Defina FELICIDADE

captura-de-tela-2016-09-22-as-14-29-46

Repetimos diversas vezes de que queremos ser felizes, de que os nossos filhos sejam felizes… mas o que significa felicidade para você?

O que te faz realmente feliz?

A maioria de nós, procura a felicidade nos lugares errados. Achamos erroneamente que bens materiais nos traz felicidade: uma casa grande, um carro luxuoso, comer em restaurantes de bairro nobre, ter um closet cheio de roupas importadas, ter relógios e jóias… Ou seja, achamos basicamente que são as coisas materiais que nos traz felicidade. Também tem gente que acha que a felicidade está na outra pessoa, mais precisamente, casar e ter filhos (eu conheço algumas pessoas que são casadas com filhos, e continuam infelizes), talvez porque seja mais fácil colocar a responsabilidade da própria felicidade em uma terceira pessoa.

Só que a verdadeira felicidade não envolve bens materiais, nem casamento.

Felicidade é a soma de pequenas felicidades. Reconhecer e agraciar os pequenos prazeres é o que traz a felicidade. Quem procura a grande felicidade, irá morrer sem nunca encontrar.

Talvez o grande problema das pessoas não serem felizes é que a maioria nem sabe o que de fato o faz feliz. Quem é você? O que você gosta de fazer? A maioria das pessoas ficaria no silêncio, pensando, tentando descobrir a resposta.

Se você não entende a sua própria necessidade, se não sabe o que te faz feliz, a tendência é seguir a manada. Será tentar preencher esse vazio com as coisas que a mídia acredita que você deve ter/fazer. Ou seja, comprar várias coisas desnecessárias para seguir um padrão da sociedade. Você irá comprar porque todo mundo está comprando. Você irá casar, porque todo mundo está casando (não importa se você de fato ama aquela pessoa ou não). Você irá ter filhos, porque todo mundo está tendo filhos. E isso tudo só para se encaixar num padrão pré-ditado, acreditando que seguindo essas regras, dificilmente uma pessoa não irá ser feliz. Só que a felicidade não vem, nos deixando cada vez mais confusos.

Aqui neste vídeo abaixo, há um experimento muito interessante sobre conformidade social. Agimos de acordo como as regras são ditadas para sermos aceitos pela sociedade.

 

O que a sociedade impõe para que eu seja supostamente feliz é muito diferente do que de fato me faz feliz. E saber essa diferença foi fundamental para eu reconhecer e encontrar a minha felicidade.

Foi quando eu descobri que não preciso ter um imóvel próprio para ter segurança financeira, um carro bacana para ser considerada adulta, fazer um casamento pomposo para mostrar aos outros como sou feliz, ter uma rede social para mostrar como a minha vida é linda, comprar coisas caras para mostrar que sou bem sucedida, falar difícil para tentar provar que sou inteligente…

Você já parou para pensar quais são os ingredientes da SUA felicidade?

~ Yuka ~

Suficiência = Gratidão

gratida%cc%83o

Já parou para pensar o quanto é suficiente para você viver com qualidade?

Nós, seres humanos, temos a tendência de sempre estarmos insatisfeitos com o que a vida nos oferece. Se antes recebia R$1.000 de salário e hoje ganha R$5.000, continuamos querendo mais. E se passar a ganhar R$10.000, será que continuaremos querendo ganhar mais? Provavelmente sim.

Nós temos necessidades básicas (um teto para morar, comida para nos alimentar, roupa para nos aquecer), mas também não podemos ignorar que temos desejos.

Como equilibrar de forma saudável a necessidade e o desejo, sem pecar pelo consumismo?

Pra mim, foi muito importante conhecer a minha própria suficiência (porque a minha é diferente da sua necessidade). A partir do momento que alcancei o equilíbrio entre necessidade e desejo, surgiu o sentimento de gratidão. E frases como “Já tenho o suficiente, obrigada” começaram a ser frequentes.

– Já tenho o suficiente, não preciso mais comprar nada por enquanto.

