acredita que ajuda seu filho quando executa tarefas simples pra ele

Vou dar um exemplo simples… quando minha filha era uma bebê, aprendeu a rolar e estava com o rostinho enterrado no colchão. Fiquei observando bem de perto para que não acontecesse nada com ela, mas deixei que ela se esforçasse um pouco para sair daquela situação, pois ficava pensando que seu a ajudasse sempre, ela não saberia o que fazer se ela enterrasse o rosto de madrugada, dentro do berço. Dar autonomia e independência também é tarefa dos pais.

5.) Você ensina seu filho a valorizar as coisas pelas marcas que elas carregam

Estou em processo de mudança, pois andei descobrindo que marca não é sinônimo de qualidade. Antes, eu não sabia disso porque não tinha condições financeiras de comprar marcas caras. Por isso sempre achei que marca cara era sinônimo de qualidade. Hoje vejo que muitas marcas são sinônimos de status do que de qualidade.

6.) Você não ensina seu filho a receber doações

Quando eu era mais nova, eu sempre recebia roupas das amigas da minha mãe. E adorava. E eu ganho roupas das filhas das minhas amigas. Por isso acredito que para a minha filha receber doações será algo natural.

7.) Você faz da alimentação por frutas e legumes algo pontual

Muito pelo contrário, aqui em casa quase não entra produtos industrializados. Um dos últimos itens industrializados que utilizamos em casa é o molho de tomate e caldo de galinha.

8.) Você o deixa ver televisão

Nós não assistimos televisão em casa. Temos uma televisão, mas só assistimos filmes e seriados. Isso aconteceu graças à NET. Nós tínhamos TV a cabo, e depois de um tempo, pedimos para retirar a TV a cabo e ficar somente com a TV aberta. Qual não foi a surpresa quando percebemos que eles arrancaram inclusive a antena coletiva do nosso prédio? Ficamos impossibilitados de assistir até canais abertos. E isso acabou sendo o passo que faltava para deixarmos de assistir televisão.

9.) Você não educa seu filho com uma medicina preventiva

Em casa eu tento alimentar a minha família de forma saudável, com alimentos naturais e frescos, não faço uso de remédios de forma frequente. Acredito que quanto mais um corpo for saudável, menos precisa-se de remédios.

10.) Você incentiva que seu filho tenha ídolos

Eu não tenho ídolos. Pra mim, herói é uma mãe que carrega um filho de 6 anos no colo, um pai que é mãe ao mesmo tempo, um médico que não esqueceu o seu juramento e trata seus pacientes da forma mais humanitária possível. Meus ídolos não são cantores, jogadores de futebol, modelos, milionários. Meus ídolos são pessoas simples. Quero ensinar isso para a minha filha.

11.) Você ensina as suas crenças para ele

Cada pessoa tem uma crença em relação a religião, modo de viver, trabalho, etc. Cada pessoa precisa descobrir as suas crenças e respeitar as diferenças. Inclusive respeitando a decisão dos filhos de qual crença irá seguir ou não irá seguir.

12.) Você não coloca em prática o que ensina para ele

Fala que não tem dinheiro, mas seu filho vê você gastando em shopping. Fala que não tem tempo, mas seu filho vê você fofocando com a vizinha. Os filhos são observadores. Por isso estamos sempre tomando cuidado para que o nosso discurso seja o mais coerente possível.

~ Yuka ~

Como organizar uma lista de supermercado

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O post de hoje foi um pedido de uma leitora, que queria saber como organizo a minha lista de supermercado.

Antes de mais nada, é preciso saber que a minha lista de supermercado anda de mãos dadas com a despensa e a geladeira. Além disso, conforme vou usando os produtos da despensa e da geladeira, a lista de supermercado vai crescendo.

Vou tentar descrever o meu dia-a-dia.

Supondo que eu vá preparar um bolo. Vou na despensa e pego a farinha, açúcar, chocolate em pó, fermento em pó e o leite de côco.

Eu geralmente uso muita farinha ao longo do mês, por isso além da farinha que guardo no pote, gosto de ter sempre um pacote extra na despensa. Quando pego esse pacote e encho o pote, já anoto na lista do supermercado.

O restante dos itens funciona basicamente da mesma forma. O açúcar está na metade do pote? Bora acrescentar na lista. Peguei o último leite de côco? Acrescento na lista.