– Já tenho um celular bom o suficiente, não preciso competir com o vizinho.

– Já tenho um salário suficiente, não preciso gastar mais tempo de vida para ganhar mais.

Não sei se é cultural do nosso país, mas tenho a impressão de que as pessoas confundem esse sentimento de suficiência com comodismo, de que nunca podemos estar satisfeitos: precisamos estudar mais, ter um salário mais alto, ter um emprego melhor, um cargo mais alto, um carro mais caro, uma casa maior etc.

O segredo de viver bem com menos é apreciar o que já possui e sentir-se satisfeito, grato, e nunca se comparar com o outro.

~ Yuka ~

Como você faz para seu dinheiro render?

esticar-dinheiro

Esses dias fui passear no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista. Não conhecia, apesar de ter sido inaugurado em 2015, nunca tinha tido curiosidade de conhecer. Só que tive um curso quase ao lado desse shopping, e como uma espécie de curiosidade, resolvi entrar.

Gente, o que é aquilo? Eu me assustei demais com os preços.

Tudo bem, sei que eu não sou rica, mas também não acho que recebo um salário ruim para ter me assustado tanto com os preços. Talvez porque eu perdi o costume de passear em shoppings, então pode ser que eu esteja desatualizada com os preços “normais” de shopping… mas pensem comigo, é normal pagar R$480,00 por um vestido de verão?

Sandalinhas rasteiras a R$280,00?

Entrei numa loja de brinquedos e a maioria estava tudo na faixa dos 99. Ou seja, R$299,00; R$399,00; R$499,00. Quando vi um brinquedo por R$599,00 eu resolvi ir embora para casa, porque foi demais pra mim.

E entendi porque meu salário rende tanto. Porque eu sei que o mesmo dinheiro pode ser utilizado de outras formas. Sei que há produtos de qualidade superior que o preço acompanha a qualidade. Mas também há muitos casos em que o preço não acompanha a qualidade, onde somente a marca é famosa e traz status.

Se eu consigo achar vestidos bonitos por R$80,00, porque eu pagaria um que custa R$480,00 e que cumpre exatamente a mesma função?

Antes eu achava normal pagar R$300,00 (o casal) em um restaurante, até eu pagar este valor em um restaurante bem famoso que possui menu único (e cá entre nós, nem achei tãaaao gostoso assim), e vi o absurdo que eu tinha feito com o meu suado dinheiro.

E desde então, eu e meu marido começamos a repensar de que forma temos gasto o nosso dinheiro.

Ao invés de pagar R$80,00 por uma pizza delivery, pagamos R$40,00 por uma igualmente boa (só tivemos que pesquisar por mais tempo).

Ao invés de comer em food truck’s, comer em pé e pagar R$120,00, começamos a procurar lugares bons e baratos para comer. Outro dia encontramos uma lanchonete que não dávamos nada, pedimos 4 esfihas deliciosas, 2 jarras de suco de melancia perfeitas e pagamos R$27,00.

Até para comprar verduras, frutas e ovos começamos a ir numa outra feira. Ao invés de pagar R$9,80 pela dúzia do ovo, passei a pagar R$3,80.

Outro dia, eu até pensei em levar minha filha e meu sobrinho no Aquário de São Paulo. Mas quando descobri o preço, eu decidi não ir. Custa R$80,00 adulto e R$50,00 infantil (de 3 a 12 anos) e eu gastaria R$210,00 de entrada (2 adultos, 1 criança e 1 bebê não pagante), fora o metrô e o táxi. Definitivamente não vale a pena para mim. Só que eu não desisti de ir no aquário. Minha família é de Santos, e também tem um aquário lá e o ingresso custa R$5,00 adulto e entrada gratuita para menores de 12 anos e maiores de 60 anos. Para fazer praticamente o mesmo tipo de passeio, ao invés de pagar R$210,00, eu pagaria R$10,00. Ah, tem um aquário bem pequeno também no Parque da Água Branca (São Paulo). Para uma criança que não tem nem 2 anos, e não consegue ficar por muito tempo concentrada, achei ótimo pagar R$3,00.