Continuando no bolo… Abro a geladeira para pegar os ovos, e vejo que só tem 6 (sendo que vou usar 3 para o bolo), acrescento também na lista.

Vou usar papel manteiga para forrar a assadeira e percebo que está acabando, também acrescento na lista.

O bolo fica pronto daqui a 40 minutos. E a lista de supermercado também está pronta, sem fazer esforço. Por isso geralmente quando estou cozinhando, o meu celular fica do meu lado, para que eu possa acrescentar os itens que pretendo comprar no supermercado.

Os produtos que consumo bastante eu sempre tenho mais que 1 na despensa. Por exemplo, 3 caixinhas de creme de leite, 2 latas de milho, etc. Se compro itens novos que já tinha em casa, coloco os itens novos atrás dos que já tinha, assim não preciso me preocupar com a validade dos produtos.

Faço a mesma coisa com os itens de higiene. Se abro a última pasta de dente, anoto na lista. Se vejo que o shampoo está para terminar, anoto na lista. Se o detergente está na metade, anoto na lista. Assim, o fluxo todo da lista do supermercado tem funcionado em perfeita sintonia.

Como eu compartilho a lista com o meu marido, ele não precisa perguntar para mim o que precisa ser comprado, já que está tudo na lista.

Com isso, eu sei que não preciso me preocupar com os itens da despensa e produtos de higiene. Mas antes de ir no supermercado, gosto de dar uma olhada na geladeira para conferir quais legumes, verduras e frutas ainda tenho em casa.

E só depois disso é que vou ao supermercado.

~ Yuka ~

 

 

A consequência de viver sem televisão

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Sim, é possível viver sem televisão.

Eu, que era viciada em televisão, noveleira assumida, consegui parar de assistir e confesso que não sinto mais falta.

Após mais de 16 meses sem assistir televisão, olha as coisas que eu percebi:

  • a vontade de fazer compras por impulso cessou completamente. Não assistir televisão significa não ter acesso a comerciais que vendem perfumes, tênis, promoções de eletrodomésticos… Não assistir comerciais, significa não sentir pressão para comprar ovos de Páscoa, presente para o Dia dos Namorados, não ficar nem sabendo das “promoções imbatíveis”… Não assistir novela significa não saber a roupa que está na moda, a cor do esmalte do momento e os acessórios mais pedidos de uma determinada atriz famosa. E sem todas essas influências, passei a me preocupar em roupas que fiquem bem no meu corpo, independentemente da moda do momento.
  • depois que parei de assistir televisão, fiquei mais crítica e observadora. Comecei a ler notícias que antes não eram veiculadas na mídia, ou era passada de outra forma. E percebi como a mídia induz e (até mesmo) manipula as notícias. Notícias que leio pela internet de uma forma, é passada de outra forma pela televisão, ou simplesmente não é passada. Noticiam sobre coisas que julgo não ser importantes para desviar a atenção dos problemas importantes. Pode uma coisa dessas?
  • a maioria da mídia popular é de direita. Globo, Veja, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Abril, Record, Isto É, SBT… Aprendi a ler conteúdos de esquerda para saber os dois lados da história, para finalmente tirar a minha própria conclusão. Antes, eu assistia aos telejornais e interpretava aquilo como verdade absoluta. Hoje vejo que não é bem assim.

Já ouvi dizer que a televisão nos deixa mais burros… não posso afirmar que é uma verdade, mas no meu caso, após mais de 1 ano sem assistir televisão, percebo que estou muito mais atenta às coisas que acontecem ao meu redor.

Hoje eu procuro as notícias que julgo ser importantes para mim.

Sendo que antes, era a televisão que selecionava as notícias que julgava ser importante para mim.

~ Yuka ~

 

Avalie: você gasta sua energia na causa ou na conseqüência?

Olá pessoal!

Queria compartilhar com vocês uma coisa que tenho percebido com uma certa frequência.

– As pessoas estão reclamando mais. –

Quando se reclama por muito tempo, reclamar vira costume, e é disso que temos que tomar cuidado.

E para tentar administrar melhor a minha vida (sem reclamar tanto), gosto muito de trabalhar com o conceito causa e conseqüência (causa e efeito / ação e reação).

Antes de fazer alguma coisa, sempre paro e penso: se é causa ou se é conseqüência.

Por exemplo: se percebo que tenho ficado irritada durante os meus dias, tento avaliar a causa da minha irritação. Não adianta fazer massagens, fazer terapia, tomar remédios se a causa da minha irritação é o trabalho. Enquanto não resolver a causa da irritação, não adianta gastar energia na conseqüência.