É disso que estou falando. Pra mim e para o meu marido, procurar estes tipos de locais virou a nossa diversão.

E assim eu vejo meu salário se esticando e sobrando cada vez mais.

Eu chamo isso de gastar bem o dinheiro. É saber valorizar o TEMPO que eu dei para a minha empresa em troca de um salário.

~ Yuka ~

Como planejamento é importante para evitar dor de cabeça e viver sem estresse

Meu marido é bolsista de pós-doutorado. Ou seja, a cada 2 anos, ele precisa de projetos novos para receber o salário.

Para quem é novo por aqui, a minha segunda filha acabou de nascer, e o nascimento dela coincidiu com o término do projeto de pesquisa dele. Com a restrição orçamentária no novo governo, nem preciso falar que meu marido não conseguiu renovação do projeto.

Numa situação normal, talvez eu ficasse muito chateada, triste e preocupada. Mas desde que começamos a namorar, sabia que o emprego dele tinha a parte boa (flexibilidade de horário) e a parte ruim (instabilidade financeira), e nós nos preparamos para este dia, guardando dinheiro.

O que era para ser uma notícia ruim, se transformou numa notícia boa graças ao planejamento: ficar em casa no período em que minha segunda filha nasceu, significa que meu marido poderá acompanhar de perto a minha licença-maternidade.

O planejamento tem feito a gente viver sem estresse em muitos casos.

Na época da crise da água (em 2015), eu fiquei com muito medo de faltar água em casa, principalmente porque estava grávida da minha primeira filha. Contra todas as risadas que eu ouvi, eu comprei uma bombona para armazenar 200 litros de água no meu apartamento.

bombona

Armazenar água me deu uma sensação de segurança impagável. E olha o que aconteceu. Tive a minha filha na maternidade, e no primeiro dia em que voltamos para casa, aconteceu o que eu temia: não tinha 1 gota de água nas torneiras do prédio. Era uma situação desesperadora não ter água nem para dar banho na minha filha. Mas eu tinha água na bombona, e foi com essa água que cozinhamos, demos banho, lavamos as roupinhas. Ter feito um planejamento evitou estresse e eu lembro desse período com muito carinho, apesar da falta de água do prédio.

Sei que fazer planejamentos não é tão fácil como parece, mas tente.

Meus planejamentos geralmente começam assim, comigo pensando no pior cenário possível (por exemplo, no caso da crise hidráulica):

“Se a água da torneira acabar, o que eu poderia ter feito para que eu tivesse água por maior tempo?”

E aí vão surgindo algumas respostas.

No caso, foi estocar água no apartamento. Se a resposta é estocar água, vão surgindo outras dúvidas: Onde estocar? Como estocar? Qualquer recipiente serve? Etc.

O bom de planejar com antecedência é que esta prática nos livra de muitas dores de cabeças futuras.

~ Yuka ~

Detox digital: o início (parte 1)

detox-digital

Em primeiro lugar, tenho uma notícia maravilhosa: minha filha nasceu. Nasceu de parto normal, saudável, linda e calma (pelo menos por enquanto rs). E junto com o nascimento dela, veio a tão esperada licença-maternidade que vai me ajudar a levar esse projeto de fazer o detox digital adiante.

Há 15 dias, eu tive de me afastar do trabalho para repousar, pois corria sério risco de ter um parto prematuro. Apesar de soar estranho, foi muito difícil ficar deitada o dia todo. Minha cabeça fervilhava a mil por hora, só que meu corpo estava em repouso absoluto. E isso gerou uma onda de ansiedade nunca experimentada por mim. Apesar de estar deitada, percebi que não estava presente, não estava conseguindo aproveitar o repouso, pois ficava com a sensação de que estava perdendo tempo.

Faz alguns meses que sinto uma certa ansiedade e estafa (será esta a palavra mais adequada?) de ver tantas notícias a todo momento e sempre ter o que fazer.

Sinto uma pressão (que não vem de ninguém, vem de mim mesmo) em acompanhar os sites de notícias, de fofocas, das melhores receitas culinárias, dos melhores blogs, dos melhores vídeos etc.

E com todo esse excesso a única palavra que vem na minha cabeça é essa: estafa.

Me sinto saturada de ler muito, em acompanhar as notícias, ver tantas informações transbordando em sites, mas se não leio, dá uma sensação de que estou perdendo algo… Alguém já sentiu algo parecido com isso?

Eu sei o que estou passando. É overdose de informação. É isso acaba trazendo ansiedade, bate aquela preocupação de não ter tempo para acompanhar tudo que é “importante”.

A televisão (teoricamente) faz com que você seja um ouvinte passivo. Ou seja, a televisão escolhe o que você vai ouvir, o que você vai ver nas propagandas.

A internet já é ao contrário. Você vai atrás das informações, das notícias que você quer ver. E se não tomar cuidado, acontece uma overdose…

Eu sou uma pessoa muito curiosa. Gosto de procurar vídeos de como se produz algodão-doce, como foi construída a pirâmide do Egito, de descobrir como as abelhas constroem favos em hexágono, como é feito um lápis, de que forma é feito um batom, enfim, coloque muita imaginação, que estou sempre procurando na internet uma resposta.

A causa desse excesso é a falta de controle e disciplina da minha parte. Por isso decidi fazer um detox digital que nada mais é do que me livrar dos excessos informacionais.

Eu não tenho a intenção de me desligar completamente da internet, afinal a internet me conecta a este blog e também é de onde me atualizo com as notícias do mundo.

Eu vou nos lugares e observo que as pessoas estão tão grudadas na tela do smartphone que não percebem o que está acontecendo ao seu redor.

No metrô, não percebem um senhorzinho de cabelo branco mal conseguindo ficar em pé… Não percebem uma grávida com um barrigão de 9 meses, não cedem os assentos… não por má vontade, mas simplesmente porque estão conectados na internet, mas desconectados da vida real.

Em restaurantes, vejo casais sentados juntos, mas separados na alma, cada um com seu smartphone. Um falando pelo WhatsApp e a outra pessoa jogando Candy Crush.

Olhando essas cenas, tive a certeza de que não quero entrar nesta estatística.

Nos próximos posts vou descrever melhor de que forma está caminhando o meu detox digital.

~ Yuka ~

Filhos livres e independentes

captura-de-tela-2016-12-07-as-12-37-21

Desde que minha filha aprendeu a andar, ela faz algumas tarefas de casa, como por exemplo:

  • leva a própria fralda suja para a lixeira do banheiro
  • quando voltamos do supermercado, ela ajuda a levar alguns pacotinhos para a cozinha
  • ajuda a guardar os brinquedos na caixa
  • tira as roupas da máquina de lavar roupa para eu estender no varal
  • quando estamos varrendo a casa, ela sai correndo procurar a vassourinha pequena dela e começa a varrer junto com a gente

E por aí vai.

Eu já pensava bastante sobre o assunto, pois algumas pessoas do meu trabalho falavam em tom de brincadeira de que eu estava incentivando a exploração infantil. Mas a decisão de escrever um post veio quando o meu marido também ouviu esse tipo de comentário no trabalho dele, só que desta vez, de que ele estava sendo machista ao ensinar tarefas domésticas para a nossa filha.

Como já disse em posts anteriores, eu não fico chateada, nem irritada, nem sinto nada com estes comentários, pois sei que as pessoas não falam na maldade, elas falam por falar, falam sem pensar muito. A parte boa disso tudo é que me dá conteúdo para escrever aqui neste blog, o que é ótimo!

Então vamos lá.

Eu estimulo sim a minha filha a ajudar nas tarefas de casa. Como ela é muito pequena, tudo é muito divertido para ela. Ela adora desempacotar os itens quando volto do supermercado, abrir as caixas que vêm do correio, gosta muito de levar os pratinhos e copos de plástico para a mesa quando estou preparando o almoço, jogar lixo até a lixeira, etc. Tudo isso porque ela gosta muito de me imitar. Se estou varrendo a casa, ela também quer varrer. Se estou guardando os brinquedos dela em uma caixa, ela também começa a me ajudar. Se estou deitada descansando, ela vem correndo e encosta a cabeça no travesseiro comigo.