Quantas pessoas você conhece que está insatisfeita no relacionamento? Continuar com uma pessoa, mesmo não amando só para não se sentir sozinho? Pense assim: se quer ter como conseqüência uma família, precisa avaliar se está com a pessoa certa. Permanecer com uma pessoa que você não ama, só para não ficar sozinho pode até solucionar o problema de imediato, mas a longo prazo, estará sozinho, pois a chance de ter uma família unida diminui se não houver amor.

Quantas pessoas você conhece que reclama do salário baixo, mas anda de carrão, mora em um bairro caro, coloca os filhos numa escola cara, comendo em restaurantes toda semana (ou até mesmo todo dia)? Talvez o problema todo não seja o salário baixo (que nem é tão baixo assim), e sim o padrão de vida.

Para quebrar esse círculo, antes de mais nada, é muito importante fazer uma avaliação crítica do problema. Fazer diagnóstico se é causa ou consequência não é tão simples como parece. Exige paciência, pois muitas vezes não dá para distinguir com clareza a origem do problema.

~ Yuka ~

A todos os leitores, o meu muito obrigada!

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Comecei escrevendo timidamente para este blog. Lembro que a insegurança ainda fazia parte do repertório. Os primeiros posts, meu marido revisava os textos pra mim. E se eu cometer um erro ortográfico grave? E se me ofenderem? E se eu ofender alguém sem querer? E se eu não estiver sendo coerente? E se…?

A gente muda com o tempo, muitas vezes para melhor. E esse blog é o que eu tenho de concreto dessa minha evolução como pessoa.

Posso dizer com certeza que o que fez diferença neste blog foram os leitores e seus comentários.

Recebo muitas palavras carinhosas, palavras de incentivo, de apoio, e isso tem sido uma surpresa muito agradável.

Lembro que um dia minha mãe perguntou sobre o que escrevia no blog. E respondi que escrevia coisas do dia-a-dia, desde observações da vida, algumas opiniões, até receitas gostosas, de como arrumei a despensa, enfim, escrevo sobre o meu dia-a-dia mesmo. A gente sorriu, porque o conteúdo é simples, nada robusto, mas falei toda orgulhosa que tinha vários seguidores.

Hoje o post é para vocês.

Gostaria de agradecer a companhia por essa jornada que venho caminhando.

Obrigada por ler o que escrevo. Por gastar tempo de vida de vocês para acompanhar este blog.

Entre tantos sites, tantos blogs, tantos noticiários, obrigada por escolher e acompanhar este blog tão simples e caseiro (mas escrito com muito amor, viu?).

Nesse mundo tão acelerado e de excessos, espero que cada um de vocês consigam desacelerar o coração e encontrem o equilíbrio para “viver sem pressa, para ter mais tempo para o essencial”.

~ Yuka ~

Me desfiz e me libertei

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Me desfiz da bolsa da Victor Hugo… Pois descobri que essa marca não me representa.

Me desfiz da maleta de esmaltes… Descobri que era muito grande para a quantidade de esmaltes que tenho hoje.

Me desfiz de várias maquiagens… Só tenho 2 olhos, não preciso de 10 lápis para os olhos.

Me desfiz dos sapatos duros… Meus pés sustentam o peso do meu corpo, eles merecem algo confortável.

Esse ano está sendo o ano de despir de algumas marcas, alguns conceitos e de olhar mais para o meu interior, em busca do que realmente importa.

Não vejo necessidade de mostrar ou provar o que sou, nem do que sou capaz.

As pessoas do meu trabalho não têm ideia de que sou minimalista, não conhecem o meu estilo de vida, não sabem das minhas melhores qualidades, nem os meus piores defeitos. Não sabem que sou feliz com pouco.

Há alguns anos, uma colega que estudou comigo no colegial me encontrou em uma festa e ela começou a perguntar onde morava, se tinha carro, essas coisas. E a resposta que voltou foi: “Ai, como você é pobre!” Dei uma risada gostosa. E não falei nada. Não senti necessidade de argumentar.

Lembrem-se, as pessoas podem nos rotular, mas ninguém conhece a essência, nem o conteúdo, nem a bagagem que carregamos.

Outro dia me encontrei numa frase que inclusive valeu um post: O segredo da felicidade, é ser feliz em segredo. Perfeito!

~ Yuka ~