Eu não tenho muita ambição em relação a ela, de querer que ela seja médica, advogada, engenheira, astronauta.

Mas eu desejo muito 2 coisas: eu desejo que ela seja muito feliz, e desejo muito que ela seja livre.

E quando falo SER LIVRE, é no sentido mais amplo da palavra.

Se ela não sabe cozinhar, ela se torna dependente de uma mãe, de um cozinheiro, de um restaurante ou de alguém para cozinhar para ela.

Se ela não sabe limpar a casa, ela se torna dependente de uma empregada doméstica ou faxineira.

Se ela não sabe pregar um prego na parede, ela será dependente de uma pessoa que faça isso para ela.

Quando ensino a minha filha a cozinhar, limpar a própria casa, a ajudar nas tarefas de casa, (também pretendo ensiná-la) a poupar dinheiro, a administrar a casa, a rotina, a vida, a administrar as emoções, estou ensinando a minha filha a ser livre.

Eu não quero a minha filha dependente, nem por pessoas, nem por coisas. E isso não é nem de longe exploração infantil e/ou machismo por ensinar tarefas domésticas, já que mesmo se eu tivesse um filho homem, também ensinaria a cozinhar, pregar botão, varrer a casa, consertar chuveiro, etc.

Eu sempre dizia que devemos criar os filhos para o mundo, e não para ficar embaixo das nossas asas. Mas quando eu não era mãe, o que mais ouvia era “você fala isso porque não é mãe”. Hoje eu sou mãe e posso dizer que a minha opinião continua exatamente a mesma. Criamos os filhos para o mundo. Por isso a importância de estimular a criatividade, a independência e, principalmente, a liberdade dos nosso filhos.

~ Yuka ~

Um minimalista com um iPhone

open_graph_logoEm blogs ou reportagens sobre minimalismo a gente sempre vê comentários de pessoas dizendo “ah, é fácil dizer que é minimalista com um iPhone e MacBook”.

A verdade é que muitas pessoas confundem o minimalismo com voto de pobreza.

E a partir desses comentários em outros blogs, comecei a analisar quando passei a NÃO desejar alguns bens de consumo, como roupas caras, bolsas de grife, carro, apartamento grande, etc.

Sabe quando? Foi quando meu salário aumentou e eu pude de fato comprar várias coisas.

E posso dizer que comprei muito (muita coisa desnecessária, diga-se de passagem)!

Foi com o tempo que eu passei a não comprar certas coisas, não por falta de dinheiro, mas por uma opção.

Mas só consegui perceber que não precisava de uma bolsa de marca quando finalmente pude comprar uma. Será que se eu não tivesse condições de comprar, ainda não teria vontade de tê-la?

Acho que é difícil convencer uma pessoa que nunca pôde comprar algumas coisas a ser minimalista. Claro que tem gente que consegue, mas tem gente que não compreende.

Talvez a pessoa queira ter muitas roupas, muitas coisas em casa, pois é a sua forma de definir felicidade.

Eu mesma só percebi os excessos, quando pude ter os meus excessos. Excessos em roupas, em sapatos, em bolsas, em acessórios. E afogada entre tantos objetos dentro de casa, percebi que não era isso que me fazia feliz. Que a minha felicidade não estava nos objetos. Me incomodava a bagunça, a sensação de sufocamento entre tantos objetos não utilizados.

Cada pessoa tem o seu tempo de compreensão e mudança. Às vezes demora 1 segundo para perceber esse consumismo em excesso, às vezes é necessário errar para aprender, às vezes só é necessário ver alguém errar para aprender com o erro dos outros.

E na maioria das vezes, a pessoa pode passar a vida inteira consumindo em excesso sem nunca perceber que não é isso que a faz feliz.

~ Yuka ~